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Corações Frios nos Últimos Dias

Autor: Alan Yusko


Estou escrevendo este artigo porque tenho visto e ouvido falar de uma crescente frieza na igreja. Muitos que professam serem cristãos estão demonstrando um coração frio na maneira como tratam as outras pessoas. Acredito que a base para um coração frio é a rejeição da sã doutrina bíblica. Quando isso acontece, com o passar do tempo, o pecado e a contemporização entram na vida da pessoa. O resultado final é que o coração dela torna-se muito frio.

Este artigo explorará a questão sobre o aumento da frieza no coração das pessoas dentro da igreja nestes últimos dias. Os versos-chave que usaremos são estes:

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." [Mateus 24:9-12]

Vemos nessa passagem que haverá perseguição e ódio contra o povo de Deus. Os cristãos serão odiados e até assassinados neste mundo sem Deus.

Os problemas no mundo separam as ovelhas dos bodes. No texto referido, vemos que haverá aversão e traição contra os cristãos.

Nos últimos dias surgirão muitos falsos profetas. Homens ímpios aparecerão na igreja para pregar doutrinas heréticas. Infelizmente, muitos serão enganados e seguirão esses falsos profetas. As pessoas que serão enganadas são aquelas que não amam o suficiente a palavra de Deus e não a lêem diariamente.

Finalmente, temos o verso-chave (verso 12) para este artigo. Como resultado dos problemas no mundo, do falso ensino, dos falsos profetas e da enganação, o amor de muitos se esfriará. Isso significa que as pessoas ficarão com um coração frio. O verso 12 diz que a iniqüidade crescerá no mundo. Isso significa que o pecado estará em toda a parte e será socialmente aceito. A sociedade e as pessoas em geral amarão mais as trevas do que a luz. Como conseqüência, os corações ficarão duros e o amor esfriará. Isso pode ser observado no mundo e também na igreja. O mundo está com o coração tão duro que as pessoas matam bebês inocentes no útero materno sem sentir a menor dor de consciência. Em muitos países de 'primeiro mundo' é totalmente correto diante dos olhos da sociedade cometer esse assassínio. Os idosos e os doentes terminais estarão em breve na lista da morte. Se os bebês podem ser assassinados, então os doentes e os idosos devem começar a se preparar, pois serão os próximos. Os corações estão ficando muito frios e insensíveis. Os cristãos que vivem no mundo estão rodeados por todos os tipos de pecados e de perversidade. Alguns acabam se desviando e permitem que seus corações esfriem.

A Rejeição da Sã Doutrina
Por que há uma crescente frieza na igreja? A base para um coração frio é o coração que não ama a sã doutrina.

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." [2 Timóteo 4:3-4]

É hora de acordar, pois os dias da rejeição da sã doutrina estão sobre nós! Muitos que professam a fé cristã rejeitaram a verdade e a sã doutrina e preferem ouvir palavras suaves, que agradem aos seus ouvidos. Observe no verso 3 no texto referido que a concupiscência toma o controle da pessoa quando a sã doutrina é rejeitada. Quando a lascívia passa a controlar a vida da pessoa, o pecado entra em sua vida. Quando a pessoa afasta-se da sã doutrina volta-se para o pecado e para a contemporização e um dos frutos resultantes é a frieza no coração.

Permita-me dar um exemplo. Existe nos EUA um movimento chamado Promise Keepers que está promovendo abertamente a união com base em uma falsa religião baseada em obras e em sacramentos - o Catolicismo. Em vez de evangelizar os católicos perdidos, eles estão sendo tratados como irmãos em Cristo. A pedra fundamental do movimento Promise Keepers é a rejeição da sã doutrina. Os homens que participam do Promise Keepers vão aos encontros nesse Clube do Bolinha para cantar e ter comunhão uns com os outros. Como a doutrina não é uma preocupação, eles ficam bravos se alguém se atrever a se opor a esse "movimento de Deus"! Isso significa que os cristãos sinceros que vêem problemas com o Promise Keepers são malvistos em suas próprias igrejas. Como se recusam a participar nesse grande 'movimento de Deus', são tachados de criadores de divisões e sem-amor. Na verdade, o problema não está com aqueles que vêem os problemas, mas sim com aqueles que não têm Deus e que não amam a sã doutrina. Lembre-se que um coração frio e a rejeição da sã doutrina andam de mãos dadas.

Outro exemplo é o Reavivamento do Riso, também chamado de Unção do Riso, ou Bênção de Toronto. Já ouvi testemunhos de pessoas que tiveram esse movimento demoníaco em suas igrejas. O pastor e outras pessoas ficaram envolvidos. Existem pessoas cristãs, no entanto, que vêem o perigo desse movimento maligno e se atreveram a falar contra ele. Elas acham estranho e demoníaco quando as pessoas deitam-se no chão e começam a latir como cachorros, rugir como leão, rir descontroladamente, desmaiar ou ter convulsões, como se estivessem sob um ataque epiléptico. Como conseqüência das advertências, esses assim chamados cristãos amorosos no Reavivamento do Riso do inferno ofendem essas pessoas. Muitos cristãos ficaram feridos e foram forçados a deixar esse tipo de assembléia e a procurar outra igreja, após dez ou vinte anos de participação fiel. Esse tipo de coisa está acontecendo hoje e, novamente, a base é a rejeição da sã doutrina bíblica. Quando a sã doutrina é rejeitada, o coração torna-se frio e não aceita a repreensão.

Eis outro exemplo: Todos já ouvimos falar nos mestres da fé que ensinam a nomear e a reivindicar. Eles têm grandes nomes e grandes igrejas, aparecem na televisão regularmente e usam jóias caras. Os pastores da linha 'nomeie e reivindique' afirmam ter comunicação freqüente com Deus de alguma forma audível. Segundo eles, Deus lhes dá muitas instruções nas audiências pessoais que têm com o Todo-Poderoso. Infelizmente, o que Deus supostamente lhes diz não se adequa com sua palavra já revelada na Bíblia. Além disso, eles profetizam, supostamente da parte de Deus, mas essas profecias não se cumprem. Na verdade, são falsos profetas que não ouviram palavras de Deus, mas ouviram sim, a palavra do Diabo. Sabe qual é o teste de um verdadeiro profeta de Deus? A pessoa precisa estar 100% correta durante todo o tempo quando fala as palavras de Deus. A penalidade no Antigo Testamento para os falsos profetas era a morte. Atualmente, não matamos mais os falsos profetas, mas existem muitos deles por aí. Os seguidores dos falsos profetas preocupam-se com o falso ensino e com as falsas profecias? Querem saber se esses homens são falsos profetas de acordo com a Bíblia? A resposta é NÃO. Esses homens são enganadores e enganam a muitos! Quando um cristão que ama a Deus e a sã doutrina adverte, os seguidores do profeta geralmente ficam irados e respondem com ofensas. As pessoas de coração frio, que rejeitam a sã doutrina bíblica, ficam furiosas quando seu líder 'espiritual' é questionado ou tem seus ensinos comparados com os da Bíblia. Até ameaças de morte são feitas, como "Deus o destruirá por atacar seu ungido"... ou "Não fale mal de um ungido de Deus", etc. Para os falsos profetas, aqueles que amam e defendem a sã doutrina são considerados sem-amor e um câncer que causa divisões na igreja, e oram para que Deus os remova. Novamente, muitos cristãos verdadeiros têm sido feridos por essas pessoas de coração frio que amam os falsos profetas e seus falsos ensinos em vez de o Senhor Jesus Cristo. A pedra fundamental para o coração frio e sem-amor é a rejeição da sã doutrina.

Aqui está um exemplo de uma falsa profecia. Certa vez uma pessoa que afirma ter conversas freqüentes com Deus fez esta afirmação: Que em junho de 199X, Deus removeria todo o mal da terra. Todos os tipos de seguidores crédulos acreditaram nessa assim chamada Palavra de Deus anunciada por esse falso profeta. À medida que o dia se aproximava, as pessoas que acreditavam na falsa profecia ficaram muito animadas. No entanto, aquele dia veio e nada de extraordinário ocorreu. Para se justificar, os seguidores foram a um jornal e começaram a dizer que talvez aquilo tenha realmente acontecido, mas "simbolicamente"! Eles encontraram eventos no mundo e disseram: Aqui, Deus está arrancando o mal do mundo. A conclusão é que aquele homem fez uma falsa profecia extra-bíblica que não se cumpriu. Na verdade, não poderia mesmo se cumprir porque contradizia o que Deus já revelou na Bíblia. Deus não arrancará todo o mal do mundo em um certo dia, mas está no processo de remover a iniqüidade e o pecado. Ele só vai terminar esse processo no final do reino milenar, após o retorno de Jesus Cristo à terra. Aí então Deus criará novos céus e nova terra, livres da contaminação do pecado. Até lá, porém, o mal continuará a existir no mundo e realmente não importa o que um falso profeta diga.

O fato triste é... se as pessoas lessem suas Bíblias e tivessem um coração obediente e aberto à repreensão, o falso profeta que trouxe essa falsa profecia não teria prosperado. Entretanto, ele foi honrado na "televisão cristã" e muitos falaram sobre sua "palavra de profecia" com grande fervor e reverência, rejeitando e atacando todas as vozes que se atreveram a contradizer aquela 'profecia de Deus". Novamente, vemos a rejeição da sã doutrina bíblica levando a um coração frio.

O Amor a Deus
A conclusão final é que as pessoas que rejeitam a sã doutrina não amam a Deus.

"Se me amais, guardai meus mandamentos." [João 14:15]

Se eles amassem a Deus, guardariam seus mandamentos. Isso envolve ouvir a Palavra de Deus e obedecê-la; envolve também amar a sã doutrina e rejeitar a falsidade. Infelizmente, isso não acontece hoje. Em nome do amor, os falsos mestres recebem a permissão de pregar suas heresias e aquele que os desafiar é atacado como sendo causador de divisões, sem-amor e de coração duro.

"Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão." [Tito 1:9-10]

Somos instruídos a reter a sã doutrina e a defender a fé que está sob ataque dos falsos mestres que estão em busca das riquezas e da fama terreais.

Existem muitos faladores vãos e enganadores. Lembre-se que eles prosperarão e enganarão a muitos. Infelizmente, eles já fizeram um grande infiltração nas igrejas. Como as pessoas não amam a sã doutrina, os falsos mestres são aceitos e os corações ficam cada vez mais frios à medida que cresce também a iniqüidade no mundo.

"Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância." [Tito 1:11]

Para aqueles que amam a Deus precisamos continuar a falar como Deus nos manda. Nunca desista de falar contra aqueles que promovem o erro e a heresia na igreja. A motivação para os falsos mestres é o dinheiro. Eles querem dinheiro e não as coisas de Deus.

Para aqueles que amam a Deus e que amam a sã doutrina há um vínculo de unidade. Esse vínculo é automático, porque o Espírito Santo é o mesmo dentro de cada cristão genuíno. Infelizmente, existe muito joio espalhado entre o trigo; existem lobos entre as ovelhas.

"Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós; que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." [João 13:34-35]

Nestes dias finais, o amor de muitos está esfriando. O pecado cresceu tanto, até na igreja, que muitos desenvolveram um coração frio. No entanto, Deus ainda tem seu remanescente que o ama, que ama a sã doutrina e que ama os outros cristãos.

"Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus." [João 12:43]

Muitos hoje estão buscando o louvor dos homens. Entretanto, o verso referido diz que há um louvor de Deus. Aqueles que amam a Deus e o buscam em primeiro lugar receberão esse louvor. Contudo, há um preço a pagar. Quando você se levanta para se opor ao joio e aos falsos mestres, deixa de ser bem-recebido em alguns círculos. Talvez precise até mesmo procurar outra igreja, se a sua estiver totalmente entregue à contemporização doutrinária e não quiser ouvir a sã doutrina. Não deixe de freqüentar a igreja, pois somos instruídos a procurar uma boa igreja e sermos participantes. Entretanto, procure uma igreja que ponha a Bíblia em primeiro lugar. Nenhuma igreja é perfeita, mas você deve procurar uma que pelo menos esteja tentando caminhar com Deus.

Apostasia nos Últimos Dias
A Bíblia ensina que haverá uma grande apostasia nos últimos dias. Por outro lado, os falsos profetas estão todos dizendo que haverá um grande reavivamento. Em breve o Anticristo aparecerá (possivelmente após o Arrebatamento) e a atual apostasia e afastamento da doutrina está preparando o caminho para um sistema religioso mundial. Esse sistema será apóstata e contrário à sã doutrina. Acredito que será uma combinação de cristianismo com o islamismo. Portanto, quando você ouvir alguém falar sobre um grande reavivamento, acautele-se. A Bíblia diz que haverá uma grande apostasia nos últimos dias, não um grande reavivamento. O reavivamento das 'falsas religiões' será um grande movimento ecumênico que unirá todos os tipos de falsas religiões em uma só. Esse reavivamento não tem nada que ver com Deus... mas tem tudo que ver com o Anticristo.

Outra diferença interessante é que os cristãos genuínos estão se preparando para ir para o céu para estar com o Senhor. Por outro lado, o joio está se preparando para reinar na terra agora. O joio afirma que vai ganhar este mundo para Deus. Sim, o mundo será conquistado e ficará unido, mas não sob Deus... será sob o reinado do Anticristo. O cristão genuíno deve erguer os olhos para o céu e alegrar-se, sabendo que o dia da redenção está próximo. Continue testemunhando para os perdidos, obedecendo e servindo a Deus como ele deseja. Os últimos dias serão marcados por uma apostasia da sã doutrina bíblica. Juntamente com isso, haverá um aumento na frieza nos corações. O mundo não caminha para um grande reavivamento; ao contrário, caminha para uma grande apostasia.

"Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição." [2 Tessalonisences 2:3]

O verso acima diz que o aparecimento do Anticristo será precedido pela apostasia. As pessoas apostatarão da sã doutrina bíblica. A fé uma vez para sempre entregue aos santos será rejeitada e, em lugar dela, as fábulas e os mitos (o misticismo) serão aceitos. O caminho estreito da salvação SOMENTE por meio do Senhor Jesus Cristo será rejeitado. Em vez disso, um falso evangelho será aceito como parte dos ensinos da religião mundial apóstata. Isso ocorrerá imediatamente antes do aparecimento do Anticristo. Estamos vivendo nestes dias agora!!

Além disso, à medida que o povo se afastar da sã doutrina, o pecado crescerá na sociedade e na igreja. Conseqüentemente, o amor de muitos esfriará. Novamente, isso está acontecendo hoje. Muitas pessoas estão com seus corações frios e endurecidos.

Em breve a igreja (o corpo dos cristãos genuínos) será arrebatada para estar com o Senhor nos céus. Após o arrebatamento, muitas igrejas não perderão uma parte significativa de seus membros. Com a remoção do restritor, o Diabo estará livre para trazer o Anticristo ao poder. Durante o reinado do Anticristo toda a sã doutrina será rejeitada e a enganação prevalecerá. Muitos acreditarão nas enganações e, portanto, serão condenados para sempre. No entanto, durante esse tempo, Deus também salvará muitas pessoas; pois elas precisarão escolher se aceitam ou rejeitam a salvação que é encontrada somente no Senhor Jesus.

Conclusão
Mostramos que um coração duro e sem-amor caminha de mãos dadas com a rejeição da sã doutrina. Muitos que afirmam serem cristãos na verdade são pessoas de coração frio que não amam a sã doutrina. Elas soltam seu veneno contra aqueles que não abraçam seus erros e que as advertem sobre os perigos. Estamos também vivendo em dias de apostasia, não de reavivamento. Os falsos profetas estão dizendo que o 'reavivamento' ocorrerá, mas isso não é verdade. O mundo está caminhando para seus dias mais tenebrosos. Após o arrebatamento, o Anticristo estará livre para ascender ao poder; durante o reinado do Anticristo, Deus derramará terríveis juízos sobre os ímpios. À medida que o mundo avança no pecado e na apostasia, o amor de muitos esfriará. Haverá pessoas de coração frio dentro e fora das igrejas; essas pessoas rejeitam a sã doutrina e atacam e ofendem qualquer um que se oponha às enganações que elas acolheram.

Não se sinta desanimado se encontrar pessoas de coração frio na igreja. Lembre-se que sua fé deve estar firmada no Senhor Jesus Cristo e não nas outras pessoas. Continue fazendo aquilo que é certo e deseje ansiosamente o breve retorno do Senhor Jesus para levar sua igreja aos céus.

"E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." [Mateus 24:12]

Mesmo assim, vem logo Senhor Jesus.


Autor: Alan Yusko. Visite o site dele, Bible Prophecy and Rapture Report
Tradução: Jeremias R D P dos Santos
Data da publicação: 14/3/2001
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/yusko-4.asp

A FÉ QUE PRECISAMOS

Rev. Marcelo Gomes

“Agora, pois, permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor...” (1 Co 13:13)



Os discípulos pediram a Jesus que aumentasse-lhes a fé. Tinham consciência de sua incredulidade. Sabiam o quanto lhes era difícil confiar em Deus, sobretudo quando as circunstâncias se mostravam adversas. Oscilavam quando chamados a uma decisão e insistiam assumir desafios baseados em suas próprias forças ou recursos. Eram pessoas como nós. Frágeis como nós.



Cristãos nas mais diversas situações de dificuldade questionam a suficiência de sua fé. Imaginam que não são capazes de acreditar na medida que deles se espera. Acham que se pudessem crer um pouco mais, demonstrar um pouco mais sua fé, alcançariam sua solução. Deus, para eles, é caprichoso e exigente: ignora toda manifestação de fé que não seja grandiosa e eloqüente.



Jesus deixou seus discípulos em crise. Disse-lhes que se tivessem uma fé do tamanho de um grão de mostarda moveriam montanhas. Note bem: um grão de mostarda! Queria que aprendessem que uma fé mínima já é capaz de grandes prodígios; que a menor fé pode experimentar os maiores milagres. Fé de pessoas como nós. Nem maiores, nem melhores do que nós.



Spurgeon sugeriu que não é uma grande fé, mas uma fé verdadeira que salva. Descobriu que o mais importante não é quanto cremos, mas em quem cremos. Sabia que a fé não alcança suas vitórias por ter se tornado forte e evidente, mas por encontrar como sua contrapartida a graça incondicional e irrestrita de um Deus que tem prazer em abençoar. Como orientou-nos Karl Barth: “nossas orações são fracas e pobres; contudo, não importa que nossas orações sejam fortes, mas que Deus as ouça”.



A graça do Deus em quem cremos foi-nos revelada definitivamente na pessoa de Jesus Cristo. Sua encarnação e entrega por nós, em nosso favor, quando ainda não críamos, quando ainda éramos pecadores, prova o amor de um Deus capaz de tomar a iniciativa antes e apesar de nós. Seu esforço na cruz é total e completo. Sua vitória na ressurreição é plena e definitiva. Sua chamada a uma vida de fé é firmada na bondade convincente de seu Espírito mais que na capacidade humana de responder satisfatoriamente ao seu convite.



A ênfase num suposto tamanho da fé coloca os holofotes no ser humano. Os resultados são seu mérito ou sua culpa. A ênfase na graça coloca os holofotes em Deus. Os resultados são expressão de sua soberania e amor. Quaisquer que sejam eles.



Um homem compreendeu bem o desafio da fé. Ouviu de Jesus que tudo é possível ao que crê. Respondeu que cria, mas que precisava de ajuda em sua falta de fé. Percebeu que sua necessidade não era crer mais, mas simplesmente crer. Aprendeu que seu inimigo maior não era uma fé insuficiente, mas a ausência da fé. Soube, naquele dia, que se tivesse fé como um grão de mostarda veria um grande milagre. E viu. Era um homem como nós, amado como nós.

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A ESPERANÇA QUE PRECISAMOS

Rev. Marcelo Gomes

“Agora, pois, permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor...” (1 Co 13:13)



“A esperança é a última que morre” – diz a sabedoria popular. Sugere que mesmo depois de naufragarem todas as possibilidades, e esgotarem-se todos os recursos, a esperança ainda pode resistir. Indica que não se trata de um conceito limitado às circunstâncias, mas além delas; não dependente das alternativas visíveis, mas livre de todas elas. Uma esperança forte; mas que, ainda assim, morre no final.



Esta esperança que morre por último é resistente, mas frustrante. Resistente porque é capaz de seguir sozinha, contra tudo e contra todos, mesmo depois da adversidade, na expectativa de dias melhores no futuro. Frustrante porque desanima e esvai-se quando este futuro jamais chega. É uma esperança maior do que tudo, mas menor do que aquele que espera. Se este cansa, não consegue mais esperar.



A esperança bíblica não é a última que morre. Não é uma esperança heróica, abnegada, persistente e mártir. Não é a mais forte das expectativas, nem mesmo uma espécie de “último refúgio” daquele que perdeu tudo. A esperança bíblica não morre. Não está vinculada ao ânimo do indivíduo que espera e não se perde quando este se cansa. Não se faz necessária somente quando dias melhores são desejáveis, mas inclusive quando as coisas vão bem. É uma esperança permanente.



Paulo escreveu que “a esperança não confunde, pois o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito”. Lembrou-nos que a esperança do crente é uma esperança em Deus. Não é uma expectativa de dias melhores. Não é uma “torcida” em favor de um futuro promissor. Não é um otimismo em linguagem evangélica. É uma expectativa segura no amor de Deus, uma participação presente no futuro de Deus e um descanso tranqüilo na vitória de Deus.



A esperança bíblica não morre porque não é um esperar por mudanças de qualquer ordem, num futuro próximo ou distante; é um esperar por Deus e por seu próprio futuro, pela realização de seu Reino e pelo cumprimento de todas as suas promessas. Não morre porque não é uma iniciativa individual, da coragem pessoal de alguém em situação crítica, mas um milagre do Espírito em nós, convencendo-nos, apesar de tudo, que estamos firmes no amor de Deus. É uma esperança confiante. Como afirma Moltmann, “a esperança é a companheira inseparável da fé... a fé é o fundamento sobre o qual descansa a esperança, e a esperança alimenta e sustenta a fé”.



A esperança cristã não morre porque é uma esperança em Jesus Cristo. Não apenas em seu poder, mas em sua companhia. Com ele confiamos, firmados no exemplo de sua entrega e vitória. Sua morte não foi o fim, mas a inauguração de uma nova era, na qual sua presença é real e transformadora. Jesus Cristo tornou-se, ele próprio, a nossa esperança. Como não pode morrer, uma vez que ressurgiu dos mortos para assentar-se à destra de Deus, assegura-nos, todos os dias, cansados ou não, sofrendo ou não, que nossa esperança também não pode morrer. É uma esperança bendita! Bendito seja Deus.

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O AMOR QUE PRECISAMOS

Rev. Marcelo Gomes

“Agora, pois, restam estes três: a fé, a esperança e o amor; o maior, porém, é o amor.”



O amor não é um sentimento. Sentimentos são variações de nossa química orgânica em resposta a certos estímulos que recebemos das experiências vividas. Paul Tounier lembra que “o sentimento é um movimento; se fosse fixo, não se sentiria”. Por isso, amor não é sentimento. Se fosse, Jesus não poderia mandar-nos amar. Quem pode controlar os próprios sentimentos? Quem pode dominá-los?



O amor não é um conjunto de atitudes favoráveis em relação ao ser amado. Atitudes são importantes. Não há amor que não se expresse através de atitudes. Mas não são sinônimos. O apóstolo Paulo lembra que é possível assumir as mais louváveis atitudes sem amor (1 Co 13:1-3). Por fama, reconhecimento, inveja, orgulho ou interesse algumas pessoas são capazes de qualquer iniciativa positiva. Sem amor. Sem valor.



Deus é amor. Não apenas amoroso, mas amor. Não se trata de seu estado ou condição, como se fosse uma referência ao fato de que ama o tempo todo. Trata-se de sua essência: Deus é amor. Nada há em seu ser que possa negar o amor. Nada que possa enfrentar o amor. Nada que possa ofuscar o amor. É incondicional não apenas porque resiste a tudo, mas porque não pode sofrer variação ou sombra de mudança.



Se Deus é amor, amar é participar da vida de Deus. Experimentar sua existência concreta, real. Assumir o aspecto mais extraordinário de sua identidade divina e resgatar a beleza de nossa própria criação à sua imagem e semelhança. Se o pecado consiste em usurpar a glória de Deus pelo desejo de onipotência, a redenção consiste em nos identificarmos com Ele no amor. Quem ama é nascido de Deus.



Porque Deus existe, o amor é possível. Porque Deus é amor, somos amados de fato. Porque somos amados, podemos amar. Como lembrou-nos o apóstolo João, “nós amamos porque ele nos amou primeiro”. É na força de nosso encontro com este Deus-amor que somos capacitados a amar as pessoas ao nosso redor. Sem sua graça e amparo, tornamo-nos incapazes de amar. Inclusive a nós mesmos. Somos movidos por uma espécie de senso de sobrevivência, um instinto de auto-preservação, mas que não é amor. O amor não é amor próprio. Porque Deus nos amou, morreu por nós.



Não podemos amar as pessoas sem desfrutarmos deste amor de Deus. No máximo, podemos desenvolver afetividades interessantes, empatia, uma noção de solidariedade; nada comparável ao amor. Por isso, o mandamento: amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Quem ama a Deus conhece o que é ser amado por Ele. Quem se descobre amado, ama a si mesmo. Não como quem cuida de si mesmo. Não com amor próprio. Ama a si mesmo com o amor de Deus. Dá sua vida por amor a Deus. Não tem a vida como preciosa. Ama ao próximo nesta dimensão: reconhece que ele é amado por Deus e que sua vida pertence a Deus. Entrega a vida por ele, doa-se, para que através do amor Deus seja conhecido e glorificado. Deus é amor!

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A Blasfêmia contra o Espírito Santo.


Referência: MATEUS 12.22-37

BLASFÊMIA = injuriar, caluniar, vituperar, difamar, falar mal.

A Blasfêmia ao nome de Deus era pecado imperdoável no VT - Lv 24.10-16.

Por isso acharam que Jesus era réu de morte porque dizia que era Deus e isto para eles era blasfêmia (Mc 14.64). Compare Mc 2.7 e João 10.33.

A alma que pecava por ignorância - trazia oferenda pelo pecado - Nm 15.27.
Mas a pessoa que pecava deliberadamente era eliminada, cometia um pecado imperdoável - Nm 15.30.

Pecar contra um conhecimento claro da verdade é evidentemente uma blasfêmia contra o Espírito Santo, e por natureza, este pecado faz com que o perdão seja impossível, porque a única luz possível é deliberadamente apagada.

Aquele que cometeu este pecado nunca terá perdão. Toda a igreja pode orar por ele, mas ele nunca será salvo (I Jo 5.16). De fato, a igreja nem deveria orar por ele (I Jo 5.16). Segundo Jesus “é réu de juízo eterno” (Mc 3.29). Segundo Judas 4,12,13 “estão perdidos para sempre.” Segundo II Tm 3.8 “são réprobos quanto à fé.”


I. O QUE NÃO É O PECADO IMPERDOÁVEL?

1. Incredulidade final = Billy Graham em seu livro ESPÍRITO SANTO diz que a blasfêmia contra o Espírito Santo é permanecer incrédulo até à morte. Contudo o contexto de Mateus 12 mostra que Jesus falava para os fariseus que não estavam na hora da morte - Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10. É verdade que quem morre na incredulidade está perdido, mas não é este o pecado chamado blasfêmia contra o Espírito Santo.

2. Rechaçar por um tempo a graça de Deus = Saulo de Tarso rechaçou (At 26.9; I Tm 1.13). Os irmãos de Jesus também rechaçaram (Mc 3.21; Jo 7.5). E eles foram salvos.

3. Negar a Cristo e a sua divindade = Pedro negou a Cristo. Paulo negava a divindade de Cristo.

4. Negar a divindade do Espírito Santo = Se assim fosse nenhum Testemunha de Jeová poderia se converter.

5. Entristecer o Espírito Santo = O crente não comete este pecado imperdoável, pois ele não pode perder a salvação. Davi entristeceu o Espírito Santo e era salvo.


II. O QUE É A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO?

Embora não seja cristão, este blasfemo é alguém com quem o Espírito Santo trata. Hb 6.4-6 o descreve de seis formas:

1. Iluminado = Esta metáfora descreve CONHECIMENTO. O que comete o pecado imperdoável é aquele que recebeu conhecimento da verdade Hb 10.26. Exemplos: l) Jesus havia realizado o grande milagre perto dos fariseus. A divindade de Cristo era tão notória que todos ficaram admirados (Mt 12.23). Esse conhecimento era a iluminação que receberam os fariseus que blasfemaram contra o Espírito Santo. Judas Iscariotes - tinha todo o conhecimento de Jesus e o renunciou.

2. Provaram o dom celestial = O dom aqui é a vida e a obra de Cristo. A vida de Cristo é celestial. As pessoas culpadas pelo pecado imperdoável haviam visto Jesus, estado com Jesus, conhecido a Jesus. Haviam visto Jesus operar maravilhas e haviam escutado seus ensinos. Este conhecimento fez mais grave o seu pecado.

3. Tornaram-se participantes do Espírito Santo = Isso não significa que eram moradas do Espírito Santo, de maneira que estivessem misticamente unidos a Cristo como estão os ramos à videira. O QUE É? Significa participação na obra e influência do Espírito Santo. O Espírito Santo atuou em formas milagrosas e proféticas inclusive por meio de não crentes. Os não regenerados Balaão, Saul e Judas são exemplos de homens em quem o Espírito Santo atuou. Jesus indicou que os não crentes participam do Espírito Santo neste sentido (Mt 7.22).

4. Provaram a boa Palavra de Deus = A pessoa que comete o pecado imperdoável tem provado a Boa Palavra de Deus. O vital neste caso é a palavra BOA. Essa pessoa vê que a Palavra é BOA. Exemplo: A) É como a semente que caiu no meio dos espinhos - logo a recebe com alegria Mc 4.16,17. B) Herodes - escutou com gosto a João Batista (Mc 6.20) e todavia rejeitou a mensagem de Cristo. Percebe que é bom, mas a rejeita.

5. Provaram os poderes do mundo vindouro = A palavra poderes se emprega em Hb 2.4 em relação com os milagres e certamente este é o significado aqui. É a pessoa que já viu os sinais de Jesus como os fariseus viram, mas não se deixaram mover.

6. Caíram = Apesar deste conhecimento e experiências tão claras, os blasfemos renunciaram a Cristo. Não com dúvida usual nem a incredulidade ordinária. Não contra a sua vontade como Paulo em Rm 7, nem com tristeza e choro como Pedro, senão voluntariamente - Hb 10.26, deliberadamente.


III. EXPOSIÇÃO DO TEXTO DE MATEUS 12.22-37

O contexto de Mc 3.20-30 deixa claro que a blasfêmia não é:

a) uma grave falha moral;

b) uma persistência no pecado;

c) um ato de ofender ou rejeitar a Jesus devido à ignorância ou rebelião.
MAS É: a rejeição deliberada e consciente da atividade de Deus pelo Espírito Santo e a atribuição desta atividade ao diabo.
Exemplo: Os fariseus viram o milagre e atribuíram a obra de Deus ao diabo. A pessoa não está na ignorância. Ela escolhe rejeitar a Deus e a chamar Deus de diabo. Não há nada mais que se possa fazer por tal pessoa - I Jo 5.16.

Este pecado fala do profundo perigo de atribuir as coisas boas de Deus a um ato de Satanás.

Este pecado é cometido quando uma pessoa reconhece a missão de Jesus pelo Espírito Santo, mas a desafia, a amaldiçoa e a resiste.

Os fariseus cometeram este pecado quando afirmaram contra todas as evidências que Cristo era um agente de Satanás. Era uma declaração perversa de que as obras de Cristo eram do diabo. Eles pecaram contra a luz na forma mais determinada. Amaram mais as trevas (Jo 3.19). Chamaram a luz de trevas (Is 5.20).

É impossível porque se alguém não pode reconhecer o bem quando o vê, não pode desejar o bem. Se alguém não reconhece que o mal é mal, não pode arredepender-se dele e abandoná-lo. E se não pode arrepender-se não pode ser perdoado, porque o arrependimento é a única condição necessária para o perdão.

Para responder a acusação dos fariseus, Jesus usa 5 argumentos:

1. A acusação é absurda - Mt 12.25,26 = Satanás estaria se opondo a Satanás? Satanás estaria destruindo a sua própria obra? Estaria ele sendo suicida? Estaria derrubado o seu próprio império? Nenhum reino, cidade ou família dividida se mantém.

2. A acusação é contraditória - Mt 12.27 = Os filhos dos fariseus, seus descendentes também exorcizavam - Mt 7.22. Então, se Satanás impulsiona Jesus para fazer a mesma obra, quem impulsiona seus filhos? Então seus filhos seriam seus juízes. EXEMPLO: a) Mt 21.23-27 - Batismo de João era do céu ou dos homens? B) Mt 22.15-22 - Daí a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus.

3. A acusação obscurece a verdadeira situação - v. 28 = O reino de Satanás é vulnerável, porque seus mensageiros estão sendo expulsos da vidas dos homens. O Reino já chegou. Vai alargar suas fronteiras. Os cegos, os doentes, os possessos são libertos, a verdade é pregada. Em vez de opor-se ou combater o Reino os homens devem entrar nele - Mt 7.13,14; 11.28-30; Jo 7.38. Mateus 12.29 = Jesus está amarrando o diabo e libertando seus súditos. Pela vitória no deserto, expulsão dos demônios Jesus começou a amarrar Belzebu. Esse atamento foi mais reforçado pela sua vitória sobre Satanás na cruz - Cl 2.15 e na ressurreição, ascensão e coroação - Ap 12.5,9-12. Ele está fazendo isto não pelo poder de Belzebu, mas pelo poder do Espírito Santo. Nesta luta entre Cristo e Satanás é impossível a neutralidade (Mt 12.30) Isto porque só há dois impérios. O DE DEUS E O DE SATANÁS. Uma pessoa pertence a um ou a outro.

4. A blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável - v. 31,32 = Todo pecado será perdoado Mc 3.28; I Jo 1.9. Porém as conseqüências dessa blasfêmia são trágicas. Não haverá perdão.

a) Hb 6.4-6 = É impossível que sejam outra vez renovados...

b) Mt 12.32 = Não lhes será perdoado nem neste século nem no vindouro.

c) Mc 3.29 = Não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno.

d) Hb 10.26-31 = Resta expectativa horrível de juízo

e) II Tm 3.8; Judas 4,12,13


IV - POR QUE NÃO PODEM SER PERDOADOS?

1) Porque eles dizem que Jesus é ministro de Satanás

2) Porque eles dizem que a força de Jesus não é o Espírito Santo, mas o diabo

3) Porque eles pecam deliberadamente e progressivamente em vez de se arrependerem - Mt 9.11; 12.2; 12.14.

4) É imperdoável porque rejeitam o Espírito Santo e a Cristo dizendo que são instrumentos do diabo.

5. Esta acusação revela quem são - v. 33-37 = Árvore má. Fruto mau - v. 33. Raça de víboras - v. 34. Vão dar conta no dia do juízo - v. 35-36.


CONCLUSÃO

Devemos ter 2 cuidados:

1. Esse assunto não deve interpor-se no caminho das plenas implicações da graça de Deus em Cristo = O pecado imperdoável é uma apostasia total (Calvino). Toda pessoa que arrependida procura a Jesus encontra abrigo. AQUELE QUE VEM A MIM DE MANEIRA NENHUMA EU O LANÇAREI FORA.

2. Se uma pessoa está aflita com medo de ter cometido este pecado é porque não o cometeu = Essa blasfêmia é uma hostilidade declarada contra Deus depois da pessoa ter sido exposta ao conhecimento da verdade.


Rev. Hernandes Dias Lopes

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Este artigo foi enviado por email. Depois avaliado pelo CACP e aprovado para publicação. Lembrando que cada autor é responsável pelo seu artigo. Os artigos não expressam necessariamente a opinião do CACP.

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Santo

Eclesiastes 6.3 é base para defender o aborto?

“Sou a favor do direito de escolha da mulher. Sou a favor do aborto, sim. A Bíblia também é.” (Bispo Edir Macedo)

O Bispo Macedo costuma usar essa passagem de Eclesiastes 6.3 para dizer que a tese da liberalização do aborto tem algum respaldo bíblico, vejamos esse texto em algumas versões:

“Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele”. (Almeida)

Mesmo que um home tem cem filhos e filhas, mesmo que viva muitos anos, se não aproveitou do que ganhou, nem deixou dinheiro suficiente para que seus filhos lhe dêem um enterro decente – acho que teria sido melhor para esse homem ter nascido morto. (Bíblia Viva – Ed. Mudo Cristão)

Veja o texto na Bíblia Linguagem de Hoje: "que adianta um homem viver muitos anos e ter cem filhos se não aproveitar as coisas boas da vida e não tiver um enterro decente? Eu digo que uma criança que nasce morta tem mais sorte que ele".

O livro de Eclesiastes é repleto de pensamentos alegóricos em que o homem é levado a pensar em seu fim, que é estar junto a seu Criador. Neste caminho, o homem é confrontado com pensamentos melancólicos sobre o suor gasto no seu dia-a-dia, em seu trabalho, na vaidade de tantas ações humanas e que muitas vezes mais nos afastam que nos aproximam do Altíssimo. O dia-a-dia pode ser sufocante e é necessário que o homem, esta criatura amada infinitamente por Deus, tenha sempre à sua frente seu destino, seu rumo, seu Deus. O belíssimo texto em questão mostra o quanto à vida pode ser improdutiva mesmo que tantas vezes pareça a muitos que ela é bem-sucedida. Uma vida vazia é uma vida sem Deus, e o Eclesiastes mostra que quem não encontra a verdadeira felicidade - Deus – por mais que tenha trabalhado e lutado, sua existencialidade foi nula, como alguém que não viveu, como uma pessoa que nasceu morta.

Corrobora com minha exegese o escritor Mattew Henry: Uma família numerosa era questão de entranhável desejo, e muita honra para os hebreus; uma vida longa é o desejo da humanidade em geral. Mesmo possuidor destas bênçãos, o homem pode não ser capaz de desfrutar suas riquezas, família e vida. Nesse contexto, tal homem, em sua passagem pela vida, parece haver nascido para nenhuma finalidade ou utilidade. O que nasceu e viveu alguns momentos tem uma sorte preferível ao que viveu muito, mas sem objetividade producente. (Livro “Comentário Bíblico”, Ed. CPAD).

Em síntese, a exegese do texto não fala nada da possibilidade de uma mulher optar pelo aborto. Somente na mente fértil do Bispo Macedo é que existe essa interpretação! Cabe a ele explicar, do alto da sua sapiência teológica, como um trecho como este pode ser utilizado para justificar o aborto.

A prática do aborto sempre foi e continuará a ser condenada pela Igreja Cristã na figura de suas denominações sérias e verdadeiras, comprometidas com a Bíblia Sagrada e suas doutrinas, doutrinas que são imutáveis, não vulneráveis ao tempo e aos costumes de regiões!

Fontes:

http://www.chamada.com.br/mensagens/fatos_aborto.html

http://br.geocities.com/observatoriodaiurd
http://contra-o-aborto.blogspot.com/2007/10/o-aborto-e-teologia-do-dio-de-edir.html


Prof. João Flávio Martinez
É fundador do CACP, graduado em história e professor de religiões.

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Como devemos orar antes das refeições?

Como devemos orar antes das refeições?

A alimentação é um assunto muito comum nas Escrituras, e muitas vezes é usado como ilustração para demonstrar a fraternidade entre os irmãos (Gn 31.54), abrigo ao estrangeiro (Dt 10.18,19) e até mesmo para buscar paz (Gn 31-48) e alianças (Gn 18.5). No dia-a-dia, a maioria dos judeus observava o hábito de dar graças à mesa, pela refeição. Esse costume foi ainda mais enfatizado depois da Páscoa. Não somente oravam antes da refeição, mas também tinham de fazer o mesmo depois de terminada (Dt 8.10).

Encontramos diversas ocasiões em que Jesus orou antes de uma refeição. Essas orações foram registradas devido à importância dos fatos relacionados: a multiplicação dos pães para cinco e quatro mil pessoas, respectivamente (Jo 6.11 e Mt 15.36), a última Páscoa (Mt 26.26) e com os discípulos de Emaús (Lc 24.30). Também encontramos o apóstolo Paulo publicamente rendendo graças e partindo o pão (At 27.35).

Entretanto, não encontramos uma fórmula definida para a prática das orações antes e depois das refeições. Geralmente, as orações para as refeições domésticas tratam de assuntos familiares, enquanto as orações antes e depois das refeições em grupo, como, por exemplo, festa ou culto, devem tratar dos assuntos sociais mais complexos.

Também, variava quem recebia a incumbência de orar pela família. Poderia ser o pai ou um visitante, geralmente mais velho. Ou acontecia de todos os membros da família orarem juntos. Na maioria das vezes, as orações eram espontâneas, sem uma fórmula. Contudo, algumas vezes as orações eram formais: Bendito sejas, Deus, Rei do mundo, que fazes o pão brotar da terra.

A oração ensinada por Jesus contém diversos pontos, entre eles encontramos o pedido pelo pão diário: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém” (Mt 6.9-13; grifo do autor).

Nossas orações devem ser sinceras e voltadas para o aprendizado das crianças. É um momento importante para ensinarmos a necessidade da oração. Alguns irmãos, sabiamente, têm usado as orações antes das refeições como uma oportunidade de ensino para que seus filhos aprendam a orar em público.

Não existe nenhuma fórmula definida pela Bíblia para essa prática...



Matéria extraída de uma ou mais obras literárias.

Quem Precisa de Libertação?

Todos, seria a resposta mais correta, porque a Palavra de Deus diz em I João 1:8-10: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” E completa em I João 3:8-9 “Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado, porque a sua semente permanece nele e não pode pecar porque é nascido de Deus”

Se partirmos do princípio de que todo homem à partir da queda original carrega a natureza adâmica, por isso é propenso ao mal, já seria o suficiente para dizer que ele necessita ser liberto, porque o pecado nos traz cativos ao diabo.

Existem três níveis de libertação:

1. Libertação do nosso espírito no momento em que nascemos de novo (só feita pelo Espírito Santo) – ver Efésios 2:1-3 e João 3:6
2. Libertação da alma – ver Hebreus 12;1 e I Coríntios 10:4-5
3. Libertação de enfermidade física – ver Lucas 13:10-17

O Pr. Alcione Emerich, em seu livro “Maldições, o que a Bíblia diz a respeito” traz um esclarecimento muito interessante, que vale à pena comentar:

“A cruz é o centro de tudo. Também nela, Cristo levou todas as maldições :“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: ´Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro ”.(Gálatas 3:13). Se o texto em apreço está claro, quando diz que Cristo se fez maldição em nosso lugar, porque tratamos do tema: “quebra de maldições”? Para responder a esta pergunta, temos que considerar que há duas formas através das quais as pessoas concebem a cruz de Cristo.

. Um primeiro grupo tem uma visão imediatista: aceita que a obra de Cristo na cruz é plena e suficiente, e que, assim que o ímpio se entrega a Cristo, automaticamente passa a experimentar por completo toda a provisão do Calvário. Este grupo aceita que todo o conteúdo e todas as promessas da cruz são automaticamente imputados sobre o crente no momento da conversão.

Um outro grupo tem a visão apropriativa (processual): Este grupo também aceita que toda a obra do Calvário é plena e suficiente, mas descrê sobre o fato de que o crente no momento em que aceitou a Cristo passe a experimentar concretamente toda provisão e promessas contidas na cruz. Crê que no momento da conversão o neoconverso passa a experimentar a provisão de Cristo na cruz, mas não de forma plena. O estudo da Palavra e a apropriação das promessas serão fundamentais no processo de experimentação da obra vicária de Cristo. Eu particularmente, tenho seguido a “visão apropriativa da cruz”. Os pecados da humanidade já foram levados para a cruz, mas o homem precisa apropriar-se disso (confessando) para ser perdoado. Nossas enfermidades já foram levadas na cruz, mas precisamos nos apropriar disso. Da mesma forma as maldições. Cristo já as levou na cruz e necessitamos nos apropriar disso. Essa tomada de posse é chamada por Derek Prince de “transitar do legal para o experimental”. O fato é que muitos crentes estão na mais completa ignorância quanto ao que Cristo fez por eles na cruz. Cristo levou seus pecados, mas vivem solapados pela culpa. Já levou suas enfermidades, e seus corpos estão sendo constantemente assediados por doenças diversas. No que tange à maldição, a mesma coisa. O profeta disse: Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento (Isaias 5:13). Prince diz ainda: “Se nós permanecermos ignorantes, será nosso o custo. Perderemos muito de toda a provisão que Deus nos oferece através do sacrifício da morte de Jesus na cruz”. A ignorância nos fará pagar um alto preço, já que Deus nos faz responsáveis por tudo aquilo que deixou escrito em sua Palavra. Quantas vezes o diabo tem nos impedido de enxergarmos as promessas de Deus para nós, e passamos a viver como miseráveis! O apóstolo Paulo escreveu: “Bendito o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”.(Efésios 1:3). O texto está claro: Deus nos abençoou com todas as bênçãos. Fico a pensar se pelo menos uma boa parte dos crentes espalhados pelo mundo tem ao menos 50% dessas bênçãos. É bem provável que não. Mas, qual é o problema? O problema é que o apóstolo diz que as bênçãos estão nos lugares celestiais. É necessário que aprendamos meios eficazes dentro da Palavra de Deus, para transportarmos o que é nosso dos lugares celestiais para o mundo material. A confissão apropriativa é com certeza um das formas que Deus providenciou para isso, para experimentarmos em nossa vida os benefícios que foram alcançados para nós. O reformador francês, João Calvino, parece ter a mesma opinião quanto à necessidade da apropriação das promessas: “Já salientei que Cristo não deixou inacabada nenhuma parte da obra da nossa salvação; mas não devemos inferir disso que já possuímos todos os benefícios obtidos por ele para nós, pois... com verdade: “... em esperança, somos salvos “ (Rm 8:32), “ ainda não se manifestou o que haveremos de ser” (I João 3:2). Nesta vida atual desfrutamos de Cristo à medida em que o abracemos por meio das promessas.”

O Pr. Alcione completa: Que fique claro o fato de que a boa obra de Cristo na cruz é plena, suficiente e nada pode ser acrescentado; mas, de igual forma, o crente deve ter ciência de que pela importância e crucialidade dessa obra, o diabo fará de tudo para que o cristão não enxergue e muito menos desfrute com profundidade aquilo a que tem por direito.

Fonte: Igreja Apostólica Monte Sião

O Que é Libertação ?

A palavra LIBERTAÇÃO vem do grego “sotero“ e significa “livramento, salvação” . Em João 10:10, a palavra do Senhor diz que: “ O ladrão (diabo) veio para matar, roubar e destruir”, mas Jesus, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, o Alfa, o Omega, o Todo Poderoso, o Majestoso, o Cordeiro de Deus, o Príncipe da Paz, veio para SALVAR, LIBERTAR e RESTAURAR. As obras de Jesus e do Diabo são obras antagônicas.

JESUS ........... DIABO


SALVAR MATAR
LIBERTAR ROUBAR
RESTAURAR DESTRUIR

O objetivo de satanás na terra é o de matar, roubar e destruir as pessoas. Ele é perspicaz, inteligente, conhecedor da Palavra de Deus, usa e usará de todas as estratégias malignas para impedir que as pessoas sejam salvas, libertas e restauradas.


No livro “A Batalha Final” o autor Rick Joyner relata de uma maneira clara e ao mesmo tempo assustadora, sobre a revelação que ele recebeu sobre como o exército de satanás e suas hostes malignas atuam, principalmente sobre o povo de Deus, e não há como contestar a seguinte realidade:

ORGULHO, RETIDÃO PRÓPRIA, AMBIÇÃO PESSOAL,
JULGAMENTO INJUSTO, INVEJA, TRAIÇÃO, ACUSAÇÃO, FOFOCA,
CALÚNIA, CRÍTICA, REJEIÇÃO, AMARGURA, IMPACIÊNCIA,
FALTA DE PERDÃO, COBIÇA DEPRESSÃO, ETC.


São bandeiras levantadas pelas hordas do inferno e não levantadas por Deus.

Fonte: Igreja Apostólica Monte Sião

POR QUE NÃO ORAMOS?

Rev. Marcelo Gomes



“Orai sem cessar!” – orientou-nos o apóstolo Paulo (1 Ts 5:17). “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” – advertiu-nos Jesus (Mt 26:41). Até Lucas, em seu evangelho, lembra que contou uma parábola “sobre o dever de orar sempre, sem jamais esmorecer” (18:1). São várias as passagens bíblicas que nos desafiam a uma vida de oração.



Dietrich Bonhöeffer escreveu que “é prova de amor de Deus para conosco que não apenas nos dá a sua Palavra, mas também nos empresta o seu ouvido”. Patrick Johnstone ensinou-nos que “quando o homem trabalha, o homem trabalha. Quando o homem ora, Deus trabalha”. E com E. M. Bounds aprendemos: “Muita oração, muito poder. Pouca oração, pouco poder. Nenhuma oração, nenhum poder”. Estamos bastante acostumados com tudo isso.



A questão fundamental é: por que, então, não oramos? Por que somos tão negligentes no exercício da oração? Algumas respostas para nossa reflexão:



1. NÃO ORAMOS PORQUE PERDEMOS A PERCEPÇÃO DA PRESENÇA DE DEUS! Ignoramos sua companhia. Esquecemos suas promessas: “Eis que estou convosco todos os dias” (Mt 28:20); “Nunca te deixarei, nem jamais te desampararei” (Js 1:5); “Não temas, pois estou contigo” (Is 43:5). Como, de outra sorte, não dirigir a palavra a quem, tão docemente, se apresenta tão perto? Amorosamente perto. Perdemos a percepção da presença de Deus. Tornamo-nos como Sansão, sobre quem se diz: “o Espírito o havia deixado, mas ele não o percebeu” (Jz 16:20).



2. NÃO ORAMOS PORQUE NÃO CONFIAMOS NO PODER DE DEUS! Desprezamos sua soberania. Negligenciamos tantos testemunhos de maravilhosos milagres: “abriu o Mar Vermelho; fez cair maná do céu; expulsou exércitos inimigos; livrou da cova dos leões; alimentou a multidão no deserto; ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos”. Como não esperar, senão pelo fato de já não confiarmos, que nos abençoe com toda sorte de bênçãos necessárias? Nas palavras de Paulo: “Aquele que não poupou seu próprio filho, antes o entregou por todos nós, não nos dará, juntamente com ele, todas as coisas?” (Rm 8:32).



3. NÃO ORAMOS PORQUE NÃO DESEJAMOS SER CONFRONTADOS PELO PODER DA ORAÇÃO! Rejeitamos sua eficácia. Afastamos de nós sua força. Sabemos, no fundo, que a oração nos compromete com Deus. Que, como disse Basílio, devemos orar tão somente para “que nossa vida seja ordenada em benefício de nossa alma”. Para lembrar Calvino: “um dos requisitos que legitimam a oração é o arrependimento”; e ainda: “nenhum coração jamais se elevará para fazer uma oração genuína sem que ao mesmo tempo anseie por santidade”. Assemelhamo-nos a Simão que, exortado por Pedro a orar pedindo perdão a Deus por sua maldade, respondeu: “orem vocês por mim” (At 8:24).



Se clamarmos a Deus que nos socorra em cada dificuldade, superaremos todas elas. Se nos acovardarmos, seguiremos sem desfrutar das bênçãos advindas de uma vida de oração. Se nos ensoberbecermos, Deus nos resistirá. Sejamos humildes e confiantes. Lembremos do que ensinou Karl Barth: “Nossas orações são fracas e pobres. Entretanto, o que importa não é que nossas orações sejam fortes, mas que Deus as ouça”. Afinal, “se meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, me buscar e se converter... então ouvirei dos céus, perdoarei seus pecados e sararei sua terra” (2 Crônicas 7:14). Oremos...

O que a Bíblia fala sobre a astrologia?


A Bíblia ensina que a astrologia é não somente uma atividade inútil (sem valor), mas algo tão mau que sua simples presença indica que o juízo de Deus já ocorreu (Atos 7.42-43). Tanto como filosofia ou como prática, a astrologia rejeita a verdade relativa ao Deus vivo, e em seu lugar conduz as pessoas a objetos mortos, como os astros e planetas. Assim como a Bíblia ridiculariza os ídolos, também o faz com os astrólogos e suas práticas (Isaías 47.13).

Entretanto, isto não tem evitado que a maioria dos astrólogos declare que a Bíblia apóia favoravelmente a astrologia. Jeff Mayo, fundador da Escola Mayo de Astrologia, declara que "a Bíblia está cheia de referências astrológicas". Joseph Goodavage, autor de Astrology: The Space Age Science (Astrologia: A Ciência da Era Espacial) e Write Your Own Horoscope (Escreva Seu Próprio Horóscopo), declara que "a Bíblia está cheia da" filosofia da astrologia.[1]

Os astrólogos "justificam" tais afirmações da mesma maneira que muitas seitas citam a Bíblia como evidência de seus próprios ensinamentos falsos e anti-bíblicos. Eles distorcem as Escrituras até ensinarem algo contrário à Bíblia.[2] Qualquer passagem bíblica que refute tais ensinos é simplesmente ignorada, mal interpretada, ou eliminada. Pode-se provar que todo texto bíblico citado pelos astrólogos para provar que a Bíblia apóia a astrologia foi mal interpretado ou mal aplicado.[3] Assim como a água e o óleo não se misturam, a Bíblia e a astrologia são totalmente incompatíveis. Alguns não-cristãos também admitem que existe "um abismo ideológico permanente entre ambas as crenças".[4]

Historicamente o cristianismo tem-se oposto à astrologia por três razões bíblicas. Primeiro, a Bíblia explicitamente rejeita a astrologia como uma prática inútil (sem valor). Uma prova disso está em Isaías 47.13-14, onde Deus afirma: "Ja estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se pois, agora os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como restolho, o fogo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; nenhuma brasa restará para se aquentarem, nem fogo para que diante dele se assentem." Aqui vemos que, em primeiro lugar, Deus condena o conselho dos astrólogos babilônicos. Em segundo lugar, Deus disse que suas predições baseadas no movimento dos astros não os salvariam do juízo divino que se aproximava. Finalmente, Deus disse que o conselho dos astrólogos não era inútil somente para os outros, mas que nem os salvaria a eles mesmos (Deuteronômio 4.19; 17.1-5; 18.9-11; 2 Reis 17.16; 23.5; Jeremias 8.2; 19.13; Ezequiel 8.16; Amós 5.26-27).

A segunda razão bíblica pela qual o cristianismo tem-se oposto à astrologia é porque Deus proíbe as práticas ocultas. Basicamente, a astrologia é uma adivinhação. Esta é definida pelo Webster’s New Collegiate Dictionary (1961) como "o ato ou prática de prever ou predizer atos futuros ou descobrir conhecimento oculto". No Webster’s New World Dictionary (1962), a astrologia é definida como "a arte ou prática de tentar predizer o futuro ou o conhecimento por meios ocultos". Por ser uma arte ocultista, Deus condena a adivinhação como mal e como uma abominação para Ele, dizendo que ela leva ao contato com maus espíritos chamados de demônios. (Deuteronômio 18.9-13; 1 Coríntios 10.20).

Finalmente, a Bíblia repudia a astrologia por levar as pessoas à terrível transferência de sua lealdade ao infinito Deus do Universo para as coisas que Ele criou. É como dar todo o crédito, honra e glória às magníficas obras de arte, esquecendo completamente o grande artista que as produziu. Nenhum astrólogo, vivo ou morto, daria às pinturas de Rembrandt ou Picasso o mérito que corresponde aos autores, mas eles o fazem rotineiramente com Deus. Entretanto, Deus é infinitamente mais digno de honra que os homens, pois é Ele quem fez "os céus e a terra" e em Suas mãos está a vida de todos os homens (Gênesis 1.1; Daniel 5.22-23).

O que têm provado os testes de validade dos signos zodiacais (por exemplo, se você é de Peixes, Áries ou Leão)?

A astrologia diz que o signo zodiacal de uma pessoa tem grande importância para determinar a totalidade de seu caráter. A análise de um pesquisador do conteúdo da literatura astrológica revela 2.375 adjetivos específicos para os doze signos zodiacais. Cada signo foi descrito por uns 200 adjetivos (por exemplo, "Leão" é forte, dominante, rude – um líder nato; "Touro" é indeciso, tímido, inseguro – não é líder). Nesse teste, mil pessoas foram examinadas segundo 33 variáveis, incluindo o atrativo físico, a capacidade de liderança, os traços de personalidade, as crenças sociais e religiosas, etc. A conclusão foi que este teste falhou em provar qualquer predição astrológica: "Todos os nossos resultados podem ser atribuídos ao acaso."[5]

Foi feito outro teste para descobrir se os planetas influem na compatibilidade do matrimônio, ou seja, se existe uma indicação significativa do número de casais que continuaram casados porque seus signos demonstraram ser "compatíveis"? E os que tinham um signo "incompatível" se divorciaram? O estudo foi feito com 2.978 casais que se casaram e 478 casais que se divorciaram em 1967 e 1968. Este teste demonstrou que os signos astrológicos não alteravam significativamente o resultado em qualquer desses grupos. Os nascidos sob signos "compatíveis" casaram e se divorciaram com a mesma freqüência do que os nascidos sob signos "incompatíveis".[6]

Foi feito outro teste para descobrir se os planetas influem na compatibilidade do matrimônio, ou seja, se existe uma indicação significativa do número de casais que continuaram casados porque seus signos demonstraram ser "compatíveis"? E os que tinham um signo "incompatível" se divorciaram? O estudo foi feito com 2.978 casais que se casaram e 478 casais que se divorciaram em 1967 e 1968. Este teste demonstrou que os signos astrológicos não alteravam significativamente o resultado em qualquer desses grupos. Os nascidos sob signos "compatíveis" casaram e se divorciaram com a mesma freqüência do que os nascidos sob signos "incompatíveis".[6]

Os astrólogos alegam que os cientistas e os políticos são favorecidos por um ou outro signo zodiacal. Ou seja, que há uma suposta conexão entre o signo de uma pessoa e suas possibilidades de êxito numa determinada profissão. Ao investigar esse tema, John McGervy comparou a data de nascimento de 16.634 cientistas e 6.475 políticos e não encontrou correlação que substanciasse as afirmações dos astrólogos. Não pode haver dúvida de que a distribuição de signos nestas duas atividades foi tão aleatória quanto entre o público em geral.[7]

Concluindo, a evidência científica atual mostra que não é válida a afirmação dos astrólogos de que seu signo influi em sua vida.


Conclusão

Enquanto a "luz dos astros" tem trazido dúvida e divisão entre os próprios astrólogos, e incerteza e frustração para o povo que anda sem direção, JESUS, o Criador de todos os astros celestes e de todo o Universo, apresenta-se como a verdadeira Luz do Mundo e declara que aqueles que O seguirem não mais andarão em trevas; mas terão a luz da vida (João 8.12).

Aos que estão buscando direção para suas vidas, Jesus convida: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei... e achareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11.28-30).

Na Bíblia, a Palavra de Deus, encontramos revelações claras de que nossas vidas estão nas mãos de Deus. Davi revela-nos no Salmo 139 que Deus tudo conhece e que não podemos fugir da presença dEle em hipótese alguma. Daniel, o profeta, declara ao rei Belsazar: "...Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos..." (Daniel 5.23).

Nossas vidas e nossos caminhos estão nas mãos de Deus! Que consolo e descanso é sabermos que nossas vidas estão nas mãos desse Deus amoroso! Para os babilônios, todavia, que se deixavam guiar pelos astros, não foi assim, conforme lemos em Isaías 47.13-15.

Diante de nós está a escolha a ser feita: saber o que dizem os astros a meu respeito, ou saber qual a vontade de Deus para a minha vida. Convém recordarmos as palavras do apóstolo Paulo na sua Carta aos Romanos: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (capítulo 12.2). (John Ankerberg e John Weldon - http://www.chamada.com.br/)

Notas:

Joseph F. Goodavage, Astrology: The Space Age Science (Nova Iorque: Signet, 1967), p. XI.

Para ilustrações veja James Sire, Scripture Twisting (Downers Grove, IL: InterVarsity, 1982).

James Bjornstad e Shildes Johnson, Stars Signs and Salvation in the Age of Aquarius (Minneapolis, MN: Bethany, 1971), pp. 36-90.

Gallant, op. cit., p. 111.

Ralph Bastedo, "An Empirical Test of Popular Astrology", The Skeptical Inquirer, Vol 3, nº 1, p. 34.

Kurtz e Fraknoi, "Tests of Astrology Do Not Support Its Claims", The Skeptical Inquirer, Vol. 9, nº 3, p. 211.

John McGervey, "A Statistical Test of Sun-sign Astrology", The Zetetic, Vol. 1, nº 2, p. 53.


Pr. Eguinaldo Hélio de Souza
Fundador e pastor presidente do Ministério Evangélico Esperança em São Vicente/SP, jornalista, poeta, membro da Academia Vicentina de Letras, professor de teologia, colunista do Hoje Jornal (SBC), palestrante nas áreas de escatologia, apologética...

ONISCIÊNCIA, AMOR E CRUZ

Rev. Marcelo Gomes



Deus é onisciente. Conhece todas as coisas. Vê, a um só tempo, passado, presente e futuro. Não fica surpreso e não pode ser surpreendido por alguma novidade. Nada escapa ao seu olhar. Como disse o salmista: “ainda a palavra não me chegou à boca e tu já a conheces toda” (Sl 139).



Se Deus é onisciente, conhecia o pecado do homem que criara mesmo antes de que este o praticasse. Sabia que o livre arbítrio com que o dotara o levaria, fatalmente, cedo ou tarde, a usar seu direito de escolha para rebelar-se contra Deus. Como declarou o mesmo salmista: “todos os meus dias foram escritos no teu livro, antes que um só deles existisse” (Sl 139). Sabia, inclusive, que milhões e milhões de pessoas, em todas as gerações, por toda a história da humanidade, passariam suas vidas sem jamais aceitar o convite ao arrependimento e à fé, selando, deste modo, seus destinos eternos.



O problema teológico consiste no seguinte: se Deus sabia do pecado que contaminaria o ser humano, por que decidiu criá-lo ainda assim? Por que não mudou os planos? Por que não o fez de outra maneira?



Primeiro, porque Deus é amor e o amor deseja relacionamentos marcados pela liberdade. O amor não espera ser amado por obrigação ou por constrangimento, mas por voluntária decisão. Amor por obrigação não é amor, mas uma espécie de programação para determinadas ações e reações. Coisa de robô. Somente um ser humano livre pode amar a Deus de todo o coração.



Segundo, porque Deus é amor e resolveu assumir em si mesmo as conseqüências do pecado do homem. O amor paga o preço. Deus, na revelação de sua própria identidade em Jesus Cristo, pagou o preço do pecado com sua própria vida. Em Cristo, Deus morreu pelos pecadores, reconciliando consigo o mundo. Na cruz, o Deus encarnado derramou seu sangue para redimir a humanidade pecadora. Ele sabia que iríamos pecar; por isso, decidiu levar sobre seus ombros os pecados de todos nós.



A cruz é totalmente eficaz, mas permanece ato de amor. Por amor, Deus ofereceu-se por todas as pessoas, garantindo-lhes a salvação. Por amor, este mesmo Deus convida homens e mulheres livres à participação nesta linda salvação, proporcionando-lhes vida eterna. Mas apenas convida. Não obriga, não impõe. O inferno, como lugar da ausência absoluta de Deus, é produto do amor coerente: Deus não tomará para si aqueles cuja decisão é afastarem-se de sua graça o quanto puderem. Se o fizesse, imporia seu amor. Não no tempo, mas por toda a eternidade.



A cruz, portanto, é vitória e tragédia, bênção e maldição. Por ela, somos salvos e, por ela, condenados. Nela descobrimos o amor do Deus que nos chama para si. Nela, também, o amor do Deus que nos permite a abstinência eterna de sua presença. Como lembrou-nos o evangelista João: “quem nele crer será salvo; quem, porém, não crer já está condenado” (Jo 3). Sabidamente salvo ou condenado. Mas esta é uma outra história...

CARGA E CAMINHO

Marcelo Gomes



Costumo dizer que há dois tipos de pessoas: as que consideram o passado como carga e as que o consideram como caminho. A diferença entre umas e outras não está relacionada à qualidade das experiências que tiveram, mas à liberdade de que desfrutam em relação a elas. Não é que umas só passaram por coisas boas, enquanto outras, só por coisas ruins. A diferença é que umas deixaram o passado no passado, ao passo que as outras o carregam no presente.



As pessoas que tratam o passado como carga têm problemas bem presentes. Andam encurvadas, cansadas, abatidas, como se trouxessem um enorme fardo sobre os ombros. Perderam toda a mobilidade. Têm medo dos desafios que encontram pela frente e já entram derrotadas nas lutas que se impõem sobre elas. Dificilmente assumem projetos de longo prazo e demonstram falta de perseverança. Não acreditam, por causa dos traumas do passado, que ainda podem ser felizes. Têm sempre uma lembrança trágica interferindo em seu processo atual.



O passado transforma-se em carga quando é compreendido como uma espécie de rotina comum. Acontece aos que repetem, a cada revés: “sempre comigo; só comigo; justo comigo”. Sua impressão é que uma força sobrenatural, arbitrária, rancorosa, determina seus fracassos como um ritmo repetitivo e definitivo, que as acompanhará pelo resto da vida. Seus malogros não serviram ao crescimento e à maturidade, mas viraram um “selo de bagagem”, estampado na valise da vida como um emblema de fracasso e impossibilidade. Marcas permanentes de tristeza e dor.



As pessoas que tratam o passado como caminho assumem o presente como oportunidade. Sabem que estão vivas e vêem, nessa boa notícia, a indicação inequívoca do futuro como porta aberta. Não se deixam contaminar pelos dissabores, não porque não os sofreram, mas porque já passaram. Sabem que serviram de lição, para favorecer a maturidade e permitir um melhor desempenho em novas situações. Suas lembranças são vívidas como imagem e referência, não como dor ou perigo.



O passado transforma-se em caminho para aqueles que se mostram capazes de parar e perguntar: “onde estou?; para onde quero ir?; qual o primeiro passo a dar?”. Não importa onde estejam, ou quão longe de seus anseios tenham chegado: sabem que este ponto é sempre um ponto de partida. Pois quanto mais longe das metas propostas, mais cedo deve-se começar a andar. Os que tratam o passado como caminho já não pensam nos desvios e desastres que enfrentaram, mas nos benefícios de chegar.



Na descoberta da fé, o passado só pode ser caminho, jamais carga. O crente é um viajante desprendido, que corre na direção do alvo sem temer os desafios que enfrentará. Sabe, pela Palavra que recebeu, que desta vida nada levará, senão a alegria de um encontro que revolucionou sua existência pessoal. Diz, com o apóstolo: “uma coisa faço, que é deixar as coisas que para trás ficam e avançar para as que estão diante de mim”. Apega-se a Cristo, nascido na manjedoura e morto na cruz, como símbolo e força para uma trajetória que conduz à glória eterna ao lado de Deus Pai. E sempre é tempo de confiar em Cristo e avançar.



No mundo, há dois tipos de pessoas: as que consideram o passado como carga e as que o consideram como caminho. No céu, haverá um só.

A posição de Maria na Bíblia

Maria procurou interferir na obra salvífica de Jesus por três vezes durante o seu ministério. A primeira vez que Maria assim o fez foi quando Jesus visitou o templo, na idade de 12 anos. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? (Lc 2.48-49).

Na segunda vez foi na festa de casamento, em Caná da Galiléia: E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher; que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora (Jo 2.3-4).

E a terceira vez foi em Cafarnaum, quando Jesus estava pregando: Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe; e, estando de fora, mandaram-no chamar. E a multidão assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram e estão lá fora. E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Portanto qualquer que fizera vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha mãe (Mc 3.31-35).

Mesmo quando Jesus foi interrompido no seu discurso por uma mulher que elogiava Maria por lhe ter amamentado e lhe dado à luz, Jesus não elogiou a mulher: Disse a mulher: Bem aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste! Mas ele disse: Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam (Lc 11.27-28). Jesus assim falando, afirmou que existe mais bem-aventurança em ouvir a Palavra de Deus e guardá-la do que ter sido filho de Maria.

Em outras ocasiões mencionadas na Bíblia onde Maria aparece, notamos o seguinte:

1. Maria, ao receber a notícia que seria mãe do Salvador, se pronunciou como necessitada de um Salvador: Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador (Lc 1.46-47).

2. Quando os magos visitaram Jesus, na sua infância, dirigiram-se a Jesus e não a Maria. E o que lemos em Mateus 2.11: E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Como se vê, os magos não adoraram Maria, mas adoraram Jesus.

3. A última referência bíblica a Maria é a que se vê em Atos 1.14 quando ela se encontrava em oração com os demais seguidores de Jesus: Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos. Fora isso, nada mais se lê no livro de Atos sobre Maria, assim como em todo o restante do Novo Testamento.

Fonte - Série Apologética, Vol 1, Ed. ICP.

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Entre a Cruz e a Espada

"Ninguém pode servir a dois senhores." [Mateus 6:24a]
No capítulo 26 do livro de Atos, encontramos o apóstolo Paulo defendendo-se diante do rei Agripa. Para identificarmos adequadamente esse rei em particular, Herodes Agripa II, precisamos compreender que ele era o bisneto de Herodes, o Grande, aquele que reinava na Judéia no tempo em que Jesus Cristo nasceu em Belém. O pai dele, Herodes Agripa I, mandou executar Tiago e prender Pedro. Além disso, é importante observar que a maligna "árvore genealógica" desse rei parece ser de origem edomita, tornando-os descendentes de Esaú - o "profano" (Hebreus 12:16) filho de Isaque, que vendeu seu direito espiritual à primogenitura por um prato de lentilhas!
Esse rei era tão ímpio quanto seus predecessores. Sua consorte Berenice era também sua irmã e o relacionamento incestuoso entre eles chegou a ser o assunto em Roma. Anteriormente, ela tinha sido amante do imperador Vespasiano e depois do filho dele, Tito, mas ela sempre retornava para seu irmão. Um casal bem interessante, não?
Paulo enfrentou a difícil tarefa de tentar convencer que era inocente das acusações levantadas contra ele pelos judeus. Ao exercer seu direito como um cidadão romano de apelar direto para César, e desse modo evitar que qualquer decisão pudesse ser tomada pelo rei, Agripa parecer ter ficado incomodado e insistiu em ouvir aquilo que Paulo tinha a dizer.
Os detalhes da defesa de Paulo começam em Atos capítulo 25, verso 13:
"E, passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesaréia, a saudar Festo. E, como ali ficassem muitos dias, Festo contou ao rei os negócios de Paulo, dizendo: Um certo homem foi deixado por Félix aqui preso, por cujo respeito os principais dos sacerdotes e os anciãos dos judeus, estando eu em Jerusalém, compareceram perante mim, pedindo sentença contra ele. Aos quais respondi não ser costume dos romanos entregar algum homem à morte, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores, e possa defender-se da acusação. De sorte que, chegando eles aqui juntos, no dia seguinte, sem fazer dilação alguma, assentado no tribunal, mandei que trouxessem o homem. Acerca do qual, estando presentes os acusadores, nenhuma coisa apontaram daquelas que eu suspeitava. Tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua superstição, e de um tal Jesus, morto, que Paulo afirmava viver. E, estando eu perplexo acerca da inquirição desta causa, disse se queria ir a Jerusalém, e lá ser julgado acerca destas coisas. E, apelando Paulo para que fosse reservado ao conhecimento de Augusto, mandei que o guardassem até que o envie a César. Então Agripa disse a Festo: Bem quisera eu também ouvir esse homem. E ele disse: Amanhã o ouvirás. E, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e homens principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandado de Festo. E Festo disse: Rei Agripa, e todos os senhores que estais presentes conosco; aqui vedes um homem de quem toda a multidão dos judeus me tem falado, tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convém que viva mais. Mas, achando eu que nenhuma coisa digna de morte fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho. Do qual não tenho coisa alguma certa que escreva ao meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de interrogado, tenha alguma coisa que escrever. Porque me parece contra a razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações."
Embora sob a lei romana uma decisão por parte de Agripa não fosse mais possível neste ponto, não sei se Paulo tinha alguma opção senão argumentar sua causa diante dele. A forma como ele procedeu é muito interessante - especialmente tendo em vista que ele sabia que o rei não poderia declará-lo inocente e dispensá-lo de precisar comparecer diante de César. Assim, por que ele tentou provar sua inocência quando isso era em grande parte uma perda de tempo?
Precisamos lembrar que Paulo foi especificamente comissionado pelo Senhor ressurreto para levar a mensagem do evangelho aos gentios. Ele estava definitivamente a caminho de Roma, o centro do mundo gentílico, mas como um grande número de judeus estava presente no auditório, aquele zeloso pregador aproveitou a oportunidade de ter "ouvintes cativos"!
Assim, nos versos 1 até 11 do capítulo 26, Paulo faz um relato de sua vida anterior e menciona que tinha sido um fariseu que literalmente perseguia o povo do "caminho" (algo que ele contou à multidão de judeus quando foi preso):
"E persegui este caminho até à morte, prendendo, e pondo em prisões, tanto homens como mulheres." [Atos 22:4]
Em seguida, Paulo teve isto a dizer sobre essa súbita conversão e ações subseqüentes:
"Depois Agripa disse a Paulo: É permitido que te defendas. Então Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu: Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, de que perante ti me haja hoje de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus; mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso te rogo que me ouças com paciência. Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre os da minha nação, em Jerusalém, todos os judeus a conhecem, sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu. E agora pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais estou aqui e sou julgado. À qual as nossas doze tribos esperam chegar, servindo a Deus continuamente, noite e dia. Por esta esperança, ó rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus. Pois quê? julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos? Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos; o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui." [Atos 26:1-11]
Neste ponto, Pórcio Festo, o governador da Judéia, interrompeu o discurso e acusou Paulo de ser insano! Ele ficou chocado ao ver um erudito como Paulo professar sua crença em uma ressurreição literal dos mortos - um conceito que nenhum romano inteligente sequer consideraria, muito menos aceitaria:
"E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar. Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo. Porque o rei, diante de quem falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto." [Atos 26:24-26]
Ao apresentar sua defesa da forma como deixaria uma "equipe dos sonhos" de advogados orgulhosos, a apóstolo Paulo defende a sua causa e coloca o rei Agripa entre a proverbial cruz e a espada.
Os fatos referentes à morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo eram do conhecimento comum em toda Jerusalém e regiões circunvizinhas porque nada ocorreu secretamente, em um canto qualquer. Os soldados romanos que guardavam o túmulo tinham testemunhado eventos sobrenaturais que os deixaram atemorizados. Para tornar as coisas muito piores, eles sabiam que seus superiores aplicariam a pena de morte porque o corpo desaparecera. Assim, totalmente desesperados, eles procuraram a ajuda dos líderes judeus.
Por que você acha que aqueles soldados embrutecidos apelaram exatamente para aqueles que tinham insistido para que uma guarda fosse colocada diante do sepulcro? Os judeus odiavam os romanos, de modo que a única explicação plausível é óbvia - eles sabiam com um alto grau de certeza que a evidência era massacrante demais e a história deles seria aceita como legítima. Assim, após deliberarem, não somente deram uma quantia considerável de dinheiro aos soldados para fazer com que eles ficassem calados sobre a ressurreição (Mateus 28:11-14), mas também asseguraram que, mesmo que o assunto chegasse ao conhecimento do governador, eles (os sacerdotes) interviriam para colocá-los em segurança. Faz sentido que os sacerdotes tenham agido dessa maneira se houvesse qualquer dúvida em suas cabeças?
Qual era a evidência que era tão poderosa que não poderia ser refutada? Simplesmente que o sudário (o lençol na forma de faixas no qual o corpo do Senhor foi enrolado) era um casulo vazio e somente uma ressurreição sobrenatural o teria deixado intacto!
Assim, ao tempo em que os soldados se reuniram com os líderes religiosos dos judeus, um número incontável de pessoas - junto com os discípulos do Senhor - tinham testemunhado a evidência e a afirmação dos soldados que o corpo tinha sido roubado não seria encarada com seriedade. É por isto que o verso 15 de Mateus 28 diz que "foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia de hoje", o tempo em que a epístola foi escrita.
Por causa desse conhecimento comum, Paulo armou sua cilada para Agripa:
"Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão! E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias. E, dizendo ele isto, levantou-se o rei, o presidente, e Berenice, e os que com eles estavam assentados. E, apartando-se dali falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada fez digno de morte ou de prisões. Agripa disse a Festo: Bem podia soltar-se este homem, se não houvera apelado para César."
Insistindo que Agripa cresse nas Escrituras do Velho Testamento e assim aceitasse o que elas proclamavam sobre o Messias, Paulo ardilosamente colocou o rei em uma situação política insustentável. Se o rei dissesse que não cria nos profetas, ele enfureceria seus súditos judeus e, se admitisse crer, seus amigos romanos o considerariam um tolo! Assim, sendo o típico político que era, em vez de responder diretamente à pergunta, o rei Agripa rejeitou a Jesus Cristo.
Logicamente, a atitude do rei Agripa agradou os judeus presentes e ao mesmo tempo não prejudicou sua reputação junto aos romanos. Embora ele fosse moralmente repreensível e tenha cometido muitos erros graves em sua vida, essa sua tentativa de "livrar a cara" foi de longe a pior, pois selou seu destino diante de um Deus santo.
É possível que você esteja cometendo o mesmo erro?

Cansado de sua Vida,vc que não é cristão de verdade?

Troque-a por uma nova!

Quando a quilometragem do carro começa a parecer como a dívida externa e o uso e desgaste normais resultam em muitos gastos com reparos, muitos de nós somos picados por um mosquito que causa a "febre de carro novo". Então, quando o vírus se espalha, a cura é levar a lata velha para uma concessionária de veículos e ver quanto será possível abater na compra de um carro novo. É claro, todos sabemos que o preço é manipulado e você acaba praticamente dando o carro para eles, mas é assim que as coisas funcionam! Além disso, o simples pensar em ter um carro cheiroso e brilhoso na sua garagem faz o sacrifício ser suportável.

É uma coisa triste da existência humana que algumas vezes a vida tem um jeito de se desgastar também; e pessoas desesperadas chegam ao ponto em que fariam qualquer coisa para melhorar sua situação, mas elas conhecem a realidade que viver feliz para sempre só acontece nos contos de fadas. Então, ou elas aceitam a situação ou, em casos extremos, cometem suicídio para poderem acabar de uma vez com tudo.

Mas há esperança para os desesperados! Quando uma pessoa chega ao fundo do poço e o único lugar para olhar é para cima, a boa notícia é que quando fica totalmente desesperada, ela encontra o melhor e mais importante requisito para uma negociação inestimável. Se isso descreve sua condição atual, permita-me dizer como "declarar falência" e procurar uma vida totalmente nova.

Acabar no fundo do poço é uma experiência humilhante, mas esse grau de humilhação é necessário porque receber uma nova vida é algo que você não merece e não pode exigir. Portanto, já que você se encontra nessa situação, posso sugerir que clame em desespero ao único que pode providenciar aquilo que você precisa? Isso exigirá que você acredite em algumas coisas que provavelmente rejeitou durante toda sua vida, mas que outras opções você tem?

Um homem que está se afogando se agarra a qualquer coisa que flutue, numa tentativa desesperada de sobreviver, e esse fato foi destacado em um curso da Cruz Vermelha que fiz há muitos anos. Isso foi alertado porque quem está resgatando pode virar uma vítima se permitir que a pessoa em pânico o agarre e puxe para baixo. Mas, se você está se debatendo na vida, prestes a se afogar, posso garantir que a mão invisível que chega para salvar não falha, se você se agarrar nela e a segurar pela fé.

O que quero dizer com fé? Permita-me ilustrar usando uma história que ouvi sobre um homem que passou um cabo de aço pelas Cataratas do Niagara e depois caminhou do lado de Nova York até o lado canadense e voltou. Quando ele retornou, uma grande multidão havia se juntado, de modo que ele repetiu o feito — só que desta vez empurrou um carrinho de mão sem pneus. Em seguida, após ter descansado um pouco, ele perguntou à multidão se eles acreditavam que ele poderia fazer aquilo novamente. Bem, eles já tinham visto ele fazer uma vez, de modo que todos disseram: "Claro que sim!" Mas não houve voluntários quando ele perguntou se alguém gostaria de se sentar no carrinho! Eles sabiam que ele podia caminhar no cabo de aço, contudo ninguém teve fé para arriscar sua vida, apesar de reconhecerem a habilidade daquele homem.

Meu amigo, o tipo de fé que estou falando é aproveitar a chance e se sentar no carrinho de mão!

Você tem tanta fé assim dentro de você? Se admitir que não tem, não seria maravilhoso se alguém pudesse dá-la para você? Pois bem, isso acontece no que se refere ao negócio de trocar sua velha vida por uma nova. O "distribuidor" está disposto a suprir a fé necessária se você estiver absolutamente pronto para fazer o negócio. Ele lhe estende a mão — convidando-o para tirar proveito de Sua grande força e ser poupado da tragédia de se afogar nos problemas de sua velha vida.

Porém o próximo passo é com você.

Você está pronto para acreditar que o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo tornou isso possível para você, tornar-se literalmente uma nova pessoa por dentro? Você está pronto para admitir que o pecado tem desempenhado um importante papel em causar a insatisfação com a vida que você está experimentando? Você está pronto para clamar a Ele e confessar que você é um pecador que precisa desesperadamente de uma nova vida? Então faça isto! Pare de se desculpar e entre no carrinho dEle. Coloque-se debaixo de Sua misericórdia e graça e implore que Ele o salve!

Mesmo que você duvide da existência de Deus (e você provavelmente tem esse tipo de dúvida), peça que Ele lhe dê uma nova vida, transformando-o para sempre como pessoa. Continue pedindo até que Ele responda, mas enquanto espera, tenha em mente que Ele não tem a obrigação de lhe dar nada. Fique também avisado que qualquer "rogo" que não venha diretamente de seu coração não chegará a Ele, pois Ele sabe quando vem. Você não pode enganá-lo com uma boa ação.

Se você acha que toda essa coisa de obter uma nova vida é totalmente ridícula, estou aqui para dizer que consegui uma, assim como milhões de outras pessoas também conseguiram. Embora muitos de nós não tenhamos experimentado uma mudança dramática em nossa situação (continuamos lá embaixo e olhando para cima), em cada caso houve uma mudança definitiva em nós! Deus fez uma nova pessoa sair de dentro de cada um de nós e lenta, porém certamente, nossas vidas começaram a mudar para melhor. Os problemas que tínhamos não acabaram em um passe de mágica, mas recebemos uma capacidade de lidar com eles que não tínhamos antes e nossa visão das coisas foi mudada.

Qual foi o preço absurdo que tive de pagar para obter minha nova vida, você pergunta? Meu amigo não existem zeros suficientes no universo para expressar a dimensão desse número, porque pagar a nova vida custou literalmente a morte do Filho de Deus. Veja: o problema com o pecado é que Deus é tão santo e justo que Ele não pode tolerar qualquer coisa abaixo da perfeição e, já que todos estamos muito longe da perfeição, nossas chances de passar a eternidade no céu com Ele são absolutamente zero enquanto continuarmos imperfeitos! Para piorar, a santidade e retidão de Deus exigem que qualquer coisa aquém da perfeição (o que é na verdade a definição de pecado) deva ser punida.

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." [Romanos 6:23].

De acordo com este versículo a punição é a morte espiritual — uma eternidade separada da presença de Deus sofrendo nas chamas do lago de fogo (Apocalipse 20:11-15).

E você achava que já estava na pior!

Mas espere um pouco — como consegui uma nova vida se sou tão imperfeito quanto você? Ah, agora chegamos à parte boa! No maior ato de amor em toda a história da humanidade, Deus enviou Seu Filho (Jesus Cristo) a este mundo para nascer como um homem. Quando chegou o momento certo, Ele permitiu que Ele morresse uma morte sacrificial numa cruz romana para pagar os pecados de Seu povo. A punição que merecemos foi colocada sobre Ele e, em troca, Sua perfeição imaculada foi concedida a todo aquele que a receber pela fé. Crer de verdade em quem Ele é e no que fez resulta em uma nova vida "interior" e em um novo lar no céu. Os pecados individuais são perdoados porque a perfeição da morte sacrificial de Cristo nos torna aceitáveis diante de Deus, o Pai. Somos adotados em Sua família como filhos e Seu Santo Espírito literalmente faz morada em nós para dirigir nosso caminho durante a vida. Isto é o que a Bíblia chama de "nascer de novo" e não é apenas uma teoria mística, porque eu experimentei isso pessoalmente.

A perfeição que me foi concedida define a minha condição (ou posição) diante de Deus — que nunca muda. Por outro lado, deve-se compreender que meu estado atual varia de momento a momento por causa da natureza pecaminosa que continuo possuindo e dos pecados que continuo a cometer. A diferença agora é que meus pecados são ofensas contra meu Pai Celestial e não contra o Supremo Juiz do Universo. Se eu não for cuidadoso o bastante para confessá-los e pedir perdão, Deus pode usar Sua vara de marmelo e me castigar! No entanto, mesmo se Ele achar necessário me punir, minha condição nunca mudará porque agora sou um de Seus filhos.

Problemas continuam surgindo e, algumas vezes, a vida pode ser muito difícil, mas há uma paz em meu coração que desafia a simples razão humana. Ela veio quando Deus me ofereceu a melhor proposta que eu já ouvi, me dar a fé para confiar nEle e assim acalmar meus medos de viajar em Seu carrinho de mão sobre as águas turbulentas desta vida.

Há muito espaço para mais passageiros, apenas segure a Mão que está diante de você e suba a bordo juntando-se a nós! Se você fizer isso, a garantia nunca expirará e a qualidade do serviço é excepcional.

"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres (aderir, confiar, e contar com a verdade) que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê (adere, confia, e conta com Cristo) para a justiça (declarado justo, aceitável diante de Deus), e com a boca se faz confissão (declara abertamente e fala livremente de sua fé) para a salvação." [Romanos 10.9-10].

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Desculpas Esfarrapadas

Você está cometendo o erro de apresentá-las?

No capítulo 14 do Evangelho Segundo Lucas, lemos que o Senhor Jesus Cristo foi convidado para fazer uma refeição na casa de um fariseu importante. Logicamente, Ele sabia que o convite não era por uma razão social comum, mas tinha o objetivo de fornecer aos legalistas religiosos, outra oportunidade de tentar encontrar alguma falha Nele.

Portanto, quando entrou na casa, o Senhor foi imediatamente confrontado por um homem que sofria de hidropisia, uma doença também conhecida como "edema" — um inchaço na pele e/ou dos órgãos internos causado pela retenção anormal de fluídos. A narrativa não nos diz se o homem era um convidado ou não, mas a partir do que ocorreu, parece que ele era a "isca" para uma armadilha preparada pelos fariseus. O plano era mais ou menos assim: "Aqui está uma pessoa que está claramente doente — você vai curá-la mesmo sabendo que ensinamos que fazer isso seria uma violação à Lei do Sábado?" Mas, em vez de brincar com aquele joguinho tolo, Ele virou a mesa fazendo-lhes algumas perguntas.

A primeira pergunta foi a seguinte:

"E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei, e aos fariseus, dizendo: É lícito curar no sábado?" [Lucas 14:3].

Bingo! A Lei Mosaica não proibia a cura miraculosa no sábado. Como muitas outras coisas em que eles insistiam, o ensino deles baseava-se naquilo que consideravam apropriado e não na Lei de Deus. Embaraçados e com as mãos atadas, nenhuma resposta crível era possível — de modo que eles adotaram a única opção disponível:

"Eles, porém, calaram-se. E, tomando-o, o curou e despediu." [Lucas 14:4].

Como o Senhor curou o homem e o despediu, isso sugere que o nível social daquele indivíduo não era compatível com o dos presentes na casa. Despedir um hóspede convidado naquela circunstância teria sido uma indelicadeza social e o Senhor sempre demonstrou boas maneiras.

Em seguida, Ele os questionou novamente:

"E disse-lhes: Qual será de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo?" [verso 5].

Novamente, eles não tinham o que responder.

"E nada lhe podiam replicar sobre isto." [verso 6].

Portanto, uma vez que no plano original deles o tiro tinha saído pela culatra, o Senhor graciosamente ofereceu a eles (e ao resto de nós) algumas lições objetivas. Começando no verso 7, encontramos a seguinte instrução:

"E disse aos convidados uma parábola, reparando como escolhiam os primeiros assentos, dizendo-lhes: Quando por alguém fores convidado às bodas, não te assentes no primeiro lugar; não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu; e, vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o derradeiro lugar. Mas, quando fores convidado, vai, e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa. Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado. E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos. E, ouvindo isto, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no reino de Deus." [versos 7-15].

O Filho de Deus sabia exatamente o que havia nos corações daqueles orgulhosos e pomposos líderes religiosos, de modo que Seus comentários tiveram o objetivo de envergonhá-los. Quando Ele concluiu dizendo que aqueles que exibissem humildade no serviço aos outros receberiam uma recompensa celestial, um sabichão (sempre há alguém assim em um ajuntamento de pessoas) disse algo que ele mesmo achava ser muito espiritual! Fazendo uma paráfrase: "Seus comentários não se aplicam porque seremos bem-aventurados quando nos assentarmos para o banquete que Deus vai preparar para nós."

A resposta do Senhor para a afirmação daquele homem foi uma parábola que é tão relevante para as massas humanas hoje quanto foi para os líderes religiosos daquele tempo:

"Porém, ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado." [versos 16-17].

A Ceia das Bodas do Cordeiro (Apocalipse 19:9) será sem dúvida o maior banquete já servido e o contexto da parábola parece se referir a ela. Há também outro paralelo no fato que existem muitos que ouvem a mensagem do evangelho e que, portanto, tomam conhecimento do convite. Mas, como nos três exemplos citados na parábola, a maioria desdenha o convite gracioso de Deus apresentando sempre alguma desculpa ridícula!

"E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado." [verso 18].

Em condições normais, quem compraria um terreno sem primeiro avaliá-lo? Os especuladores algumas vezes estão dispostos a correr esse risco, mas para a vasta maioria de nós, seria uma grande tolice. E a tolice da desculpa é intencionalmente enfatizada.

"E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado." [verso 19].

Novamente, por que alguém pagaria por alguma coisa que ainda não examinou direito? Qualquer pessoa examina antes de comprar, de modo que esse é outro exemplo de tolice.

"E outro disse: Casei, e portanto não posso ir." [verso 20].

Como poderia um casamento permitir esse tipo de desculpa ridícula? Mas o fato inegável é que terras, animais e amor estão entre as desculpas que os homens usam para evitar aceitar o convite para o banquete celestial que Deus preparou!

"E, voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor. Então o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos. E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste; e ainda há lugar. E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha." [versos 21-23; ênfase adicionada].

É minha compreensão que naquele tempo era costumeiro esperar uma confirmação ao convite feito — RSVP — por assim dizer, para que a quantidade apropriada de comida e bebida fosse providenciada. Portanto, o dono da festa ficou indignado por que as pessoas apresentaram desculpas ridículas após terem prometido comparecer.

Então, para concluir a parábola, o Senhor disse que aqueles que desdenharam o convite foram banidos definitivamente da mesa do dono da festa.

"Porque eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia." [verso 24].

Logicamente, os paralelos com o convite gracioso de Deus para salvar aqueles que verdadeiramente respondem à mensagem do evangelho são óbvios.

Portanto, fique informado que você foi convidado! No coração de todo homem há um desejo por vida após a morte, de modo que o intento de "comparecer ao banquete" foi estabelecido. Mas quando chega a hora de realmente fazer isso, a vasta maioria usa todas as desculpas ridículas para evitar comparecer.

Deus não poupou gastos para "preparar a mesa" — chegando ao ponto de enviar Seu Filho Unigênito — Jesus Cristo, para morrer em lugar de todos aqueles para quem o convite foi graciosamente oferecido! Portanto, embora todo ser humano na Terra seja culpado de violar Seus mandamentos (a Bíblia chama essas ofensas de "pecado" e a penalidade por cometer um único pecado é a morte eterna), a justificação — uma total isenção das culpas — é oferecida para todos aqueles que receberem pela fé! A morte sacrificial de Jesus Cristo na cruz pagou o preço que a justiça de Deus exigia pelo pecado.

"Porque o salário do pecado é a morte..." [Romanos 6:23a].

Devido ao fato maravilhoso que o Senhor morreu para pagar a pena pelo pecado, a seguinte oferta tornou-se possível para aqueles que honram o convite de Deus para cear:

"... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." [Romanos 6:23b].

Você está faminto o bastante para aceitar a oferta feita por Deus? Em caso afirmativo, apenas incline sua cabeça e ore pedindo que Ele o perdoe e ofereça um lugar para você à Sua mesa. Se você verdadeiramente for sincero em pedir e em invocá-lo de todo o coração, há uma mensagem na Palavra de Deus que foi colocada ali especialmente para você:

"Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação." [Romanos 10:8-10; ênfase adicionada].

Além disso, observe o próximo verso:

"Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido." [Romanos 10:11].

O Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19:16) fez a você um convite para se assentar com Ele nos céus e participar do maior banquete que este mundo já viu! Você irá comparecer ou apresentará alguma desculpa ridícula?

Imediatamente antes de ascender ao trono da Inglaterra, a rainha Elizabeth II enviou convites especiais para certos súditos comparecerem à cerimônia de coroação. Entre os convidados estavam pares do reino, membros do parlamento e do povo comum. Todos os segmentos sociais estavam representados e, em cada caso, o convite trazia as seguintes palavras: "Extinguem-se todas as desculpas." Quando a realeza convoca, aquilo é uma ordem e não uma simples sugestão. Apresentar desculpas é nada menos que rebelião.

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