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OS MORTOS PODEM SE COMUNICAR COM OS VIVOS?


Comunicação com os mortos

Ao falar do valor da alma, acima do valor do corpo, Jesus declarou: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e corpo” (ACF) (Mt 10.28).

Ora, se devemos ter cuidado com o nosso corpo, procurando sempre, quando enfermos, o melhor médico de que dispomos, não deveríamos, com muito mais atenção, cuidar da nossa alma que sobrevive à morte do corpo? Mas não é isso que tem acontecido. A maioria das pessoas não se importa com o que possa acontecer com a sua alma depois da morte. Assim, adotam certas crenças que as levarão a perder suas almas e seus corpos na geena eterna (Ap 20.15).


Evocação de mortos

Uma prática muito difundida no Brasil é a mediunidade, ou seja, a suposta comunicação entre mortos e vivos por meio de um médium. Essa doutrina é ensinada por Allan Kardec, conhecido como o codificador do Espiritismo. Os que não admitem essa doutrina declaram que, na verdade, não se trata de espíritos de mortos que se comunicam com os médiuns, mas, sim, espíritos demoníacos que se manifestam nas sessões em que se evocam os espíritos.

Allan Kardec explica como se dá a evocação dos mortos: “Em nome de Deus Todo-Poderoso, peço ao espírito de tal que se comunique comigo; ou, então, peço a Deus Todo-Poderoso permitir ao espírito de tal comunicar-se comigo... Não é menos necessário que as primeiras perguntas sejam concebidas de tal forma que a resposta seja simplesmente sim ou não, como, por exemplo: ‘Estás aí?’, ‘Queres responder-me?’, ‘Podes me fazer escrever?’” etc... (1)

Quem é quem?

Um grande problema aflige os espíritas: é possível identificar os espíritos que baixam nas sessões, evocados em nome de Deus? São eles realmente os espíritos das pessoas evocadas? Allan Kardec reconhece esse problema de grande importância para a validade da evocação. E declara: “O ponto essencial temos dito: saber a quem nos dirigimos2 ”.

“O ponto essencial” é identificar o espírito que fala pelo médium. Diz mais Allan Kardec: “A identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo prático. É impossível, com freqüência, esclarecê-la, especialmente quando são espíritos superiores antigos em relação à nossa época. Entre aqueles que se manifestam, muitos não têm nome conhecido para nós, e, a fim de fixar nossa atenção, podem assumir o nome de um espírito conhecido que pertence à mesma categoria. Assim, se um espírito se comunica com o nome de São Pedro, por exemplo, não há mais nada que prove que seja exatamente o apóstolo desse nome. Pode ser um espírito do mesmo nível por ele enviado 3 ” (grifo nosso).

Assim, fica claro que não se pode identificar o espírito que se manifesta para dar notícias ou instruções.

Kardec pergunta e os espíritos respondem:

“Os espíritos protetores que tomam nomes conhecidos são sempre e realmente os portadores de tais nomes?”. “Não. São espíritos que lhes são simpáticos e que muitas vezes vêm por ordem destes (4) ”.

Então, como fica uma pessoa convidada pelos espíritas e levada pela saudade que vai ao centro para ter notícias de seu falecido parente, por exemplo, um pai, uma mãe, irmão ou irmã? E o problema não é só esse. Ainda que o médium seja uma pessoa honesta e digna de toda confiança, quem pode afirmar com segurança que tal espírito que se manifesta por meio dele é o da pessoa evocada? Como julgar se um espírito é fulano ou beltrano, como diz ser? Pode ser que sim, pode ser que não, mas também pode ser um espírito substituto.

Allan Kardec reconhece a dificuldade e desabafa:

“A questão da identidade dos espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do espiritismo; é que, com efeito, os espíritos não nos trazem nenhum documento de identificação e sabe-se com que facilidade alguns dentre eles assumem nomes de empréstimos (5) ”

Pode-se confiar nos médiuns?

Allan Kardec declara que é duvidoso crer na honestidade dos médiuns, o que aumenta ainda mais o problema para aqueles que admitem que ele existe. “Os médiuns de mais altos merecimentos não estão isentos das mistificações dos espíritos mentirosos. Em primeiro lugar, porque nenhum médium é suficientemente perfeito para não apresentar ponto vulnerável que pode dar acesso aos maus espíritos 6 ”.

Espíritos levianos

O problema fica mais grave ainda quando as seguintes palavras de Kardec são levadas em consideração: “Esses espíritos levianos pululam ao nosso redor, e aproveitam todas as ocasiões para se imiscuírem nas comunicações; a verdade é a menor de suas preocupações, eis porque eles sentem um prazer maligno em mistificar aqueles que têm fraqueza, e algumas vezes a presunção de acreditar neles, sem discussão” (7) (grifo nosso).

Apreciemos mais um problema levantado por Kardec: “Um fato que a observação demonstrou e os próprios espíritos confirmam é o de que os espíritos inferiores com freqüência usurpam nomes conhecidos e respeitados. Quem pode, assim, garantir que os que dizem ter sido, por exemplo, Sócrates, Júlio César, Carlos Magno, Fenelon, Napoleão, Washington etc., tenham de fato animado essas personalidades? Tal dúvida existe até entre alguns fervorosos adeptos da doutrina espírita, os quais admitem a intervenção e a manifestação dos espíritos, porém indagam como pode ser comprovada sua identidade” (8).

As aparências enganam

De fato, os espíritos que se manifestam nas sessões espíritas se apresentam sob a aparência de espíritos puros, iluminados, “com linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade” e para enganar, como admite o próprio Kardec: “É extremamente fácil diferenciar os bons dos maus espíritos. Os espíritos superiores usam com freqüência linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, isenta de qualquer paixão inferior, a mais pura sabedoria transparece dos seus conselhos, que visam sempre o nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. Há falsários no mundo dos espíritos como neste; não é, portanto, senão uma presunção de identidade que só adquire valor pelas circunstâncias que a acompanharam... Para aqueles que ousam perjurar em nome de Deus, falsificar uma assinatura, um sinal material qualquer não pode oferecer-lhe obstáculo maior. A melhor de todas as provas de identidade está na linguagem e nas circunstâncias fortuitas” (9).

Repete Allan Kardec: “Pode-se colocar como regra invariável e sem exceções que a linguagem dos espíritos é sempre proporcional ao grau de sua elevação” (10).

Kardec se torna tão específico que chega a admitir que se um espírito pode “falsificar uma assinatura” pode chegar ao extremo de imitar as próprias expressões de Jesus. “Dir-se-á, sem dúvida, que se um espírito pode imitar uma assinatura, ele pode igualmente imitar também a linguagem. Isto é verdadeiro, temos visto os que assumiram afrontosamente o nome do Cristo e, para melhor enganarem, simulavam o estilo evangélico e prodigalizavam a torto e a direito estas palavras bem conhecidas: ‘Em verdade, em verdade, eu vos digo...’. Quantos médiuns tiveram comunicações apócrifas assinadas por Jesus, Maria ou um santo venerado” (11) (grifo nosso).

O cristão e o estado intermediário

Nós evangélicos cremos que a alma sobrevive e permanece em estado inteligente e consciente no intervalo entre a morte e a ressurreição do corpo. Entendemos que a alma é uma entidade consciente e inteligente que habita no corpo e que se separa do corpo por ocasião da morte física: “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas, e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos, como eles foram” (ACF) (Ap 6.9-11, ver também Lc 12.4-5 – grifo nosso).

Algumas vezes, as palavras alma e espírito são empregadas como sinônimas para falar da parte imaterial do homem que sobrevive à morte da matéria, o corpo. Quando isso acontece, os termos alma e corpo têm o mesmo sentido. Alguns exemplos bíblicos: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (ACF) (Ec 12.7).

“E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (ACF) (At 7.59).

Os textos de Eclesiastes 12.7 e Atos 7.59 falam da sobrevivência do espírito enquanto que Apocalipse 6.9-11 e Lucas 12.4-5 abordam a sobrevivência da alma como a parte imaterial do homem que sobrevive à morte do corpo, com consciência e inteligência - o “eu” do ser humano. “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está?” (ACF) (1Co 2.11). Depois da morte física o cristão vai estar com Cristo no céu.

“Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (Porque andamos por fé e não por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (ACF) (2Co 5.6-8).

“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (ACF) (Fp 1.21-23).


O estado intermediário do incrédulo

O incrédulo vai para o Seol-Hades (inferno), e lá permanece em estado consciente de tormento. Hades indica o lugar da alma no intervalo entre a morte do corpo e a ressurreição do corpo, e aparece dez vezes no Novo Testamento.

“... e morreu também o rico e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.” (ACF) (Lc 16.22-25).

Seol-Hades indica o lugar da alma, enquanto o corpo vai para a sepultura (em hebraico, kever, kevurah e, em grego, taphos, mnema e mnemeion). Geena indica o lugar do corpo e da alma depois da ressurreição do Juízo final.

“E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre e o fogo nunca se apaga”. (ACF) (Mc 9.43).

“Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados”. (ACF) (2Pe 2.9).


Espíritos malignos

Se os espíritos dos cristãos evangélicos vão para o céu (2Co 5.6-8) e os espíritos dos incrédulos, para o Seol-Hades (inferno), e lá permanecem sem poder sair (Lc 16.24-28), só há uma alternativa para o que acontece nas sessões espíritas: a presença dos espíritos malignos! Os espíritas não acreditam em demônios, mas isso não significa que eles não existem.

“Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra? Se houvesse demônios, seriam obras de Deus. E Deus seria justo e bom, criando seres infelizes, eternamente votados ao mal?” (12).


Nomes e características de Satanás

O diabo existe! Também existem os demônios que cumprem suas ordens. A Bíblia mostra a existência e trabalho deles.

Diabo - significa sedutor, acusador dos irmãos: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele” (ACF) (Ap 12.9).

Satanás - indica que o diabo é inimigo, o grande adversário de Deus e dos filhos de Deus: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”. (ACF) (1Pe 5.8).

Príncipe deste mundo - Satanás governa os homens e os governos humanos: “Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência”. (ACF) (Ef 2.2).

Pai da mentira - a mentira é uma de suas táticas. Não é apenas o mentiroso, mas o pai da mentira: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (ACF) (Jo 8.44).

Anjo de luz - ele se disfarça em anjo de luz por meio de seus ministros: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (ACF) (2Co 11.14-15).


A Bíblia proíbe evocação aos mortos

A Bíblia é o livro, dentre outros, que nos dá a história do espiritismo. Em Êxodo ela mostra que os antigos egípcios foram praticantes de fenômenos espíritas, quando os magos foram chamados por Faraó para repetir os milagres operados por Moisés. Quando Moisés apareceu diante desse monarca com a divina incumbência de tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, os magos repetiram alguns dos milagres de Moisés (Êx 7.10-12, 8.18).

Mais tarde, já nas portas de Canaã, Deus advertiu o povo de Israel contra os perigos do ocultismo. A mediunidade, por exemplo, era uma prática abominável aos seus olhos (Dt 18.9-12). O castigo para quem desobedecesse aos mandamentos de Deus nesse particular era a morte:

“Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles”. (ACF) (Lv 20.27, ver também Êx 22.18).

A Bíblia também indica que as pessoas com ligações com espíritos familiares e feiticeiras são amaldiçoadas por Deus:

“Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR”. (ACF) (Lv 19.31).

“Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo” (ACF) (Lv 20.6). O rei Saul, antes da sua apostasia, quando ainda estava na direção de Deus, baniu os praticantes de várias modalidades do espiritismo (lSm 28.3-9). Mais tarde, o reto rei Josias agiu da mesma forma (2Rs 23.24-25). O profeta Isaías também se dirigiu aos antigos espíritas que vaticinavam para o povo de Israel dizendo-lhes que essa prática era inútil e detestável aos olhos de Deus:

“Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles!” (ACF) (Is 8.19-20).


Jesus, a solução!

Caro leitor, muitos motivos e intenções têm levado as pessoas a se enveredar pelos caminhos da mediunidade. Quase sempre esse rumo é tomado pela obsessão da saudade de alguém que partiu deste mundo. Sabemos que é indescritível a dor causada pela perda de um ente querido e, de fato, a separação abrupta das pessoas que amamos resiste ao conformismo da situação, mas não existe solução para esta adversidade no espiritismo.

Jesus é e tem a solução! Cristo venceu a morte e, por isso, pôde declarar: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. (ACF) (Jo 11.25).

Para seus seguidores, a morte não é nada mais do que tirar uma linda flor do deserto e plantá-la no jardim do paraíso. Pense nisso e considere, ainda, que, além da explícita reprovação bíblica, o próprio mentor do espiritismo, Allan Kardec, demonstrou a impossibilidade de confiar que os espíritos, que se manifestam nas sessões espíritas, sejam fulano ou beltrano.

Não se deixe enganar pela emoção! Não se deixe guiar pelos seus próprios caminhos! A advertência bíblica é bem oportuna: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele sãos os caminhos da morte.” (ACF) (Pv 14.12).


Notas

1 O livro dos médiuns, p. 224, edição de 1987, Instituto de Difusão Espírita.

2 O livro dos espíritos, p. 42, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

3 O que é o espiritismo, p. 318, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

4 O livro dos espíritos, p. 150, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

5 O livro dos médiuns, p. 461, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

6 O que é o espiritismo, p. 316, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

7 O livro dos médiuns, p. 402, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

8 O livro dos espíritos, p. 41, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

9 O livro dos médiuns, p. 464, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

10 O livro dos médiuns, p. 465, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

11 O livro dos médiuns, p. 464, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

12 O livro dos espíritos, pp. 72 e 74, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda.

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Pr. Natanael Rinaldi
O pastor Natanael Rinaldi, 80 anos, é sem dúvida um dos maiores apologistas cristãos brasileiros

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O caso das irmãs Fox


Fundadoras do Espíritismo confessam que ele é falso

A história de um “fantasma” que, través de pancadas nas paredes de madeira e no assoalho de uma velha casa, entrou em contato com as meninas Margareth e Kate Fox, respectivamente de 12 e 09 de idade, é apresentada como o “fenômeno” que marcou o início oficial do espiritismo moderno. Essa história, tida como verdadeira, tem sido utilizada em livros, revistas e jornais, tanto por escritores espíritas, como por intelectuais de outras confissões religiosas, inclusive por evangélicos – o que é de se lamentar.
Pois na verdade o que aconteceu na vila de Hydesville, no Estado de Nova Iorque, EUA, em 1847 (dez anos antes de Allan Kardec lançar na França “O Livro dos Espíritos”), envolvendo um “fantasma” e aquelas duas meninas, não foi o que os espíritas chamaram de “o início da comunicação dos seres além-túmulo com o mundo dos vivos”.

O que ocorreu na verdade naquela velha casa habitada por um casal de cristãos metodistas, que tinha como filhas as meninas Margareth e Kate Fox, não passou, inicialmente, de uma brincadeira das meninas para impressionar a ingênua e supersticiosa senhora Fox; mas essa brincadeira resultou em uma sessão de fenômenos enganosos, em uma história elaborada com astúcia, cuja trajetória e desfecho serviram aos desígnios do Pai da mentira, Satanás, (Jo 8.44).

Porém, 40 anos depois, toda a verdade foi espontaneamente revelada pelas próprias fundadoras do espiritismo. Apesar de ter sido um acontecimento de imensa repercussão na época, esse fato é hoje quase totalmente desconhecido do povo brasileiro, inclusive da maioria dos espíritas. Daí a razão de o estarmos divulgando aqui, pois, segundo observou Álvaro Negromonte: “Há muitos espíritas de boa fé, honestos e retos, que servem à causa do espiritismo com dedicação, convictos de estarem com a verdade”. É necessário, portanto, que eles sejam eficientemente evangelizados pela mensagem bíblica, e pelo conhecimento dos fatos que passamos a apresentar a seguir.

A autenticidade dos documentos e das revelações que fazemos nesta matéria pode ser confirmada em cinco autores fidedignos: Álvaro Negromonte (1), Pascoal Lacroix (2), Boaventura Kloppenburg (3), Raphael Gasson (4) e Fernando Palmes (5).

Faz-se necessário, portanto, que todos tomem conhecimento do que realmente aconteceu em Hydesville. Como evangélicos, cumpramos nossa obrigação de “alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte...” (Lc 1.79).


UMA CARTA EXPLODE EM NOVA IORQUE.


Após trabalhar como médium durante 40 anos na divulgação do espiritismo, Margareth Fox Kane, uma de suas fundadoras, escreveu e enviou uma carta ao diretor do jornal novaiorquino New York Herald, de ampla circulação. O diretor leu-a e divulgou-a imediatamente. Publicada no dia 25 de maio de 1888, a carta teve, entre os milhares de leitores do Herald, o efeito de uma bomba nuclear explodindo em pleno centro da cidade de Nova Iorque. Ao comprarem o jornal, os espíritas mal acreditavam no que liam, pois o deus deste século lhes havia cegado o entendimento (II Co 4.4), e continua mantendo hoje milhões de pessoas na cegueira espiritual.

O conteúdo da carta as seguintes revelações: Margareth confessava ter ficado muito triste ao saber, através de uma reportagem lida naquele mesmo jornal, que sua irmã Kate fora vítima de uma desgraça. A carta não nos revela que desgraça fora essa, mas fica-se sabendo que o caso envolvera os dois filhos de Kate, os meninos Purdy e Henry.


“O ESPIRITISMO É UMA PRAGA”.


Em seguida, sem maiores cerimônias, a fundadora do espiritismo confessa: “O espiritismo é uma praga. Deus tem aposto sua marca contra ele. Chamo-o de praga, pois é utilizada para encobrir pessoas sem coração...”. Na seqüência de suas revelações, Margareth cita vários nomes de pessoas (inclusive, um ex-ministro de Portugal) que vivem sendo constantemente enganados pelos médiuns. (Segundo a concepção do espiritismo, médium é aquele ou aquela que serve de intermediário nas comunicações entre vivos e mortos). Esses médiuns, afirma a fundadora do espiritismo, “atiram loucamente as espetaculares fraudes que inundam Nova Iorque.”

As pessoas que procuram envolver-se com o espiritismo, continua Margareth, “tornaram-se loucas, e sob a direção de seus fraudulentos “médiuns” são induzidas a se despojar de todos os bens temporais ao mesmo tempo que do senso comum, que, na intenção de Deus, deveriam conservar como coisa sagrada.”

Antes de tecer algumas considerações sobre fanatismo e concluir a carta, Margareth torna a afirmar: “Seja qual for a forma a qual se apresente, o espiritismo tem sido e será sempre um a praga e uma armadilha para os que nele se metem. Homem algum ou mulher alguma de bom juízo pode pensar de outro modo.”


UMA REPORTAGEM ABALA O ESPIRITISMO.


Imediatamente, milhares de cartas começaram a ser enviadas à redação do jornal New York Herald, suplicando que Margarida desmentisse aquelas declarações. Outras pediam que as duas irmãs demonstrassem publicamente a falsidade do espiritismo, e lançassem por terra o renome de milhares de médiuns que estavam a se enriquecer às custas do povo.

Quatro meses após toda aquela agitação, Margareth voltou para os Estados Unidos. Ela havia escrito a famosa carta durante o curto período que passara morando na Inglaterra.

Logo após sua chegada, um repórter do jornal visitou-a em sua casa, na West Forty-Fourth Street, em Nova Iorque, e depois fez uma reportagem que mais uma vez causou agitação entre os espíritas e leitores em geral, sob o título: “Célebre médium declara que os espíritos nunca voltam”.

O repórter descreveu Margareth como “uma pequena e magnética senhora de meia idade, cujo rosto ostenta sinais muitos sofridos e de larga e universal experiência”. A médium contou ao repórter “a história de uma vida das mais estranhas e fantásticas que jamais foram narradas”.


KATE, UMA ALCOÓLATRA.


Através dessa reportagem, alguns pontos obscuros da carta foram esclarecidos. Ficamos sabendo, por exemplo, que, por razões morais, a Sociedade para a Prevenção de Crueldade às Crianças havia tirado os dois filhos de Kate de sua companhia, e esta fora detida sob a acusação de “negligenciar o cuidado dos seus filhos Purdy e Henry, devido à bebida e à preguiça”. Essa tinha sido “a tragédia que se abateu sobre minha irmã e os meus sobrinhos”, segundo se expressava Margareth na carta. Que belo exemplo dado por essas fundadoras do espiritismo! Uma alcoólatra, e a outra (também alcoólatra), mentirosa, como veremos a seguir.

Ao saber do que ocorrera à sua irmã e aos seus sobrinhos, Margareth (que estava na Inglaterra) fez algo que é marca registrada do espiritismo: enganou as autoridades de Nova Iorque enviando-lhes um telegrama em nome de um tipo paterno dos meninos, Edward Jencken (que estava na Rússia, e de nada sabia), onde este “assumia” a responsabilidade sobre as crianças. As autoridades acreditavam, devolveram os meninos à Kate e esta viajou com os filhos para a Inglaterra, a fim de entregá-los ao “tio Edward”, que não era outra pessoa senão a própria Margareth.

Eis o belo testemunho de credibilidade e idoneidade moral dada por essa fundadora do sistema religiosa que afirma ser a Verdade, a Terceira Revelação, “surgida na Terra para corrigir os erros e as omissões de Moisés e Jesus Cristo”, conforme afirmou Kardec! Diante desses fatos muitos esclarecedores são as palavras proféticas do apóstolo Paulo: “Porque já o ministério da injustiça opera com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira...”, (II Ts 2.7,9).


INICIADAS DESDE CRIANÇA NO ESPIRITISMO.


Baseando-se certamente nas declarações que Margareth fizera na famosa carta, o autor da reportagem pergunta: “Uma vez que a senhora abomina o espiritismo, como é que durante tanto tempo o praticou?” Em sua proposta, Margareth revela outros detalhes esclarecedores de toda essa história. Léia, a irmã mais velha de Kate e Margareth, as havia arrastado para as práticas enganosas do espiritismo, após descobrir que as meninas faziam o uso de certas “habilidades” e truques em suas brincadeiras para impressionar a mãe. “Ela é minha detestável inimiga”, desabafa Margareth referindo-se à sua irmã. “Eu a odeio. Meu Deus! Eu a envenenaria! Não, não faria isso, mas eu a açoitaria com a minha língua... Nossa irmã serviu-se de nós em suas exibições; ganhamos dinheiro para ela... Oh, estou atrás dela, sabe o senhor que se pode matar, às vezes, sem usar armas?”

Quem poderia ter inspirado à fundadora do espiritismo esse impulso assassino, essa propensão fratricida, senão o diabo, aquele que foi homicida desde o princípio...? (Jo 8.44).


“OS MORTOS NÃO VOLTAM”.


Dando continuidade às suas revelações, Margareth declarou ao repórter: “Sabia, então, que todos os efeitos por nós produzimos eram absolutamente fraudulentos. Ora, tenho explorado o desconhecido na medida em que uma criatura o pode. Tenho ido aos mortos procurando receber deles um pequeno sinal. Nada vem daí – nada, nada. Tenho estado junto às sepulturas, na calada da noite, com licença dos encarregados. Tenho me assentado sozinha sobre os túmulos, para que os espíritos daqueles que repousavam debaixo da pedra pudessem vir ter comigo. Nada! Não, não, não os mortos não hão de voltar, nem aqueles que caem no inferno. Assim diz a Bíblia Sagrada, e eu digo também. Os espíritos não voltam. Deus nunca o ordenou.”

Estas afirmações estão de acordo com o que a Bíblia, o Livro da Verdade, declara: “Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo”, (Hb 9.27). Se os mortos não voltam, quem é então responsável por esses fenômenos do espiritismo, por essas manifestações de “espíritos de mortos” nas sessões espíritas? É Satanás e seus “espíritos auxiliares”, os demônios. Para enganar a todos, ele faz qualquer coisa, transformando-se em espírito de luz, (II Co 11.17).

Finalizando a entrevista, Margareth surpreende o repórter demonstrando como “o fantasma batedor” havia entrado em contato com sua irmã, e como elas, há 40 anos, enganavam a todos. Subitamente uma pancada seca ecoa sob o assoalho, próximo ao lugar onde o repórter se encontrava; outra pancada faz-se ouvir debaixo da cadeira onde ele estava sentado, e outra debaixo da mesa. Várias pancadas começam a ser ouvidas debaixo do piano, e próximo à porta da sala. “É tudo um truque?” pergunta o jornalista. “Internamente”, responde Margareth. “Não é fácil enganar?”

Diante de certas perguntas do repórter, ela responde: “Sim, sim, atinou com a coisa. É como diz, a maneira como as juntas do pé são empregadas sem levantá-lo do chão. A capacidade de fazer isso só pode ser adquirida pela prática iniciada quando ainda muito jovem.”


KATE TAMBÉM FAZ SUAS DECLARAÇÕES.


Dezesseis dias após a publicação dessa retumbante reportagem, o jornal New York Herald publicou outra, sob o título: “A mais jovem das pioneiras dentre as médiuns vai desmascarar.” Lendo-se esse documento jornalístico, fica-se sabendo que os espíritas, aflitos diante das declarações de Margareth, haviam-lhe oferecido uma vultosa quantia em dinheiro para que ela negasse o que dissera e se calasse. Mas ela, indignada, não aceitaria o dinheiro, nem se calara.

Em resumo, as declarações de Kate ao repórter que a entrevistou foram as seguintes: “Não me importo com o espiritismo. No que me concerne, acabei com isso. E direi: considero-o uma das maiores pragas que o mundo jamais conheceu... Não hesitaria um momento em desmascará-lo. O espiritismo é fraude do princípio ao fim. E é a maior impostura do século.”

“E quanto às manifestações de Hydesville em 1848 e aos ossos encontrados na adega, e o mais?” pergunta o repórter. “Tudo fraude, sem exceção”, afirma Kate.


O GOLPE DE MORTE NO ESPIRITISMO.


Finalmente, no dia 21 de outubro de 1888, Margareth cumpriu o que vinha prometendo já há algum tempo: demonstrou na Academia de Música de Nova York, diante de milhares de pessoas - entre elas, centenas de homens e mulheres declaradamente espíritas -, que as batidas e toda aquela história que marcou o início do espiritismo não tinham sido produzidas por nenhum fantasma, e sim por elas, as irmãs Margareth e Kate Fox.

Eis a notícia que o jornal World, de Nova Iorque, publicou no dia seguinte à demonstração de Margareth:

“Um simples tamborete ou mesinha de madeira, descansando sobre quatro pés curtos e tendo as propriedades de uma caixa de ressonância foi colocada diante dela. Tirando o calçado, colocou o pé direito sobre esta mesinha. Os assistentes pareciam conter a respiração, e esse grande silêncio foi recompensado por uma quantidade de estalidos breves e sonoros – os tais sons misteriosos que, por mais de 40 anos, têm assustado e desorientado centenas de milhares de pessoas, em nosso país e na Europa”.

“Uma comissão, composta de três médicos convocados entre os assistentes, subiu então ao palco e, examinando o pé durante o som das “pancadinhas”, concordou, sem hesitar, que os sons eram produzidos pela ação da primeira junta do dedo grande do pé.” (Jornal World, Nova Iorque, 22/10/1889).


O TRISTE FIM DAS IRMÃS FOX.


Em junho de 1892, morreu Margareth Fox, viúva, solitária, moralmente degradada e afundada no vício do álcool. Após haver declarado e provado, a falsidade do espiritismo, ela não procurou aquele que poderia ter libertado totalmente dele: Jesus Cristo, Filho de Deus. “Se pois o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”, (Jo 8.36). Margareth confessara suas transgressões, não a Jesus Cristo, mas aos seres humanos. Após confessá-las, ela não as abandonou, como aconselha o livro de Provérbios (28.13), quando então alcançaria misericórdia. Margareth partiu para a eternidade trilhando caminhos sombrios.

Sua irmã Kate morreu nas mesmas condições deploráveis: moralmente degradas e vítima do álcool.

Dias antes de sua morte, o jornal Washington Darly Star (de 07/03/1983) descreveu-a como uma “verdadeira ruína mental e física; essa mulher vive de caridade pública e só tem apetite para os licores intoxicantes... Esses lábios que, hoje, só articulam banalidades, promulgaram outrora a doutrina de uma ‘religião nova’, que ainda seus aderentes e seus admiradores por dezenas de milhares”. Fiel é a Bíblia ao afirmar que “o salário do pecado é a morte...” (Rm 6.23).

Quanto à Leah, a terceira das irmãs pioneiras do espiritismo, seu fim não foi dos mais honrosos. O escritor italiano Antonelli, no livro “Storia dello Spiritismo”, página 10, afirma que Léia, alegando estar cumprindo ordem de um “espírito de luz” abandonou o marido e foi viver com outro homem. Que “anjo de luz” é esse que leva os seres humanos a praticarem as obras das trevas?


Esta história das fundadoras do espiritismo moderno. Os líderes e doutrinadores dessas práticas condenadas por Deus evitam fazer comentários sobre essa história, pois ela fala mais alto do que qualquer argumento que possamos utilizar para provar que o espiritismo foi inspirado pelo pai da mentira, (Jo 8.44).

Lamentavelmente o Brasil é o país que possui o maior número de espíritas e praticantes de cultos de origem africana em todo o mundo.

Portanto, sobre os ombros da comunidade evangélica brasileira pesa a responsabilidade de evangelizar, eficientemente, os milhões de pessoas que vivem aprisionadas por essas práticas enganosas.


Cumpramos o Grande Mandamento (IDE) de Jesus, segundo Marcos 16.15.

Fonte: http://www.kurioseditora.com.br/?secao=noticia&id=92

Matéria extraída de uma ou mais obras literárias.
Este artigo é um trabalho compilado.

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Justiça aceita cartas psicografadas para absolver réus


Iara Marques Barcelos deve muito da sua absolvição da acusação de assassinato à própria vítima, o tabelião Ercy da Silva Cardoso. Ele foi morto dentro de casa, na cidade gaúcha de Viamão, com dois tiros na cabeça, em julho de 2003. Iara foi apontada como mandante do crime.

Em 2006, o próprio Ercy depôs a favor da amante. Sim, ele estava morto. Por isso, teve de contar com a ajuda do médium Jorge José Santa Maria para poder falar o que sabia. O cenário descrito pode até parecer surreal para quem não acredita no assunto, mas a Justiça brasileira tem levado em conta provas como essas para absolver réus.

A carta psicografada, lida durante ao júri, foi contestada no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A acusação pediu a nulidade do julgamento. Em junho deste ano, o TJ do Rio Grande do Sul anulou o júri porque um dos jurados havia sido defendido pelo mesmo advogado de Iara. Não analisou, portanto, a validade da prova do além. E o caso será retomado em novo Júri.

O caso de Iara, seu amante e a carta psicografada não é o único na história do Direito brasileiro. Se ainda estivesse vivo, o líder espírita Chico Xavier, provavelmente, poderia ajudar muitos acusados. São conhecidos alguns casos em que Xavier usou seus dons mediúnicos em favor dos réus.

Na década de 70, a história do juiz Orimar Pontes, de Goiás, se cruzou pelo menos duas vezes com a de Chico Xavier. Em 1976, o médium psicografou o depoimento de Henrique Emmanuel Gregoris, assassinado por João Batista França durante uma brincadeira de roleta russa. No mesmo ano, o líder espírita psicografou a carta de Maurício Garcez Henriques, morto acidentalmente por José Divino Gomes. Nos dois casos, o juiz Orimar Pontes aceitou o depoimento póstumo das vítimas e os jurados absolveram os réus.

Em 1980, em Campo Grande, outra vez um escrito de Chico Xavier esteve nos tribunais como prova da inocência de alguém. José Francisco Marcondes Maria foi acusado de matar a sua mulher, Cleide Maria, ex-miss Campo Grande. O médium recebeu o espírito de Cleide. Com o depoimento, José Francisco foi absolvido. Em novo júri, chegou a ser condenado, mas a pena já estava prescrita.

Banco dos mortos

Ainda que a Justiça esteja aceitando e reconhecendo a validade de cartas psicografadas, os temerosos do sobrenatural podem ficar tranqüilos. Por enquanto, a possibilidade de se depararem com o depoimento de um morto durante um julgamento é nula. Ainda que aceite a prova do além, a Justiça não reconhece o morto como testemunha.

"É desconhecer o Direito afirmar que o conteúdo de uma mensagem psicográfica caiba no conceito de prova testemunhal", diz o juiz Luiz Guilherme. "Morto não é testemunha", reforça o advogado Podval. A figura do médium encarnado na cadeira dos réus não é aceita na Justiça. Pelo menos, por enquanto.

O problema de confiar em espíritos

Um grande problema aflige os espíritas nessa questão da comunicação com os mortos: é possível identificar os espíritos que baixam nas sessões, evocados em nome de Deus? São eles realmente os espíritos das pessoas evocadas? Allan Kardec reconhece esse problema de grande importância para a validade da evocação. E declara: “O ponto essencial temos dito: saber a quem nos dirigimos” (O livro dos espíritos, p. 42, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda).

“O ponto essencial” é identificar o espírito que fala pelo médium. Diz mais Allan Kardec: “A identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo prático. É impossível, com freqüência, esclarecê-la, especialmente quando são espíritos superiores antigos em relação à nossa época. Entre aqueles que se manifestam, muitos não têm nome conhecido para nós, e, a fim de fixar nossa atenção, podem assumir o nome de um espírito conhecido que pertence à mesma categoria. Assim, se um espírito se comunica com o nome de São Pedro, por exemplo, não há mais nada que prove que seja exatamente o apóstolo desse nome. Pode ser um espírito do mesmo nível por ele enviado” (O que é o espiritismo, p. 318, ALLAN KARDEC – OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora Ltda).

Assim, fica claro que não se pode identificar o espírito que se manifesta para dar notícias ou instruções - ENTÃO COMO CONFIAR NO DEPOIMENTE DE UM DESSES ESPÍRITOS?

Fonte: Adaptado de Aline Pinheiro /Revista Consultor Jurídico

Autor : Matéria extraída de uma ou mais obras literárias.

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O Novo Espiritísmo


A revista Época publicou em 03de Julho de 2006, em sua edição 424, p. 66-74, uma reportagem de capa intitulada "O Novo Espiritismo"

A revista afirma que esse novo espiritismo no Brasil tem o rosto da top model Raica Oliveira, namorada do craque Ronaldo.

É um espiritismo que se distancia dos copos que se movimentam sozinhos sobre mesas brancas, das operações com canivete e sem anestesia do médium Zé Arigó e as sessões de exorcismo coletivo.

Segundo a revista, esse novo espiritismo procura apresentar um lado menos místico e mais racional.

O espiritismo vem crescendo, principalmente entre os jovens de classe média. No site de relacionamentos Orkut já existem 366 comunidades sobre "espiritismo" e outras 808 quando se busca a palavra-chave "espírita".

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) calcula que o espiritismo tem 20 milhões de adeptos no Brasil, sem contar os que o professam como segunda religião. Além de Raica Oliveira, a revista cita outras celebridades que aderiram ao espiritismo: a atriz Cleo Pires, que herdou a fé de seu pai, Fábio Júnior e o tenista Gustavo Kuerten.

Como explicar a adesão da classe média brasileira ao espiritismo? De acordo com o artigo, há três razões principais. A primeira razão é que a doutrina espírita se baseia num conjunto de idéias muito bem sistematizado, sendo, portanto, passível de aceitação racional.

O artigo informa que quando Allan Kardec codificou a doutrina espírita, deu-lhe um revestimento científico. Essa roupagem racional garante o sucesso do espiritismo no mundo moderno.

É o que afirma o presidente da Federação Espírita Brasileira, Nelson Masotti: "Razão e fé não estão em pólos opostos. Cremos em algo lógico, não místico. Seria difícil seguir uma religião que não estimula a discussão e o conhecimento".

A segunda razão é a flexibilidade da doutrina espírita. Os novos adeptos desse novo espiritismo são avessos aos fundamentalismos, hierarquias, exigências na atitude, na forma de se vestir ou cobrança financeira. Em outras palavras, os adeptos não querem se envolver com uma fé que exija compromissos, e entre eles, o financeiro.

A terceira e principal razão para o sucesso do espiritismo no Brasil é a forma como a sua doutrina trata a questão da morte. Segundo Allan Kardec, é possível, após a morte, voltar a este mundo muitas vezes para se redimir dos pecados cometidos nas existências passadas.

Trata-se da reencarnar-se. Morrer e voltar num outro corpo. Tal crença não é exclusiva do espiritismo. O budismo e o hinduísmo também apregoam algo semelhante. Pretendo analisar, de forma sucinta, essas razões, não necessariamente na mesma ordem em que aparecem na revista.

Compromisso light

Primeiro, a questão sobre a flexibilidade da doutrina espírita, que não exige compromisso das pessoas. Não se trata de um privilégio do espiritismo. É o mal da época.

A falta de compromisso, o crescimento da economia informal, a quebra de contratos (e aqui entra também a multiplicação dos divórcios), o enfraquecimento da pertença ou filiação religiosa (chamada de trânsito religioso), mostram como a falta de compromisso hoje está em alta.

Uma boa parte do mundo evangélico também vive a fé cristã de acordo com o que for mais conveniente e não de acordo com o que é correto à luz da Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Portanto, isso não pode ser apresentado como uma característica positiva de fidelidade religiosa.

Ao contrário, homens e mulheres da Bíblia e muitos vultos ao longo do cristianismo sofreram e deram as suas vidas pela fé que abraçaram.

É o que declarou o apóstolo Paulo: "Trago em meu corpo as marcas do Senhor Jesus" (Gálatas 6.17). Ao seu discípulo Timóteo escreveu: "Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Jesus Cristo" (2 Timóteo 2.3). Paulo explica ainda: "Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte" (2Coríntios 12.10).

Pedro afirma numa suas cartas que o sofrimento é necessário (1Pedro 1.6). Entretanto, esses ensinos, revelados por Deus nas Escrituras, não combinam com o espírito hedonista que tomou conta da sociedade atual, dominada pelo prazer e egoísmo.

A morte e a vida além

Segundo a revista, uma outra razão para o sucesso do espiritismo é a sua doutrina de que a vida não termina na morte, mas é seguida pela reencarnação.

De acordo com o espiritismo, "reencarnar é voltar ao corpo físico" e que a reencarnação é "o maravilhoso instrumento que Ele [Deus] nos oferece para a nossa própria redenção".

[1] No túmulo de Kardec está escrito o seu lema: "Nascer, morrer, renascer e progredir sempre; está é a lei".

Para que serve então a reencarnação? Segundo o espiritismo, ela serve como um meio de purificação de pecados e progresso contínuo até a perfeição. O objetivo da reencarnação é, pois, "expiação, prova, melhoramento progressivo da humanidade" .



[2] O alvo de cada existência é que o espírito procure redimir as faltas e os males cometidos na vida anterior: "Toda falta cometida, todo mal realizado, é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não o for em uma existência se-lo-á na seguinte ou seguintes..." [3]

Salvação e reencarnação

É impossível conciliar a doutrina da salvação e purificação de pecados apresentada na Bíblia Sagrada com a crença reencarnacionista. Se a reencarnação for um sistema de expiação, o que estava então Jesus fazendo na cruz? Estava se divertindo? Ou não sabia o que estava fazendo ao morrer uma morte tão cruel?

Sem dúvida que não, pois até mesmo o espiritismo o considera o mais elevado de todos os mestres. A Bíblia ensina a impossibilidade da reencarnação ao comentar sobre o tratamento que Deus deu ao povo de Israel no deserto: "Contudo, ele foi misericordioso; perdoou-lhes as maldades e não os destruiu. Vez após vez conteve a sua ira, sem despertá-la totalmente. Lembrou-se de que eram meros mortais, brisa passageira que não retorna" (Salmo 78.38,39).

Sobre uma criança que nasceu entre a vida e a morte e que depois de alguns dias faleceu, Davi comentou: "Poderia eu trazê-la de volta à vida? Eu irei até ela, mas ela não voltará para mim" (2 Samuel 12.23). Esses textos mostram claramente que é impossível alguém voltar à este mundo como ensinam os reencarnacionistas.

O apóstolo Paulo escreveu que tinha desejo de partir (morrer) e estar com Cristo (Filipenses 1.23) e não de reencarnar. Aos crentes da cidade de Corinto escreveu: "Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor" (2 Coríntios 5.8).

As Escrituras Sagradas afirmam abertamente que Cristo morreu pelos desígnios eternos de Deus ao mencionar o Cordeiro (Jesus) que foi morto desde a fundação do mundo (Apocalipse 13.8). Segundo as Escrituras, para ser salvo, é preciso crer em Cristo (Atos 16.16), nascer de cima, do alto (João 3.3, 5), ser uma nova criatura ou criação (2Coríntios 5.17).

Observe o que o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Roma: "Se você confessar com a sua boca que Jesus é o Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para a justiça, e com a boca se confessa para a salvação.

Como diz a Escritura: Todo que nele confia jamais será envergonhado. Não há diferença entre judeus e gentios, pois o mesmo Senhor é Senhor de todos e abençoa ricamente todos os que o invocam, porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Romanos 10.9-13).

A Bíblia diz com muita clareza que o ser humano só pode ser perdoado ou purificado dos seus pecados através da morte e do sangue de Jesus Cristo. O autor da carta aos Hebreus afirma a importância do sangue e da morte de Cristo na cruz para a nossa salvação ao escrever:

"Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo" (Hebreus 10.19, 20).

O apóstolo Pedro também declara que o cristão não é redimido por meio de coisas perecíveis como prata e ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito (1 Pedro 1.18, 19).

O apóstolo João afirma que é o sangue de Jesus que nos purifica dos nossos pecados (1 João 1.7 e Apocalipse 1.5). Há muitos outros textos na Bíblia que corroboram essa verdade.

Onde entra a reencarnação em todos esses textos bíblicos, escritos, não por inspiração de espíritos que nem se sabe de quem são, mas por inspiração do Espírito Santo, como declarou o apóstolo Pedro: "Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém da interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1.20, 21)?

O espiritismo é racional?

Quanto à doutrina espírita basear-se num conjunto de idéias muito bem sistematizado, sendo, portanto, passível de aceitação racional, precisa de uma resposta.

O espiritismo procura firmar-se em três pilares principais: a comunicação com os mortos, a reencarnação e a salvação pela prática das boas obras. Todos esses pilares do espiritismo são condenados pela Palavra de Deus.

Sobre a comunicação com os mortos, veja Deuteronômio 18.11, 12 e Isaías 8.19, 20. A crença na salvação pela prática das boas obras é amplamente refutada nas Escrituras. Basta ler Efésios 2.8, 9; 2 Timóteo 1.9 e Tito 3.5-7. Agora, abraçar a tais doutrinas do espiritismo, claramente condenadas pela Palavra de Deus, é algo racional?

Mas, há outras questões intrigantes no espiritismo. Um delas é o ensino de Allan Kardec de que outros planetas são habitados: "De todos os globos que constituem o nosso sistema planetário, segundo os Espíritos, a terra é daqueles cujos habitantes são menos adiantados, física e moralmente; Marte lhe seria ainda inferior, e Júpiter, muito superior, em todos os sentidos...

Muitos Espíritos que animaram pessoas conhecidas na Terra disseram estar reencarnados em Júpiter" (O Livro dos Espíritos, capítulo IV, 188, nota 1). Os espíritos também ensinaram a Kardec que o planeta Marte não tem qualquer satélite, que Saturno só tem um anel formado pelo mesmo material do planeta, e que algumas estrelas como Sírio são milhares de vezes maiores do que o sol (A Gênese, capítulo VI, 27).

Ao contrário do que os espíritos ensinaram a Kardec, a ciência já descobriu que Marte possui dois satélites, que o anel de Saturno não é formado da mesma matéria do planeta e que Sírio tem um tamanho entre 13 a 15 vezes maior do que o sol. Tudo isso é racional? É lógico que não. Trata-se, então, de espíritos mentirosos.

Diante das informações mencionadas acima, pode-se confiar nos espíritos que influenciaram e revelaram as doutrinas espíritas a Allan Kardec? A resposta lógica e racional é não. Se os espíritos por trás de Allan Kardec não são confiáveis quando tratam das coisas deste mundo, muito menos o serão ao tratar de coisas espirituais, coisas relacionadas com a salvação da alma e com a vida eterna.

Os espíritos também ensinaram Allan Kardec e outros expoentes do espiritismo como Léon Denis, a atacar a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Kardec declarou: "A Bíblia contém evidentemente narrativas que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia aceitar hoje em dia" (A Gênese, IV, 6). Léon Denis afirmou: "Daí segue que não poderia a Bíblia ser considerada ‘a palavra de Deus’ nem uma revelação sobrenatural. O que se deve nela ver é uma compilação de narrativas históricas e legendárias, de ensinamentos sublimes, de par com pormenores às vezes triviais".[4]

Ora, usar a Bíblia para formular doutrinas e atacá-la ao mesmo tempo é racional? Trata-se, no mínimo, de uma contradição. Seria como namorar uma jovem, desejar casar-se com ela e difamá-la ao mesmo tempo.

Quanto à salvação em Cristo, Léon Denis afirma: "Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo.

É o que os Espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo". [5] Basta comparar essa declaração de Léon Denis com Atos 20.28 para se constatar o engano do espiritismo: "Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue".

Há muitos textos na Bíblia que demonstram os equívocos de Léon Denis (veja Efésios 4.13, 15 e Hebreus 9.11-15). Insistir com Léon Denis é racional? É óbvio que não.

Como pode alguém afirmar que a doutrina espírita se baseia num conjunto de idéias muito bem sistematizado, sendo, portanto, passível de aceitação racional, pois quando Allan Kardec codificou a doutrina espírita, deu-lhe um revestimento científico? Como afirmar que o espiritismo se vale de uma roupagem racional no mundo moderno se as suas doutrinas são condenadas pela Palavra de Deus?

E por que as pessoas não conseguem perceber isso? A resposta pode ser encontrada em 2 Coríntios 4.4: "O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus". O testemunho das Escrituras Sagradas permanece, afirmando que só Jesus Cristo pode salvar do pecado e da morte eterna (João 14.6 e Atos 4.12).

[1] NÁPOLI, Allan Eurípedes Rezende et alli. O Espiritismo de A a Z. Brasília. Federação Espírita Brasileira. 1995, p. 424, 425.

[2] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, capítulo IV, pergunta 167.

[3] KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno, capítulo 7.9.

[4] DENIS, Léon. Cristianismo e Espiritismo. Rio de Janeiro. FEB. 9ª edição, 1992, p. 267.

[5] Ibid, p. 85.


Dr. Paulo Romeiro
É pastor e um dos mais renomados apologistas evangélicos. Bacharel em Jornalismo; cursou o Gordon-Conwell Theological Seminary em Boston; É professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Mackenzie.

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Rosa Cruzes - Parte 2


Fundada por Christian Rosenkreutz, essa organização surge três séculos após a queda dos Templários.

Em 1614, surgiu um artigo intitulado "Fama Fraternitatis, a Declaração da Digna Ordem da Rósea Cruz". O conteúdo deste artigo mostra com Christian Rosenkreutz fundou a Fraternidade Rosacruz depois de ter viajado pelo Oriente Médio com o objetivo de aprofundar seus estudos nas artes ocultas. Logo após de fundada a ordem, ele mais seus quatro integrantes de início construíram uma sede chamada "Casa do Espírito Santo", onde os membros reuniam - se anualmente.

Ninguém sabe ao certo em que ano Chistian Rosenkreutz morreu pois, alguns livros afirmam que ele morreu com a idade madura de 150 anos. No entanto, antes de falecer, ele moldou sua sociedade secreta para que ele continuasse a existir por séculos com o objetivo de "salvar a humanidade" já que segundo eles , esta sociedade tinha o poder de curar. Christian foi sepultado na Casa do Espírito Santo. O artigo afirma que um dos rosacruzes descobriu a tumba em 1604 e encontrou inscrições estranhas e um manuscrito escrito com letras douradas. Sobre a porta da cripta havia uma inscrição, que foi interpretada como : "daqui a 120 anos eu voltarei".

No interior da cripta, ele encontrou o corpo de Rosenkreutz perfeitamente preservado e vestido por trajeis rosacruzes. A partir da descoberta da cripta, surgiu uma onda de literatura rosacruz por toda a Europa, em 1616 surgiu um livro intitulado de "O Casamento Químico de Christian Rosenkreutz" O livro narra a estória de um casamento em que um dos convidados é morto mas, é trazido a vida por meios alquímicos, um dos personagens principais dos livro é uma misteriosa mulher chamada Virgo Lucifera, o que significa virgem de Lúcifer. O documento mostra a alquimia, que é vital para entender o mal escondido por traz da Maçonaria e das outras sociedades, pois a alquimia seria uma maneira de conseguir a imortalidade física que na verdade é uma paródia blasfema da vida eterna que Jesus Cristo oferece.

Apesar de hoje não existir mais a febre rosacruz, os integrantes modernos afirmam que Michael Maier, Sir Francis Bacon, John Dee, Mozart, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson e Isaac Newton eram membros. São evidentes as ligações entre a Maçonaria e os rosacruzes, ambos possuem complicados rituais criado pelos alquimistas com o objativo de que pessoas externas não compreendessem seu verdadeiro significado. Leia essas palavras que aparecem em um poema de 1638 escrito por Henry Adamson, chamado A Trinórdia das Musas:
"Pois somos irmãos da Rosa Cruz / Temos a palavra maçônica e a segunda visão / Coisas que vão ocorrer predizemos corretamente."

http://www.oapocalipse.com/home/estudos/religiao_rosa_cruzes_parte_2.html

Rosa Cruzes - Parte 1


Aqueles que necessitam de uma abordagem mais particular, ou seja, mais abrangente sobre a história da Ordem Rosacruz, existem numerosos livros e registros. Como não é nossa intenção fazer um estudo acurado de sua origem, daremos apenas alguns dados do seu surgimento na América do Norte; até porque o nosso espaço não é suficiente.

A primeira colônia Rosacruz, partiu da Europa em 1693 e se estabeleceu na Filadélfia (EUA), em 1694, conforme idealizou Sir Francis Bacon. Da Filadélfia, estendeu-se para Efrata e Pensilvânia, onde ainda existem alguns dos edifícios originais.

De 1801 até 1909 (108 anos após terem os fundadores deixado a Europa) o trabalho da organização foi suspenso, conforme prevê uma antiga lei mística que a cada 108 anos ocorre um ciclo de renascimento, atividade ou pausa e espera.

Em 1909, ocasião considerada propícia ao renascimento, foi reativada a Ordem Rosacruz em caráter público, tendo como seu primeiro Imperator o Dr. Harvey Spencer Lewis (de 1915 a 1939).

Hoje a Ordem Rosacruz está estabelecida em quase todo o mundo. No Brasil, sua sede central está estabelecida em Curitiba(PR).

O conceito de Deus na Ordem Rosacruz

Segundo a própria Ordem Rosacruz (AMORC), ela "não é uma religião, nem uma seita e seus ensinamentos não contém dogmas, abrangendo o conhecimento prático das leis naturais, psíquicas e espirituais aplicáveis ao desenvolvimento e aprimoramento humano".

O que é religião? Segundo o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, religião: [Do lat. religione.] s. f. 1. crença na existência de uma força ou forças sobrenaturais, considerada(s) como criadora(s)l do Universo, e que como tal deve(m) ser adorada(s) e obedecida(s). 2. A manifestação de tal crença por meio de doutrina e ritual próprios, que envolvem, em geral, preceitos éticos.

Vejamos o conceito de Deus, segundo o Manual Rosacruz (AMORC), pág. 268: "Para os Rosacruzes, existe um só Deus sempiterno, onipresente, sem atributos restritivos ou forma definida de manifestação: o Deus de nosso Coração, expressão usada em todos os nossos rituais e práticas de meditação". E mais adiante completam: "O conceito Rosacruz de Deus é, essencialmente, o de uma Inteligência ou Mente Universal, um Poder Infinito. Este conceito não é dogmático. Os Rosacruzes ensinam o preceito de que Deus é inteiramente uma experiência subjetiva e, portanto, uma interpretação pessoal".

A Ordem Rosacruz possui templos, altares, sacerdócios (os mestres), rituais, festas, adoração, ensino sobre a moralidade, uma teoria sobre a alma humana e sobre o relacionamento do homem com Deus. Exige crenças como a retribuição da vida e a imortalidade da alma.

"O termo Templo é aplicado aos nossos prédios dedicados à adoração de Deus e das leis de Deus, e nos quais existem Câmaras para estudo, trabalho e meditação". Manual Rosacruz (AMORC), pág. 61.

Na Ordem Rosacruz são realizadas cerimônias ritualísticas de Matrimônio e Fúnebre, além dos rituais de Loja e daqueles que os membros fazem em seu próprio lar.

A Bíblia não é usada como na maçonaria. É apenas citada, como são citados outros livros considerados sagrados.

A visão Rosacruciana do mundo é panteísta, ou seja, Deus é inerente a todas as coisas. Vê Deus em tudo em cada uma de Suas criaturas.

Acreditam em Deus como um ser espiritual impessoal e que a Trindade apenas representam aspectos divinos. Isto para se parecerem com o Cristianismo e também não entrarem em confronto com os budistas, hinduístas e muçulmanos. Assim, adaptam seus ensinos aos dessas seitas, como o camaleão adapta sua cor ao ambiente em que se encontra. Para a Fraternidade, Deus é "deus-do-menor-denominador-comum", também usado pela maçonaria.

Mas a Bíblia nos ensina que só o Deus cristão é o Deus único e verdadeiro - Ele não é uma associação de todos os deuses:

"Ó Senhor Deus de Israel, não há Deus como tu, nos céus e na terra..." (2 Cr 6:14).

"Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois não a darei a outrem" (Is 42:8).

"Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o Senhor é Deus em cima no céu, e embaixo na terra; nenhum outro há" (Dt 4:39).

Cristo na Ordem Rosacruz

Assim como na maçonaria, a divindade de Cristo e a doutrina cristã da Trindade é rejeitada. Há uma distinção entre Cristo e Jesus que dizem não eram os mesmos. Portanto Cristo não era Jesus, nem o Filho unigênito de Deus. Ele era apenas um homem muito evoluído espiritualmente.

Como ensinam nas ciências, ditas místicas e esotéricas, o espírito de Cristo entrou no corpo de Jesus quando o próprio Jesus o desocupou.

Segundo ainda os ensinamentos desta Fraternidade, Jesus Cristo , assim como Gautama Buda, foi um espírito que entrou na cadeia da evolução humana.

O cristianismo afirma que Jesus é a figura central de toda a história humana, é Deus e nosso Salvador. O Rosacrucianismo diz que um ser evoluído, simplesmente.

A Bíblia ensina claramente que Jesus Cristo é Deus e nosso único salvador:

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós..." (Jo 1:1 e 14).

"Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus" (Tt 2:13).

"E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At 4:12).

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6)

"Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem. O qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos" (1Tm 2:5 e 6).

Plano de Salvação da Ordem Rosacruz

A doutrina da reencarnação é aceita e imprescindível para toda a filosofia Rosacruz. Como acreditam nela, aconselham seus membros a prestar serviços altruístico, para sua evolução e não na esperança de uma recompensa futura. Porque, dizem, a nossa felicidade futura depende do que façamos hoje pelos outros, bem como a nós mesmos.

A Fraternidade Rosacruz não conhece a Jesus Cristo, não aceita seu sacrifício pelos nossos pecados e troca a ressurreição pela reencarnação. Ensina que o homem através de várias reencarnações, terá uma perfeição progressiva que resultará numa evolução cósmica, até quando não necessitará mais reencarnar.

O que a Bíblia ensina é uma existência única, durante a qual o homem tem a oportunidade de acertar-se com Deus ou de rejeitar sua oferta de salvação: "Aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juizo" (Hb 9:27). O desejo de Deus é que "todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade" (2 Tm 2:4). As condições exigidas por Deus são arrependimento e fé (Mc 1:14 e 15; Lc 24:44 a 47).

As seguintes passagens dão a posição bíblica pela qual o homem alcança a vida eterna:

"Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça" (Rm 4:5).

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2:8 e 9).

"E o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida" (1 Jo 5:11 e 12).

A Ordem Rosacruz é vinculada a religiões ocultas?

O sistema teológico rosacruciano não somente é eclético, com uma mistura de mitologia pagã, Cristianismo e Judaísmo, com mesclas de Hinduísmo e Budismo. Como se não bastasse, tem fortes ligações com a antiga religião egípcia, seus deuses e rituais.

Crêem que "Aton é o nome do símbolo do Deus único e eterno, esclarecido por Akhenaton, após ter fundado uma religião monoteísta no Egito. Aton era representado pelo disco solar, e o Sol era o símbolo da vivificadora radiação do Deus invisível". (Manual Rosacruz - AMORC, pag. 256).

A Ordem Rosacruz tem ligações estreitas com as ditas "ciências ocultas".

Conclusão

Pelo exposto, concluímos que a Ordem Rosacruz é uma falsa religião, contrária aos ensinamentos da Palavra de Deus e entra em conflito especialmente com os ensinamentos cristãos. A Ordem Rosacruz é contrária ao Deus único e verdadeiro, é oposta à pessoa e obra de Jesus Cristo, é oposta à salvação pela graça, e contradiz toda doutrina básica cristã.

Como pode então o cristão ser membro, viver de acordo e promover os ensinamentos da Ordem Rosacruz?

Os rosacruzes cristãos devem decidir hoje se vão permanecer rosacruzes e negar o seu Senhor, Jesus Cristo, ou se farão a vontade do Pai celestial e deixarão a Ordem Rosacruz.

Ao fazer parte da ordem, o rosacruz cristão está apoiando "outro evangelho", um falso sistema de salvação que engana os homens quanto à maneira de serem salvos.

Se você for um verdadeiro crente em Jesus Cristo, ao compreender isso, deve obedecer a advertência bíblica em 2 Coríntios 6:17: "Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor".

Séculos atrás, o profeta Elias desafiou o povo de Deus que havia abandonado o Deus verdadeiro e caído no triste pecado da idolatria. Ele os advertiu: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se á Baal, segui-o" (1 Rs 18:21). Esta pergunta continua verdadeira para os cristãos rosacruzes de hoje. Siga a Deus ou siga a Ordem Rosacruz.

Bibliografia:

1) Manual Rosacruz - Supervisão de H. Spender Lewis, F.R.C., Ph.D. - Biblioteca Rosacruz

2) Seitas e Heresias - Raimundo F. de Oliveira - Casa Publicadora das Assemb. de Deus

3) Imperio das Seitas, Vol. II - Walter Martin - Editora Betânia

http://www.oapocalipse.com/home/estudos/religiao_rosa_cruzes_parte_1.html

Homem que incorpora Dr. Fritz é condenado


O Tribunal de Justiça condenou Rubens de Faria Júnior, médium que diz incorporar o espírito do Doutor Fritz, médico alemão que teria ajudado inúmeras pessoas durante a 1ª Guerra Mundial, a pagar R$ 25 mil por danos morais ao serralheiro Guilherme Moreira. Segundo o processo, Guilherme foi vítima de uma cirurgia espiritual malsucedida ocorrida em novembro de 96.

Os desembargadores negaram recurso do médium e mantiveram a sentença.

Segundo o processo da 4ª Câmara Cível do TJ, Guilherme sofria fortes dores nas costas e por isso procurou atendimento no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Como as dores não cessaram, o serralheiro se dirigiu então ao local onde Rubens costumava atender a milhares de pessoas.

Lesão permanente na medula, indicou laudo

De acordo com o TJ, o engenheiro pediu que ele levantasse a camisa, passou um líquido gelado na área dolorida e em seguida introduziu um objeto cortante na coluna do serralheiro, que, segundo testemunhas, tratava-se de uma tesoura. Guilherme ficou instantaneamente dormente da cintura para baixo, precisando ser amparado por outros “pacientes”.

“A culpa do réu resta provada diante dos fatos, laudos, testemunhos e documentos acostados aos autos. Os danos morais experimentados pelo autor são evidentes, na medida em que a dor, a vergonha e a frustração o fizeram constatar os efeitos negativos da incisão feita pela parte ré. Tais sentimentos são caracterizadores de intenso sofrimento de índole psicológica, passíveis de compensação pelo réu”, afirmou o relator do processo, desembargador Sidney Hartung. Pela decisão, além da indenização, Guilherme receberá também 70% do salário mínimo a título de pensão.

Postado por Alexandre Farias
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Espiritismo-Biografia de Allan Kardec

Espiritismo

Espiritismo Kardecista

Biografia de Allan Kardec

Allan Kardec

Foi, em Lyon, na França que, no dia 3 de outubro de 1804, nasceu aquele que mais tarde devia ilustrar o pseudônimo de Allan Kardec (“Obras Completas” –Editora Opus, p. 1, 2ª edição especial, 1985).

Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu às 19 horas, filho de Jean Baptiste Antoine Rivail, magistrado, juiz, e Jeanne Duhamel, sua esposa, moradores de Lyon, rua Sala, 76 (“Obras Completas.” Allan Kardec. Editora Opus, p. 1).

Seus primeiros estudos foram feitos na sua terra natal e completou a sua bagagem escolar na cidade de Yverdun (Suíça), onde estudou sob a direção do famoso mestre Pestalozzi, de quem recebeu grande influência. Inúmeras vezes, quando Pestalozzi era solicitado pelos governos, para criar institutos como o de Yvernun, confiava a Denizard Rivail o trabalho de substituí-lo na direção da escola. Bacharelou-se em letras e ciências e doutorou-se em Medicina, após completar todos os estudos médicos e defender brilhantemente sua tese. Conhecia e falava corretamente o alemão, o inglês, o italiano, o espanhol; tinha conhecimentos também do holandês e com facilidade podia expressar-se nesta língua. Foi isento do serviço militar e, depois de dois anos, fundou, em Paris, na rua Sèvres 35, uma escola idêntica à de Yverdun. Fizera sociedade com um tio, para esse empreendimento, irmão de sua mãe, o qual entrava como sócio capitalista. Encontrou destaque no mundo das letras e do ensino ao qual freqüentava, em Paris, vindo a conhecer a senhorita Amélie Boudet, a qual conquista o seu coração. Ela era filha de Julien Louis Boudet, antigo tabelião e proprietário, e de Julie Louise Seigneat de Lacombe. Amélie nasceu em Thias (Sena), em 23 de novembro de 1875. Denizard Rivail casa-se com ela no dia 6 de fevereiro de 1832. A senhorita Amélie Boudet era nove anos mais velha do que Rivail. Seu tio, que era sócio na escola que fundaram, era dominado pelo jogo levando essa instituição à falência. Fechado o instituto, Rivail liquidou as dívidas, fazendo a partilha do restante, recebendo cada um a quantia de 45 mil francos. O casal Denizard aplicou suas rendas no comércio de um dos seus amigos mais íntimos. Este realizou maus negócios, indo outra vez à falência, nada deixando aos credores. Rivail trabalhando duro, aproveitava a noite para escrever sobre gramática, aritmética, livros para estudo pedagógicos superiores; ao mesmo tempo traduzia obras inglesas e alemãs. Em sua casa organizava cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia. Escreveu: “Curso Prático e Teórico de Aritmética”, segundo o Método de Pestalozzi, com modificações, dois tomos em 1824; “Plano proposto para a melhoria da educação pública”, que assina como discípulo de Pestalozzi e em que expõe processos pedagógicos avançados em 1828. Escreveu os seguintes livros: “Qual o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?”, “Memória sobre estudos clássicos”, premiado pela Academia Real das Ciências, de Arras, em 1831; “Gramática francesa clássica” em 1831; “Manual dos exames para os certificados de habilitação: soluções racionais das perguntas e dos problemas de Aritmética e de Geometria”, em 1846; “Catecismo gramatical da língua francesa” em 1848; “Programa dos cursos ordinários de Química, Física, Astronomia e Fisiologia” em 1849; “Ditados normais (pontos) para exames na Municipalidade (Hotel-de-Ville) e na Sorbonne” (1849), obra escrita com a colaboração de Lévi-Alvarès. Escreveu ainda: “Questionário gramatical, literário e filosófico”, em colaboração com Lévi-Alvarès. Segundo informa André Moreil, várias de suas obras são adotadas pela Universidade da França. Era membro de inúmeras sociedades de sábios, especialmente da Academia Real d’Arras.

A PRIMEIRA INICIAÇÃO DE RIVAIL NO ESPIRITISMO

Ainda jovem, no ano de 1823, Denizard Rivail demonstrava grande interesse pelo magnetismo animal, um movimento da época chamado também de mesmerismo, porque fora criado pelo médico alemão Francisco Antonio Mesmer (1733-1815), que morava em Paris desde 1778. No ano de 1853, quando as mesas girantes e dançantes vindas dos Estados Unidos invadiram a Europa, os adeptos do mesmerismo ou magnetistas de Paris logo quiseram explicar com suas teorias magnéticas este curioso fenômeno. No final do ano de 1854, o magnetista Fortier notificou a Rivail o fenômeno das mesas dançantes que se comunicavam, dizendo-lhe: Sabe o senhor da singular propriedade que acabam de descobrir no magnetismo? Parece que não são unicamente os indivíduos que magnetizam, mas também as mesas, que podemos fazer girar e andar a vontade. No ano de 1855, encontrou o Sr. Carlotti, um antigo amigo seu que tornou a lhe falar desses fenômenos cerca de uma hora com muito entusiasmo, o que lhe fez despertar novas idéias. No fim da conversa disse-lhe: Um dia serás um dos nossos. Respondeu-lhe: Não digo que não. Veremos mais tarde (“Obras Póstumas. Obras Completas.” Editora Opus, p. 1160, 2ª edição especial, 1985).

Em maio de 1858, Rivail foi à casa da Sra. Roger, encontrando com o Sr. Fortier, seu magnetizador. Estavam presentes ali o Sr. Pâtier e a Sra. Plainemaison que explicaram a ele aquelas manifestações. Rivail foi convidado a assistir às experiências que se realizavam na casa da Sra. Plainemaison, na rua Gange-Batelière, nº 18. O encontro foi marcado para terça-feira às oito horas da noite. Foi ali pela primeira vez que Rivail presenciou o fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não houve mais dúvida nele. Numa das reuniões da Sra. Plainemaison, Rivail conheceu a família Baudin, que morava na rua Rochechouart, que o convidou para ir a sua casa para assistir às sessões semanais que se realizavam ali. Ele aceita o convite e, desde então, Rivail passa a ser muito assíduo à reuniões (“Obras Completas”, p. 1160).

Uma noite, por intermédio de um médium, seu espírito pessoal lhe revelou que eles haviam vivido juntos em outra existência, no tempo dos Druidas, nas Gálias, e que seu nome era Allan Kardec (“Obras Completas.” Editora Opus, 2ª edição, 1985 p. 1). Em 1856, Kardec freqüentava sessões espíritas que eram feitas na rua Tiquetone, na residência do Sr. Roustan e da Srta. Japhet. No dia 25 de março deste ano, na casa do Sr. Baudin, sendo médium uma de suas filhas, Rivail aceita a revelação de ter como guia um espírito familiar chamado: A Verdade. Depois ficará sabendo que se trata do Espírito Santo, o Espírito da Verdade, que Jesus havia prometido enviar.

Reuniu todas as informações que tinha sobre o espiritismo e codificou uma série de leis, publicando no dia 18 de abril de 1857 uma obra com o nome de: Le Livre des Espirits (“O Livro dos Espíritos”). Este livro alcançou grande repercussão, esgotando rapidamente a primeira edição. Allan Kardec fê-la reeditar no ano de 1858, neste mesmo ano em janeiro ele publica a Revue Spirite (“Revista Espírita”), o primeiro órgão espírita da França, e cuja existência ele assim justificou: Não se pode contestar a utilidade de um órgão especial, que mantenha o público a par desta nova ciência e o premuna contra os exageros, tanto da credulidade excessiva, como do ceticismo. É essa lacuna que nos propusemos preencher com a publicação desta revista, no intuito de oferecer um veículo de comunicação a todos aqueles que se interessam por essas questões e de vincular por um laço comum aqueles que compreendem a doutrina espírita sob seu verdadeiro ponto de vista moral, ou seja, a prática do bem e da caridade evangélica para com o próximo (“Espiritismo Básico.” Pedro Franco Barbosa, 2ª edição, FEB, p. 53).

E em 1º de abril funda a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

Editou ainda outros livros: “O Livro dos Médiuns”, que surgiu na primeira quinzena de janeiro de 1861, considerado como a obra mais importante sobre a prática do espiritismo experimental. Em 1862, publicou “Uma Refutação de Críticas contra o Espiritismo”; em abril de 1864, “Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo”, que mais tarde foi alterado por o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, com explicações das parábolas de Jesus, aplicação e concordância da mesma com o espiritismo. Kardec interpreta os sermões e as parábolas de Jesus, fazendo de maneira que concordem com seus ensinos e com as crenças espíritas e animistas que sempre existiram. Em 1º de agosto de 1865, lançou nova obra com o título de “O Céu e o Inferno” ou a “Justiça Divina Segundo o Espiritismo”; em janeiro de 1868, a “Gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo”, com a qual completa a codificação da doutrina espírita e o nome de Allan Kardec passa a figurar no Novo Dicionário Universal, de Lachâtre, como filósofo.

Hippolyte Léon Denizard Rivail – Allan Kardec – morreu em Paris, na rua Santana, 25 (Galeria Santana, 59), no dia 31 de março de 1869, com 65 anos de idade, sucumbindo pela ruptura de um aneurisma. A senhora Rivail contava com 74 anos quando seu esposo morreu. Sobreviveu até 1883, morrendo em 21 de janeiro, com a idade de 89 anos sem deixar herdeiros diretos.

Fonte:
-ICP, Sére Apologética, Vol. 2

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Espiritismo-As curas do Dr. Fritz

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Espiritismo Kardecista

As curas do Dr. Fritz

É bastante incrível, e muito mais lamentável ainda, que haja pessoas teimando em acreditar nas "curas" do Dr. Fritz, ou melhor dos "Doutores Fritz", já que o fantasminha camarada até hoje não se decidiu qual o seu médium favorito. Ora, a entidade "se incorpora" em fulano de tal, ora em beltrano, e por aí vai. O mais incrível é a eficiência: considerando que os três prediletos do Dr. Fritz no Brasil moram há quilômetros de distância entre si, e atendem diariamente ao público, é de se ficar imaginando como o bom fantasma faz para driblar estes obstáculos. Nem mesmo o famoso "jeitinho brasileiro" chegaria a tanto.

Igualmente intrigante é que, apesar de tanta popularidade, ninguém saiba nada a respeito da vida do famoso médico alemão: onde nasceu, em que cidades morou, quem foram seus parentes, em que universidade se formou... Tudo o que se sabe é isso: um alemão de nome Fritz, algo tão incomum como um brasileiro de nome Francisco ou José. Nem mesmo "Mister M" possui um passado tão bem escondido. Até a vida do Salman Rushdie (autor de "Versos Satânicos" , e que vive escondido temendo a fúria muçulmana) se apresenta mais clara que a do nosso Dr. Fritz.

O pior é que, ultimamente, quando aparece alguma notícia ligada a tão singular figura é justamente nas páginas policiais. Observe-se, p. ex., esta reportagem extraída do "Jornal da Tarde" em 27 de maio de 2000:
Justiça decreta prisão do `Dr. Fritz'

O juiz presidente do 1º Tribunal do Júri, José Ruy Borges, recebeu ontem denúncia do promotor Fernando Pastorelo Kfouri contra o médium Rubens de Faria Júnior, que diz incorporar o espírito do "Dr. Fritz", e decretou sua prisão preventiva.

O promotor acusa Faria, que está foragido e envolvido em outros inquéritos, de ter antecipado a morte de Vanessa de Biafi, que sofria de leucemia. A vítima foi convencida pelo médium a abandonar tratamento médico no Hospital das Clínicas, com a promessa de "cura miraculosa" em suas sessões.
Ao preço de R$ 20 cada uma, as sessões aconteceram em um galpão na Rua dos Patriotas, no Ipiranga, de 25 de julho de 1997 até 14 de agosto do ano seguinte. No último atendimento, Vanessa sentiu-se mal e foi internada no Hospital Leão XIII, onde faleceu três dias depois.

O juiz marcou o interrogatório do médium, caso ele venha a ser preso até lá, para o próximo dia 30 de junho.

Se já é revoltante saber o quanto os médiuns espíritas prejudicam suas vítimas com os crimes de charlatanismo, exercício ilegal da medicina e lesão corporal, muito pior é constatar casos como este, ou seja, em que paira uma acusação de homicídio. Até que ponto estes indivíduos vão continuar fugindo, ou usando de todo tipo de manobra judicial, é também de deixar qualquer um indignado.

Caso fôssemos acrescentar aqui também sobre o prejuízo para as almas, em seguir os preceitos espíritas, pior ainda o resultado.

No entanto, vamos nos limitar a uma simples pergunta: Por que a pobre Vanessa morreu ? A reportagem mostra: porque que sofria de leucemia e parou o tratamento tradicional, para ficar apenas recebendo os passes espíritas.

Terrível. Boa parte dos médiuns espíritas não manda que o paciente pare o tratamento. Pelo contrário, sugerem aqueles que o fiel continue seguindo as recomendações médicas, mas que também receba alguns "passes" ou mesmo se submeta a uma "cirurgia espiritual". Os motivos aqui são óbvios: ainda que seja a medicina quem cure, sabe-se muito bem quem é que recebe as glórias da vitória. Além disso, o médium se arrisca menos.

Mas há um outro aspecto que queremos destacar: a leucemia é uma doença essencialmente somática, corporal, que atinge a produção de leucócitos (glóbulos brancos).

Não se trata, portanto, de uma doença psíquica, como uma neurose qualquer; ou mesmo de alguma doença psico-somática, como certos tipos de úlcera.

Ora, quando o médium trata os seus pacientes, o máximo que ele pode fazer é curar ou aliviar a dor de algumas doenças destes dois últimos grupos (psíquica e psico-somática). Tal se dá, não porque "baixe" algum espírito, mas simplesmente por meio de um processo sugestivo que, obviamente, não teve efeito sobre a medula e os leucócitos de Vanessa.

A psicologia e a parapsicologia são ricas em casos como este, em que o poder sugestivo do paciente, seja oriundo dele mesmo ou de algum fator externo, pode curar ou aliviar o seu sofrimento. É por isso que muitas vezes se fala em tratamento médico por hipnose, embora haja várias questões éticas envolvendo o tema. Nos piores tempos de crise da ex-URSS, houve médicos que, por falta de anestesia, chegaram a hipnotizar pacientes até para fazer cirurgias.

No entanto, a eficácia de tais métodos por sugestão, como se pode notar, é restrito a certos casos e, mesmo assim, nem sempre apresenta a segurança e o resultado esperados.

Mas vejamos, por exemplo, o caso de pessoas com problemas na coluna, tão comuns nos centros espíritas. Via de regra, o máximo que o médium consegue aí é tirar a dor do paciente. Se este possuir uma hérnia de disco ou mesmo outra deformidade mais grave, continuará com ela, embora não sinta mais dor. Tal situação é extremamente grave, pois, mais cedo ou mais tarde, o organismo pode reagir e talvez seja tarde demais, precisando o paciente se submeter a uma cirurgia (médica, e não espírita) de última hora.

É por isso que não se vê, em contrapartida, um médium espírita que trate sequer de uma simples cárie dentária. De fato, ele pode até tirar a dor de dente, mas a mancha preta continuará ali, denunciando que o serviço não fora completo.

Mas, além de tudo, porque os médiuns espíritas quando adoecem não procuram um de seus colegas para receber os "passes" ?

Portanto, quando aparecer um padre, pastor, médium ou quem quer que seja, propagando os seus poderes de cura, sempre muito cuidado. Não precisamos de mais vítimas.

Ah, e caso alguém encontre o Dr. Fritz por aí, peça-lhe que nos envie a biografia dele.

Mas se o encontro for apenas com o médium Rubens de Faria, pode entregá-lo à Justiça mesmo.


Extraído da Internet

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