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Maria ou Aparecida Aparecida ou Maria : Padroeira do Brasil


Maria

Aparecida : Padroeira do Brasil

O Padre Júlio J. Brustoloni, missionário redentorista, no seu livro História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida — A Imagem, o Santuário e as Romarias - p. 115, após achar que a imagem é motivo de contradição para muitos crentes (protestantes, evangélicos, especialmente Pentecostais), diz: O mais grave não é negar o culto à imagem de Nossa Senhora Aparecida, mas sim não aceitar o papel de Maria no plano de salvação estabelecido por Deus. Eles aceitam que o seu Filho nasceu de uma mulher, Maria, mas não reconhecem o culto devido àquela Mulher que esmagou com sua descendência a cabeça do demônio, e que, por vontade de Deus, foi colocada em nosso caminho de salvação para interceder por nós.

Com um único versículo da Bíblia, provavelmente muito conhecido pelo padre, sua teoria é desmontada: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto (Mt 4.10b). Além do mais, não acreditamos que aquela imagem de barro, intitulada Nossa Senhora da Conceição Aparecida, seja um retrato de Maria, mãe do Senhor Jesus Cristo, conforme nos revela a Bíblia Sagrada.

São declarações como as do padre Júlio J. Brustoloni, ou o espantoso livro de S. Afonso de Ligório "As Glórias de Maria", que transferem, sem a menor cerimônia, todos os atributos e honras que pertencem exclusiva-mente ao Senhor Jesus para Maria ou a tentativa malabarista da CNBB com o livreto "Com Maria, Rumo ao Novo Milênio" -uma forçosa tentativa de justificar o culto mariano, é que nos faz pronunciar, mostrando um outro caminho, aquele da Bíblia, sem retórica ou esforço, um caminho cândido, sereno e verdadeiro, com todo respeito e amor aos católicos romanos, que todo cristão deveria ter, apresentando-se firmes no tocante a sã doutrina (2 Tm 4.1-5).

Trata-se de uma pequena imagem de barro, medindo 39 centímetros e pesando aproximadamente 4,5 kg, sem o manto e a coroa, que foram acrescentados1. As Anuas dos Padres Jesuítas de 15 de janeiro de 1 750, dizem que, aquela imagem foi moldada em barro, de cor azul escuro; é afamada por causa dos muitos milagres realizados2. Dr. Pedro de Oliveira Neto, que estudou a imagem, apresentando o resultado em 13 de abril de 1967, afirma, em contrapartida:

A imagem encontrada pelos pesca-dores junto ao Porto de ltaguaçu, e que hoje se venera na Basílica Nacional, é de barro cinza claro, como constatei, barro que se vê claramente em recente esfola-dura no cabelo3. A mesma conclusão chegaram os artistas do MASP — Museu de Artes de São Paulo - em 1978, declarando:

Constatamos pelos fragmentos da Imagem em terracota, que ela é da primeira metade do século XV!!, de artista seguramente paulista, tanto pela cor como pela qualidade do barro empregado e, também, pela própria feitura da escultura (4). Essa pequena imagem feita de barro representa Maria para o catolicismo romano.

Segundo o Dr. Pedro de Oliveira Neto, a imagem de barro foi feita por um discípulo do Frei Agostinho da Piedade: A Imagem de Nossa Senhora Aparecida é paulista, de arte erudita, feita provavelmente na primeira metade de 1600, por discípulo, mas não pelo próprio mestre, do beneditino Frei Agostinho da Piedade. Os estudiosos, observando o estilo da imagem, concluíram que o autor da imagem foi o Frei Agostinho de Jesus, sendo provavelmente esculpida em 1650, no mosteiro beneditino de Santana de Parnaíba, SP (5).

Apresentaremos algumas hipóteses razoáveis, embora nunca tenhamos a certeza do fato. Nossa análise levará em consideração apenas as possibilidades culturais, religiosas e históricas. O livro de Gilberto Aparecido Angelozzi, Aparecida a Senhora dos Esquecidos, Ed Vozes; Capítulo III — p. 55-66, expõe alguns possíveis motivos sobre o assunto em questão.

Partindo do princípio de que realmente os pescadores acharam a imagem da Conceição Aparecida no rio, podemos então desenvolver as seguintes idéias:

A teoria de que a imagem foi trazida pelos colonizadores brancos

• Por famílias que se instalaram no vale do Paraíba;

pelos bandeirantes, pois eles carregavam imagens de Maria por onde quer que passassem;

• pelos missionários carmelitas, franciscanos e jesuítas que passaram por aquela região;

por algum comerciante ou vendedor ambulante e ter sido quebrada em sua bagagem;

poderia fazer parte de um oratório familiar e, ao ter sido quebrado o pescoço da imagem, ter sido lançada ao rio.

A teoria de que a imagem foi lançada no rio por escravos negros

Algum escravo negro, devido ao sincretismo religioso, poderia associar a imagem à de algum orixá, especialmente aos que estão associados às águas;

poderia ter lançado a imagem nas águas como um oferecimento a algum orixá, fazendo pedidos relacionados à saúde: engravidar, gravidez de risco, proteção à criança etc;

poderia ter sido lançado nas águas para se obter riquezas ,ouro, dinheiro, pedras preciosas etc.

A teoria das lendas indígenas

Uma lenda indígena relata que eles criam na grande cobra que habitava nos rios a Cobra Norato. Durante o dia era uma terrível cobra e à noite era um jovem que dançava com as moças. Algum padre teria lançado a imagem para proteger os índios;

Outra lenda diz que, na cidade de Jacareí, apareceu uma grande cobra e alguém a enfrentou lançando a imagem da Imaculada Conceição ao rio, fazendo com que a cobra fugisse. A teoria oficial da Igreja Católica Romana

O catolicismo romano possui duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (1 Livro do Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma (Annuae Litterae Provinciae Brasilíanae, anni 1748 et 1749)6.

A narrativa diz basicamente que, no ano de 1719, os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso lançavam suas redes no Porto de José Corrêa Leite, prosseguindo até o Porto de ltaguassu. Lançando João Alves a sua rede de rastro neste porto, tirou o corpo da Senhora, sem cabeça. Lançando mais abaixo outra vez a rede, conseguiu trazer a cabeça da mesma Senhora. Não tinham até aquele momento apanhado peixe algum. A partir de então, fizeram uma copiosa pescaria que encheu as canoas de peixes. Após esse milagre, surgiram outros relacionados à imagem.

A explicação do Dr. Aníbal Pereira dos Reis

Segundo o Dr. Aníbal Pereira dos Reis ex-sacerdote, ordenado em 1949, formado em Teologia e Ciências Jurídicas pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, em seu livro A Senhora Aparecida, Edições Caminho de Damasco Ltda, SP, 1988; trata-se de uma grande armação do padre José Alves Vilela , pároco da matriz local. Segundo suas investigações, foi o padre José Alves Vilela quem colocou a imagem no rio e iniciou planejadamente a divulgação dos supostos milagres, além de estar manipulando todo tempo a imagem e divulgando seus supostos milagres.

Pequena cronologia da Imagem

1717— Pescadores apanharam no rio a Imagem da Conceição Aparecida

1745-1903 — A festa principal da Conceição Aparecida é celebrada em 08 de dezembro;

1888 — No dia 06 de novembro, a princesa Isabel visita pela segunda vez a basílica e deixa como ex-voto uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis;

1929 — Celebração dos 25 anos da Coroação de Maria em um Congresso Mariano;

1930— No dia 16 de julho, o Papa Pio XI assina o decreto, declarando Conceição Aparecida a Padroeira do Brasil;

1931 — No dia 31 de maio, a imagem de barro da Conceição Aparecida é declarada, oficialmente, na Capital Federal a Padroeira do Brasil. Getúlio Dornelles Vargas, era o presidente naquela época.

Segundo o padre Júlio J. Brustoloni, Na Esplanada do Castelo, outra multidão aguardava a chegada da Imagem Milagrosa. No grande estrado, junto do altar da Padroeira, encontravam-se o Presidente da República, Dr. Getúlio Dornelles Vargas, Ministros de Estado, membros do Corpo Diplomático credenciados junto do nosso governo,

e outras autoridades civis, militares e eclesiásticas. O Sr. Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masella, estava ao lado do Presidente e sua família. Na Esplanada, a Imagem percorreu as diversas quadras para que o povo pudesse vê-la de perto, e, ao chegar ao altar, Dom Leme deu-a a beijar ao Presidente e sua família. Um silêncio profundo invadiu a Esplanada, quando a Imagem foi colocada no altar. Após o discurso de saudação, Dom Leme iniciou o solene ato da proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil7. Segundo relata o padre Júlio, após a cerimônia, o povo católico romano gritou: Senhora Aparecida, o Brasil é vosso! Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente. Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pá­tria! Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, o Brasil em vós confia! Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama, Salve Rainha!8

O QUE É IDOLATRIA

Vejamos algumas definições: Ídolo. S.m. 1. Estátua ou simples objeto cultuado como deus ou deusa, 2. Objeto no qual se julga habitar um espírito, e por isso venerado. 3. Fig. Pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo. Idólatra. Adj. 2 g. 1. Respeitante à, ou próprio da idolatria. 2. Que adora ídolos. 3. Idolátrico (2). * s. 2 g. 4. Pessoa que adora ídolos; Idolatrar. V t. d. 1. Prestar idolatria (1) a; amar com idolatria (1); adorar, venerar. 2. Amar com idolatria (2), com excesso, cegamente. Int. 3. adorar ídolos; praticar a idolatria (1). Idolatria. SE. 1. Culto prestado a ídolos. 2. Amor ou paixão exagerada, excessiva9. Idolatria- 1. Essa palavra vem do grego, eídolon, ídolo, e latreúein, adorar. Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição etc, que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos ( 10).

O culto à imagem esculpida, deuses de fundição, imagem de escultura, estátua, figura de pedra, imagens sagradas ou ídolos é idolatria e profanam a ordem divina.

Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Ex 20.4)

Não vos voltareis para os ídolos, nem fareis para vós deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus (Lv 19.4)

Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vossoDeus (Lv26.1)

Confundidos sejam todos os que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de ídolos inúteis... (SI 9 7.7)

Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não falam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta; Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam. (SI .115.4-9 e 135.15-18)

A tua terra está cheia de ídolos, inclinaram-se perante a obra das suas mãos, diante daquilo que fabricaram os seus dedos. Pelo que o homem será abatido, e a humanidade humilhada; não lhes perdoes! (Is 2.8-9)

... Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.11; Lc 4.8)

O principal de todos os mandamentos é: Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças (Mc .12.29-30; Mt 22.37).

Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo.4.23-24)

Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo vendo a cidade tão entregue à idolatria (At 1 7.16)

Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus (1 Co 6.10-11; Ef5.5)

Não vos façais idólatras, como alguns deles; como está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar (1 Co 10.7).

E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois santuários do Deus vivente... (2 Co 12.2)

As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus (GI 5.5)

Filhinhos, guardai-vos dos ídolos(1 Jo5.21)

* Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte (Ap 21.8)

Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira (Ap. 22.1 5). Deus proibiu ao seu povo a confecção e o culto a imagens, estátuas etc, visto que os povos pagãos atribuíam a esses artefatos de barro, madeira ou outro material corruptível, um caráter religioso. Acreditavam, além do mais, que a divindade se fazia presente por meio dessa prática. O Deus Todo-Poderoso ensinou seu povo a não cultuar imagens. Sua palavra era tão poderosa no coração do seu povo, que, embora muitos homens santos, profetas e sacerdotes, homens exemplares, com todas as virtudes para serem canonizados (os heróis da Bíblia), não foram pretextos para serem adorados ou cultuados, nem fizeram suas imagens e nem lhes prestaram culto. Deus proibiu seu povo de fabricar imagens de escultura, de fundir imagens para cultuá-las (Ex 20.23 e 34.1 7).

Algumas imagens que Deus mandou fazer não tinham por objetivo elevar a piedade de Israel e nem serviam de modelo para reflexão ou conduta. Eram apenas símbolos decorativos e representativos. Deus mandou fazer a Arca da Aliança; mandou fazer figuras de querubins no Tabernáculo e no Templo, entre outros utensílios (1 Rs 6.23-29; 1 Cr 22.8-1 3; 1 Rs 7.23-26) , além de outros ornamentos (1 Rs 7.23-28). Essas figuras, porém, jamais foram adoradas ou veneradas, ou vistas como objeto de culto. Se os filhos de Israel tivessem adorado, cultuado ou venerado esses objetos, sem dúvida, Deus mandaria destruí-los. Foi isso o que aconteceu com a serpente de bronze, levantada por Moisés no deserto, quando se tornou objeto de culto (2 Rs 18.4).

Quando analisamos esta questão na história da nação de Israel, o povo que recebeu os mandamentos de Deus e a preocupação dos judeus religiosos em manter-se fiéis, podemos entender que, apesar do Antigo Testamento proibir a confecção de imagens relativamente, no entanto a adoração ou culto a imagens era absolutamente proibido: Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Ex 20.4b).

Em algumas sinagogas do século III e até hoje encontramos pinturas de heróis da fé em seus vitrais etc, jamais, entretanto, veremos judeus orando, cultuando ou invocando Moisés, Abraão ou Ezequiel.

Não encontramos argumento algum que justifique o culto, veneração ou a fabricação de imagens no Novo Testamento.

• A Bíblia mostra que Paulo sofria por ver o povo entregue a idolatria: Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria (At 1 7.1 6).

• Paulo foi atacado pelos artífices, ourives e comerciantes de imagens: Certo ourives, por nome Demétrio, que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava não pouco lucro aos artífices. Eles os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria vem nossa prosperidade. E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que fazem com as mãos. Não somente há perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram. Ouvindo isto, encheram-se de ira, e clamaram: Grande é a Diana dos efésios! (Atos 19.24-28)

O culto aos santos só começa a partir de cem anos, aproximadamente, depois da morte de Jesus, com uma tímida veneração aos mártires11. A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de Deus é a invocação Sub tuum praesidium, formulada no fim do século III ou mais provavelmente no início do 1V12. Não podemos dizer que a veneração dos santos — e muito menos a da Mãe de Cristo — faça parte do patrimônio original13. Se o culto aos santos e a Maria fosse correto, João, que escreveu o último evangelho, aproximadamente no ano 100 d.C. , certamente falaria sobre o assunto e incentivaria tal prática. Ele, porém, nos adverte: Filhinhos, guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21). Na luta para justificar o culto às imagens, bem como seu uso nas Igrejas, os católicos apresentam a teoria da pedagogia divina.

D. Estevão Bettencourt resume assim a teoria: . . .0s cristãos foram percebendo que a proibição de fazer imagens no Antigo Testamento tinha o mesmo papel de pedagogo (condutor de crianças destinado a cumprir as suas funções e retirar-se) que a Lei de Moisés em geral tinha junto ao povo de Israel. Por isto, o uso das imagens foi-se implantando. As gerações cristãs compreenderam que, segundo o método da pedagogia divina, atualizada na Encarnação, deveriam procurar subir ao Invisível passando pelo visível que Cristo apresentou aos homens; a meditação das fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas se tornaram recursos com que o povo fiel procurou aproximarse do Filho de Deus14. Assim criaram a idéia de que, nas igrejas as imagens tornaram-se a Bíblia dos iletrados, dos simples e das crianças, exercendo função pedagógica de grande alcance. E o que notam alguns escritores cristãos antigos: O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente (S. Gregório de Nissa, Panegírico de S. Teodoro, PG 46,73 7d). O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados (São João Damasceno,De imaginibus 1 1 7 PG 94, 1 248c)5 Levando-se em consideração que um dos objetivos da Igreja Católica Romana é ensinar a Bíblia ao povo através das imagens, especialmente aos menos alfabetizados, surge-nos algumas perguntas: Por que se faz culto a elas, se o objetivo é ensinar a Bíblia? Por que após passar dezenas de anos, com milhares de católicos alfabetizados, ainda insistem em cultuar imagem? Se realmente a imagem fosse o livro daqueles que não sabem ler, por que os católicos alfabetizados são tão devotos e apegados às imagens? Será que podemos desobedecer a Bíblia para superar uma deficiência de entendimento? Onde está a base bíblica para esta Teoria da Pedagogia Divina? Será que a encarnação do verbo poderia servir de base para se fazer imagens dos santos e cultuá-los?

A Igreja Católica Romana apresenta basicamente duas fontes para justificar o culto às imagens: a tradição e as opiniões de seus líderes. Em resumo: opinião dos homens. Citam a Bíblia quando existe alguma possibilidade de apoio às suas doutrinas. Esquecem o ensino do famoso clérigo católico romano, Padre Vieira: As palavras de Deus pregadas no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus; mas pregadas no sentido em que nos queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras do demônio16. A Palavra de Deus condena o culto às imagens.

Os argumentos do catolicismo romano a favor do culto às imagens fazem-nos lembrar de um rei na Bíblia, chamado Saul, que quis agradar a Deus com sua opinião, mesmo contrariando frontalmente a Palavra de Deus (1 Sm 15.1-23). O catolicismo romano, de modo semelhante, contrariando a Bíblia, entende que a imagem é o livro daqueles que não sabem ler. O rei Saul, achava que oferecer sacrifícios era melhor, mais lógico, mais correto, mais racional. Acreditava que estava prestando um grande serviço a Deus (1 Sm 15.20-21). Deus, no entanto, o reprovou, dizendo: Tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à sua palavra? Obedecer é melhor do que sacrificar, e atender melhor é do que a gordura de carneiros (1 Sm15.22). Deus proíbe terminantemente o culto a ídolos e imagens (Ex 20.1 -6; Lv 26.1; Nm 33.52; Dt.27.15; 2 Rs .21.11; Sl115.3-9; 135.15-18; 1s2.18; 41.29; Ez 8.9-12; Mt4.1 1; At 15.20; 21.25; 2 Co 6.16).

O catolicismo romano ensina o culto à imagem inventando uma teoria, contrária à Bíblia e insiste em dizer que está fazendo isso para ajudar a obra de Deus. Ainda que Saul pensasse estar prestando um serviço a Deus, como fazem aqueles que prestam culto à imagem da Conceição Aparecida, seu ato foi uma desobediência à Palavra de Deus, e isso é considerado rebelião (1 Sm 15.21-26).A Bíblia diz: rebelião é como pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria. Porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou... (1 Sm 1 5.2 3).

Prezado leitor, o culto às imagens será sempre uma abominação a Deus. E a marca e a continuidade do paganismo. Cristianismo é a fé exclusiva na obra do Senhor Jesus (Jo.3.1 6; Rm5.8; Ef2.8-9;1 Tm2.5;Tt2.11).E adoração exclusiva a Deus: .. Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.11; Lc 4.8). O principal de todos os mandamentos é Ouve, á Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças (Mc 1 2.29-3Q~ Mt 92 37). Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23-24).

ENTENDENDO A ESTRUTURA PIRAMIDAL DO CULTO DA IGREJA CATÓLICA

LATRIA - ADORAÇÃO A DEUS

HIPERDU LIA - DEVOÇÃO Á MARIA

DULIA- DEVOÇÃO AOS SANTOS E AOS ANJOS

A Dificuldade do Catolicismo Romano para justificar essa Teoria.

Se os católicos romanos se limitassem a exaltar os heróis da fé, e a propô-los como modelo a ser seguido, não haveria nenhum problema. Assim agem também os cristãos genuínos.

Infelizmente, não é isso que acontece. Por mais que o líderes católicos romanos se esforcem em suas infindáveis apologias ou explicações, elas não passam de tentativas vãs e superficiais. Exemplo dessa tentativa é a teoria de três tipos de devoção: a dulia, a hiperdulia e a latria. Perguntamos: qual a diferença que pode haver entre a dulia e a hiperdulia? Qual a diferença das duas com a latria? A verdade é que os três termos se confundem. Os dois termos (dulia e hiperdulia) podem estar envolvidos com a latria e tudo se torna uma distinção que não distingue coisa alguma. As pessoas que se prostram diante de uma imagem da Conceição Aparecida, ou de São João, ou de São Sebastião ou de Jesus sabem que estão cultuando em níveis diferentes? Para elas não seria tudo a mesma coisa?

Imagine um católico romano bem instruído que vai para o culto. Primeiramente ele pretende cultuar São João. Dobra então seus joelhos diante da imagem de São João e pratica a dulia. Depois, irá prestar culto a Maria, deixando, nesse momento, de praticar a dulia e passando a praticar a hiperdulia. Finalmente, com intenção de cultuar a Deus, ele começa a praticar a latria.

Não acreditamos que o povo católico romano saiba diferenciar a dulia, a hiperdulia e a latria, e mesmo que soubesse diferenciá-las, dificilmente conseguiria respeitar os limites de cada uma.

Qual é a diferença?

Adoração e Veneração. Há diferença entre adorar e prestar culto? Se prostrar-se diante de um ser, dirigir-lhe orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar-lhe hinos de louvor não for adoração, fica difícil saber o que o catolicismo romano entende por adoração. Chamar isso de veneração é subestimar a inteligência humana.

Culto aos santos. Analisando essas práticas católicas à luz da Bíblia e da história, fica claro que são práticas pagãs. O papa Bonifácio IV, em 610, celebrou pela primeira vez a festa a todos os santos e substituiu o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo cristão para que as relíquias dos santos fossem ali colocadas, inclusive Maria. Dessa forma o culto aos santos e a Maria17 substituiu o culto aos deuses e as deusas do paganismo.

Maria é deusa para os católicos? Os católicos manifestam um sentimento de profunda tristeza quando afirmamos que Maria é reconhecida como deusa no catolicismo. Dizem que não estamos sendo honestos com essa declaração, mas os fatos falam por si mesmos.O livro Glórias de Maria, publicado em mais de 80 línguas, da autoria de Afonso Maria de Ligório, canonizado pelo Papa, atribui à Maria toda a honra e toda a glória que a Bíblia confere ao Senhor Jesus Cristo. Chama Maria de onipotente, além de mencionar outros atributos divinos:

Sois onipotente, á Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto vós quereis18. .Os pecadores só por intercessão de Maria obtém o perdão19..., O mãe de Deus vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, a vida20. Em vós, Senhora, tendo colocado toda a minha esperança e de vós espero minha salvação, . . . Maria é toda a esperança de nossa salvação, acolhei-nos sob a vossa proteção se salvos nos quereis ver; pois só por vosso intermédio esperamos a salvação21.

Os querubins. A passagem bíblica dos querubins do propiciatório da arca da aliança (Êx 25.18-20), advogada pelos teólogos católicos romanos, não se reveste de sustentação alguma, pois não existe na Bíblia uma passagem sequer em que um judeu esteja dirigindo suas orações aos querubins, ou depositando sua fé neles, ou lhes pagando promessas. Esse propiciatório era a figura da redenção em Cristo (Hb 9.5-9). A Bíblia condena terminantemente o uso de imagem de escultura como meio de cultuar a Deus (Êx 20.4, 5; Dt 5.8,

9). O culto aos santos e a adoração à Maria, à luz da Bíblia, não apresentam o catolicismo romano como religião cristã, mas como idolatria (1 Jo 5.21). Jesus disse:

Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (M t 4.10). O anjo disse a João: Adora somente a Deus (Ap .19.10; 22.9). Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At.10.25,26).

Embora a Igreja Católica Apostólica Romana tenha declarado que a imagem de barro da Conceição Aparecida seja a Padroeira e Senhora da República Federativa do Brasil, consagrando o dia 12 de outubro a esse culto estranho às Escrituras Sagradas, os cristãos evangélicos, alicerçados na autoridade da Bíblia Sagrada, declaram como Paulo: E toda língua confesse que JESUS CRISTO E O SENHOR, para glória de Deus Pai(Fl 2.11).


Notas:

1 Aparecida, Capital Mariana do Brasil. Autor Professor. Oswaldo Carvalho Freitas, Editora: Santuário. Aparecida-SP p.85.

2 História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Autor: Júlio j.

Brustoloni, Editora: Santuário. Aparecida-SP p. 20

3 Mesmo livro citado, p. 20-21 — nota de rodapé 5.

4 Mesmo livro citado, p. 21 — nota de rodapé 6.

5 Mesmo livro citado, p. 21-22.

6 Mesmo livro citado, p. 43.

7 Mesmo livro citado, p. 346.

8 ldem — p. 347.

9 Dicionário Aurélio de Holanda Ferreira.

10 Enciclopédia de Norman Champlin e Paulo-SP. Vol 3, p. 206.

11 O Culto a Maria Hoje. Autores: Vários. Sob a direção de Wolfgang Beinert. Editora: Paulinas. São Paulo-SP p.33.

12 O mesmo livro citado. p. 33.

13 O mesmo livro citado. p. 33.

14 Diálogo Ecumênico. Autor: Estevão Bettencourt . Editora: Lúmen Caristi. Rio de Janeiro-Ri. p. 231.

15 Mesmo livro citado, p. 232.

16 Sermões. Autor: Padre Antonio Vieira. Editora: Lello & Irmãos. Porto —Portugal.

1 7 Atlas Histórico do Cristianismo. Autora: Andréa Dué. Editoras: Santuário / Vozes. São Paulo-SP p.72.

18 Glórias de Maria. Autor: Afonso Maria de Ligório. Editora: Santuário. Aparecida-SP p. 100

19 Mesmo livro citado, p.76.

20 Mesmo livro citado, p.2’7.

21 Mesmo livro citado, p.l47.

Fonte: Revista Defesa da Fé




Matéria extraída de uma ou mais obras literárias.
Este artigo é um trabalho compilado.

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NO LIVRO DE PROVÉRBIOS CAPITULO 3 DEUS TEM UMA MENSAGEM TREMENDA PARA NOSSAS VIDAS


PROVÉRBIOS

CAPÍTULO 3

1 FILHO meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos.

2 Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.

3 Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração.

4 E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e do homem.

5 Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

6 Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

7 Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.

8 Isto será saúde para o teu âmago, e medula para os teus ossos.

9 Honra ao SENHOR com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos;

10 E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.

11 Filho meu, não rejeites a correção do SENHOR, nem te enojes da sua repreensão.

12 Porque o SENHOR repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem.

13 Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento;

14 Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino.

15 Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela.

16 Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra.

17 Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz.

18 É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm.

19 O SENHOR, com sabedoria fundou a terra; com entendimento preparou os céus.

20 Pelo seu conhecimento se fenderam os abismos, e as nuvens destilam o orvalho.

21 Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso;

22 Porque serão vida para a tua alma, e adorno ao teu pescoço.

23 Então andarás confiante pelo teu caminho, e o teu pé não tropeçará.

24 Quando te deitares, não temerás; ao contrário, o teu sono será suave ao te deitares.

25 Não temas o pavor repentino, nem a investida dos perversos quando vier.

26 Porque o SENHOR será a tua esperança; guardará os teus pés de serem capturados.

27 Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo.

28 Não digas ao teu próximo: Vai, e volta amanhã que to darei, se já o tens contigo.

29 Não maquines o mal contra o teu próximo, pois que habita contigo confiadamente.

30 Não contendas com alguém sem causa, se não te fez nenhum mal.

31 Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum dos seus caminhos.

32 Porque o perverso é abominável ao SENHOR, mas com os sinceros ele tem intimidade.

33 A maldição do SENHOR habita na casa do ímpio, mas a habitação dos justos abençoará.

34 Certamente ele escarnecerá dos escarnecedores, mas dará graça aos mansos.

35 Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si vergonha.

O PODER DA TRANSFORMAÇÃO PELA PALAVRA DE DEUS MISSIONÁRIO JOIDE MIRANDA EX TRAVESTI



Fui travesti e hoje sou um homem transformado pelo poder da Palavra de Deus.

Não estou aqui para falar de preconceito, discriminação e muito menos de homofobia, mas para falar do que Deus fez em minha vida e pode fazer na vida do homem e da mulher que se rende aos seus pés.

Nasci num lar espírita, (em Cuiabá – Mato Grosso)



somos em 4, 3 irmãs e eu de homem, cresci conhecendo um pai alcóolatra e não entendia porque ele me odiava tanto sendo eu ainda uma criança. Aos 6 anos fui violentado sexualmente por um vizinho (advogado), que morava em frente a minha casa, com muito medo não contei aos meus pais. Cresci traumatizado e vendo o que o vício podia causar na vida de uma pessoa, pois meu pai quando bebia ficava violento e me espancava muito.

Minha mãe tentando resolver os problemas da família me levava em todos os lugares que diziam ser a “solução”, com isso fizeram comigo 3 pactos em centros de umbandas e cemitério com pais e mães de santos “homossexuais”, eu ainda uma criança.



Comecei a repugnar minha imagem de homem, tentando de todas as formas me transformar em “mulher”, comecei então a fazer uso de anticoncepcional. Aos 14 anos fui para o Rio de Janeiro e São Paulo, onde conheci o mundo da prostituição, das drogas, do roubo e da violência.

O meu desejo era ganhar muito dinheiro e mostrar ao meu pai que eu iria ser alguém na vida sem ele. Coloquei silicone industrializado em meus quadris e fui para Paris, pois diziam que ali eu iria ser famoso e ganhar muito dinheiro. Fiquei em Paris 1 ½ ano, passei por Portugal, Espanha (em Barcelona fiz uso de silicones nos peitos), Londres, Roma, Grécia… e Itália onde morei por muitos anos.


Ganhei muito dinheiro, poder beleza e fama no mundo do “homo” e nas drogas. Mas não consegui ganhar o que eu mais precisava e buscava “a paz em minha alma”, não consegui com todo aquele dinheiro o amor verdadeiro que só Jesus podia me dar. Pois só Deus sabia a solidão que invadia minha alma quando me encontrava sozinho em meu quarto e recorria as drogas usando-as como uma forma de escape.

Neste período para honra do Senhor Jesus, minha mãe se converteu, descobrindo que em Jesus Cristo havia sim a solução para seu filho perdido. Ela creu e orou incessantemente durante muitos anos e durante este tempo ela sempre me ligava e dizia: MEU FILHO JESUS TE AMA E VAI TRANSFORMAR A SUA VIDA. Eu a chamava de louca e odiava a idéia de minha mãe ter se tornado uma “crente”.

Em uma de minhas viagens ao Brasil, fiquei muito triste com minha mãe que fez uma reunião com os irmãos da igreja e me apresentou como seu “filho” e não “filha”. Uma das irmãs da Igreja que estava presente olhou para mim e disse à minha mãe, – dona Odete é impossível, e minha mãe cheia de fé e esperança disse: – pode ser impossível para o seu deus mas não para o Deus que eu sirvo.

Vim ao Brasil ficar um mês e fiquei 15 dias, pois não agüentava a convivência com minha mãe que só falava de JESUS, e voltei para a Itália onde tive uma grande decepção, motivo que me fez retornar ao Brasil, e na intensa ira do momento rasguei meu passaporte e toda minha documentação italiana.

Mas hoje eu vejo que já era Deus trabalhando em minha vida, Deus ouvindo as orações de minha mãe e da igreja que orava muito por mim.



Eu sempre amei muito minha mãe e ela nunca deixou de me convidar para ir à igreja e um dia resolvi ir para agradá-la e neste culto Deus falou tremendamente ao meu coração, e durante o louvor meu coração foi quebrantado pelo poder e amor de Jesus e naquela noite aceitei JESUS COMO ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR DE MINHA VIDA , prostrado na frente do púlpito disse a DEUS – Se Tu existe, transforma a minha vida.



Conheci nessa época a Pra. Gisela Guth, onde me amou de uma forma incondicional e dedicou tempo de sua vida, tive experiências lindas com Jesus, Ele transformou minha mente e meu coração, aqueles cabelos enormes que me davam prazer, aqueles silicones que eu fazia questão de mostar começaram a me dar vergonha e nojo, e Deus em seu infinito amor limpou toda a sujeira que o diabo tinha colocado em meu corpo, me fazendo (de) NOVO HOMEM.

Deus colocou em meu caminho a psicóloga Rosalba que me ajudou em meus conflitos interiores, durante quase 3 anos ela me atendeu em seu consultório, sei que foi um desafio, mas ela foi extremamente profissional e louvo a Deus por sua vida, dou muito valor ao trabalho psicoterapeutico pois assim como me ajudou pode ajudar muitos que vivem esse tipo de conflito.

A primeira vez que fui convidado a dar o meu testemunho, no Sesc, em um encontro das igrejas evangélicas de Cuiabá, onde tinha mais de 3 mil pessoas, Deus separou para mim o que ele tinha de mais precioso que hoje é a minha esposa. Ela antes de ser minha namorada, ela foi minha amiga, minha conselheira, quem acompanhou minha trajetória de libertação.

Apaixonei-me loucamente por ela e então conheci o verdadeiro amor de um “homem para uma mulher”, um amor que nunca tinha experimentado, um amor que desce do trono de DEUS, um amor que tudo crê, tudo espera e tudo suporta, um amor que jamais acaba.



Apesar de muitos preconceitos que passamos, o amor de Deus em nossos corações superou todas as barreiras.



Nos casamos em 1998 e por onde Deus tem nos enviado, temos testemunhado que JESUS pode transformar a vida de um homem/mulher, que ninguém nasce homossexual – DEUS fez homem e fez mulher, que Deus ama o homossexual, mas abomina a prática do homossexualismo, assim como ama o ladrão, o homicida, o avarento, o mentiroso, o prostituto, o adúltero, mas abomina a prática do pecado. Para DEUS TUDO É POSSÍVEL

Através do poder de Deus que mudou milagrosamente a minha vida por meio da Palavra de Deus, muitas vidas já foram salvas, curadas e transformadas por esse DEUS MARAVILHOSO.

Muitos líderes, irmãos, amigos nos incentivavam a gravar um DVD, escrever um livro compartilhando da transformação de Deus em nossas vidas. O DVD é um sonho que estava no coração de Deus e que neste ano o sonho foi realizado, o qual tem sido uma verdadeira ferramenta de evangelismo para todos que acham que não há solução para o seu problema. Louvamos a Deus pela

vida do nosso Pastor Isaías Pereira e a todos que de uma forma ou de outra contribuíram para a concretização deste projeto. Pois o nosso objetivo é levar CRISTO JESUS que é a única “VERDADE QUE LIBERTA” a todos que desejam ter uma nova vida, uma vida transformada, uma vida feliz.

Que Deus abençoe ricamente sua vida.

Miss. Joide e Edna Miranda

ACESSE O SITE DO MISSIONÁRIO JOIDE E SUA ESPOSA MISSIONÁRIA EDNA MIRANDA
http://joidemiranda.wordpress.com/

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(65) 9233 7053 Edna Miranda

- de sábado dia 10 até às 21:00h e domingo dia 11 até às 13:00h pelo fixo: (62) 3241 8825

-Cuiabá atendimento no sábado dia 10 (65) 8112 5302 ( Waldete irmã de Joide em Cuiabá)

Ou escreva para nós:

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Valor do DVD R$ 20,00 + despesas com correio (para fora de Cuiabá – escreva-nos passando seu endereço que passaremos o valor do frete)

DEPÓSITO EM CONTA DE: Edna F. Gomes de Miranda

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A máscara das “aparições” de Fátima caiu por ex padre


De 1917 a 1930 – durante 13 anos – a Igreja Romana não acreditou nas “aparições” de Fátima, pois, até hoje, essas “aparições” não fazem parte do núcleo da Fé Católica, que quer dizer que o católico romano pode deixar de acreditar nisso, e continuar a ser católico romano, sem problema nenhum. E podia ter-se apressado a reconhecê-las, porque, até então, eram já muitos os milhares de pessoas que ocorriam a Fátima, entre 13 de maio a 13 de outubro, de cada ano. Um reconhecimento oficial a que não terá sido alheio ao fato de ter saído vitorioso o golpe militar de 28 de maio de 1926, o qual institucionalizou a nova ditadura de Antônio Oliveira Salazar. O novo regime, obscurantista católico, saído deste golpe militar e presidido pela dupla Salazar-cardeal Antônio Cerejeiras, carecia de uma coisa assim, para mais facilmente se implantar nas populações.



A “senhora” de Fátima, com a mensagem retrógrada, moralista e subserviente que lhe é atribuída e que, ainda hoje, vai tão ao encontro da generalidade dos altos funcionários católicos dos Vaticano e do paganismo religioso-católico das massas populares, vinham mesma a encaixar-se... Vai daí, em lugar de continuar a hostilizar as “aparições”, a hierarquia maior da Igreja Romana, em 1930, mudou radicalmente de estratégia e reconheceu as “aparições” de Fátima como fenômeno sobrenatural! Terá percebido nessa altura que, se não adiasse mais esse reconhecimento, os lucros seriam enormes, como, efetivamente, têm sido. Lucros financeiros, lucros políticos, lucros clericais, mais uma “mina de ouro” que não podia ser desperdiçada!



A alta cúria romana incentivou às nossas populações supersticiosas que acreditassem no frevo carnavalesco solar, isto é, no “fenômeno do Sol se agitando, rodopiando e pulando fora de sua órbita, sendo que tal “fenômeno” nunca teve comprovação científica nenhuma, como prova da autenticidade da presença da “senhora” de Fátima e, é claro, de suas “mensagens proféticas”, as quais se cumpririam à risca. A “senhora” disse: “A Rússia se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz”. Mas ela também advertiu que, se isso não fosse atingido, “os erros dela (Rússia) se espalharia pelo mundo inteiro, causando guerras e perseguições... e várias nações seriam destruídas”. No final, aquela “Senhora” prometeu, como prêmio de consolação, que a Igreja Católica Romana triunfaria, depois que “o santo padre ( o papa) me consagrar à Rússia”. Dentro de poucos anos, o culto à “Senhora de Fátima” havia atingido grandes proporções.



O Vaticano levou à sério as promessas da “senhora” de Fátima. Eugênio Pacelli, o futuro Pio XII, a eminência parda por detrás de Pio XI, patrocinou uma política de apoio ao fascismo na Itália e ao nazismo na Alemanha, no sentido de cumprir a profecia da “senhora” de Fátima. Foi então que ele se tornou o instrumento principal da ascensão de Hitler ao poder. Ele o fez, forçando o Partido Católico a votar nas últimas eleições gerais da Alemanha, em 1933. O fascismo e o nazismo, além de esmagarem o comunismo na Europa, também esmagaria a Rússia comunista! Em 1929, Pio XI assinou uma Concordata e o Tratado Laterano com Mussolini, chamando por ele de “o homem enviado pela Providência Divina”. Em a933, Hitler se tornou o chanceler da Alemanha. Em 1936, Franco começou a Guerra Civil. Em 1938, dois terços da Europa já eram fascistas e os rumores da II Guerra Mundial eram ouvidos mais e mais, em toda parte. Ao mesmo tempo, contudo, a Europa também se tornara ‘fatimizada’. O Vaticano deu a maior promoção ao culto à “senhora” de Fátima, com ênfase sobre a promessa de conversão da Rússia, feita por ela! Em 1938, o núncio papal foi enviado a Fátima e a quase um milhão de peregrinos foi dito que aquela “senhora” havia confiado três grandes segredos às crianças videntes. Estava preparado o engodo!



Depois disso, em junho daquele mesmo ano, a então única sobrevivente das três crianças– a Lúcia, que faleceu recente – controlada pelo seu confessor, sempre em contato com a hierarquia católica, e daí com o Vaticano, ‘revelou’ o conteúdo de dois dos três grandes segredos. O primeiro, uma visão do inferno, de acordo com a concepção do clero romano. O segundo, uma reiteração que a Rússia se converter à Igreja Romana. O terceiro, foi entregue num envelope selado e posto sob a custódia da cúria romana, não podendo ser revelado antes de 1960. A memória do brasileiro é muito falha. Mas, alguém se lembra da revelação do terceiro segredo, após pressão constante dos católicos do mundo inteiro? “Um homem de branco alvejado...” Nem os próprios católicos e devotos da “senhora” de Fátima, acreditaram naquela estória da carochinha! O silêncio total se faz ouvir até hoje nos meios católicos mais fervorosos...



Em 1938, as ditaduras fascistas começaram a falar a mesma língua: a aniquilação da Rússia. No ano seguinte, estourou a II Guerra Mundial. Em 1940, a França foi derrotada. A profecia daquela “senhora” ia se cumprir. No Vaticano, havia grande regozijo. Em 1939, Pacelli já havia se tornado papa, com o nome de Pio XII. Enquanto os exércitos nazistas se colocavam ao redor de Moscou, Pio XII, dirigindo-se a Portugal, apressava os católicos a orar pela rápida realização da promessa da “senhora”` de Fátima. Mas... o tiro saiu pela culatra!



A “senhora” perdeu a guerra e o império nazi-fascista se evaporou, após o colapso de Hitler. Em 1945, a II Guerra Mundial terminou e a Rússia, para vexatória surpresa de Pio XII e de sua “senhora”, emergiu como a segunda maior potência mundial. Conclusão: a “senhora” de Fátima mentiu em suas ‘profecias’! E agora, como fica?





* Foi sacerdote católico romano durante 22 anos consecutivos e é autor do livro ‘Confissões Surpreendentes de um ex-Padre”.
católico romano durante 22 anos consecutivos e é autor do livro ‘Confissões Surpreendentes de um ex-Padre”.



* Pr. José Barbosa de Sena Neto
E-mail: pastorbarbosaneto@yahoo.com.br -
Na internet: http://cpr.org.br/prbarbosaneto.htm

O MITO DAS “APARIÇÕES DE FÁTIMA” POR EX PADRE


Fátima, no princípio do século, era uma pequena aldeia, onde seus moradores viviam da agricultura de subsistência e da criação de ovelhas. A terra árida e pedregosa, fornecia, com muito suor, o pão de cada dia para os camponeses, todos humildes. Aljustel, é uma localidade bem próxima, na época habitada por 25 famílias, perfazendo um total de cem pessoas. Ali nasceram Lúcia de Jesus e seus primos Francisco e Jacinta Marto. Entre abril e outubro de 1916, as três crianças afirmaram ter tido, por três vezes, uma ‘visão’ em comum de uma ‘criatura’ que lhes teria dito: “Os Corações Santíssimos de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente sacrifícios, de tudo que puderdes. Atraí, assim, sobre a vossa pátria, a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo, aceitai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar”. Por aí já se pressente “um outro evangelho”!



Será que houve mesmo as ditas “aparições de Fátima”? Ou não passam de mito, de invencionice fajuta? A pregação assustadora e de cores dantescas que os padres faziam nas chamadas “missões populares”, pelas paróquias portuguesas, não podem ter impressionado tanto as crianças, que elas acabaram por ver e ouvir tudo aquilo que viam e ouviam, quando ouviam os pregadores e os próprios párocos, na assim chamada “santa missa” paroquial e na catequese? As “aparições” não serão uma hábil ‘montagem pastoral’, preparada, como uma espécie de parábola pastoral da época, bem ao gosto popular, com a finalidade de, através dela, catequizar uma população analfabeta que, de outro modo, não o chegaria a ser? A catequese familiar e paroquial, mais as pregações dominicais e outras, então, muito freqüentes, constituíam um gênero de terror não menos intenso e, também, não menos nefasto e assassino.



Os livros de Lúcia de Jesus – chamados de as “Memórias da Irmã Lúcia” I e II – livros delirantes e bizarros, surpreenderam tanto os críticos romanistas de Fátima que estes passaram a chamar-lhes “Fátima II”, tão diferentes eles eram dos relatos primitivos de 1917, que, por isso, passaram a ser referidos como “Fátima I” e que não passam, estes últimos, de curtos depoimentos, mais ou menos ingênuos, das três crianças ditas “videntes”. Estes livros não deixam dúvidas a quem os souber ler nas entrelinhas, criticamente, sem se deixar envolver no misticismo religioso quase doentio, em que eles nos aparecem escritos. O terror é uma constante nas vidas dessas três crianças. Em 1917, as três crianças alegaram ter tido novamente ‘visões’ em comum, dessa vez com “nossa senhora”. Pairava a ‘criatura’, segundo elas, sobre uma pequena árvore, conhecida por azinheira, muito encontrada em regiões áridas, e teria ordenado que, nos próximos seis meses, a cada dia 13, ao meio dia, os primos voltassem àquele local, para receber novos ‘ensinamentos’. Durante as ‘aparições’, Francisco, então com nove anos, apenas ouviria sons, que não conseguiria identificar. Jacinta, com sete anos, veria e ouviria perfeitamente a ‘criatura’. Lúcia, com dez anos, veria, ouviria e conversaria.



Depois das ‘visões’, os três não tinham forças nem para falar, tamanho era o seu abatimento físico. Logo na suposta ‘primeira aparição’, teria sido perguntado: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido?” Diante da resposta afirmativa das crianças, a ‘criatura’ teria ordenado: “Ides, pois, ter muito que sofrer”. Na ‘aparição’ do dia 13 de outubro de 1917, a ‘criatura’ teria pedido que fosse construída uma capela em sua honra, exatamente naquele local, comunicando que, em breve, Francisco e Jacinta, morreriam. Teria dito ainda: “O meu imaculado coração será o refúgio e o caminho para conduzir a Deus”. Vemos nestas afirmações algo sacrílego, um “outro evangelho”, pois, a Bíblia Sagrada, entretanto, é clara quando diz: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”(João 14.6).



Segundo registra a crença popular da localidade, após essa ‘aparição’, o Sol teria se tornado como um disco de prata, girando sobre si mesmo. Desde então, não mais cessaram de recorrer a “senhora de Fátima” milhares de ‘peregrinos’ de todo o mundo, perfazendo um total anual de quatro milhões. O ‘fenômeno’ do Sol, “durou doze minutos” , mas o fato de dois milhões de pessoas no mundo inteiro jamais terem notado o Sol se agitando, rodopiando e pulando fora de sua órbita, não preocupava a Igreja Romana, que sempre sustentou este fato sem nenhuma comprovação científica!



Lúcia de Jesus, nasceu no dia 22 de março de 1907 – era a única sobrevivente, estando com 98 anos quando veio a falecer, recentemente -, sendo a última de sete irmãos, cinco moças e um rapaz. Alguns clérigos mais fanáticos do catolicismo obscurantista e moralista de então, haviam conseguido arrastar a pequena Lúcia, pouco depois de 1917, para fora da aldeia e encurralaram-na, primeiro, no Asilo de Vilar, no Porto, e, depois, num convento da Galiza. Foram ao ponto de lhe arrancar o nome – o mesmo que tirar-lhe a identidade! – e passaram a chamar-lhe Irmã Maria das Dores. Ao mesmo tempo, proibiram-lhe que falasse a quem quer que seja sobre as ‘aparições’. Deram ordens à Irmã Maria das Dores – atualmente ela é, de novo, Irmã Maria Lúcia de Jesus, acrescido, e do Coração Imaculado – sempre em nome, é claro, do voto de obediência, para que ela escrevesse, sob as ordens do seu confessor! E até lhe forneceram, antes de cada relato, orientações muito precisas sobre o que ela deveria escrever. Fajutisse! Por isso, “Fátima II”!!! O que a Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado havia relatado antes continuava a ser insuficiente para impor Fátima à Igreja Romana e ao mundo! A ordem agora é: escrever tudo o que recordasse sobre o Francisco, como tinha feito para a Jacinta. Uma nova história das ‘aparições’, com mais pormenores. Tudo o que ainda pudesse ‘recordar’ sobre a Jacinta.



Jacinta e Francisco Marto eram crianças alegres, que viviam a correr pelos campos. Após as ‘aparições’ , tornaram-se tristes e pensativos. Essa mudança era, para os moradores da localidade, sinal de que as “aparições” não poderiam ser algo divino, pois lhes teria feito mal. Francisco e Jacinta morreram aos onze e dez anos, respectivamente. Francisco foi o primeiro, no dia 04 de abril de 1919, às 22hs. O pai de Lúcia havia morrido pouco antes, por causa de uma pneumonia dupla, que o levou em menos de 24 horas. Ele se orgulhava de nunca ter tido uma dor de cabeça sequer. Jacinta ainda esteve por dois anos acamada pela mesma enfermidade. No ano anterior ao qual a doença se manifestou, em outubro de 1918, a menina disse sentir muita dor de cabeça e sede, mas se recusou a beber qualquer líquido durante todo o dia, em “sacrifício pelos pecadores”. Seu sofrimento aumentava a cada dia, mas, segundo relata a Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, acreditava estar sendo abençoada, por poder oferecer suas dores pelos pecados do mundo! A Palavra de Deus diz: “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” (Hb 10.12). A Irmã Lúcia afirma que Jacinta, em seu leito de dor, teria tido uma visão da ‘virgem’. Esta lhe teria dito que morreria na solidão, após muitos sofrimentos, necessários para reparação dos pecados contra o “Coração Imaculado de Maria”. Até o dia de sua morte, em 20 de fevereiro de 1920, às 22h30m, Jacinta teve uma grande ferida aberta em seu peito, que jamais se fechou.



Só uma teologia idólatra, como a da “deusa/senhora de Fátima”, poderia acabar de matar de medo, de fome e sede duas crianças portuguesas da aldeia de Aljustel, Francisco e Jacinta, e seqüestrar para o resto da vida, por sinal longa – 98 anos! – uma terceira criança, a Maria Lúcia, só porque, naquela altura, todas as três começaram a dizer que a ‘criatura’ lhes apareceu e falou! O Francisco bem dizia que nunca ouviu anda, mas de nada lhe valeu, porque continuaram a considerá-lo em pé de igualdade com as outras duas e, hoje, acaba de ser ‘canonizado’ pela Cúria Romana, juntamente com a Jacinta! Só uma teologia idólatra e diabólica, como a da “senhora/deusa de Fátima” , pôde justificar e alimentar dolorosas e prolongadas guerras frias mundiais, movidas por infantis anticomunismos primários, mas, entretanto, ignorar, por completo, os campos de extermínios nazistas, cujo papa Pio XII foi silenciado por Adolf Hitler, a preço de barras de ouro, recentemente descobertas e divulgadas pela revista Visão, de Portugal, daí por que ele foi chamado de “O Papa de Hitler”, canonizar outros crimes hediondos, como a guerra colonial na África, sacralizar ditadores como o ditador de Portugal, Antônio de Oliveira Salazar e seu comparsa cardeal Antônio Cerejeiras e impor regimes fascistas como o dele, ao mesmo tempo que mantinha resignadas e conformadas na miséria mais imerecida, no analfabetismo e no obscurantismo mais que atrozes, populações inteiras. Voltaremos ao assunto. Com certeza.



* O autor foi sacerdote católico romano por 22 anos, é batista bíblico, está disponível para realizar conferências evangelísticas, quando convidado. Nada cobra, e que isto fica claro desde já. Já percorreu todos os estados brasileiros dando o seu testemunho de vida NO Senhor, com excelentes resultados, sempre com casa cheia. É autor do livro “Confissões Surpreendentes de um ex-Padre” . Contatos: Rua Carolino de Aquino, 38 – Bairro de Fátima – Fone: (0xx85) 3226.3391 – 60.050-140 – FORTALEZA – CE.
o livro “Confissões Surpreendentes de um ex-Padre” . Contatos: Rua Carolino de Aquino, 38 – Bairro de Fátima – Fone: (0xx85) 3226.3391 – 60.050-140 – FORTALEZA – CE.


* Pr. José Barbosa de Sena Neto
E-mail: pastorbarbosaneto@yahoo.com.br - Na internet: http://cpr.org.br/prbarbosaneto.htm

12 de Outubro - Mais um feriado para os católicos e o Brasil todo pára A Senhora Aparecida outro conto do vigário


Incansável em sua produção literária, o ex-padre Dr.Aníbal Pereira dos Reis escreveu diversos livros sobre as heresias e falcatruas do clero católico. Por isso, depois de trazermos informações preciosíssimas sobre a fraude de Fátima na edição passada, chegou a vez de Aparecida. A primeira é a padroeira de Portugal e esta, a do Brasil.

Dr. Aníbal confessa ter sido grande devoto da Senhora Aparecida até que numa tarde de quarta-feira, no começo do ano de 1961, depois das funções rituais da "novena perpétua", a que ele assistira, um sacerdote – com um psiu! – tirou-o do seu recolhimento devoto. Eis o que diz o Dr.Aníbal:

"Aproximei-me dele."

"Perguntou-me à queima-roupa:"

"– O que você vem fazer aqui quase todos os dias?"

"– Rezar a Nossa Senhora Aparecida, respondi-lhe."

"E, ante o sorriso gracejador do padre, esclareci:"

"– Sou muito devoto de nossa Rainha e espero dela todas as graças necessárias para minha salvação eterna..."

"Não pude mais falar porque o padre me interrompeu com vivacidade:"

"Você parece um beato vulgar. Que lhe poderá dar essa estátua de barro? Ela não tem valor algum. Nós gostamos dela porque nos traz muito dinheiro"

Dr.Aníbal conta que saiu dali atordoado e que suas últimas ilusões religiosas finalmente se desvaneciam. Querendo servir a Deus sem embustes, ele começou uma séria investigação sobre o assunto. Aquele mesmo sacerdote seria um bom começo e mais tarde tudo seria confirmado por outros sacerdotes, confrades conventuais daquele.

Pelo próprio fato de ser o catolicismo romano a religião oficial do Reino de Portugal, a nomeação dos bispos dependia inteiramente da indicação feita pelo rei, conta Dr. Aníbal. Em Guaratinguetá, encontrava-se, como vigário, o jovem padre José Alves Vilela, que como todo clérigo, conhecia a arte de bajular e pessoalmente sofria de "bispite" aguda – o desejo desenfreado de ser bispo! Como o Conde de Assumar pernoitaria em Guaratinguetá, percebeu nisso uma extraordinária oportunidade de, bajulando, credenciar-se às boas graças do Governador, que o apontaria a El Rei como candidato à mitra.

Notabilizara-se o Rio Paraíba pelas suas águas piscosas. Por isso, os pratos em peixe distinguiam a cozinha vale-paraibana. O padre Vilela ofereceria um banquete com grande fartura de peixes nas mais diversas modalidades de temperos. Já planejando a falcatrua, o padre Vilela valeu-se de três pescadores seus conhecidos, caracterizados pela espontaneidade em auxiliar, pela singeleza de sua fé e, sobretudo, pelo seu acatamento às solicitações do vigário. Seus nomes eram Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso.

Sem desconfiarem de nada e orientados pelo padre a que lançassem suas redes no Porto de Itaguassú, mesmo estranhando a solicitação, pois os portos não oferecem boa pesca em função da movimentação que espanta os peixes, os pescadores ingenuamente obedeceram, pois não convinha desacatar a ordem do padre ameaçador e capaz de praguejá-los e amaldiçoá-los.

"Lançaram a rede na convicção de nada apanhar. Surpresos, porém, retiraram das águas uma imagenzinha, de 30 cm de altura, talhada em terra cota escura, nos moldes da Madona de Murilo, que o clero se utiliza como símbolo da ‘Imaculada Conceição’ de Maria", conta Dr. Aníbal e prossegue: "Obtida a quantidade de pescado exigida pelo clérigo anfitrião, foram à sua residência fazer-lhe a entrega. E, jubilosos e na sua crença ingênua, mostraram ao padre, misturado na comitiva do Governador, a imagem aparecida."

"Enternecido o vigário pelo sucesso do seu empreendimento, pois ninguém soubera e nem desconfiara de sua ida durante a madrugada ao Porto de Itaguassú para deixar nas águas aquela imagem, despejava suas expressões religiosas e deslambidas acentuando o ‘fator milagre’ daquela descoberta."

"Todo o povo daquela região, presente em Guaratinguetá, para conhecer o Governador, Conde de Assumar, ludibriado em sua credulidade, exultou com o ‘milagre’ sucedido, vinculando-o à santidade do seu vigário e divulgou a notícia à distância."

Dr. Aníbal revela que num sábado de 1743, desejoso de construir um templo no alto do morro dos Coqueiros, o padre Vilela armou mais uma para o crédulo povo de sua paróquia. Ele retirou secretamente a imagem do oratório construído por Felipe Pedroso em sua propriedade e colocou-a no cume do morro. O povo pensando que a santa havia sumido pôs-se a procurá-la. Quando a encontraram, realizaram uma festa com hinos, baile e pinga. Esse fato misterioso ocorreria de novo em outros sábados, até que o padre Vilela se sentisse seguro em aconselhar o povo a construir um templo para a Cida no morro.

A divulgação dessas coisas trouxe rios de donativos e a 26 de julho de 1745 o padre Vilela benzia o templo e rezava nele a primeira missa, suspirando para que El Rei, o beato sonso Dom João V, se lembrasse dele na escolha dos seus bispos. Dr. Aníbal, porém, revela que "já alquebrado pela idade avançada morreu, como simples vigário de Guaratinguetá o padre ambicioso, e a Aparecida caiu na vala comum das pequenas capelas do interior brasileiro."

Em fins do século 19, a Aparecida foi tirada de sua insignificância, onde permanecera por mais de cem anos após a morte de seu criador, padre José Alves Vilela. E aos 8 de dezembro de 1888, o bispo de São Paulo, Dom Lino Deodato de Carvalho, benzeu um novo templo construído em substituição do anterior erigido pelo sacerdote inventor da "santa" e resolveu entregá-lo à ordem dos redentoristas em fins de 1894.

Os redentoristas se encarregaram de fanatizar o povo em torno da Aparecida e, através do confessionário, impunham aos penitentes rezas especiais à santa pescada e peregrinações ao seu santuário. Já no início de 1900 as romarias começaram a revelar-se um negócio de inestimável lucro financeiro. Em 1931 veio a proclamação e coroação da Aparecida como padroeira e rainha do Brasil, em execução de uma astúcia política. Antes, o padroeiro do Brasil era São Pedro de Alcântara, que por haver sido membro de ilustre e principesca família espanhola, durante o domínio da Espanha sobre o Reino de Portugal, obtivera de Roma esse "padroado". Os tempos agora eram outros e o povo brasileiro não se tornara fã do frade espanhol. Então os bispos brasileiros decidiram aposentá-lo e arranjar do papa um outro padroeiro.

Por satisfazer injunções políticas, ter sua Meca localizada em área de grande concentração demográfica e desfrutar de prestígio popular, a Senhora Aparecida foi a eleita para o cargo de padroeira e rainha do Brasil.

A Senhora Aparecida tem uma sala de milagres em sua basílica onde os fanáticos colocam objetos os mais variados. Mas, o Dr. Aníbal diz – o que já era de se esperar – que durante três anos freqüentou assiduamente a basílica e jamais viu milagre algum. "A sua cidade está cheia de aleijados, estropiados e cegos a mendigar esmolas pelas ruas. Se os padres abastados de ouro e dinheiro não os socorre porque são avarentos, a Senhora Aparecida, de sua parte, nem lhes dá atenção aos gemidos. Ela é tão coitada que não tem poder nem de curar de lombrigas as crianças dos seus devotos. Por isso, a sua emissora faz propaganda de vermífugos... Desde menino, ouvi muitas vezes o milagre da libertação de um escravo na hora de ser preso ao tronco e retalhado com o chicote em castigo por sua fuga. Foi mentira! Isso não aconteceu. Se quem nega a veracidade desse fato fosse um evangélico, logo sofreria insultos dos carolas fanáticos. Mas, quem diz ser isso uma mentira, uma lenda fantasiosa é o devoto Fred Jorge, em seu livro ‘Aparição e Milagres de N.S. Aparecida’, que recebeu o ‘Imprimatur’ do cônego J. Lafayette, por delegação do cardeal e sob a chancela da cúria metropolitana de São Paulo."

Aparecida é uma fraude! Teve razão aquele padre da basílica que, em princípios do ano de 1961, disse ao Dr. Aníbal, referindo-se à Aparecida: "Ela não tem valor algum. Nós gostamos dela porque nos traz muito dinheiro".

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Nota: Artigo publicado no jornal DESAFIO DAS SEITAS, edição 19, do 3º Trim. 2001

http://www.desafiodasseitas.org.br/jornal/ds19-p4.htm

Diamantes e Zirconita


Até Para um Joalheiro Pode Ser Difícil Distinguir

Alguns anos atrás, uma das cadeias de lojas de departamentos na nossa região usou uma engenhosa estratégia de marketing — eles vendiam "cubos de gelo" plásticos contendo água e dentro de um dos cubinhos havia uma zirconita. As pedras eram virtualmente invisíveis na água congelada e não era possível identificar o tamanho ou a lapidação delas. O consumidor interessado pagava um preço módico pelo cubo de gelo que continha a imitação de um diamante, mas a propaganda dizia que um dos cubos era premiado e continha um diamante real, avaliado em algumas centenas de dólares. Como as imitações eram boas e o preço módico, minha mulher comprou um cubo e observei o joalheiro remover a água, revelando uma linda pedra multifacetada. Ela brilhava sob as luzes artificiais da loja e, tanto quanto pude ver, era tão bonita quanto um diamante real. Imagine minha surpresa quando o joalheiro não examinou a pedra usando uma lupa, o instrumento tradicional utilizado para aferir um diamante genuíno e suas características, mas em vez disso, utilizou um aparelho eletrônico de teste. Quando perguntei o motivo, ele me disse que era realmente a melhor forma de distinguir a imitação da pedra verdadeira! As diferenças em coloração podiam ser notadas usando-se uma lupa, mas as imitações eram literalmente perfeitas. Assim, para evitar enganos, ele usava um aparelho eletrônico de aferição.

Pensando sobre isso, observei que há um paralelo com a vida cristã. Satanás vem fazendo um trabalho de mestre, colocando falsificações entre as ovelhas. Elas parecem ovelhas, agem externamente como ovelhas, aparentemente acreditam serem ovelhas — e em muitas áreas até se sobressaem mais do que as verdadeiras ovelhas — mas apesar disso tudo, são falsas e não têm Jesus Cristo em seus corações como Senhor e Salvador. Esses cupins espirituais causam muitos danos ao corpo de Cristo, por causa de seus raciocínios carnais e da resistência à liderança do Espírito Santo na vida da igreja. A epidemia de divisões de igrejas que ocorreu nos últimos anos deve nos dar uma indicação da conseqüência desse câncer espiritual no nosso meio. Um pouco de joio entre o trigo é inevitável, mas grande parte dele poderia ser evitado se o povo de Deus simplesmente utilizasse o "instrumento especial" que Ele nos oferece. Somos continuamente exortados na Palavra de Deus a ficar de guarda contra aqueles que querem nos enganar com palavras fingidas (2 Pedro 2:3) — usando-nos para atingir seus objetivos sociais e políticos. Na Bíblia, o próprio Senhor, bem como os apóstolos, disseram que isso aconteceria e que pioraria ainda mais no fim da época da igreja. É por isto que Cristo disse: "Pelos seus frutos os conhecereis." O exercício constante e persistente do discernimento e da vigilância espiritual é o instrumento de teste que Deus nos deu para nos permitir separar o genuíno do falso. E a prática bíblica da separação é a cura!

Nossas igrejas e pastores tornaram-se tão obsessivos com o jogo dos números que literalmente aceitam qualquer pessoa que afirme ter uma experiência de salvação. "Sim, pastor, aceitei a Cristo como meu Salvador e estou pronto para ser batizado e jogar vôlei na quadra da igreja. Quando será a próxima reunião de sociabilidade?" é a atitude de muitos dos novos "convertidos". Mas, enquanto eles aparecerem ocasionalmente nos cultos e contribuírem com dízimos e ofertas, seus nomes estarão no rol de membros e ajudarão a aumentar o ego do pastor, que pensa estar "edificando uma igreja". O que, a propósito, não tem base bíblica alguma, pois o Senhor disse em Mateus 16:18 que Ele edificará sua igreja:

"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."

Logicamente, a pedra (petra, no original grego), refere-se ao próprio Senhor Jesus Cristo, não ao apóstolo Pedro, como afirma a Igreja Católica (e seus teólogos sabem muito bem o jogo de palavras que ocorre aqui no texto grego original entre petra e petros).

Como já mencionei em outros artigos, muitos pastores passam noites acordados tentando imaginar novos esquemas de atrair mais pessoas às igrejas, para que possam evangelizá-las e alcançar os alvos numéricos. Mas eles estão realmente sendo pescadores de homens ou estão fazendo o papel de trouxas? Isso me faz lembrar a história que aconteceu com um velho pastor. (É uma história verídica que me foi contada por um colega pastor.) Esse velho pastor morava em uma pequena cidade rural de apenas 150 habitantes e quase todos eram membros da igreja. Bem, com o passar do tempo, ele ficou desanimado, pois sua igreja não estava experimentando o tipo de crescimento que os gurus especialistas dizem que uma igreja deve ter. A pequena igreja desse velho pastor tinha o mesmo número de pessoas há vários anos e os únicos convertidos batizados eram os filhos dos membros, de modo que ele estava perplexo com a situação. No entanto, fez o que deveria: começou a orar sobre o assunto, pedindo a orientação de Deus. Um dia, ao dirigir até o armazém, observou que um cachorro grande tinha sido atropelado e seu cadáver ficara estendido ao lado da estrada. Como ele não sabia quem era o dono do animal, ao chegar em casa, comentou o fato com sua mulher. Mas, como ela também não sabia de quem era o cachorro, ele acabou se esquecendo do assunto. No entanto, alguns dias depois, ao passar novamente por aquele local, notou que o corpo do pobre animal ainda estava lá, começava a mostrar sinais de putrefação e estava visivelmente maior, mais inchado. Então, subitamente, ocorreu na sua mente que o problema com a igreja podia ser explicado por essa analogia. O cachorro grande tornara-se maior ainda, mas estava morto por dentro! Essa poderia ser a descrição da sua igreja?

Em toda a parte, os púlpitos de muitas igrejas estão sendo ocupados por pastores zirconita e eles estão encantando as multidões com seu charme, carisma pessoal e seus sermões sobre o amor e suas lições de Psicologia "sinta-se bem consigo mesmo" — mas lembre-se das graves palavras que Jesus disse logo após "Pelos seus frutos os conhecereis":

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." [Mateus 7:21-23].

Dentro do contexto, esses versos estão falando dos "falsos profetas" — "lobos em pele de ovelha" (verso 15) — e referem-se aos pregadores apóstatas e não-salvos durante esta Época da Graça. Observe que esses homens (e atualmente, muitas mulheres) "profetizam" em nome de Cristo. Originalmente, isso significa anunciar a literal Palavra de Deus, que podia não ser conhecida por nenhum outro meio — como era feito pelos profetas do Antigo Testamento. No entanto, nos dias atuais, com o cânon do Novo Testamento completo, os pregadores ainda expõem a literal Palavra, mas ela já foi revelada em sua totalidade. Assim sendo, cada cristão individual é responsável por conhecer se um pregador está anunciando a verdade da Palavra ou não! Se ele vem com algo novo ou que não parece exatamente correto, as pessoas que estão sentadas nos bancos devem fazer uma verificação, porque como ser humano, o pastor está sujeito a erros. Quando dizemos "amém", estamos concordando com o que foi dito; portanto, tenha certeza absoluta daquilo com o que está concordando. Além disso, precisamos exercer o discernimento espiritual e atentar para as ações dos pastores e dos outros irmãos na igreja, porque as ações sempre falam mais alto do que as palavras.

Observe que os indivíduos referenciados pelo Senhor também expulsam demônios em nome de Cristo e operam muitas maravilhas, mas não estão entre o número de seus eleitos. Esse fato soberbo é a razão pela qual imploro com aqueles que insistem em enfatizar os "sinais e maravilhas" para se acautelarem! Os milagres realizados nos ministérios dos apóstolos e evangelistas na igreja primitiva tinham o propósito específico de autenticar a mensagem que estava sendo pregada. Uma vez que o cânon das Escrituras ficou completo, esses sinais e maravilhas não são mais necessários e cessaram de ocorrer. Aquilo que passa como sinais e milagres hoje (falar em línguas, curar, etc.) foi "redescoberto" somente no início do século 20 e deve ser encarado com a máxima cautela. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de falar em um língua estranha que a pessoa nunca estudou antes? Certamente que sim. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de orar em "línguas celestias"? Certamente. Mas a pergunta mais importante é, "Ele ainda faz isso atualmente?" Não quero parecer irreverente, mas minha próxima pergunta sobre o que se refere à prática desses "dons" na atualidade é: O que eles fazem de bom pela causa de Cristo? O propósito certamente não pode ser ainda validar a autenticidade da mensagem que está sendo pregada, como era o caso originalmente. Tudo o que Deus quer que saibamos está incluído na Bíblia e qualquer conhecimento revelado a alguém que fala em línguas — além do que já está revelado na Bíblia — viola as proibições dadas em Deuteronômio 4:2 e Apocalipse 22:18-19 sobre o acréscimo ou diminuição da Palavra de Deus! Aqueles que insistem serem profetas inspirados nos dias atuais precisam considerar essa verdade básica. Novamente, digo a todos: acautelem-se!

Lembre-se que a zirconita é muito parecida, mas não é diamante genuíno. Milhões de "cristãos" hoje estão absorvendo entusiasticamente qualquer coisa que seja supostamente espiritual e envolvendo-se em práticas carnais e que desonram o nome de Jesus Cristo, sob o disfarce de adoração. Os mascates religiosos estão ficando podres de ricos com as manias evangélicas, provendo aquilo que parece fazer sentido às naturezas depravadas, mas que na realidade não têm base nas Escrituras. As velhas e preciosas doutrinas bíblicas estão sendo totalmente ignoradas e "coisas aprazíveis" (Isaías 30:10) estão sendo pregadas para agradar aos mortos espirituais. Cegos estão guiando outros cegos (Mateus 15:14 e 23:16) e estão ficando perigosamente próximos do abismo eterno. Estamos obviamente vivendo em um tempo de crescente apostasia que, sem dúvida, culminará na apostasia total que ocorrerá simultaneamente ao aparecimento do Anticristo. [2 Tessalonicenses 2:1-12].

Qual é a resposta correta a tudo isso, se você reconhece que essa é a nossa situação? A resposta encontra-se em 2 Coríntios 6:14-18, que diz assim:

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor, o Todo-Poderoso."

O povo de Deus precisa desesperadamente sair de qualquer igreja que tenha se desviado do caminho espiritual correto em que antes militava, e procurar a companhia de outros cristãos que queiram adorar a Deus em espírito e em verdade. A igreja primitiva reunia-se nas casas e, sinceramente, acredito que essa pode ser a única alternativa viável para muitos cristãos nos dias atuais. Freqüentemente, algumas pessoas me escrevem pedindo a recomendação de uma igreja e fico entristecido porque não posso mais recomendar genericamente uma denominação e somente posso recomendar algumas poucas igrejas que conheço pessoalmente, devido aos desvios doutrinários que estão ocorrendo em toda a parte. A maioria daqueles que são mais conservadores e fundamentalistas em suas crenças está envolvida em planos, programas e/ou música carnal e mundana no serviço de louvor — tudo de acordo com o plano de favorecer o jogo dos números e sem qualquer base bíblica. Amados, nossas igrejas devem ser centros de adoração ao Senhor e não clubes sociais voltados para o atendimento às vontades dos potenciais convertidos/membros. Não se engane sobre uma coisa: Deus vai salvar Seu povo de seus pecados e, contrariamente à opinião popular, não precisa que façamos o trabalho para Ele! Testemunhar e evangelizar são privilégios e aqueles que forem fiéis nessas atividades receberão galardões no céu, mas é Deus quem salva, não nós. Nunca houve e nem nunca haverá alguém que tenha sido "convencido por palavras humanas" a receber Jesus Cristo como Salvador. Não, eles ou respondem à mensagem sobrenatural do evangelho e crêem, ou não. É simples assim. Não é uma questão de entender mentalmente, mas de ter seu coração quebrantado pelo próprio Deus e esse fato está sendo negligenciado pela maioria das igrejas e pastores atualmente. Milhões estão aprendendo a "como testemunhar" e "como ganhar almas para Cristo", como se fossem meras técnicas que podem ser aprendidas para produzir resultados. Que Deus nos perdoe! Estamos com nossos olhos vendados e nos tornamos zelotes sem base bíblica, enchendo nossas igrejas com joio.

Um dia em breve — e acredito que será realmente em breve — os habitantes deste mundo serão confrontados com acontecimentos e personalidades destinados a abalá-los profundamente. Se os cristãos da Época da Igreja estarão entre esses habitantes ou não, é algo que pode ser questionado, dependendo do momento exato em que ocorrerá o arrebatamento. Entretanto, de qualquer forma, quando o Anticristo aparecer na cena mundial, operando "sinais e maravilhas da mentira", multidões daqueles que meramente professavam serem cristãos afluirão a ele, tomados por grande reverência. Alguns concluem erroneamente que os eleitos da época da igreja estarão na terra, por causa das referências aos eleitos em Mateus 24:24, mas o termo "eleitos" refere-se a todos os que foram escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo. [Efésios 1:4] Assim, imediatamente após o arrebatamento, haverá muitos eleitos na Terra, que serão salvos durante o período da Tribulação. Em minha opinião, esses são os eleitos referenciados pelo Senhor. Além disso, muitos estudiosos acreditam que o número de salvos durante a Tribulação será até maior que o número de salvos durante a Época da Igreja, por causa da passagem em Apocalipse 7:9-14, que diz assim:

"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas mãos... E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro."

Você e aqueles com quem adora estão entre os eleitos de Deus? Se você sabe sinceramente que é um dos eleitos mas tem dúvidas sobre os outros, deve pensar seriamente em afastar-se do meio deles e buscar a vontade de Deus sobre onde Ele quer que você o sirva. A norma na igreja primitiva eram os grupos pequenos de cristãos que se reuniam nas casas e, para preservar qualquer semelhança na reverência e piedade, parece que isso voltará a ser necessário para muitos de nós hoje. Lembre-se do que o Senhor disse em Mateus 18:20:

"Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."

Que Deus o abençoe.

Autor: Pr. Ron Riffe
Data da publicação: 1/2/2001
Patrocinado por: V. H. P. — Rio Grande do Sul
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p157.asp

O ABC e XYZ da Salvação


O Perigo de Pregar uma "Salvação Fácil"

Qualquer pastor que valha o pão que come preocupa-se com evangelismo e com a salvação das almas. Nenhum pastor evitaria uma pessoa que esteja interessada em saber mais sobre Jesus Cristo. Ajudar a trazer as ovelhas de Deus ao aprisco é uma tarefa prazerosa e um privilégio que não tem comparação com nada neste mundo. No entanto, como é o caso com tudo o que se refere à natureza humana, essa maravilhosa área da experiência cristã também foi tocada pela carne e vulgarizada durante o processo.

Aos olhos dos homens, os ministros são inspecionados e avaliados de acordo com vários fatores — sendo normalmente o tamanho da congregação o mais importante da lista. Freqüentemente, os comitês de sucessão pastoral nas grandes igrejas nem chegam a considerar um possível candidato, a não ser que seja comprovadamente um "ganhador de almas" e tenha um histórico de "edificação de igrejas". E ai do pobre pastor que deixar de atingir as expectativas em termos de crescimento de igreja! O resultado dessa tendência puramente humana é que a contagem de cabeças tornou-se a maior preocupação na maioria das igrejas evangélicas. O "sucesso" espiritual só estará sendo alcançado se os números continuarem crescendo e isso significa que precisamos fazer todos os esforços para trazer os pecadores perdidos à igreja. Campanhas promocionais do tipo "preencha um banco no próximo domingo", "traga um vizinho", etc., são constantemente promovidas de forma a fazer aumentar os números. Isso soa familiar para você? Deve soar, pois tem sido uma epidemia há vários anos.

Quem não fica emocionado quando uma alma vem a Jesus Cristo e nasce de novo? Quem não fica tocado quando os indivíduos exibem todas as evidências de transformação pelo Espírito Santo e seguem a ordenança do Senhor no batismo? Quem não fica alegre em vê-los "crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo" e segui-lo fielmente mesmo nas adversidades? Por outro lado quem também não fica entristecido ao ver multidões de pessoas que professavam a fé lentamente sumirem de vista, sem nunca mais vir à igreja, ou então saber que foram para outra igreja na cidade, em busca do entretenimento oferecido ali? Todos sabemos e compreendemos que por causa da natureza humana parte disso é inevitável e ocorrerá mesmo na melhor das circunstâncias, mas a enormidade do problema nos dias atuais requer uma explicação! O que você supõe estar fundamentalmente errado?

A resposta é ao mesmo tempo simples e perturbadoramente complexa. É simples, no sentido que Jesus Cristo está sendo oferecido por vendedores insistentes àqueles que realmente não o desejam -, e complexa, porque os vendedores não crêem que estejam fazendo isso!

Você já comprou alguma coisa que não queria somente por causa da insistência e das técnicas de pressão empregadas por um bom vendedor? Se isso nunca aconteceu com você, então faz parte da minoria! Quase todos nós, em um momento ou outro, já caímos vítima dessa técnica de vendas irritante, porém eficiente. Na verdade, ela é tão eficiente que o telemarketing a utiliza para faturar milhões por ano. Eles exploram o fato que alguns indivíduos têm uma resistência tão baixa à pressão psicológica que simplesmente não conseguem dizer "Não!" e permanecer irredutíveis. Como conseqüência, muitas dessas pessoas acabam comprando muita coisa que não queriam e nem precisavam. Quando algum vendedor tenta usar essa técnica comigo, fico irritado e em algumas ocasiões já cheguei a ser rude com aqueles que interromperam meu jantar (aparentemente o melhor horário que eles têm para ligar) tentando me vender alguma coisa em que não estou interessado. Infelizmente, porém, a prática não desaparecerá, a não ser que entre em vigor uma lei classificando-a como crime! (Sem brincadeira — assim que digitei a palavra "crime", fui interrompido por outra ligação!) Simpatizamos uns com os outros por causa dessa aflição comum, mas poucos parecem reconhecer que a mesma técnica psicológica é utilizada todos os dias da semana e, especialmente aos domingos, para "vender" Jesus Cristo às massas.

A salvação é algo tão maravilhoso que queremos compartilhar nossa fé com outras pessoas e falar de Jesus Cristo a elas, para que também sejam salvas. No entanto, no nosso zelo e entusiasmo, em algum momento as técnicas misturam-se com a doutrina. A busca por resultados leva à busca por números, a busca por números leva a "tudo o que for necessário", e "tudo o que for necessário" leva a um número incontável de joio entre o trigo. Estou convencido que tudo isso acabará resultando na maior deserção já vista durante a Época da Igreja — a apostasia total — um êxodo em massa de cristãos nominais, que muito provavelmente será acionada por algum evento relacionado com o aparecimento do Anticristo. Aqueles que fizeram falsas profissões de fé em Cristo mostrarão suas verdadeiras faces, desertando nos tempos de crise — e a maioria sairá muito antes! Assim, de que maneira todas essas pessoas foram aceitas como membros da igreja? Bem, o Diabo certamente planejou alguns casos (e é tecnicamente o responsável por todos), mas a maioria recebeu muita ajuda dos cristãos que têm mais zelo do que conhecimento.

Somente o próprio Deus sabe exatamente quantas pessoas "aceitaram" a Cristo porque foram na verdade pressionadas a fazer isso. Talvez você nunca tenha pensado a esse respeito, mas a reação à pressão psicológica pode ter muitas formas e o desejo de agradar pode ser uma delas! O funcionamento interno da mente humana ainda não é totalmente compreendido, mas sabemos o suficiente para reconhecer que as pessoas respondem às diferentes situações de modos amplamente divergentes. Por exemplo, quando muitas pessoas ouvem a proposta de que para obterem a vida eterna basta que creiam em Jesus Cristo e façam a "oração do pecador", elas vêem isso como uma oportunidade boa demais para perder — enquanto outras podem achá-la ridícula e não quererem nem saber. Então existem aqueles que precisam de convencimento e apenas um pouco de pressão "sabemos o que é melhor para você" pelo pregador já é suficiente. Isso acontece o tempo todo nas igrejas e nas campanhas de reavivamento em que é feito um apelo no final da pregação. Palavras sutis — e algumas vezes não tão sutis — aumentam a pressão sobre as pessoas, para que sejam induzidas a ir à frente e "tomar uma decisão ao lado de Cristo". Todo o serviço — a música e o sermão — são cuidadosamente escolhidos para garantir o máximo de efeito. Os televangelistas ganham a vida assim há vários anos e não é nada mais do que uma técnica de vendas por meio da pressão psicológica. Algumas pessoas são genuinamente salvas como resultado? Não tenho nenhuma dúvida quanto a isso, pois sempre que a simples e sobrenatural mensagem do evangelho é anunciada, Deus opera nos corações para chamar algumas das suas ovelhas. Mas será se o Espírito Santo precisa desses artifícios para realizar Seu trabalho? A resposta encontra-se no inegável fato histórico que esses métodos eram desconhecidos antes do século XIX!

Em seu excelente livro Revival and Revivalism, o autor Iain Murray documenta, entre outras coisas, a ascensão do evangelista norte-americano Charles Grandison Finney à fama pouco antes da Guerra Civil. Esse homem brilhante, que foi teólogo e evangelista, estudou com grande interesse os tremendos reavivamentos que ocorreram nos EUA e na Europa no passado e na sua época. A conclusão final dele foi que "o reavivamento poderia ser produzido quando se desejasse" usando o que veio a ser chamado de "novas medidas para uma nova teologia". Ele rompeu claramente com a antiga e sólida posição soteriológica [respeitante à doutrina da Salvação] calvinista dos batistas e presbiterianos e adotou a doutrina arminiana do "livre arbítrio". Sua apresentação evangelística da mensagem do evangelho também adotava vários métodos que ele observou em algumas igrejas do interior durante seus anos iniciais como evangelista itinerante. A mais importante delas era a prática de fazer um apelo no fim do sermão, o uso de um "banco dos convertidos" e "uma chamada para vir à frente". Sua aplicação da pressão psicológica sobre os potenciais convertidos resultou em muitas "decisões ao lado de Cristo" e chamou a atenção dos demais pastores. Logo, eles também estavam experimentando resultados similares usando os métodos de Finney e, em poucos anos, a antiga forma estava grandemente descartada. No entanto, precisamos observar que antes de morrer, Finney foi forçado a admitir que a maioria das "decisões" feitas durante suas campanhas de reavivamento não eram reais e as pessoas em questão voltaram atrás, em busca de seus caminhos antigos. Esse é um triste comentário sobre um início auspicioso, mas as sementes já tinham sido lançadas e estamos agora colhendo os "benefícios".

O erro fundamental de Charles Finney foi não compreender que somente Deus pode trazer o reavivamento ao Seu povo. O verdadeiro reavivamento é entre os cristãos, daí o termo reavivamento! Ninguém pode ser reavivado como um filho de Deus sem primeiro ter passado pela experiência do novo nascimento. O Espírito Santo opera o reavivamento e a salvação das almas é um produto derivado. As boas intenções e os métodos adotados pelos pastores e evangelistas não podem mudar esse fato básico. Os pseudo-reavivamentos podem ser e são gerados entre multidões emocionalmente energizadas que foram condicionadas psicologicamente por meio da música, do testemunho de personalidades famosas, etc. e de sermões que motivam uma resposta. Milhões de pessoas no mundo inteiro estão convencidas que vão para o céu simplesmente porque obedeceram às instruções de evangelistas como Billy Graham e foram à frente para "receber a Cristo". Essa prática, que não tem base alguma nas Escrituras, é conhecida como "salvação fácil" e é uma descrição precisa do que ocorre na maioria dos casos. As pessoas aprendem que precisam crer e aceitar a Cristo como Senhor e Salvador. No entanto, o comportamento delas mais tarde prova que a maioria respondeu com uma crença intelectual e sua profissão de fé de ter "aceito a Cristo" como Senhor e Salvador não foi genuína. Como dizem alguns pastores, elas tiveram uma "compreensão intelectual" da mensagem, mas não a aceitaram em seus corações.

Assim, quais lições podemos aprender dos últimos cem anos de evangelismo de linha de montagem? É possível que as "novas medidas para uma nova teologia" de Finney estivessem erradas? Se nos divorciarmos dos vínculos emocionais com o dogma familiar e fizermos um exame objetivo e imparcial nas Escrituras, a resposta precisa ser afirmativa! A teologia popularizada por Finney e refinada por muitos outros, baseia-se em uma estrutura de "textos de prova" tão fina que chega a ser ridículo. Ao mesmo tempo, a posição que ela desalojou dos corações da maioria está suportada de forma muito mais sólida nas Escrituras.

Se você duvida disso, desafio-o a encontrar um único verso na Bíblia que nos instrua a "aceitar a Cristo" ou "tomar uma decisão ao lado Dele" — usando esses termos. Na verdade, você somente encontrará um ou dois que vagamente implicam isso. Não é razoável esperar que esse princípio fundamental fosse abundantemente suportado em toda a Palavra de Deus? De forma similar, peço que você procure todos os versos que ensinam a doutrina do "livre arbítrio" do homem não-regenerado e sua capacidade de "aceitar a Cristo", sendo que a Bíblia nos diz que ele está "morto em suas ofensas e pecados" [Efésios 2:1] e é incapaz de compreender as coisas espirituais. [1 Coríntios 2:14] A partir da minha própria investigação, posso dizer que quando você completar sua pesquisa, não poderá convencer um júri com todas as evidências que encontrará. Além disso, o conceito do livre arbítrio é inegavelmente um dogma da Igreja Católica Romana e o Concílio de Trento (no século XVI) pronunciou diversos anátemas contra qualquer um que ousasse ensinar de forma diferente. Somente esse fato deve alertar o cristão evangélico conservador/fundamentalista para a falta de validade nas Escrituras.

Assim, sendo esse o caso, o que a Bíblia ensina referente aos elementos necessários para a salvação em Cristo? Primeiro de tudo, o princípio número um que precisamos ter em mente é que "a salvação é do Senhor" [Jonas 2:9b] e que o homem não contribui em nada para ela. Na verdade, a salvação dos filhos de Deus é uma questão totalmente decidida antes da criação do mundo, como Efésios 1:4-5 diz claramente:

"Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade."

O apóstolo Paulo confirma isso em Romanos 8:29-30, onde lemos:

"Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou."

Assim, somos levados a compreender que, no que diz respeito a Deus, a salvação de Seus eleitos foi decidida antes da criação da primeira molécula! Muitos tropeçam e não conseguem compreender a doutrina da salvação porque confundem "nascer de novo" com o decreto de Deus da justificação — o ato que confere a salvação. Quando Cristo disse a Nicodemos em João 3 que ele precisaria nascer de novo para entrar no reino dos céus, estava referenciando o nascimento espiritual, que seria necessário antes que Nicodemos pudesse crer. Lembre-se que os homens não-regenerados estão mortos espiritualmente (nascem assim) e são totalmente incapazes de compreender as coisas espirituais. [Efésios 2:1 e 1 Coríntios 2:14] Todos os filhos eleitos de Deus foram justificados (salvos antes da fundação do mundo), [Efésios 1:4 e Romanos 8:30] mas precisam renascer espiritualmente nesta vida para poderem crer. Em seguida, sua resposta, subseqüente ao novo nascimento, é crer em Jesus Cristo! Atos 13:48 diz:

"... e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna."

A partir disso, vemos o fato inescapável que a crença é na verdade o resultado da salvação e não a causa!

Goste você ou não, a predestinação é uma doutrina bíblica fundamentada por muitas passagens das Escrituras. O próprio Deus, e não o homem, decidiu quais nomes apareceriam no "Livro da Vida do Cordeiro" — e, por extensão, quais passariam a eternidade no Inferno, e esse ato inegável é repugnante à nossa natureza humana depravada. Os homens tentam de todas as maneiras encontrar formas na Bíblia para não precisarem encarar essa verdade e a teologia de Finney foi bem sucedida por certo tempo. É o que chamo de "última tentativa do homem de participar em sua própria salvação". Qualquer um que seja pelo menos um pouco conservador e fundamentalista em sua compreensão da Palavra de Deus precisa admitir que o princípio de que as obras contribuem para a salvação é firmemente condenado nas Escrituras. No entanto, aparentemente, há algo bem no fundo de nossa natureza depravada que simplesmente não consegue renunciar ao desejo de ter a última palavra sobre nossa própria salvação. A reclamação comum contra a soteriologia calvinista é que Deus não força a salvação sobre ninguém e o homem é livre para aceitar ou rejeitar a Cristo. Essa assim chamada "liberdade do arbítrio" é uma pedra fundamental muito debatida na teologia agora em voga. Entretanto, preciso fazer uma pergunta não tão óbvia: Como pode um escravo ter livre arbítrio? A Bíblia diz claramente que o perdido é um escravo de Satanás e é totalmente incapaz de ser qualquer outra coisa. Ele está morto espiritualmente, incapaz de compreender as Escrituras — porque elas se discernem espiritualmente [1 Coríntios 2:14] — e acima de tudo é um escravo! Como ser humano ele possui um arbítrio, mas esse arbítrio é subserviente à vontade de Satanás.

A não ser e até que o próprio Deus intervenha com os dons do arrependimento e da fé que resultam no novo nascimento, a crença genuína em Cristo nem mesmo é possível! A vida espiritual ("despertada por Deus") é fundamental e logicamente um pré-requisito para a crença, porém a maioria não crê ou não ensina mais esse princípio básico da soteriologia.

O Deus Todo-Poderoso, não o indivíduo, determina quem será salvo e essa decisão já foi tomada "antes da fundação do mundo" [Efésios 1:4] quando Ele escolheu Seu povo eleito "em Cristo". Dizer que alguém "aceita" a Cristo como Senhor e Salvador na verdade avilta e reduz a glória devida a Deus pelo que lhe custou prover a salvação. Um estudo cuidadoso da Palavra de Deus revelará que Deus é muito ciumento do louvor, da honra e da glória que lhe são devidos e muitas passagens bíblicas dizem que Ele não permitirá que o homem se glorie de suas próprias obras. Por exemplo, Efésios 2:8-9 diz:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie."

Portanto, afirmar que a salvação, mesmo por um instante, depende do exercício da vontade é afirmar que você teve percepção suficiente para reconhecer um "bom negócio" quando o viu e o aproveitou! "Aceitar" e "decidir" são verbos — como em "Fiz uma decisão ao lado de Cristo". Os verbos indicam ação, e ações indicam obras, e as obras não entram na doutrina bíblica da salvação! A maravilhosa e ilimitada graça de Deus concede-lhe a salvação (se de fato a possui) e você não teve nada que ver com ela. Afirmar que você a aceitou é rebaixar Deus e deixar de atribuir a honra e a glória devidas a Jesus Cristo. A única incumbência que pesa sobre você como receptor da graça é crer — e você crerá, se for um dos eleitos de Deus, "escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo".

A doutrina da soteriologia atualmente em voga, que é o legado de Charles Finney, é o ímpeto que está por trás do Movimento Neo-Evangélico e fornece a cola que une os muitos elementos denominacionais diversos na cooperação ecumênica. O apelo básico é que coloca o ônus da salvação sobre o indivíduo e se eles a rejeitarem, não têm ninguém a quem acusar, senão a si mesmos. Muitos são os pregadores que dizem estas palavras ao encerrar sermão: "Deus já fez tudo o que podia, agora o resto é com você." Se eles admitem isso ou não (e provavelmente não), esse sistema de soteriologia foi concebido de forma a escusar Deus pela escolha dos eleitos para a salvação, ignorando totalmente o capítulo 9 de Romanos! O calvinismo é hoje uma doutrina rejeitada por esses indivíduos e agora você sabe o porquê!

O fato simples da questão é que os eleitos de Deus nascem neste mundo como ovelhas — mas estão mortos em ofensas e pecados, exatamente como todas as demais pessoas — daí a parábola do bom pastor que deixou as noventa e nove ovelhas e foi buscar a que estava perdida. Cristo originalmente enviou seus discípulos às ovelhas perdidas da casa de Israel. A parábola do filho pródigo é outro modo de ensinar esse mesmo princípio. As ovelhas e os filhos eleitos vêm a este mundo sob um sistema de propriedade ou de relacionamento familiar, sem que saibam disso. A ovelha recém-nascida chega ao mundo tendo um pastor e o filho eleito tendo um Pai! Quando chega a hora certa, Deus atrai irresistivelmente Seus eleitos por meio da mensagem sobrenatural do evangelho e concede-lhes vida espiritual por meio do novo nascimento, desse modo habilitando-os a crer — o que fazem em uma ação subsequênte. Assim, somos salvos porque somos ovelhas e não somos ovelhas porque somos salvos! O filho pródigo estava perdido para seu pai, mas antes de tudo precisamos compreender que ele era um filho e no fim foi restaurado à sua posição de direito. Nossa salvação nunca, nem por um instante, fica em dúvida, pois foi pré-determinada na eternidade passada e paga totalmente na cruz. Portanto, aqueles que compreendem esse fato maravilhoso nas Escrituras, nunca serão perturbados pela idéia de que podem perder a salvação. Não fizemos absolutamente nada para obtê-la — nós a recebemos como um dom — e é ridículo e sem base bíblica alguma ensinar que podemos perdê-la. Pode um filho fazer alguma coisa para alterar seu estado de filiação ao pai? Pode deixar de fazer parte da família do pai? Ele faz alguma escolha no nascimento físico? Não, e como filhos eleitos de Deus, não temos nenhuma escolha no nosso segundo nascimento também.

Assim, se não "aceitamos" a Cristo ou "fazemos uma decisão ao lado dele", como podemos saber se somos salvos? Permita-me indicar alguns sinais inquestionáveis:

A Bíblia é bem clara que o indivíduo não-regenerado não busca a Deus (Romanos 3:11). Você está ciente da sua natureza pecaminosa e clama a Deus do fundo do seu coração pedindo perdão quando peca? Em caso afirmativo, esse é um dos sinais de ter nascido de novo.


A Bíblia diz que um indivíduo não-regenerado não pode compreender aquilo que se discerne espiritualmente. [1 Coríntios 2:14] Você tem mais do que apenas uma compreensão básica da Palavra de Deus e deseja sinceramente saber cada vez mais? Ela fala ao seu coração e o convence do pecado? Em caso afirmativo, esse é outro sinal que já nasceu de novo.


A Bíblia diz que o indivíduo não-regenerado é escravo de Satanás e é incapaz de fazer qualquer coisa para se libertar. [Efésios 2:2] Você já conseguiu virar suas costas para o mundo e para os caminhos do pecado? Todos seus amigos mais íntimos são cristãos? Se você já nasceu de novo, seus amigos incrédulos provavelmente se afastarão. A salvação genuína repele as amizades réprobas.


Você ama — realmente ama — os outros cristãos e prefere estar na companhia deles do que a das outras pessoas? Você pode encontrar um completo estranho, descobrir que ele também é um cristão e então ter comunhão imediata com ele? Existe "algo" em seu coração que o atrai aos irmãos e uma proximidade que não pode ser explicada de nenhuma outra forma?


Sente um desejo genuíno de ir à igreja e de adorar a Deus?


Sente alegria em contribuir para a obra do Senhor? Contribui generosamente com seu tempo, talentos e bens materiais?


Suas orações estão sendo respondidas?


Você peca menos agora do que antes de conhecer a Cristo?


As outras pessoas têm observado o "fruto do Espírito" em operação na sua vida? Isto é, podem ver o genuíno amor, paz, longanimidade, etc. (conforme descrito em Gálatas 5:22), manifestando-se em sua vida por meio da ação do Espírito Santo de Deus? Elas comentam que você agora é uma pessoa diferente do que era antigamente?


Você já sofreu perseguições por causa da fé em Cristo (por exemplo, ex-amigos que se afastaram por causa do seu testemunho, é uma forma sutil de perseguição).


Aguarda com expectativa o momento em que Jesus Cristo virá buscar sua igreja?


Compreenda que um filho de Deus genuinamente nascido de novo poderá responder afirmativamente a todas essas perguntas. Isso não quer dizer que eles sejam perfeitos, pois há um processo de maturação que ocorre na vida do cristão e alguns não são tão maduros na fé quanto outros. Entretanto, falando em termos gerais, todo cristão pode considerar essas questões e reconhecê-las como verdadeiras em sua própria experiência. Na análise final, porém, a maior evidência de salvação de uma pessoa encontra-se na perseverança. Os eleitos de Deus perseverarão, apesar de todos os obstáculos, e nunca apostatarão ou renunciarão à fé. Eles podem até pecar e se desviar da comunhão, mas preferirão sofrer a morte a negar seu Senhor e Salvador.

Estamos em um estado gradual de apostasia durante toda a Época da Igreja, mas a Bíblia ensina que haverá a apostasia imediatamente antes do período da Tribulação. Por essa razão, acreditamos que seja inteiramente possível que Deus use esse futuro "afastamento" daqueles que não são genuínos, para separar o joio do trigo antes do arrebatamento. Sofrimento e morte bem podem estar à espera de muitos dos escolhidos de Deus à medida que ocorrer a perseguição no fim dos tempos, de modo que precisamos nos preparar espiritualmente para enfrentar o que vier. Você está preparado?

Que Deus o abençoe.

Autor: Pr. Ron Riffe
Data da publicação: 8/2/2001
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