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Homem que incorpora Dr. Fritz é condenado


O Tribunal de Justiça condenou Rubens de Faria Júnior, médium que diz incorporar o espírito do Doutor Fritz, médico alemão que teria ajudado inúmeras pessoas durante a 1ª Guerra Mundial, a pagar R$ 25 mil por danos morais ao serralheiro Guilherme Moreira. Segundo o processo, Guilherme foi vítima de uma cirurgia espiritual malsucedida ocorrida em novembro de 96.

Os desembargadores negaram recurso do médium e mantiveram a sentença.

Segundo o processo da 4ª Câmara Cível do TJ, Guilherme sofria fortes dores nas costas e por isso procurou atendimento no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Como as dores não cessaram, o serralheiro se dirigiu então ao local onde Rubens costumava atender a milhares de pessoas.

Lesão permanente na medula, indicou laudo

De acordo com o TJ, o engenheiro pediu que ele levantasse a camisa, passou um líquido gelado na área dolorida e em seguida introduziu um objeto cortante na coluna do serralheiro, que, segundo testemunhas, tratava-se de uma tesoura. Guilherme ficou instantaneamente dormente da cintura para baixo, precisando ser amparado por outros “pacientes”.

“A culpa do réu resta provada diante dos fatos, laudos, testemunhos e documentos acostados aos autos. Os danos morais experimentados pelo autor são evidentes, na medida em que a dor, a vergonha e a frustração o fizeram constatar os efeitos negativos da incisão feita pela parte ré. Tais sentimentos são caracterizadores de intenso sofrimento de índole psicológica, passíveis de compensação pelo réu”, afirmou o relator do processo, desembargador Sidney Hartung. Pela decisão, além da indenização, Guilherme receberá também 70% do salário mínimo a título de pensão.

Postado por Alexandre Farias
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Movimentos fascistas europeus são liderados por homossexuais, de acordo com jornalista gay


Movimentos fascistas europeus são liderados por homossexuais, de acordo com jornalista gay

Grã Bretanha, 6 de maio de 2009 (LifeSiteNews.com) — Com o surgimento de um movimento homossexual cada vez mais militante e até violento que vem ameaçando e agredindo cristãos por sua oposição à agenda política deles, os ativistas homossexuais nos EUA e Europa estão sendo cada vez mais acusados de “homofascistas”.

Agora um jornalista que se descreve como “gay esquerdista” na Grã Bretanha confessou que a tendência fascista dos homossexuais é muito mais do que uma alegoria retórica dos conservadores.

Num artigo recente no jornal ultra-esquerdista Huffington Post, Johann Hari, repórter do jornal Independent, chama a atenção para o fato de que, apesar de oficialmente condenar a sodomia, a liderança dos movimentos fascistas europeus é dominada por homossexuais.

“Se você viajasse de trem por toda a Europa, fazendo paradas apenas com gays fascistas, você não perderia muitos locais interessantes”, Hari escreveu com admirável franqueza.

O autor observa que “quando o Partido Nacional Britânico — nossos próprios fanáticos negadores do Holocausto cultivados na própria Inglaterra — anunciou o lançamento de um candidato abertamente gay nas eleições européias de junho próximo, seguidores devotos do fascismo não demonstraram nenhuma surpresa”.

“A verdade torcida é que os homens gays sempre estiveram no coração de todo grande movimento fascista que já houve — inclusive o Terceiro Reich que matava gays e os enviava para câmaras de gás. Com a exceção de Jean-Marie Le Pen, todos os fascistas mais famosos da Europa nos trinta anos passados eram gays”. “É hora de confessarmos algo. O fascismo não é algo que ocorre por aí, um hábito nojento adquirido por caras heterossexuais. É — em parte, pelo menos — algo gay, e é hora de os gays não-fascistas acordarem e enfrentarem a música de marchar”. Hari fornece aos leitores uma longa lista de homossexuais nos movimentos fascistas europeus, começando com Ernst Rohm, um dos fundadores do Partido Nazista, cuja liderança da organização paramilitar do partido, a SA, rivalizava com a do próprio Hitler.

As fileiras mais elevadas da SA, diz Hari, eram quase que exclusivamente homossexuais. Ele também cita o historiador Lothar Machtan, que conjectura que um dos motivos por que Hitler mandou matar Rohm era para silenciar a especulação acerca de seu próprio possível passado homossexual. De acordo com Hari, a tendência homossexual no nazismo se reflete fortemente entre os europeus fascistas de hoje. Ele observa que “o fascista holandês” Pim Fortuyn era um homossexual declarado que falava publicamente sobre sua conduta homossexual.

Jorg Haider, do neofascista Partido Liberdade da Áustria, morreu após sair de um bar homossexual, depois de muitas especulações dos meios de comunicação acerca de seus relacionamentos homossexuais. Michael Kuhnen, líder do movimento neofascista da Alemanha na década de 1980, morreu de AIDS no começo da década de 1990 depois de reconhecer publicamente sua homossexualidade. A lista é interminável, diz Hari.

Hari cita Bruce LaBruce, produtor de filmes pornográficos homossexuais, que declara abertamente que “toda pornografia gay hoje é implicitamente fascista. O fascismo está em nosso coração, pois sua essência é glorificar a supremacia masculina branca e tornar interessantes a dominação, a crueldade, o poder e as horrendas figuras de autoridade”.

Peter LaBarbera, presidente de Americans for Truth About Homosexuality (AFTAH), comentando sobre o artigo de Hari, disse para LifeSiteNews que “claramente, vimos há anos conversando sobre isso, temos visto algo que estamos chamando de homofascismo no movimento gay americano, e de fato temos visto esse tipo de tendência fascista, por falta de uma palavra melhor, ressurgindo”.

LaBarbera recorda as táticas de intimidação e a profanação de igrejas empreendida por ativistas homossexuais em anos recentes. Ele crê que o envolvimento de homossexuais em políticas extremistas é uma expressão do estado mental perturbado deles.

“Não deveria ser surpresa descobrir que pessoas com uma psicologia desajustada sejam achadas em movimentos políticos extremistas desordeiros como o comunismo e o fascismo. As tendências políticas de tais indivíduos muitas vezes refletem seus problemas psicológicos”, LaBarbera disse para LifeSiteNews.

Links relacionados:

The Strange, Strange Story of the Gay Fascists
http://www.huffingtonpost.com/johann-hari/the-strange-strange-story_b_136697.html

Americans for Truth About Homosexuality (AFTAH)
http://americansfortruth.com/

Cobertura relacionada de LifeSiteNews:

Christian Prayer Group Sexually and Physically Assaulted by Homosexual Mob
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/nov/08111816.html

Mainstream Media Ignoring Violence, Vandalism and Intimidation of Homosexualist Protestors
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/nov/08111905.html

New Study Shows 32% of Homosexuals Have Suffered Abuse by their "Partner"
http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/nov/07110902.html

Gay Activists Assault Ex-Gay, Trash Parents and Friends of Ex-Gays Booth at Fair
http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/aug/07082808.html

Homofascists March On
http://www.lifesitenews.com/ldn/2006/may/060515a.html

Traduzido por Julio Severo

Veja orignal em ingles: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/may/09050609.html

Matthew Cullinan Hoffman
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Abusos sexuais em orfanatos católicos na Irlanda


Miscelâneas

Abusos sexuais em orfanatos católicos na Irlanda

Há relatos de violações e de agressões. De medo causado por uma disciplina severa. O relatório sobre o que se passou desde 1936 em instituições católicas irlandesas para acolhimento de crianças era esperado há muito tempo e está a deixar a Irlanda chocada. São 2500 páginas em que se conclui que mais de 2000 crianças sofreram abusos físicos e sexuais e que líderes da Igreja Católica sabiam o que estava a acontecer.

A Comissão de Inquérito sobre o Abuso de Crianças estava há nove anos a investigar as suspeitas em várias instituições de acolhimento de crianças na Irlanda e hoje divulgou as suas conclusões: Houve abusos físicos e emocionais, houve abusos sexuais em grande parte das instituições e sobretudo nas destinadas a rapazes. Houve um regime severo, disciplina opressiva, por vezes fome.

“Os abusos sexuais foram endémicos nas instituições para os rapazes”, lê-se. “A situação nas instituições para raparigas era diferente, não era sistémica”. O documento refere-se a um período que começou em 1936 e acabou no final dos anos 90 e uma das conclusões é que “as autoridades religiosas sabiam que os abusos sexuais eram um problema constante nas instituições masculinas” da Irlanda.

Antes de 1980 viveram em reformatórios e escolas industriais ligadas à Igreja 35000 crianças – mais de 2000 disseram à comissão que tinham sido vítimas de abusos. As conclusões foram apresentadas numa conferência de imprensa para a qual foi pedida a presença da polícia.

Responsabilização

Após a divulgação do relatório, o líder da Igreja Católica na Irlanda, cardeal Sean Brady, disse “lamentar profundamente” o que é relatado no documento que denuncia o “silêncio” da Igreja. “Lamento e estou envergonhado com o facto de crianças terem sofrido desta forma terrível”, adiantou. “O relatório torna claro que foi causada muita dor a algumas das crianças mais vulneráveis”.

Também o líder da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, arcebispo Vincent Nichols, considerou que os autores da violência e abusos devem ser responsabilizados, “e não importa há quanto tempo aconteceu”.
A maioria das acusações visa instituições da congregação Irmãos Cristãos, embora outras sejam referidas. Em instituições das Irmãs da Misericórdia terão sido muito menos os abusos sexuais mas bastante frequentes os episódios de humilhação.

Ao referir as constantes violações, o relatório sublinha que “os autores dos abusos puderam continuar [a fazê-lo] durante longos períodos sem serem perturbados”. Quanto à violência física, é denunciado “um clima de medo criado por punições arbitrárias, excessivas e frequentes”. Para além disso, “os abusos sexuais por membros de ordens religiosas eram raramente divulgados ao Ministério da Educação pelas autoridades devido a uma cultura de silêncio sobre a questão”.

“Era habitual ser acordado a meio da noite por pessoas que abusavam sexualmente de mim”, recorda Tom Haynes à BBC. Agora com 60 anos, Haynes ficou órfão muito cedo e foi viver para uma escola dos Irmãos Cristãos em Limerick.

A fé às portas da escola

“Quando informávamos os Irmãos Cristãos éramos agredidos e ameaçados”, recorda. No caso de Haynes, os abusos não eram cometidos por membros da congregação, mas por monitores que vigiavam os dormitórios à noite. A sua fé, diz, “ficou às portas da escola industrial”.

Também Sadie O´Meara, agora com cerca de 70 anos, recorda os dias difíceis numa instituição das Irmãs da Caridade, mas o que mais lamenta é nunca lhe terem dito que a mãe tinha morrido, o que só veio a saber quando saiu, já tinham passado quatro anos.

O primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, sublinhou que o Governo pode pôr em prática medidas para proteger as crianças, mas salientou que “todos na sociedade deverem estar alertas, vigilantes em relação ao que se passa e terem a coragem de intervir quando o bem-estar das crianças for posto em risco”.

Publico/Notícias Cristãs
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A Globo e os Evangélicos


Por que a Globo está divulgando série de reportagens positivas sobre os evangélicos?

Esta é a pergunta que todos os evangélicos deveriam estar fazendo, com profundo senso crítico e em oração, diante da recente série de reportagens a respeito da ação social dos evangélicos no Jornal Nacional, e de texto da edição de aniversário da Revista Época, também de propriedade do grupo, sobre o crescimento da igreja e as consequências (também positivas) para a sociedade. A resposta certa, nenhum de nós pode dar de forma absoluta. As razões do coração de donos e editores dos veículos só eles guardam na sua intimidade. Mas algumas possibilidades devem ser relacionadas.

Veja uma das reportagens do Jornal Nacional, exibida em 28/5, que destaca o trabalho com crianças do Ministério Reame - Resgate e Ame, realizado com o apoio, entre outros, da Igreja Batista.

Apesar do fato de a repercussão, independentemente dos motivos da edição, serem muito favoráveis à igreja, com aumento da simpatia da opinião pública, mais crescimento numérico e até recursos para projetos sociais, é preciso que os líderes evangélicos fujam da tentação do deslumbramento com os 15 minutos de fama e aparente simpatia da Globo, até porque não se deve esquecer que esta mesma mídia até bem pouco tempo, às vezes com razão, outras nem tanto, enxovalhou a imagem da igreja evangélica sem dó nem piedade.

Por exemplo, seria ingênuo não pensar na possibilidade de existir por trás desta iniciativa, agora favorável, interesses políticos, comerciais, ou aqueles relacionados à perda de audiência. Outra possibilidade é que o crescimento surpreendente do número de fiéis evangélicos esteja gerando consequências não favoráveis para a empresa em questão e sua disputa com outras emissoras concorrentes, especialmente a que está ligada à Igreja Universal.

Outro fator importante a ressaltar, é o início da corrida para as eleições para presidente e governadores em 2010. E o fato do apoio dos evangélicos ser cada vez mais ambicionado pelas forças políticas, inclusive as financiadas por anunciantes da própria Globo.

Mas a hipótese de motivo das reportagens que desejaríamos seria a de uma decisão livre de reunião de pauta e de reconhecimento sincero do trabalho dos evangélicos pelos editores do jornal. Afinal de contas, foi para isso que, ao longo de muitos meses de trabalho, enviamos, como agência cristã de notícias, a dezenas de jornalistas daquela emissora informações que demonstram o lado outrora pouco divulgado pela mídia não evangélica.

Fonte: Soma/Notícias Cristãs
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Os mórmons e os direitos religiosos


...o efeito denorex...

Muitos cristãos evangélicos são atraídos pelas idéias teológicas supostamente conservadoras dos Mórmons, fazendo restrições à sociedade moderna. Eles parecem ficar ao lado dos cristãos em assuntos tais como Aborto, Oração nas escolas públicas, Homossexualidade, etc. Façamos uma ligeira comparação entre a Teologia Mórmon e a Teologia Cristã Evangélica, no que se refere a tais assuntos e veremos que as intenções são totalmente opostas.

Aborto - Para os cristãos evangélicos, que lutam pela vida, posicionando-se contra o Aborto, a base teológica é a própria natureza de Deus. A Bíblia ensina que Deus é vida e o autor da vida. Sobre este fundamento muitos cristãos se opõem ao que consideram o assassinato de bebês inocentes, os quais não têm como se defender.
Superficialmente os Mórmons parecem declarar o mesmo, mas, como sempre acontece no Mormonismo, tudo não passa de aparência. Eles se opõem teologicamente ao Aborto, não por causa da natureza de Deus, mas por causa da natureza do homem. Todos os homens são filhos literais de Deus e suas esposas, no céu. E quando um Aborto é cometido, o feto, que é o espírito de um filho de Deus no céu, não terá oportunidade de ganhar um corpo físico e continuar a sua escalada até à divindade, que a Igreja SUD considera como sendo também a vida eterna.

Oração nas Escolas - Liderando a campanha a favor da oração nas escolas públicas, no Congresso Americano, está Earnest J. Istook e outros cristãos que a ele se juntaram. Os cristãos que desejam oração nas escolas públicas assim agem porque verificam a falta que tal prática tem feito às crianças em matéria de influência religiosa, no que estão corretos. Mr. Istook está elaborando a legislação e muitos cristãos evangélicos estão trabalhando com ele no sentido de chegarem todos a um acordo comum.
Os Mórmons desejam também a oração nas escolas públicas, mas por outra razão bem diferente. Pode-se afirmar com segurança que alguns deles fora de Utah constatam a falta de qualquer Igreja na vida de um jovem em idade escolar e se preocupam com o fato. Entretanto, quando a Igreja SUD se posiciona a favor da oração nas escolas públicas ela está apenas fazendo questão de aparentar uma boa imagem. Para os Mórmons, o fato de se juntarem aos cristãos evangélicos, lutando em favor desse decreto, os apresenta como parte integrante da Fé Cristã, sem, contudo, terem necessidade de mudar suas doutrinas definitivas.
Interessante é que vários cristãos em Utah são contra a oração nas escolas públicas, uma vez que lá são os Mórmons quem vão redigir e liderar tais orações.

Homossexualidade - Os cristãos evangélicos são contra a Homossexualidade simplesmente porque a Bíblia declara que isso é pecado. Está claro que no princípio Deus criou um homem para uma mulher. Ainda bem que a maioria dos cristãos evangélicos se opõe ao Homossexualismo, mas ama os homossexuais.
Isso pode soar familiar aos Mórmons, porém eles se opõem às relações homossexuais porque tais práticas não produzem bebês. Em conseqüência, os espíritos infantis resultantes
das relações de Deus com suas esposas no céu não terão oportunidade de ganhar seus corpos físicos e progredir até a exaltação e divindade.

Adaptação - Aparentemente os Mórmons parecem se enfileirar com os cristãos evangélicos em muitas de suas reivindicações dentro da comunidade cristã. Porém as razões da Igreja SUD por trás de tais reivindicações são totalmente diferentes das dos cristãos. Muitos problemas surgem para todos os cristãos que desejam cooperar com esta Igreja em tais assuntos. O que acontece é que tais convênios sempre conferem uma imagem cristã à Igreja SUD, barateando, assim, o Evangelho de Jesus Cristo.


Quem desejar entrar num acordo religioso com a Igreja SUD, primeiro faça uma pesquisa de suas doutrinas de ontem e de hoje. Compare todas elas com a Bíblia e veja as discrepâncias que existem. Uma doutrina de ontem (como a Poligamia) pode já estar fora de prática, mas continua nos livros doutrinários, que são muitos, pois além do Livro de Mormon, que não prega a Poligamia, nem o Serviço no Templo, nem que Adão é Deus Pai, etc., existem outros livros, escritos pelos líderes que surgiram após o fundador do Mormonismo, os quais pregaram abertamente essas doutrinas espúrias, como por exemplo, Brigham Young, Orson Pratt, etc.
O Mormonismo queria chegar à casa dos 10 milhões de membros, antes do novo milênio e conseguiu. Para tanto, abriu mão de várias doutrinas antigas, conformando-se a algumas doutrinas bíblicas, mas somente para enganar os incautos. No fundo, o Mormonismo é uma religião falsa, herética e terrivelmente perigosa!

Informações colhidas no jornal "The Evangel", edição julho/Agosto de 1997.
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- Mormonismo e Suas Doutrinas: Aqui vários argumentos Mórmons são desbaratados de maneira simples e objetiva.


Mary Schultz
Bacharel em teologia, membro da Primeira Igreja Batista de Teresópolis, pesquisadora de catolicismo, escritora e tradutora de diversas obras evangélicas em língua portuguesa.

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Mormonismo-Joseph Smith e a primeira visão


Muitos que lêem este livro poderão perguntar: Onde os mórmons conseguiram idéias tão diferentes acerca de Deus e de Cristo? Qual é a fonte de sua doutrina? Onde sua igreja realmente se originou? Qual é o fundamento sobre o qual se firmam suas crenças?

De maneira muito breve, os mórmons ensinam que o verdadeiro evangelho desapareceu da terra logo depois da era da igreja apostólica. Crêem que todas as igrejas de então se tornaram falsas, e que não tinham autoridade dada por Deus. Todos os cristãos professos, durante centenas de anos eram corruptos, falsos, apóstatas. Então Deus restaurou o verdadeiro evangelho e sua autoridade original mediante um jovem chamado José Smith. Um anjo apareceu, em visão, ao jovem José e depois levou-o a algumas placas de ouro escondidas perto de Palmyra, no estado de Nova lorque. Destas placas, Deus fez com que José Smith fosse capaz de produzir O Livro de Mórmon, o primeiro livro inspirado, o fundamento do mormonismo.

Uma vez que José Smith declarou que todas as igrejas, sem exceção, são falsas e todos os seus membros são corruptos, parece-nos justo contestá-lo. Se José foi um verdadeiro profeta de Deus, então a Primeira Visão devia ser clara e indiscutível, pois Deus não é autor de confusão. Mas, ouçamos as próprias fontes mórmons quanto à importância desta Primeira Visão.

Primeira Visão de 1820
David O. McKay, apóstolo e líder mórmon declarou: "A aparição do Pai e do Filho a José Smith é o fundamento desta igreja."[1]

O apóstolo mórmon John A. Widtsoe disse: "A Primeira Visão, de 1820, é de importância vital à história de José Smith. Sobre sua realidade descansam a verdade e o valor de seu trabalho subseqüente."[2]

Obviamente, a integridade de José Smith e a verdade do mormonismo estão em jogo. Se a Primeira Visão for o fundamento sobre o qual se firma o mormonismo, examinemos, em atitude de oração e mui cuidadosamente, esse fundamento.

A igreja mórmon diz que José Smith teve uma visão em 1820, quando era um mocinho de 14 anos de idade. Esta visão aconteceu na "manhã de um lindo e claro dia, nos primeiros dias da primavera de 1820". José Smith tinha ido aos bosques orar a fim de saber "qual de todas as seitas era a verdadeira". Enquanto orava, viu dois personagens pairando acima dele no ar. Um dos personagens apontou ao outro e disse: "Este é o meu Filho Amado. Ouve-o." Então um dos personagens, aos quais José Smith identifica como o Pai e o Filho, disse-lhe que todas as igrejas estavam erradas.

É estranho que não se mencione esta visão nos registros mais antigos da igreja mórmon e a Improvement Era (Era da Melhoria), admite: "O relato oficial" de José Smith de sua primeira visão e das visitas do anjo Moroni foi...publicado pela primeira visão em Times and Seasons (Tempos e Estações) em 1842."[3] Isto, 22 anos depois do que se supõe ter o evento acontecido. Mesmo assim a primeira visão é vista como o fundamento da igreja mórmon que começou em 1830! O Livro de Mórmon foi publicado em 1830 também. Por que José Smith não deu um relato oficial da visão antes de 1842?

Por anos, os mórmons declararam enfaticamente: "José Smith viveu pouco mais de 24 anos depois desta primeira visão. Durante esse tempo ele contou somente uma hostória!"[4] Isto, é claro, não é verdade. Jerald e Sandra Tanner, no seu panfleto, The First Vision Examined (Exame da Primeira Visão), mostraram que existiam na igreja mórmon duas versões, além da versão oficial de Smith, mas não foram publicadas até que Paul Cheesmand, aluno da Universidade Brigham Young as expôs em 1965.

Outro relato da primeira visão veio à luz por intermédio de James B. Allen, professor assistente de História na UBY, em 1966, depois dos mórmons, por vários anos, negarem a existência de outras versões! Estas versões contêm discrepâncias importantes da versão oficial. Para uma explicação detalhada e erudita, veja o panfleto de Tanner, The First Vision Examined.

Até Brigham Young, que teve 363 de seus sermões registrados no Journal of Discourses (Diário de Discursos), como profeta "inspirado" sucessor de José Smith, não menciona a Primeira Visão. O bibliotecário mórmon Lauritz G. Petersen,numa carta datada de 31 de agosto de 1959, escreveu: "Tenho examinado o Journal of Discourses (Diário de Discursos) que registra muitos do sermões de Brigham Young. Nada há ali por Brigham Young sobre a primeira visão de José Smith."[5]

É bastante estranho que Oliver Cowdery, o primeiro historiador mórmon (segundo Doctrines of Salvation (Doutrinas da Salvação), volume 2, página 201), nem mesmo se refira à Primeira Visão. Cowdery foi uma das três testemunhas principais de O Livro de Mórmon. Earl E. Olsen, bibliotecário mórmon, da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, escreveu numa carta de 24 de março de 1958: "Nos registros que temos em arquivo dos escritos de Oliver Cowdery e John Whitmer, tais como são, não encontramos referência à Primeira Visão."[6]

Primeira Visão de 1823
Entretanto, foi descoberto que Oliver Cowdery, auxiliado pelo próprio José Smith, publicou um relato da Primeira Visão no Messenger and Advocate (Mensageiro e Advogado), em setembro de 1834, e em fevereiro de 1835, diferindo em pontos importantes da "versão oficial" publicada mais tarde, em 1842. Na verdade, os primeiros relatos da igreja mórmon referentes à Primeira Visão de José Smith diziam que ele tinha 17 anos, e não 14.

(Bons amigos mórmons, honestamente embasbacados com as aparentes contradições e confusões que vamos apresentar, disseram-nos que tínhamos confundido a Primeira Visão de José Smith com outra visão ou visões que ele teve. Simpatizamos com a dor de coração que sentem pelo que os seguintes fatos revelarão. Entretanto, lemos muitas das visões de José Smith e estamos muito bem cônscios delas, como muitos outros estudiosos do mormonismo o estão. O próprio José Smith e outras autoridades mórmons declararam claramente que a visão que estamos discutindo foi a primeira. Devemos encarar a realidade, com gentileza mas firmemente.)

Orville Spencer, preeminente mórmon do começo da igreja, escreveu uma carta de Nauvoo, no estado de Illinois, em 1842, dizendo: "José Smith, ao ter as primeiras manifestações dos grandes desígnios dos céus, não estava longe da idade de dezessete anos." [7]

Ora isto está de acordo com o relato da idade de Smith, 17 anos em 1823, ao serem dados os primeiros relatos da visão, como prova o Messenger and Advocate, vol.1, páginas 78,79, referindo-se a um reavivamento que diz ter sido realizado em Palmyra e nos seus arredores no estado de Nova Iorque, mais ou menos na época da visão de José Smith. Enquanto esta excitação continuava, ele continuava a clamar ao Senhor em secreto por uma manifestação plena da aprovação divina e, para ele, a informação de grande importância, se um Ser Supremo existia, que tivesse a certeza de ser aceito por ele...Na noite do dia 21 de setembro de 1823, nosso irmão, antes de ir para o quarto, tinha a mente completamente envolvida com o assunto que por tanto tempo o havia agitado -- seu coração fazia oração fervorosa... enquanto continuava orando por uma manifestação, de alguma maneira, de que seus pecados haviam sido perdoados; esforçando-se para exercitar fé nas Escrituras, de repente uma luz como a do dia, só que de uma aparência e brilho mais puros e gloriosos, invadiu o quarto... e num momento um personagem apareceu perante ele... ouviu-o declarar ser o mensageiro enviado por mandamento do Senhor, para entregar uma mensagem especial e testemunhar-lhe que seus pecados estavam perdoados."[8]

Notem, por favor, que esta é uma fonte mórmon, e um relato oficial mórmon admitindo que José Smith, aos 17 anos de idade em 1823, nem mesmo sabia se existiam ou não um Ser Supremo, embora mórmons posteriores digam que ele teve uma visão do Pai e do Filho, em 1820, aos 14 anos de idade!

De fato, o líder e apóstolo mórmon David O. McKay declarou que esta Primeira Visão, que José Smith declarava ter 14 anos, era o fundamento da igreja mórmon! Por que, então José Smith nem mesmo sabia da existência de um Ser Supremo, em 1823, aos 17 anos de idade?

Primeira Visão e Anjos
Além disso, no Deseret News (Notícias Deseret), de 29 de maio de 1852, cita-se José Smith dizendo: "Recebi a primeira visitação dos anjos quando tinha cerca de quatorze anos de idade." Isto mostra outra discrepância de muitas fontes mórmons. Os relatos mais antigos da visão dizem que um anjo apareceu a José Smith, não o Pai e o Filho.

Afirmou o apóstolo Orson Pratt: "Logo um indivíduo obscuro, um jovem, levantou-se, e no meio de toda a cristandade, proclamou as novas espantosas de que Deus lhe havia enviado um anjo... isto ocorreu antes de este jovem ter 15 anos de idade."[9] Isto obviamente se refere à Primeira Visão de Smith.

John Taylor, o terceiro presidente da igreja mórmon, afirmou: "Como é que se originou este estado de coisas chamado mormonismo? Lemos que um anjo desceu do céu e revelou-se a José Smith e manifestou-lhe, em visão, a verdadeira posição do mundo do ponto de vista religioso."[10]

A despeito da evidência irrefutável dos próprios apóstolos mórmons, a história da Primeira Visão cresceu e foi mudada até chegar `a versão de hoje: que José Smith viu o pai e o Filho. Segundo a versão atual, em 1820, quando tinha quatorze anos de idade, José Smith viu uma coluna de luz. "Logo após esse aparecimento, senti-me livre do inimigo que havia me sujeitado. Quando a luz repousou sobre mim, vi dois Personagens, cujo resplendor e glória desafiam qualquer descrição, em pé, acima de mim, no ar. Um Deles me falou, chamando-me pelo nome e disse, apontando para o outro : Este é o meu Filho Amado. Ouve-O."[11]

Nem José Smith, nem os apóstolos inspirados dos mórmons que o citaram estão de acordo com a história original acerca do ano, da idade de José nem do conteúdo da visão.

A Primeira Visão e o Sacerdócio
O próprio José Smith deu prova positiva de que ele não viu o Pai e o Filho em 1820. Em 1832 José Smith disse ter uma revelação de Deus na qual afirmava que o homem não pode ver à Deus sem o sacerdócio. Mas como o próprio José Smith admitiu, ele não era sacerdote em 1820, nem reivindicou para si mesmo esse ofício até os princípios de 1830![12]

A revelação de José Smith, de 1832, concernente ao sacerdócio está registrada na seção 84 de Doutrinas e Convênios, versículos 21,22: E sem as suas ordenanças, e a autoridade do sacerdócio, o poder de divindade, não se manifesta aos homens na carne; Pois, sem isto nenhum homem pode ver o rosto de Deus, o Pai, e viver."

O apóstolo mórmon Parley P. Pratt declarou: "A verdade é esta: sem o sacerdócio de Melquisedeque, `homem algum pode ver à Deus e viver!"[13] José Smith não era sacerdote em 1820. Se sua revelação de que homem algum pode ver a Deus sem o sacerdócio fosse verdadeira, então José Smith jamais havia visto à Deus e sua alegação em 1842 de que em 1820 fosse verdadeira, então sua revelação em 1832 que homem algum poderia ver à Deus sem o sacerdócio era falsa. De qualquer forma isto mostraria que José Smith não era o profeta de Deus que algumas pessoas pensavam que fosse.

Moroni ou Nefi
Outro problema digno de menção relacionado com isto é que o anjo que disse ter aparecido a José Smith é quase sempre chamado de Moroni, tanto por José Smith como por outros escritores mórmons. Entretanto, na primeira edição de 1851 de Pérola de Grande Valor, página 41, o nome do anjo era Nefi e não Moroni. Mais provas acerca disto podem ser encontradas em Times and Seasons (Tempos e Estações), volume 3, páginas 479 e 753, e nos escritos da mãe de José, Lucy Mack Smith, em seus Esboços Biográficos (Biographical Sketches) de 1853.

Em Resumo
Parece estar em ordem algumas observações acerca de José Smith e da Primeira Visão. David O McKay, ex-presidente e inspirado apóstolo mórmon, declarou ser a Primeira Visão o fundamento da igreja mórmon. Sobre isto descansa finalmente toda a autoridade que os mórmons dizem ter.

Perguntamos: por que tantos líderes, apóstolos, presidentes e escritores mórmons andam tão confusos acerca do que José Smith viu ou não viu? Por que o próprio José Smith fez vários relatos totalmente irreconciliáveis da Primeira Visão? Por que a versão de José Smith e a versão oficial dos mórmons não saiu até 1842 se esta visão é tão importante para o mormonismo? A igreja começou em 1830, e O Livro de Mórmon foi publicado em 1830, mas a visão de 1820, sobre a qual a igreja foi fundada, não foi dada oficialmente até 1842!

Por que temos "revelações" contraditórias dadas por Deus ao seu apóstolo inspirado? Deus nunca se contradiz. Quando qualquer palavra ou revelação é contraditória não pode ser de Deus. José Smith realmente teve uma visão? Se assim foi, quando? Com que idade? O que ele viu realmente? Foi um anjo bom ou um anjo mau, se teve uma visão? Foi um espírito de Deus ou um dos espíritos de Satanás que lhe apareceu como um anjo de luz? "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras" (2 Coríntios 11:14, 15).

Pense novamente nas contradições do tempo da visão, da idade de José Smith, e do conteúdo da visão. Pense acerca da revelação que José Smith teve em 1832 que só os que foram ordenados ao sacerdócio poderiam ver a Deus e viver, mas dizia-se que ele havia visto `a Deus em 1820, muitos anos antes de ter sido feito sacerdote por seu própio testemunho. 1 Coríntios 14:33 diz: "Porque Deus não é de confusão; e, sim, de paz. Como em todas as igrejas dos santos."

Não conforta nada saber que muitos cultos começaram com uma visão--ou alegações de uma visão ou por não crerem na Palavra de Deus, ou por não crerem que ela fosse suficiente. Deus, portanto, enviou-lhes "a operação do erro" para que cressem na mentira (veja 2 Tessalonicenses 2:10-12).

Finalmente, os mórmons precisam examinar seriamente Gálatas 1:8: "Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema."

Se esta Primeira Visão for o fundamento, vejamos o que José Smith sobre ele construiu.____________

Notas

[1] David O. McKay, Gospel Ideals (Ideais do evangelho) - (Salt Lake City: The Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints, 1953), página 85.

[2] John A. Widtsoe, Joseph Smith - Seeker After Truth (Joseph Smith - buscador da verdade) - (Salt Lake City: Deseret Book Co., 1951), página 19.

[3] Improvement Era (Era da Melhoria), julho de 1961, página 490. (Periódico mensal publicado pela igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.)

[4] Joseph Smith, The Prophet (Joseph Smith, o profeta) - 1944, página 30. Citado por Jerald e Sandra Tanner em The First Vision Examinded (Exame da primeira visão) - Salt Lake City: Modern Microfilm Co., 1969 - página 2.

[5] Jerald Tanner, Mormonism: A Study of Mormon History and Doctrine (Mormonismo: Estudo da história e doutrina mórmons) - (Clearfield, Utah: Utah Evangel Press, 1962), página 79.

[6] Tanner, Mormonism, página 8.

[7] Millenial Star (Estrela Milenar), vol. 4, página 37.

[8] Messenger and Advocate (Mensageiro e advogado), vol. 1, pp. 78,79. Citado por Tanner em The First Vision Examined (Salt Lake City: Modern Microfilm co., 1969), p. 15.

[9] Journal of Discourses (Diário de discursos) - Liverpool, England : F.D. e S. W. Richards, Pub., 1854. Edição reimpressa, Salt Lake City, 1966), vol. 13, pp. 65,66. O Journal of Discourses é uma coleção de sermões por Brigham young, Orson Pratt, Heber Kimball e outros de 1854 a 1886.

[10] Journal of Discourses, vol. 10, p. 127.

[11] Joseph Smith, Pérola de Grande Valor - (Salt Lake City: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1958), p. 48, #17. (Na edição brasileira, de 1967, p. 56, #17.)

[12] Bruce R. McConkie, ed. Doctrines of Salvation (Doutrinas da salvação) - (Salt Lake City: Bookcraft, Inc., 1954), vol. 1, p. 4.

[13] Parley P. Pratt. Writings of Parley P. Pratt (Escritos de Parley P. Pratt) p. 306. Citado por Jerald e Sandra Tanner em Mormonism, Shadow or Reality (Mormonismo - sombra ou realidade) - (Salt Lake City: Modern Microfilm Co., 1972), p. 144.

A Ilusão Mórmon — Parte 2 (Capítulos 3 e 4)


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CAPÍTULO TRÊS
José Smith--Profeta de Deus
Foi José Smith um profeta de Deus? Sou imensamente grato a Deus por não ter deixado que decisões tão importantes dependessem de opiniões ou caprichos dos homens. Ele providenciou um teste absolutamente infalível e que até o cristão mais simples pode usar a fim de determinar se a pessoa que se diz profeta é verdadeira ou falsa. É tão claro que inclusive os que não são cristãos podem aplicá-lo e não serem desviados da busca da verdade.

Eis o teste de Deus para o profeta: "Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto. Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba a falou o tal profeta: não tenhas temor dele" (Deuteronômio 18:20-22).

Nesta e também em numerosas outras passagens bíblicas descobrimos que Deus falou por meio de seus profetas verdadeiros, palavra por palavra, enquanto profetizavam. Uma vez que Deus não pode mentir nem errar, o cumprimento das palavras de seus profetas verdadeiros sempre foi exato.

Qualquer profeta que não passasse neste teste da profecia cumprida era profeta falso. (Veja Deuteronômio 13:1-5; Isaías 9:13-16; Jeremias 14:13-16; Ezequiel 13:1-9.)

Uma profecia falsa desqualificava o homem para sempre como profeta de Deus. Segundo as Escrituras, sob a lei do Antigo Testamento, o profeta que presumisse falar o que Deus não havia mandado, devia ser morto.

A seguir apresentamos algumas profecias de José Smith que não passaram no simples teste de exatidão de Deus:

1. Concernente à Nova Jerusalém e seu templo (Apocalipse 21:22). Segundo esta profecia em Doutrina e Convênios 84:1-5, dada em setembro de 1832, a cidade e o templo devem ser erigidos no estado de Missouri nesta (atual) geração.

Os apóstolos da igreja mórmon conheciam esta profecia e declararam no Journal of Discourses (Diário de Discursos) (volume 9, página 71; volume10, página 344; volume 13, página 362), sua certeza de que esta profecia havia de se cumprir durante a geração na qual a profecia foi feita por Smith em 1832. De fato, no dia 5 de maio de 1870, o apóstolo Orson Pratt declara ostensivamente: "Os Santos dos Últimos Dias esperam ter o cumprimento desta profecia durante a geração em existência em 1832 assim como esperam que o sol nasça e se ponha amanhã. Por quê? Porque Deus não pode mentir. Ele cumprirá todas as suas promessas." (1)

A cidade não foi construída; o templo não foi erigido nesta geração. A profecia era falsa.



2. Sião, no Estado de Missouri, "não poderá cair, nem ser removida de seu lugar", Doutrina e Convênios, seção 97:19. José Smith estava na cidade de Kirtland, Estado de Ohio quando fez esta predição e não tinha consciência de que Sião fora removida--duas semanas antes da assim chamada revelação.

3. A casa Nauvoo deve pertencer à família Smith para sempre, Doutrina e Convênios 124:56-60. José Smith foi morto em 1844. Os mórmons foram levados de Nauvoo e a casa já não pertence à família Smith. Esta profecia era falsa. José Smith era um falso profeta.

4. Os inimigos de José Smith serão confundidos ao procurar destruí-lo, 2 Nefi 3:14, O Livro de Mórmon. Smith foi morto, a bala, na prisão de Carthage, em Illinois, no dia 27 de junho de 1844.

5. Jesus Cristo devia nascer em "Jerusalém, que é a terra de nossos antepassados", Alma 7:10, O Livro de Mórmon. A Palavra de Deus diz que Jesus nasceria em Belém (Miquéias 5:2), e essa profecia foi cumprida (Mateus 2:1).

6. A vinda do Senhor, History of the Church (História da Igreja), volume 2, página 182. Em 1835 José Smith, profeta e presidente predisse "a vinda do Senhor, que estava próxima...até mesmo cinqüenta e seis anos deviam terminar a cena". (2)

7. Referente aos "habitantes da lua", Journal of Oliver B. Huntington, volume 2, página 166. Esse devoto e dedicado companheiro mórmon de José Smith citou-o descrevendo sua revelação a respeito da lua e seus habitantes: "Os habitantes da lua têm tamanho mais uniforme que os habitantes da Terra, têm cerca de 1,83m de altura. Vestem-se muito à moda dos quacres, e seu estilo é muito geral, com quase um tipo só de moda. Têm vida longa; chegando geralmente a quase mil anos." (3)

8. Uma profecia bastante reveladora é relatada por David Whitmer, uma das Três Testemunhas do Livro de Mórmon. Em seu livro, An Address to All Believers in Christ (Uma Proclamação a todos os crentes em Cristo)--(Richmond, Missouri, 1887), Whitmer disse que José Smith recebeu uma revelação de que os irmãos deviam ir a Toronto, no Canadá, e que venderiam ali os direitos autoraris do Livro de Mórmon. Foram mas não puderam vender o livro, e pediram explicações a José Smith. Smith, sempre esperto, disse-lhes: "Algumas revelações são de Deus; algumas são dos homens, e outras são do diabo."Profeta bíblico algum jamais usou tal desculpa, pois nenhum profeta verdadeiro de Deus jamais falhou. Durante o período do Antigo Testamento, Smith teria sido imediatamente apedrejado até à morte, por se fazer passar por profeta de Deus. Se Smith não podia saber se a profecia vinha de Deus, do homem ou do diabo, não podemos confiar em suas revelações em O Livro de Mórmon e também nos outros escritos. Como é que podemos confiar nosso destino eterno a tal homem?!

Os mórmons gostariam de tachar o livro de Whitmer de "escrito apóstata". Dizem, entretanto, ser ele uma das três Testemunhas Sagradas, que "jamais negou seu testemunho"; neste caso ele certamente não poderia ser apóstata.

9. Em outra ocasião o astuto Smith declarou: "Na verdade, assim diz o Senhor: é sábio que o meu servo David W. Patten, liquide todos os seus negócios, logo que possível, e disponha de sua mercadoria, para que na primavera que vem, em companhia de outros, doze, incluindo a si, desempenhe uma missão para mim, a fim de testificar do meu nome e levar novas de grande alegria a todo o mundo." (4)

A data em que esta profecia foi dada era 17 de abril de 1838. David Patten morreu de ferimentos de arma de fogo no dia 25 de outubro de 1838. Não viveu para sair em missão na primavera. Deus, que conhece o futuro, não haveria de chamar um homem para uma missão, não a revelaria nem a faria registrar se soubesse que esse homem morreria antes do seu cumprimento. Isso faria de Deus um idiota ignorante, sem preparo e sem conhecimento do futuro. Suas revelações e profecias certamente não seriam "a segura Palavra de Deus".

Os mórmons tentam, pateticamente, defender esta profecia de Smith dizendo que David Patten pode ter sido chamado para uma missão em algum outro mundo (depois da morte). Se isto for verdade, não há registro de que os outros onze homens também tenham morrido para acompanhar a Patten nessa missão à qual foram chamados. É estranho que Deus nem mesmo se tenha importado em mencionar uma coisa tão estupenda como a morte do homem, expondo-se a uma acusação de profecia falsa. Deus não brinca com sua palavra nem com seus profetas. Esta profecia de José Smith foi uma profecia falsa, e não de Deus.

O teste de Deus para o profeta é muito simples; é muito claro. José Smith não pode passar no teste. Suas profecias falharam. José foi um profeta falso.

Amigos mórmons a quem apresentei esta prova têm tido reações variadas, como era de se esperar. Alguns ficaram abalados, admitiram que José Smith foi um falso profeta e voltaram-se, com todo o coração, para Jesus somente, para a alegria deles e minha.

Certa senhora mórmon amável, havia trabalhado infatigavelmente na igreja mórmon e havia se tornado bastante conhecida no trabalho entre as mulheres de um estado vizinho ao meu. Leu este material, conversou comigo e foi maravilhosamente libertada do mormonismo e trazida a Cristo. Ela ama o povo mórmon e sente por ele uma responsabilidade tremenda. Mais tarde, tive a alegria inexprimível de levar seu marido mórmon a Cristo.

Como ele chorou de alegria quando Jesus o libertou de seus pecados e concedeu-lhe o dom gratuito da vida eterna! Tal paz, segura e duradora, ele nunca havia encontrado no mormonismo.

Outros mórmons, em defesa de O Livro de Mórmon e da igreja mórmon, e com medo das espantosas implicações para si mesmos e suas famílias, se recusam a admitir o óbvio - que José Smith foi um profeta falso. Tentam desesperada ou valentemente, dependendo do ponto de vista do leitor, salvá-lo de seu dilema inextricável.

"Você tirou o que ele disse do contexto em que foi dito!" declararam alguns.

"Talvez ele quisesse dizer outra coisa", foi outra resposta triste.

"As pessoas na Bíblia tinham faltas", responderam vários, o que nada tem que ver com o teste de Deus para o profeta.

"Simplesmente não acredito que José Smith foi um profeta falso!"

"É um monte de mentiras!" gritou uma querida alma mórmon, ignorando o fato de que as citações são quase que exclusivamente de livros, fontes, e apóstolos mórmons, e estão bem documentadas de modo que pode verificar por si mesma e tirar suas próprias conclusões.

Por certo que os corações de todos os cristãos verdadeiros têm compaixão pelos mórmons, se houver em tais corações um grama do amor de Cristo. Ver e sentir a angústia dos que começam a reconhecer que foram iludidos não é nada agradável. Entretanto, a angústia de uma eternidade perdida sem Cristo é infinitamente mais horrível. O verdadeiro amor não pode fugir à responsabilidade. Podemos sentir como o médico que se deve fazer de aço a fim de dizer a um amigo querido que sofre de câncer.

O teste foi dado. José Smith não passou no teste. Não foi profeta de Deus. Foi um falso profeta.

__________

Notas

[1] Pratt, Journal of Discourses, vol.9, p.71

[2] Joseph Smith, History of the Church (História da Igreja) (Salt Lake City; A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1902-1912), volume 2, p.182.

[3] Huntington Library, San Marino, California, de o Journal of Oliver B. Huntington, volume 2, página 166.

[4] Doutrina e Convênios 114:1.
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Prof. João Flávio Martinez
É fundador do CACP, graduado em história e professor de religiões.

Direitos Reservados - CACP© - Centro Apologético Cristão de Pesquisas - 1998-2008

Mormonismo Histórico


Resumo histórico

O mormonismo, como todas as religiões, teve também seu fundador, Joseph Smith Jr., que nasceu a 23 de dezembro de 1805. Smith nasceu no estado de Vermont, nos Estados Unidos, filho de Joseph e Lucy Smith, viveu de 1805 a 1844. Sua criação deu-se em meio à superstições, pois sua mãe era mística e seu pai obcecado por procurar tesouros perdidos . Em 1820, “Deus” - o Pai, e “Jesus Cristo” apareceram a Smith e ele ficou sabendo que nenhuma das igrejas da Terra eram verdadeiras (JS-H1:1-20 – Apêndice do Livro de Mórmon, pág.202 – Edição de 1995 – impresso em 1998). Nessa visão que teve Smith viu dois seres em pé, acima dele, os quais brilhavam mais que o sol. Um dos seres chamou Joseph pelo nome e apontando para o outro disse: “Este é o meu filho amado, ouve-o”. O próprio Smith é que identificou os seres como sendo Deus e Jesus. Posteriormente foi visitado pelo anjo Morôni (que era, supostamente, uma pessoa que viveu no passado) que lhe falou sobre um livro com lâminas de ouro enterrado na colina de Cumorah, no qual estaria registrada a “história” dos antigos habitantes do continente Americano e a “plenitude do evangelho Eterno”. No dia 22 de setembro de 1827, Smith diz ter encontrado o tal livro bem como dois aros de prata presos a um peitoral, os quais denominou Urim e Tumim. Com a ajuda desses dois aros começou a tradução das lâminas de ouro. Ë questionável como é que duas lâminas de ouro poderiam ajudá-lo a traduzir hieróglifos estranhos, visto que Smith só conhecia o Inglês (sobre isso falaremos mais tarde). Bom, em 1830, publicou o livro com o título de Livro de Mórmon (JS-H1:66-67,75).
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Renovação Carismática Católica


Os Católicos Carismáticos

ANÁLISE HISTÓRICA

O Movimento Católico Pentecostal começou em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos, na Universidade de Duquesne, dirigida pela fundação "Padres do Espírito Santo". Em 1966, dois professores leigos de teologia, de Duquesne, Ralph Kefer e Bill Storey, começaram uma busca espiritual que os levou a ler os livros "A Cruz e o Punhal", de David Wílkerson, e "Eles Falam em Outras Línguas", de John Sherrill. Depois de ler esses livros, os dois homens começaram a procurar alguém na região de Pittsburgh, que tivessem recebido o batismo no Espírito Santo, com acompanhamento de línguas. Com o tempo e com a ajuda de um sacerdote da Igreja Episcopal entraram em contato com um grupo de oração liderado por presbiterianos. Neste grupo de oração pentecostal Kiefer e Storey foram batizados no Espírito Santo e falaram em línguas que nunca tinham aprendido.

Esses dois professores planejaram então um retiro de fim-de-semana para vários amigos, a fim de buscarem o derramamento do Espírito Santo na Igreja Católica. Cerca de vinte professores, estudantes formados e suas esposas reuniram-se durante o fim de semana, de 17 a 19 de fevereiro de 1967, em Pittsburgh, para a primeira reunião católica de oração em busca do Espírito Santo. Os participantes foram solicitados a ler os primeiros quatro capítulos de Atos e o livro "A Cruz e o Punhal". As reuniões se realizaram numa grande casa de retiro conhecida como "A Arca e a Pomba". Com o passar do tempo, esse encontro foi apelidado de "o fim-de-semana de Duquesne".

Naquele final de semana, depois de um estudo intensivo do livro de Atos e de um dia devotado à oração e estudo, muitos dos participantes estavam ansiosos por buscar o batismo no Espírito Santo, mas uma festa de aniversário de um dos padres estava programada para o sábado à noite. À medida que a festa começava, um senso de convicção e expectativa permeou o ambiente; logo, um estudante após outro escapuliu da festa e subiu as escadas da capela para orar.

Coisas estranhas começaram a acontecer àqueles jovens, à medida que começaram a buscar do Senhor a plenitude pentecostal. Um estudante chamado David Mangan entrou na sala e foi de repente lançado por terra pelo Espírito Santo. Ele relatou a seguinte experiência:

"Gritei o mais forte que já gritara em minha vida, mas não derramei uma lágrima. De repente, Jesus Cristo era tão real e tão presente que eu podia senti-lo ao redor. Fui dominado por tal sentimento de amor que não posso descrevê-lo."

Mais tarde todo o grupo abandonou a festa lá embaixo e reuniu-se na capela para a primeira reunião de oração católica buscando o batismo no Espírito Santo. Patrícia Gallagher descreveu a reunião deste novo "cenáculo", assim: "Naquela noite o Senhor levou todo o grupo para a capela. Orações emanavam de mim para que outros viessem conhecê-lo também. Minha antiga timidez para orar em voz alta foi-se completamente, à medida que o Espírito Santo falava através de mim. Os professores então impuseram as mãos sobre alguns dos estudantes, mas a maioria de nós recebeu o "Batismo no Espírito" enquanto estávamos ajoelhados diante do discernimento, profecia e sabedoria, mas o dom mais importante foi o fruto do amor que uniu toda a comunidade. No Espírito do Senhor nós achamos uma unidade pela qual tentáramos há muito tempo alcançar por nossa força."

À medida que esses buscadores católicos oravam até alcançar o Pentecostes, muitas coisas semelhantes às dos pentecostais clássicos começaram a ocorrer. Alguns riam incontrolavelmente "no Espírito", enquanto um jovem rolava pelo chão em êxtase. Gritar louvores ao Senhor, chorar e falar em línguas caracterizaram este início do movimento na Igreja Católica. Não é à toa que foram chamados de "Católicos Pentecostais" pelo público e imprensa, quando as notícias sobre os estranhos eventos em Pittsburgh se espalharam.
Da Universidade de Duquesne o movi-espalhou para a Universidade de Notre Dame, em Soth Bend, Indiana. Este acontecimento veio depois da carta de Ralph Kiefer, que incitou o interesse de vários líderes entre os estudantes e professores que também estavam interessados na renovação espiritual da igreja. Depois de alguma investigação e cepticismo inicial, mais ou menos nove estudantes se reuniram no apartamento de Bert Ghezzi e foram batizados no Espírito Santo.

Eles, porém, não manifestaram nenhum dom espiritual evidente. Para solicitar ajuda, contataram Ray Bullard, um membro das Assembléias de Deus e presidente da Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno de South Bend. Ghezzi descreve como este grupo de intelectuais católicos recebeu o dom de línguas.

"Fomos a casa de Ray na semana seguinte e nos reunimos em seu porão com onze ministros pentecostais de toda a Indiana, acompanhados de suas esposas. Eles passaram a noite tentando persuadir-nos de que se tivéssemos sido batizados no Espírito teríamos falado em línguas. Nós os deixamos cientes de que estávamos abertos para falar em línguas, mas ficamos firmes em nossa convicção de que já fôramos batizados no Espírito, porque podíamos ver isto em nossas vidas. O problema ficou resolvido porque nós estávamos querendo falar em outras línguas desde que isto não fosse visto como uma necessidade teológica para ser batizado no Espírito. A certa altura, dissemos que estávamos dispostos a fazer uma experiência, e um homem explicou-nos as implicações disto. Bem tarde naquela noite, passando da meia-noite, lá embaixo, naquele porão, os irmãos nos alinharam em um lado do cômodo e os ministros se colocaram do outro lado. Então começaram a orar em línguas e a caminhar em nossa direção com as mãos estendidas. Antes de eles nos alcançarem, muitos de nós começaram a falar e cantar em línguas".

Depois de ficarem um tempo orando em Línguas, Ghezzi diz que os amigos pentecostais perguntaram a eles quando deixariam a Igreja Católica e se juntariam a uma igreja pentecostal.

"Realmente a pergunta nos deixou um pouco chocados. Nossa resposta foi que não deixaríamos a Igreja Católica, pois o fato de sermos batizados no Espírito estava totalmente compatível com nossa crença na Igreja Católica. Asseguramos aos nossos amigos que tínhamos grande respeito por eles e que teríamos comunhão com eles, mas que permaneceríamos na Igreja Católica".

"Penso que é significativo o fato de que aqueles entre nós, que foram batizados no Espírito Santo naquela época, nunca pensaram em abandonar a Igreja Católica Romana."
"Nossos amigos pentecostais tinham visto católicos se juntarem a igrejas pentecostais quando foram batizados no Espírito, mas porque não fizemos isto, a renovação carismática católica se tornou possível."

Os eventos de Duquesne foram agora repetidos em Notre Dame - a capital intelectual do catolicismo americano. Os jornais dos campings logo começaram a publicar as inacreditáveis notícias do que estava acontecendo ali. Apesar de serem considerados por alguns como "fanáticos" e "extremistas", os novos pentecostais de Notre Dame incluíam vários respeitáveis professores de teologia e destacados estudantes que se tornaram líderes nacionais do movimento. A maioria deles estava na faixa dos vinte anos. Sob sua hábil e inspirada orientação, o movimento alastrou-se como fogo entre católicos nos Estados Unidos e posteriormente ao redor do mundo. Por volta de 1974, o movimento abandonou o termo "pentecostal" por outro mais neutro:

"carismático", para não ser confundido com os pentecostais mais antigos. Durante aquele ano, calcu1a-se que o número de grupos de oração na América tenha sido de 1.800 e no mundo todo de 2.400. O número de participantes ao redor do mundo foi estimado em 350.000. Entre esses calcula-se que 2.000 sacerdotes se juntaram ao movimento.

Uma característica bem peculiar da Igreja Católica é sua flexibilidade para assimilar novas tendências, sem dividir. Isto aconteceu com o Movimento Carismático Católico que alcançou seu ápice na década de 70, mas, com o tempo, a hierarquia católica começou a dar algumas diretrizes ao movimento para que se tornasse mais católico. Entre essas diretrizes estava uma ênfase maior na participação da missa, eucaristia e na veneração a Maria. Apesar de não repudiarem explicitamente essas coisas, os católicos carismáticos tendiam a centralizar a pessoa de Jesus em detrimento do culto a Maria e aos santos. Quando começaram a ser pressionados sobre isto, muitos que já tinham contato com grupos pentecostais ou protestantes carismáticos deixaram a Igreja Católica e se vincularam a esses grupos. A maioria, porém, aceitou docilmente as posições defendidas pelo papa e pela hierarquia, e assim o movimento esfriou-se e se tornou mais um departamento dentro da Igreja Católica.


Brasil

No Brasil, o movimento carismático chegou em 1974, no Estado de São Paulo, através dos padres jesuítas, entre eles o padre HaroldJ. Rahm, e a cidade escolhida foi Campinas. A estratégia de começar o movimento carismático nessa cidade do interior do Estado de São Paulo se prende ao fato de lá se concentrarem muitos missionários evangélicos norte-americanos, oferecendo assim ameaça às tradições católicas campineiras. De Campinas a RCC se espalhou para todo o Brasil. O crescimento do movimento se deu rapidamente entre os católicos, apesar das restrições impostas pelo clero brasileiro que nunca simpatizou com a RCC. Na clandestinidade o movimento praticamente tornou-se de leigos, e poucos padres apoiavam. Mesmo assim, após 25 anos, os carismáticos dizem ser hoje oito milhões no país e cinqüenta milhões em todo o mundo.


Objetivo da RCC

O atual objetivo desse movimento é o ECUMENISMO, e para que esse objetivo fosse alcançado teve-se em mente atingir de modo específico os evangélicos pentecostais, e isto por duas razões:

1) Dentre os evangélicos, os pentecostais se demonstravam os mais arredios contra a pretensão de promover o ecumenismo, proposto pelo Concílio Vaticano II;

2) O interesse evangelístico do povo pentecostal afastando muitos católicos da sua grei. O crescimento fenomenal do povo pentecostal no Brasil causava terrível preocupação à liderança católica.

A RCC tem pois como objetivo segurar o católico dentro da sua própria Igreja e restaurar suas práticas e crendices. Assim, a RCC não está interessada em trazer o povo a uma vida nova em Cristo, mas em torná-lo católico praticante, ter orgulho de ser católico.


O que traz a renovação bíblica?

Na Bíblia encontramos alguns exemplos de busca da renovação ou avivamento espiritual. No livros dos Reis (II Reis 22) temos o exemplo do rei Josias, foi o último dos reis justos do Reino do Sul, Judá. Aos dezesseis anos começou a invocar ao Senhor com toda a sinceridade (II Cr 34.3) e, como prova de seu amor e obediência a Deus, começoua destruir a idolatria do meio do povo (o culto a imagens e deuses) (II Cr 34.3-4). Restaurando o templo, foi encontrado o Livro da Lei, escrito por Moisés (II Cr 34.15). Surge uma nova postura do rei e do povo diante da Palavra de Deus, e todo o país experimentou uma renovação espiritual (II Cr 23.1-21).

Os resultados que encontramos na renovação espiritual do rei Josias são:

o "E fez o que era reto aos olhos do Senhor..." (II Rs 22.2);
o Ordenou que reparassem "... as fendas da casa do Senhor..." (II Rs 22.5);
o Provou crer na Palavra de Deus e aceitou sua mensagem (II Rs 22.11);
o Consultou a Deus (II Rs 22.13). Josias queda saber se os pecados do povo de Judá tinham chegado a um ponto em que o juízo era inevitável;
o .... .fez o concerto perante o Senhor, para andarem com o Senhor e guardar os seus testemunhos, e os seus estatutos, com todo o coração e com toda a alma..." (II Rs 23.3);
o Destruiu a idolatria (II Rs 23.4-20), "...semelhantemente quebrou as estátuas e cortou os bosques, e encheu o seu lugar de ossos de homens..." (II Rs 23.24);
o Celebrou a "festa bíblica da Páscoa" (II Rs 21.21);
o "...e antes dele não... (II Rs 23.21-22).

Assim a renovação espiritual do rei Josias observa princípios bíblicos, e não a tradição idólatra em que o povo e o reino se encontravam, não obstante o reino ser uma instituição estabelecida e ungida por Deus, e o princípio bíblico essencial para um verdadeiro avivamento é o arrependimento sincero de pecados. Sempre que há arrependimento verdadeiro, pecados específicos são reconhecidos, falsos mestres e irmãos são devidamente disciplinados, práticas pagãs e mundanas são abandonadas e os padrões de santidade são restaurados. Falar de renovação ou avivamento espiritual, sem incluir mudança de atitude, ou sem arrependimento, significa que não há propósito sadio e real de mudança no coração e na maneira de viver do povo.

Neste aspecto a RCC está mais parecida com uma imitação do que venha a ser o avivamento bíblico. Na RCC não existe arrependimento de pecados, mas, sim, a tentativa de um "orgulho católico", "sou feliz por ser católico" etc. Em declaração de Kevin e Dorothy Ranaghan, no livro "Católicos Pentecostais", li edição, de 1972 - Pindamonhangaba, SP, diz: "as orações continuavam, porém, em meio de um alegre bate-papo. Um jovem casal permanecia de mãos dada.s. Uma moça bebia Coca-Cola. Um homem oferecia um cigarro a alguém. Quando eles, em seguida iniciaram um cântico... "pág. 61 e 62. Desse breve relato, pode-se perceber que as reuniões daqueles católicos não possuíam nenhum elemento visível de uma busca por um avivamento real, mas permanecem na indiferença e com seus antigos vícios e práticas. Isso é visível na maioria dos adeptos da RCC. Não há arrependimento, mudança de vida, libertação dos vícios, com raríssimas exceções. Trata-se de uma renovação de práticas e crendices do catolicismo popular, e não de renovação bíblica. Imagine o leitor o rei Josias e o povo de Judá: se ao invés do arrependimento real tivessem revigorado as práticas e crendices de sua época! O movimento de Josias seda tão pagão quanto a RCC.

Na época de Esdras ocorreu algo de menor vulto ocorreu, mas que levou o povo a se separar das mulheres pagãs para evitar a idolatria e fazer o povo a observar os mandamentos do Senhor (Ed 9 e 10).

Já, o derramamento do Espírito Santo na vida dos 120 discípulos que esperavam a promessa de Jesus, após receberem o poder, fez que se tornassem testemunhas de Jesus, e suas mensagens estão registradas na Bíblia, mensagens cristocêntricas. (At 1.8; 2.22-36; 3.13-26; 4.8-22 e 32-33 etc).

Podemos observar isso com os primeiros católicos que receberam o batismo com o Espírito Santo. Muitos deles deixaram o catolicismo, quando foram proibidos de permanecer glorificando só a Cristo, que é uma das funções do Espírito Santo. (Jo 16.14) Interessante é analisarmos o depoimento dos primeiros católicos que receberam o batismo no Espírito Santo. No livro "Católicos Pentecostais" de Kevin e Doroth Ranaghan diz: (grifo nosso)
Cristo No Centro:

o "Todos ali professavam a crença de que Jesus Cristo estava presente na sala, e que o Espírito Santo também estava lá". p. 10;
o "A um lado, certa moça contou como um amigo conduziu-a a Jesus" p.10.
o "Em toda a parte constatávamos sinais do povo de Deus ansiando por uma renovação pessoal em Cristo, por ser a comunidade que Cristo queria para apresentar, doravante, a maneira eficaz,Jesus Cristo, ao mundo moderno" p.11.
o "Essencialmente é um movimento de fé e oração;fé em Jesus Cristo e ora do confiante a ele..." P.11.
o "Alguns católicos de nome, mas que tinham abandonado completamente a Cristo, voltaram verdadeiramente para ele..."p.14
o "... Jesus caminha e fala conosco, que ele cumpre realmente suas promessas, que ele é realmente Emanuel -Deus conosco" p. 14;
o "Esses homens eram homens de oração, cujas vidas foram centralizadas na adoração de nosso Pai, em e através de Jesus Cristo"p.16;
o "...sua fonte de poder deveria ser o amor redentor de Cristo ressurreto"p.16;
o "...cada palavra era um grito para todos ouvirem 'jesus Cristo é o Senhor'.." p.18;
o 'jesus tornou-se familiar para eles de uma maneira nova.." p. 29;
o "Muitos se converteram de uma vida de pecado, outros de dúvidas intelectuais, passando a aceitar o Senhor Jesus através de maduros atos de fé." p.35.

O retorno ao cristocentrismo que aconteceu com a RCC alcançou seu ápice na década de 70.


Maria No Centro

Infelizmente, com o tempo, a hierarquia católica conservadora e extremamente devotada a Maria, começou a dar novas diretrizes ao movimento, para que se tornasse mais católico. Entre essas diretrizes estava uma ênfase maior na participação da missa e eucaristia e na veneração de Maria.

Apesar de não repudiarem explicitamente essas coisas, os primeiros católicos carismáticos tendiam a centralizar tudo a pessoa de Jesus uma vez que o Espírito Santo os levava a isso, em detrimento do culto a Maria, aos santos e a outras práticas específicas do catolicismo. Quando começaram a ser pressionados sobre isto, muitos que realmente tinham experimentado o batismo com o Espírito Santo e conhecendo a sua função, deixaram a Igreja Católica e se vincularam a igrejas pentecostais. A maioria, porém, aceitou docilmente, tentando adaptar, suas crenças, as posições defendidas pelo papa e pela velha hierarquia, e assim o movimento esfriou-se espiritualmente e se tomou mero departamento da Igreja Católica. Muitos carismáticos hoje não adoram Maria, nem aos santos, não aceitam muitas práticas e crendices da Igreja Romana; outros acreditam que as práticas estranhas às Escrituras, que existem na Igreja Católica, paulatinamente poderão desaparecer, e outros ainda admitem os erros do catolicismo, mas por temerem um cisma procuram conviver com a idolatria e esses erros.

O pior é que a RCC do Brasil está trazendo para os católicos as idéias mais conservadoras e as terríveis crenças do catolicismo popular, a ponto de não ser mais Jesus que batiza com o Espírito Santo, mas a Virgem Maria, e assim vai.


O Que Muda Com a RCC

A velha e cansativa liturgia na Igreja Católica Romana é substituída pela RCC, como se fosse um alegre culto evangélico pentecostal: muita música, corinhos, orações, gestos, palmas etc. A liturgia é com muita participação popular. Existe dentro desse assunto "nova liturgia" ou "uma nova forma de cultuar", alguns aspectos positivos, já que a imitação ou o plágio, feito pela RCC, das igrejas evangélicas pentecostais, faz que a "liturgia barulhenta e alegre" das igrejas pentecostais, deixe de ser marginalizada e repudiada e torna-se legitimada. Os cultos evangélicos pentecostais agora já não são motivo de chacota ou, como diziam: "seitas do mal" ou "manipulação coletiva", agora copiadas ou "clonadas" pela RCC, tomam-se a vedete da mídia. Os jargões evangélicos tais como: "Deus é dez", "Amém, Jesus" e os corinhos, hinos, como "Anjos de Deus", "Senhor, põe um anjo", "A alegria está no coração", tornaram-se sucessos repentinos; já não são músicas caretas dos crentes. No livro Missa de Libertação, do padre Marcelo Rossi - Editora Vozes, páginas 36 a 124, encontram-se aproximadamente 40 cânticos evangélicos. Muitos desses corinhos já em desuso nas igrejas evangélicas pentecostais tornaram-se verdadeiro sucesso na RCC, posto que alguns deles sejam adaptados à concepção católica.

Entre os aproximadamente 88 cânticos copiados e usados (das igrejas evangélicas) pela RCC, registrados no livro Missa de Libertação, do padre Marcelo Rossi, quase todos são cristocêntricos. Assim, nesse sentido, a manolatria é derrotada em dois aspectos:

1. a Igreja Romana começa a falar mais sobre o Senhor Jesus, o Filho de Deus, o Deus do templo (Maria) e "menos do templo (Maria)";
2. os adeptos da RCC começam a dirigir-se mais a Jesus.

O uso da Bíblia pela RCC passa a ser algo mais precioso. Não se envergonham de carrega-la, o que outrora era costume exclusivo dos evangélicos, agora torna-se um objeto de grande valor para os carismáticos. Também ainda cambaleante começa a "incentivar" a leitura e o estudo da Bíblia. Graças a isso muito adeptos da RCC tiveram a experiência do novo nascimento e a libertação dos dogmas de Roma.

A oração é outra prática ainda mal direcionada na RCC, mas um grande avanço para o catolicismo romano. Assim, muitos adeptos da RCC, estão orando corretamente ao Pai, em nome do Senhor Jesus, (Jo 14.13-14) buscando a inspiração do Espírito Santo, foram libertos do romanismo e da escravidão dos vícios.

Há outro aspecto interessante da RCC, que é a luta contra a imoralidade, contra as drogas e coisas semelhantes. Sem dúvida, nesses aspectos rapidamente analisados podemos ver grande mudança na forma de "cultuar" na Igreja Romana.

A difícil palavra ministrada pelos "cultos sacerdotes romanos" agora é substituída pela RCC por uma linguagem mais coloquial, fácil e prática. Ex.: "Deus é dez.

Os eruditos cânticos sacros são substituídos por corinhos populares de fácil memorização e com muita alegoria. Ex.: "Louvai a Deus" ou "Anjos de Deus".

A linguagem direta e o uso da mídia, especialmente a TV, dão condições de uma rápida expansão.
Padres jovens e de boa aparência, trabalhando com a idéia de "orgulho católico", "sou católico, graças a Deus ou "sou feliz por ser católico" etc. Padres que são atletas, halterofilistas, surfistas, jogadores de futebol, cantores, muitos artistas, empresários etc, fazem parte da nova aparência, fruto da RCC.


A RCC É CRISTOCÊNTRICA OU MARIOCÊNTRICA?

A) QUE É CRISTOCÊNTRISMO? É ter Jesus Cristo como centro da fé, como a Bíblia Sagrada nos ensina; é ter a Jesus como único e suficiente Salvador, Mediador, Consolador (Jo 14.6; 1 Tm 2.5; Hb 7.25; 9.14-15).

B) QUE É MARIOCENTRISMO? É ter Maria como centro da fé, como mediadora, consoladora, intercessora.

C) EXISTE CRISTÃO CRISTOCÊNTRIC0 E MARIOCÊNTRICO? Não, ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24); há um só Senhor (1 Co 8.5-6); há um só Salvador (At 4.12); há um só Mediador (1 Tm 2.5).

Na análise histórica da RCC fica claro que no início do movimento há um grande retorno ao cristocêntrismo bíblico, ao passo que, com a ingerência dos bispos e autoridades católicas conservadoras, a RCC muda o rumo que o Espírito Santo quer dar a todo o cristão que recebe sua presença, que é "glorificar a Jesus Cristo" e voltar para os dogmas romanos, especialmente o culto e devoção a Maria e às crendices do catolicismo popular.


Mariocentrismo e a Mariolatria na RCC

No livro do padre Marcelo, intitulado "Aprendendo a dizer sim com Maria", Editora Vozes, Petrópolis, 1998, se diz: (grifo nosso)

"Maria... Em sua humildade, fidelidade e capacidade de amar, tornou-se divina'(pág. 7).
"Aqui veremos o que fazer para ter contato maior com a nossa Mãe que, em todos os momentos, por sua intercessão. nos guarda em seu coração e nos conduz à santidade. (pág.7).

"Maria é o refugio para nós pecadores". (pág. 10).

Finalmente, na conclusão, padre Marcelo declara: "Maria ë medianeira de toda as graças"..."Se ela é um canal que leva até seu Filho. É um meio também de se chegar a Deus(Pág. 30).

Nas missas de libertação no Santuário do Terço Bizantino, a estrela da RCC, pelo menos segundo a imprensa, padre Marcelo Mendonça Rossi, mostra como é seu culto, na procissão entre os fiéis. Carrega-se a imagem da Senhora Aparecida do Brasil na frente, depois um grande cruz com a imagem do Cristo, e o padre Marcelo vem logo atrás benzendo as pessoas com o sinal da cruz usando o ostensório.

Em declaração na TV Bandeirantes, no dia 20 de dezembro de 1998, intitulado "Padre Marcelo - uma história de sucesso", a mãe do padre Marcelo deu esta absurda declaração acerca de Maria: "os católicos não são órfãos, porque possuem uma mãe". Certamente ela referia-se a Maria, mãe de Jesus. Porém a Bíblia Sagrada, no Evangelho de João diz: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixareis órfãos, voltarei para vós outros". "...mas o Consolador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em seu nome, esse vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito". (Jo 14.16-18 e 26). Portanto, o cristão não é órfão, não pelo fato de ter Maria por mãe, mas sim, por ter o Espírito Santo de Deus, como Consolador conforme dizem as Escrituras Sagradas.

É comum também observar que os adeptos da RCC usam em seus automóveis não a figura de Cristo, mas o colante da imagem de Maria, além de muitas frases de conteúdo mariano. "Tudo por Jesus. Nada sem Maria."


Pode o Espírito Santo glorificar Maria ou os santos?

Jesus disse.sobre o Espírito Santo: "Ele me glorificará, porque receberá do que é meu..." (Jo 16.14). A Bíblia diz que a glória é devida só a Deus: "... a minha glória, pois, a outrem não darei..." (Is 42.8). Assim o Espírito Santo glorifica somente a Jesus Cristo, mas o "espírito" da RCC glorifica Maria, mãe de Jesus.

Vejamos o que a RCC. diz nos seus testemunhos:

"O Espírito Santo tem preenchido cada parte da minha experiência religiosa... Descobri uma profunda devoção a Maria..." (Católicos Pentecostais, p 92)

"Como muitos dos nossos amigos já descobriram, o Espírito Santo renovou nosso amor pela Igreja... As devoções naturais, como a de Maria, por exemplo, tornaram-se mais significativas (e eu era um dos que colocavam Maria completamente fora de cena, anos atrás) " (Católicos Pentecostais, p. 114).

"Sem nenhuma emoção que acompanhasse o acontecimento, mas com grande calor no corpo e uma grande segurança, convidei todos os presentes para me acompanharem no Magnificat (cântico de Maria)" (Católicos Pentecostais, p. 121)

"Naquela reunião houve um duplo dom de Deus. A reunião tomou daquele momento em diante, um sabor nitidamente mariano. A oração, as discussões e as reflexões centralizavam-se em Maria como tipo de todos os cristãos, que cobertos e fortalecidos pelo Espírito de Deus, trazem Cristo ao mundo. Alguns de nós, que não somos chegados à devoção Mariana excessiva, ficamos um pouco perturbados após aquela reunião. Ficávamos um pouco apreensivos pensando que o Espírito de Deus não ficaria muito satisfeito em ver o centro de nossas atenções passava de Jesus Cristo para Maria. Ficamos confundidos e alegres ao mesmo tempo, ao descobrirmos que o dia seguinte era uma das maiores festas marianas do ano, no calendário litúrgico.., foi uma preparação dirigida pelo Espírito para a festa que se seguia..." (Católicos Pentecostais, p. 226).

Após analisarmos esses testemunhos de membros da RCC, perguntamos corno pode o Espírito Santo de Deus induzir a uma forma errada de orar, quando a Bíblia inspirada por Ele nos diz que o Espírito de Deus nos ensina a orar como convém (Rm. 8.26,27)?

Harold J. Rahn é um jesuíta, veio dos E.U.A. para o Brasil investido da incumbência de estimular aqui o desenvolvimento carismático católico. No seu livro "Sereis Batizados No Espírito", Rahn reconhece as "vantagens da renovação carismática" na "Nova apreciação da igreja, da liturgia, da eucaristia, de Maria'. (p. 38). O jesuíta diz que a única devoção de Jesus na terra foi a sua devoção a Maria e essa "continua sendo a devoção de Jesus no Céu." (p. 41). No cúmulo da idolatria, Rahn diz: "Aleluia a Maria..." (p. 196). Ora, ALELUIA, que quer dizer "Louvai a Deus", por seu próprio sentido, só pode ser atribuída a Deus.

Vejamos outras citações:

"Após o meu batismo no Espírito Santo, senti uma necessidade muito clara de recitar o rosário... Nunca antes eu tivera tal sentimento do papel de Maria conduzindo-me à plenitude de Cristo e do Espírito... Eu oro realmente pelo Papa na missa agora, e embora possa parecer ridículo, começo a orar a 'AveMaria'quando dirijo meu carro e paro em um sinal de trânsito..." (A Renovação Carismática e a Experiência Irlandesa, de autoria de Thomas Flyunn, p. 92 e 93).

Não é Maria que nos conduz à plenitude de Cristo e do Espírito Santo. Jesus nos conduz à plenitude do Espírito, pois é ele quem batiza no Espírito, segundo João Batista. (Mt 3.11) Quem conduz à plenitude de Cristo, por sua vez, é o Espírito Santo, acerca do qual Jesus disse: "Receberá do que é meu".

A devoção a Maria tem sido reforçada pelo movimento carismático" (O MOVIMENTO PENTECOSTAL NA IGREJA CATÓLICA, Frei E. D. O'Conner, p. 167). No livro de O'Gonner se diz:
"Certas pessoas, que sempre foram devotadas a ela (Maria), se regozijaram por verificar que o Espírito Santo a faz cada vez mais venerável. Muitos, cuja devoção tem sido branda, tornaram-se mais fervorosos, e em alguns casos até ardorosos fiéis. Um casal conta como o seu grupo de oração foi se reduzindo aos poucos até ficar apenas com mais um casal. Por último, em um dos cultos, os quatro se sentaram em silêncio durante uma hora, apenas ouvindo o que Deus poderia desejar falar. Depois resolveram cultivar a devoção à Maria" (A CONFUSÃO CARISMÁTICA, apostila 17, da "Voz dos Mártires", Stanley Mawhínney, pág 4).
Os católicos carismáticos costumam citar um versículo fora do contexto e distorcido para dizer que o Espírito Santo glorifica Maria.

Vejamos o versículo e analisemos a sua inconsistência:

e Isabel ficou cheia do Espírito Santo, e exclamou em voz alta: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto de teu ventre". (Lc 1.41,42)
Ora, neste versículo, quando Isabel estava cheia do Espírito e fez a exclamação a Maria, não a estava glorificando, mas estava profetizando ou revelando. O Espírito Santo revelou a Isabel quem estava no ventre de Maria. Então Isabel disse que Maria era uma mulher feliz ou bendita, por trazer Jesus em seu ventre. Anos antes disso, a profetiza Débora, cheia do Espírito profetizou a Jael:

"Bendita entre todas as mulheres será Jael" (Juízes 5.24). Ora, nesse caso, como no outro, houve apenas uma revelação de que aquelas pessoas seriam felizes por determinada realização de Deus.
Zacarias, cheio do Espírito Santo, profetizou para seu filho João Batista:

"Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo: "...E tu menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos" (Lc 1.76) Aliás, sobre Maria ser bendita, vejamos o que Jesus disse: "Ora, enquanto ele dizia estas coisas, certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: Bendito o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste. Mas Ele respondeu: Antes, benditos os que ouvem a palavra de Deus, e a observam" (Lc 11.27-28)
Jesus, na terra, rejeitou toda parceria a Maria. Da mesma forma o outro Consolador, o Espírito Santo, o seu substituto, rejeitará.

Vejamos ainda o que diz a RCC:

"Era normal que a mãe (Maria) presidisse, fosse madrinha desse batismo no Espírito Santo à igreja que no dia de Pentecostes iniciava a sua vida oficial sobre a terra... é ela a esposa do Espírito que melhor que ninguém nos pode obter as suas graças e a renovação incessante do Pentecostes para todos os membros do seu filho. Por isso, a justo título, é chamada Mãe da Igreja". (SEREIS BATIZADOS NO ESPÍRITO SANTO, Harold Rahn, p. 70)

Vemos aqui os seguintes erros:

o Maria não é mãe da igreja. Quando Jesus falou que João era filho de Maria, e Maria era mãe de João, não se referia a uma maternidade universal, mas, sim, ao fato de que após a morte de Jesus, João cuidaria de Maria, já que José estava morto, e seus irmãos eram incrédulos. A prova disto é que a Bíblia diz: "E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa" (Jo 19.27).

o Maria não é madrinha da Igreja no Batismo do Espírito Santo. Primeiro, porque não existe "madrinha" de batismo na Bíblia; segundo, porque a Bíblia não fala que Maria foi a madrinha; terceiro, porque Maria foi batizada com o Espírito Santo no mesmo instante em que os outros o foram (At 1.14; 2.1-4): Como poderia ser batizada e ser madrinha ao mesmo tempo?

o Não é Maria que nos obtém a renovação do Pentecostes, mas Jesus Cristo: "E Eu (Jesus) rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14.16). "Se Eu (Jesus) for, vo-lo enviarei (Jo 16.7).

Maria não é a esposa do Espírito, já que no reino espiritual não há isso: "Não se casam nem se dão em casamento" (Mt 22.30).

A RCC começou com a leitura do livro protestante "A Cruz e o Punhal", de David Wilkerson, que aceitou que se citasse seu livro no livro "Católicos Pentecostais", no início da RCC. Vejamos agora o que diz David Wilkerson sobre isso tudo:

"Saí fora da Igreja Católica Romana, adoradora de ídolos. Ela idolatra inclusive a santa mãe de Jesus, Maria, a qual na Bíblia nunca vemos sendo adorada e muito menos sendo igualada a Deus" (Toca a trombeta em Sião, David Wilkerson, CPAD, p. 144)


O Espírito Santo veio para nos santificar

O Espírito Santo é santo. Ele é o responsável pelo afastamento do pecado e do mundanismo pelos cristãos (1 Pd 1.2). Ele nos transforma à imagem de Cristo (II Co 3.18). Liberta do jugo do pecado (Rm 6.14-18) e de toda a obra da carne (Gl 5.19-23). Ele nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Infelizmente não é isso que acontece com a RCC. Observe alguns testemunhos escritos por adeptos da RCC:

"As orações continuaram, porém, em meio a um alegre bate-papo. Um jovem casal permanecia de mãos dadas. Uma moça bebia Coca-Cola. Um homem oferecia cigarros a alguém.
Quando eles, em seguida, iniciaram um cântico que dizia... Senti-me, eu mesma, sendo absorvida por aquilo" - Católicos Pentecostais (p. 61 e 62).

Observemos:

"alegre batepapo"...jovem casal de mão dadas... ; " . . moça bebendo Coca-Cola..."; "...oferecendo cigarros.... Tudo numa cordial reunião de oração! Isso porventura inspira? Ajuda a comunhão com Deus? Ainda bem que a RCC nada tem que ver com o movimento carismático evangélico, pois seria escândalo um crente ser encontrado fumando, muito mais numa reunião em que se busca o Espírito Santo: estar sendo realizada com pessoas presentes oferecendo cigarros aos demais (Is 6.3; Ap 4.8; 1 Pe 1.16, Jo 16.8; II Tm 2.19).

"Com os avivamentos (protestantes), veio também uma ética individualista e simplista. A vida limpa é caracterizada por um 'modo limpo' de viver, portanto, não fumando, não bebendo, não fazendo maquiagem, não indo ao teatro ou outro divertimento.., esse estilo de vida religiosa é belo, significativo e relevante. Mas não é essencial, nem desejável para o batismo com o Espírito Santo, especialmente entre pessoas de diferentes contextos espirituais (no caso, os católicos)" - Fonte: Católicos Pentecostais.

Em outras palavras, na RCC as pessoas não precisam viver vidas "limpas", santas, porém.a Bíblia diz "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.16), "e o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo, em toda a vossa maneira de viver, e todo o vosso espírito, e alma e corpo, sejam conservados irrepreensíveis..." (1 Ts 5.21), o nosso corpo é o templo do Espírito Santo (1 Co 6.17-20)

Fonte:Revista Defesa da Fé

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Matéria extraída de uma ou mais obras literárias.
Este artigo é um trabalho compilado.

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Descaminho das Índias: Uma novela do mal


Enquanto uma novela conquista o público, difundindo o hinduísmo, a maioria dos telespectadores não tem noção da realidade dessa religião, que está por trás da maior parte das idéias da Nova Era.

Quando os deuses se enganam

O que pensar de um deus que corta a cabeça de um menino por engano e em troca lhe dá uma cabeça de elefante? Deuses que se enganam são deuses vãos. Eles não são confiáveis. Mesmo assim, têm adoradores que se sacrificam por eles:

Na revista alemã Der Spiegel apareceu a história de um adolescente indiano de 16 anos que decidiu fazer uma oferenda singular ao deus Shiva[1]. Sua peregrinação ao templo Trinath em Rourkela, na Índia, durou dez semanas. “Você jamais será alguém na vida!”, costumava dizer seu pai. Aswini Patel andava sempre sozinho e não era muito popular na escola, nem entre as crianças da vizinhança. Em casa, ele tinha de escutar acusações constantes de ser pouco inteligente e preguiçoso. Finalmente, ele decidiu não ouvir mais as ordens de ninguém. Ele decidiu que iria ouvir somente aos deuses. Aswini era especialmente fascinado por Shiva, o deus de muitos braços. Foi Shiva que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher. Em troca, deu-lhe uma cabeça de elefante. Assim surgiu um novo deus, chamado Ganesha. Essa história impressionou muito a Aswini.

No começo de maio de 2008, depois de uma viagem penosa, o jovem finalmente chegou ao templo cinzento de Shiva. Tirou uma lâmina de barbear de seu bolso, olhou bem para o pequeno deus de pedra e murmurou: “Senhor Shiva”. Aí estendeu sua língua e cortou um pedaço dela, depositando-o como oferenda ao lado da estátua do seu ídolo. Seu grito de dor chamou a atenção da esposa de um sacerdote, que o socorreu. Algum tempo depois, a polícia levou Aswini ao hospital, onde foi imediatamente operado. Quando seu pai chegou no dia seguinte, só abraçou seu filho. Não o xingou nem o repreendeu pelo que tinha feito. Apenas disse que o rapaz era maluco e que tudo iria ficar bem. Os médicos explicaram que Aswini voltaria a falar em alguns meses e que o resto de sua língua iria se readaptar para articular as palavras.

A Bíblia deixa bem claro: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (1 Co 10.19-20).

É muito triste que um jovem de origem humilde tenha feito algo assim. Desprezado pelos conhecidos, impelido pelas religiões ao seu redor, movido pela esperança de uma vida melhor e em busca de atenção e afeto, Aswini se dispôs a um sacrifício dolorido. Mas, por trás desse gesto está toda a cruel realidade do demonismo, da fúria destrutiva de Satanás, de seu engano e de suas impiedosas mentiras.

O jovem fez uma longa viagem e se dispôs a sacrificar um pedaço de sua língua a um deus que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher, dando-lhe em troca uma cabeça de elefante. Que deus é esse que se engana dessa forma e nem percebe estar matando seu próprio enteado? Na verdade, esses ídolos não são capazes de coisa nenhuma, pois não podem absolutamente nada, nem mesmo agir por engano:

“No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a ele os que os fazem e quanto neles confiam” (Sl 115.3-8).

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados como o desse jovem indiano. Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

Como é diferente desses falsos deuses aquilo que Pedro diz de Jesus: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Suas palavras poderiam ser transcritas assim: “Senhor, a quem poderíamos nos dirigir? Teria de haver alguém maior do que Tu! Mas não há ninguém. Tua grandeza suprema se mostra não em símbolos nem em sinais e milagres, mesmo que estes Te acompanhem, mas naquilo que Tu dizes e com o que Tu nos dás pela Tua Palavra. Tu tens as palavras da vida eterna, essa é a grande diferença. Ninguém do mundo visível ou invisível pode tentar comparar-se contigo. Ninguém é mais importante, mais consistente ou mais significativo do que Tu, e ninguém pode dar o que Tu dás. Diante de Ti todos os grandes deste mundo somem na insignificância. Por isso, está fora de questão para quem iremos e a quem nos dirigiremos com todo o nosso ser”.

No lugar de tentarmos ofertar alguma coisa a Deus tentando agradá-lO, foi Ele que se ofereceu em sacrifício através de Jesus Cristo (2 Co 5.18-19). Por meio desse sacrifício em nosso lugar recebemos o perdão dos nossos pecados e uma vida santificada, além de sermos considerados aperfeiçoados diante de Deus, em Jesus:

Perdão: “...agora... ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

Santificação: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10).

Perfeição: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14).

Quem aceita, de forma pessoal, pela fé, o sacrifício de Jesus, passa a usufruir de todo o agrado de Deus: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.9-10).

Nota: 1. Der Spiegel, 11/8/2008.

(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br).