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Diamantes e Zirconita


Até Para um Joalheiro Pode Ser Difícil Distinguir

Alguns anos atrás, uma das cadeias de lojas de departamentos na nossa região usou uma engenhosa estratégia de marketing — eles vendiam "cubos de gelo" plásticos contendo água e dentro de um dos cubinhos havia uma zirconita. As pedras eram virtualmente invisíveis na água congelada e não era possível identificar o tamanho ou a lapidação delas. O consumidor interessado pagava um preço módico pelo cubo de gelo que continha a imitação de um diamante, mas a propaganda dizia que um dos cubos era premiado e continha um diamante real, avaliado em algumas centenas de dólares. Como as imitações eram boas e o preço módico, minha mulher comprou um cubo e observei o joalheiro remover a água, revelando uma linda pedra multifacetada. Ela brilhava sob as luzes artificiais da loja e, tanto quanto pude ver, era tão bonita quanto um diamante real. Imagine minha surpresa quando o joalheiro não examinou a pedra usando uma lupa, o instrumento tradicional utilizado para aferir um diamante genuíno e suas características, mas em vez disso, utilizou um aparelho eletrônico de teste. Quando perguntei o motivo, ele me disse que era realmente a melhor forma de distinguir a imitação da pedra verdadeira! As diferenças em coloração podiam ser notadas usando-se uma lupa, mas as imitações eram literalmente perfeitas. Assim, para evitar enganos, ele usava um aparelho eletrônico de aferição.

Pensando sobre isso, observei que há um paralelo com a vida cristã. Satanás vem fazendo um trabalho de mestre, colocando falsificações entre as ovelhas. Elas parecem ovelhas, agem externamente como ovelhas, aparentemente acreditam serem ovelhas — e em muitas áreas até se sobressaem mais do que as verdadeiras ovelhas — mas apesar disso tudo, são falsas e não têm Jesus Cristo em seus corações como Senhor e Salvador. Esses cupins espirituais causam muitos danos ao corpo de Cristo, por causa de seus raciocínios carnais e da resistência à liderança do Espírito Santo na vida da igreja. A epidemia de divisões de igrejas que ocorreu nos últimos anos deve nos dar uma indicação da conseqüência desse câncer espiritual no nosso meio. Um pouco de joio entre o trigo é inevitável, mas grande parte dele poderia ser evitado se o povo de Deus simplesmente utilizasse o "instrumento especial" que Ele nos oferece. Somos continuamente exortados na Palavra de Deus a ficar de guarda contra aqueles que querem nos enganar com palavras fingidas (2 Pedro 2:3) — usando-nos para atingir seus objetivos sociais e políticos. Na Bíblia, o próprio Senhor, bem como os apóstolos, disseram que isso aconteceria e que pioraria ainda mais no fim da época da igreja. É por isto que Cristo disse: "Pelos seus frutos os conhecereis." O exercício constante e persistente do discernimento e da vigilância espiritual é o instrumento de teste que Deus nos deu para nos permitir separar o genuíno do falso. E a prática bíblica da separação é a cura!

Nossas igrejas e pastores tornaram-se tão obsessivos com o jogo dos números que literalmente aceitam qualquer pessoa que afirme ter uma experiência de salvação. "Sim, pastor, aceitei a Cristo como meu Salvador e estou pronto para ser batizado e jogar vôlei na quadra da igreja. Quando será a próxima reunião de sociabilidade?" é a atitude de muitos dos novos "convertidos". Mas, enquanto eles aparecerem ocasionalmente nos cultos e contribuírem com dízimos e ofertas, seus nomes estarão no rol de membros e ajudarão a aumentar o ego do pastor, que pensa estar "edificando uma igreja". O que, a propósito, não tem base bíblica alguma, pois o Senhor disse em Mateus 16:18 que Ele edificará sua igreja:

"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."

Logicamente, a pedra (petra, no original grego), refere-se ao próprio Senhor Jesus Cristo, não ao apóstolo Pedro, como afirma a Igreja Católica (e seus teólogos sabem muito bem o jogo de palavras que ocorre aqui no texto grego original entre petra e petros).

Como já mencionei em outros artigos, muitos pastores passam noites acordados tentando imaginar novos esquemas de atrair mais pessoas às igrejas, para que possam evangelizá-las e alcançar os alvos numéricos. Mas eles estão realmente sendo pescadores de homens ou estão fazendo o papel de trouxas? Isso me faz lembrar a história que aconteceu com um velho pastor. (É uma história verídica que me foi contada por um colega pastor.) Esse velho pastor morava em uma pequena cidade rural de apenas 150 habitantes e quase todos eram membros da igreja. Bem, com o passar do tempo, ele ficou desanimado, pois sua igreja não estava experimentando o tipo de crescimento que os gurus especialistas dizem que uma igreja deve ter. A pequena igreja desse velho pastor tinha o mesmo número de pessoas há vários anos e os únicos convertidos batizados eram os filhos dos membros, de modo que ele estava perplexo com a situação. No entanto, fez o que deveria: começou a orar sobre o assunto, pedindo a orientação de Deus. Um dia, ao dirigir até o armazém, observou que um cachorro grande tinha sido atropelado e seu cadáver ficara estendido ao lado da estrada. Como ele não sabia quem era o dono do animal, ao chegar em casa, comentou o fato com sua mulher. Mas, como ela também não sabia de quem era o cachorro, ele acabou se esquecendo do assunto. No entanto, alguns dias depois, ao passar novamente por aquele local, notou que o corpo do pobre animal ainda estava lá, começava a mostrar sinais de putrefação e estava visivelmente maior, mais inchado. Então, subitamente, ocorreu na sua mente que o problema com a igreja podia ser explicado por essa analogia. O cachorro grande tornara-se maior ainda, mas estava morto por dentro! Essa poderia ser a descrição da sua igreja?

Em toda a parte, os púlpitos de muitas igrejas estão sendo ocupados por pastores zirconita e eles estão encantando as multidões com seu charme, carisma pessoal e seus sermões sobre o amor e suas lições de Psicologia "sinta-se bem consigo mesmo" — mas lembre-se das graves palavras que Jesus disse logo após "Pelos seus frutos os conhecereis":

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." [Mateus 7:21-23].

Dentro do contexto, esses versos estão falando dos "falsos profetas" — "lobos em pele de ovelha" (verso 15) — e referem-se aos pregadores apóstatas e não-salvos durante esta Época da Graça. Observe que esses homens (e atualmente, muitas mulheres) "profetizam" em nome de Cristo. Originalmente, isso significa anunciar a literal Palavra de Deus, que podia não ser conhecida por nenhum outro meio — como era feito pelos profetas do Antigo Testamento. No entanto, nos dias atuais, com o cânon do Novo Testamento completo, os pregadores ainda expõem a literal Palavra, mas ela já foi revelada em sua totalidade. Assim sendo, cada cristão individual é responsável por conhecer se um pregador está anunciando a verdade da Palavra ou não! Se ele vem com algo novo ou que não parece exatamente correto, as pessoas que estão sentadas nos bancos devem fazer uma verificação, porque como ser humano, o pastor está sujeito a erros. Quando dizemos "amém", estamos concordando com o que foi dito; portanto, tenha certeza absoluta daquilo com o que está concordando. Além disso, precisamos exercer o discernimento espiritual e atentar para as ações dos pastores e dos outros irmãos na igreja, porque as ações sempre falam mais alto do que as palavras.

Observe que os indivíduos referenciados pelo Senhor também expulsam demônios em nome de Cristo e operam muitas maravilhas, mas não estão entre o número de seus eleitos. Esse fato soberbo é a razão pela qual imploro com aqueles que insistem em enfatizar os "sinais e maravilhas" para se acautelarem! Os milagres realizados nos ministérios dos apóstolos e evangelistas na igreja primitiva tinham o propósito específico de autenticar a mensagem que estava sendo pregada. Uma vez que o cânon das Escrituras ficou completo, esses sinais e maravilhas não são mais necessários e cessaram de ocorrer. Aquilo que passa como sinais e milagres hoje (falar em línguas, curar, etc.) foi "redescoberto" somente no início do século 20 e deve ser encarado com a máxima cautela. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de falar em um língua estranha que a pessoa nunca estudou antes? Certamente que sim. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de orar em "línguas celestias"? Certamente. Mas a pergunta mais importante é, "Ele ainda faz isso atualmente?" Não quero parecer irreverente, mas minha próxima pergunta sobre o que se refere à prática desses "dons" na atualidade é: O que eles fazem de bom pela causa de Cristo? O propósito certamente não pode ser ainda validar a autenticidade da mensagem que está sendo pregada, como era o caso originalmente. Tudo o que Deus quer que saibamos está incluído na Bíblia e qualquer conhecimento revelado a alguém que fala em línguas — além do que já está revelado na Bíblia — viola as proibições dadas em Deuteronômio 4:2 e Apocalipse 22:18-19 sobre o acréscimo ou diminuição da Palavra de Deus! Aqueles que insistem serem profetas inspirados nos dias atuais precisam considerar essa verdade básica. Novamente, digo a todos: acautelem-se!

Lembre-se que a zirconita é muito parecida, mas não é diamante genuíno. Milhões de "cristãos" hoje estão absorvendo entusiasticamente qualquer coisa que seja supostamente espiritual e envolvendo-se em práticas carnais e que desonram o nome de Jesus Cristo, sob o disfarce de adoração. Os mascates religiosos estão ficando podres de ricos com as manias evangélicas, provendo aquilo que parece fazer sentido às naturezas depravadas, mas que na realidade não têm base nas Escrituras. As velhas e preciosas doutrinas bíblicas estão sendo totalmente ignoradas e "coisas aprazíveis" (Isaías 30:10) estão sendo pregadas para agradar aos mortos espirituais. Cegos estão guiando outros cegos (Mateus 15:14 e 23:16) e estão ficando perigosamente próximos do abismo eterno. Estamos obviamente vivendo em um tempo de crescente apostasia que, sem dúvida, culminará na apostasia total que ocorrerá simultaneamente ao aparecimento do Anticristo. [2 Tessalonicenses 2:1-12].

Qual é a resposta correta a tudo isso, se você reconhece que essa é a nossa situação? A resposta encontra-se em 2 Coríntios 6:14-18, que diz assim:

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor, o Todo-Poderoso."

O povo de Deus precisa desesperadamente sair de qualquer igreja que tenha se desviado do caminho espiritual correto em que antes militava, e procurar a companhia de outros cristãos que queiram adorar a Deus em espírito e em verdade. A igreja primitiva reunia-se nas casas e, sinceramente, acredito que essa pode ser a única alternativa viável para muitos cristãos nos dias atuais. Freqüentemente, algumas pessoas me escrevem pedindo a recomendação de uma igreja e fico entristecido porque não posso mais recomendar genericamente uma denominação e somente posso recomendar algumas poucas igrejas que conheço pessoalmente, devido aos desvios doutrinários que estão ocorrendo em toda a parte. A maioria daqueles que são mais conservadores e fundamentalistas em suas crenças está envolvida em planos, programas e/ou música carnal e mundana no serviço de louvor — tudo de acordo com o plano de favorecer o jogo dos números e sem qualquer base bíblica. Amados, nossas igrejas devem ser centros de adoração ao Senhor e não clubes sociais voltados para o atendimento às vontades dos potenciais convertidos/membros. Não se engane sobre uma coisa: Deus vai salvar Seu povo de seus pecados e, contrariamente à opinião popular, não precisa que façamos o trabalho para Ele! Testemunhar e evangelizar são privilégios e aqueles que forem fiéis nessas atividades receberão galardões no céu, mas é Deus quem salva, não nós. Nunca houve e nem nunca haverá alguém que tenha sido "convencido por palavras humanas" a receber Jesus Cristo como Salvador. Não, eles ou respondem à mensagem sobrenatural do evangelho e crêem, ou não. É simples assim. Não é uma questão de entender mentalmente, mas de ter seu coração quebrantado pelo próprio Deus e esse fato está sendo negligenciado pela maioria das igrejas e pastores atualmente. Milhões estão aprendendo a "como testemunhar" e "como ganhar almas para Cristo", como se fossem meras técnicas que podem ser aprendidas para produzir resultados. Que Deus nos perdoe! Estamos com nossos olhos vendados e nos tornamos zelotes sem base bíblica, enchendo nossas igrejas com joio.

Um dia em breve — e acredito que será realmente em breve — os habitantes deste mundo serão confrontados com acontecimentos e personalidades destinados a abalá-los profundamente. Se os cristãos da Época da Igreja estarão entre esses habitantes ou não, é algo que pode ser questionado, dependendo do momento exato em que ocorrerá o arrebatamento. Entretanto, de qualquer forma, quando o Anticristo aparecer na cena mundial, operando "sinais e maravilhas da mentira", multidões daqueles que meramente professavam serem cristãos afluirão a ele, tomados por grande reverência. Alguns concluem erroneamente que os eleitos da época da igreja estarão na terra, por causa das referências aos eleitos em Mateus 24:24, mas o termo "eleitos" refere-se a todos os que foram escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo. [Efésios 1:4] Assim, imediatamente após o arrebatamento, haverá muitos eleitos na Terra, que serão salvos durante o período da Tribulação. Em minha opinião, esses são os eleitos referenciados pelo Senhor. Além disso, muitos estudiosos acreditam que o número de salvos durante a Tribulação será até maior que o número de salvos durante a Época da Igreja, por causa da passagem em Apocalipse 7:9-14, que diz assim:

"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas mãos... E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro."

Você e aqueles com quem adora estão entre os eleitos de Deus? Se você sabe sinceramente que é um dos eleitos mas tem dúvidas sobre os outros, deve pensar seriamente em afastar-se do meio deles e buscar a vontade de Deus sobre onde Ele quer que você o sirva. A norma na igreja primitiva eram os grupos pequenos de cristãos que se reuniam nas casas e, para preservar qualquer semelhança na reverência e piedade, parece que isso voltará a ser necessário para muitos de nós hoje. Lembre-se do que o Senhor disse em Mateus 18:20:

"Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."

Que Deus o abençoe.

Autor: Pr. Ron Riffe
Data da publicação: 1/2/2001
Patrocinado por: V. H. P. — Rio Grande do Sul
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p157.asp

"Conhecendo Deus e Fazendo Sua Vontade"


O Curso Bíblico "Conhecendo Deus e Fazendo Sua Vontade" — Exemplo de Desvio Sutil das Escrituras no Fim dos Tempos

Um curso longo em termos de experiências, mas curto em base doutrinária!

Recentemente, recebemos informações via correio eletrônico a respeito de um curso que está se tornando muito popular entre diversos grupos denominacionais. O nome é "Conhecendo Deus" e foi lançado em 1990, escrito pelo pastor batista sulista Henry Blackaby, com a co-autoria de Claude King. Esse material é um guia de estudo que, supostamente, promove uma melhor compreensão de como o cristão deve andar diante de Deus. Durante os anos 90, as vendas ultrapassaram dois milhões de exemplares e o curso já foi traduzido em mais de 40 idiomas, incluindo o português. As estatísticas mostram que aproximadamente 16% de todos os batistas da Convenção Sulista norte-americana já fizeram o curso e alguns acreditam que isso corresponda a praticamente metade dos membros ativos! De acordo com o relatório que recebemos, o porta-voz da Junta de Escola Dominical da Convenção Batista do Sul declarou que igrejas de muitas outras denominações (incluindo a Igreja Católica) também estão adotando o curso. Em 1994, foi lançada uma versão em capa dura com o subtítulo "Conhecendo e Fazendo a Vontade de Deus", que já vendeu 250.000 exemplares. Adicionalmente, milhares de pessoas já participaram de seminários em fins de semana e encontros específicos para casais, que estão abertos a qualquer pessoa interessada. O relatório também diz que em 1997, os jesuítas do Boston College programaram uma série de painéis usando o material. É exatamente esse tipo de aceitação ecumênica do curso, juntamente com seu conteúdo místico, que queremos destacar e sobre o qual advertimos.

Vários críticos já publicaram excelentes resenhas sobre o livro e não é nossa intenção duplicar esses esforços. (Por exemplo, veja algumas resenhas no site Bible Discernment Ministries, em http://www.rapidnet.com/~jbeard/bdm/BookReviews/exp_god/). Neste artigo, queremos enfatizar o aspecto místico do material que está sendo ensinado.

O autor Blackaby relaciona o que chama de "Sete Realidades do Conhecimento de Deus" e a de número quatro deve ser especialmente preocupante para os cristãos fundamentalistas. Ele afirma o seguinte: "Deus fala pelo Espírito Santo por meio da Bíblia, da oração, das circunstâncias, e da igreja para revelar a Si mesmo, Seus propósitos e Seus caminhos." É neste ponto em que ocorre um grande desvio do ensino das Escrituras e é também a linha divisória entre os carismáticos e os fundamentalistas. Em que parte a Bíblia — a Palavra de Deus — ensina que Deus fala ao homem usando qualquer outra fonte que não as Escrituras?

Hebreus 1:1-2 diz como Deus comunicou-se com o homem no passado, mas também como Ele fala hoje:

"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo."

Observe na frase sublinhada que o verbo falar está no pretérito. Quando o apóstolo João escreveu o Apocalipse, o cânon das Escrituras ficou completo e tudo o que Deus quer que saibamos sobre Ele e sobre Seu Plano das Épocas está contido no cânon. Deus também nos adverte para não fazermos inclusões ou remoções na sua palavra:

"Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando." [Deuteronômio 4:2].

"Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro." [Apocalipse 22:18].

Pergunta No. 1 — Como um "profeta" hoje revela mensagens de Deus sem violar essas passagens? Como alguém pode insistir que Deus falou com ele de um modo fora das Escrituras sem violar esses mandamentos? Na verdade, não é possível! Portanto, a revelação extrabíblica não tem base nas Escrituras. No entanto, milhares de pessoas — como Blackaby — insistem em dizer que Deus ainda fala ao homem como falava nos tempos bíblicos e citam vários exemplos de como Ele supostamente está fazendo isso.

Pergunta No. 2 — Como aqueles que recebem e disseminam as mensagens "atualizadas" de Deus sabem com certeza que Deus é quem está falando? Estou sendo muito sério aqui! Por qual critério garantem que o Deus Todo-Poderoso é o autor das palavras? Lamento, mas dizer que é uma sensação, não serve. Nem que é a experiência. Somos todos seres humanos totalmente depravados e se alguém realmente é salvo, é somente a graça de Deus que nos separa do pecador mais vil no mundo. É por isso que Deus nos deu Sua Palavra na forma escrita — para que possamos ir até ela e Deus possa se comunicar conosco. Ele fala conosco por meio da Sua Palavra e falamos com Ele por meio da oração. Nenhum cristão genuíno questiona a autenticidade das Escrituras. No entanto, obviamente não é esse o caso com muitos crentes dos dias atuais que insistem que Deus fala com eles — e freqüentemente com uma voz audível! Preciso lembrá-lo das muitas ocorrências na Bíblia em que falsos profetas insistiam em dizer: "Assim diz o Senhor"? Preciso lembrá-lo das próprias palavras do Senhor Jesus Cristo acerca daqueles que insistirão em dizer no dia do juízo que tinham profetizado em nome dele? Na igreja primitiva, quando os dons espirituais relacionados em 1 Coríntios 12:4-11, estavam totalmente funcionais (e precisamos lembrar que o Novo Testamento ainda estava sendo escrito), observamos que um dos dons era "discernir os espíritos" [verso 10]:

"E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas."

Da maneira como entendo esse dom, ele foi dado aos "cães de guarda" para garantir que somente aqueles que supostamente tinham o dom de profecia falassem da parte de Deus. Em outras palavras, o Espírito Santo os capacitava — os habilitava espiritualmente — a discernir a origem e a validade das palavras que estavam sendo proferidas. A razão disso é que Satanás e seus demônios não somente têm a capacidade, mas também o desejo de imitar Deus e procuram falar em nome Dele!!! Esse fato é repetidamente enfatizado nas Escrituras nas ações dos falsos profetas. Portanto, se crê que Deus esteja falando com você diretamente, ou por meio de outras pessoas, é melhor testar esse espírito! Exatamente como aqueles que falam em línguas precisam ter um intérprete presente, aqueles que profetizam estão fora da linha, a não ser que um dos presentes possua o dom de discernir os espíritos. O bom senso desse requisito deve ser evidente.

Como alguém prova os espíritos? De acordo com 1 João 4:1-3, o teste é este:

"Amados, não creais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do Anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo."

Uma das advertências mais importantes que podemos fazer sobre esse assunto é que Deus deixou bem claro que o homem deve viver diante dele pela fé, não por vista [2 Coríntios 5:7; Gálatas 3:11; Habacuque 2:4; Romanos 1:17; Hebreus 10:38]. Portanto, um movimento que enfatiza os dons que são visíveis — e facilmente falsificados por Satanás — está encorajando seus membros a andar por vista, em vez de viver da fé!. Se você ouve alguém sussurrar nos seus ouvidos em voz audível, pode ter certeza, com base na autoridade da Palavra de Deus, que não é o Espírito Santo. Sonhos e visões também são suspeitos pelas mesmas razões, pois são facilmente falsificados por Satanás. Lembre-se, estamos vivendo no fim dos tempos e o Senhor Jesus Cristo disse que a enganação será tão perfeita que, se fosse possível, até mesmo os eleitos de Deus seriam ludibriados [Mateus 24:24]. Acreditamos que muitos ministérios "cristãos" estão sendo criados e promovidos por homens e mulheres que não fazem parte dos eleitos de Deus e estão enganando muitas pessoas. Assim, a maioria das igrejas carismáticas hoje não ensina teologia sistemática, concentrando-se apenas nas sensações e nos dons visíveis que envolvem as emoções, em vez de enfatizarem as doutrinas bíblicas.

Aqueles que acompanham e estão familiarizados com o ministério da The Cutting Edge sabem que vemos as questões espirituais de uma perspectiva completamente diferente da maioria dos demais. Infelizmente, guerra espiritual é um assunto que a maioria dos pastores desconhece. Eles podem falar rapidamente sobre o assunto de vez em quando, mas na verdade não sabem nada sobre o "lado negro" satânico e seus objetivos. Por essa razão, nosso ministério "é a voz do que clama no deserto", procurando despertar o povo de Deus para a dura realidade desta hora avançada em que estamos vivendo. Com amor por todos e sem malícia alguma, exortamos aqueles que estão sendo doutrinados em sistemas baseados em experiências, como o curso "Conhecendo Deus e Fazendo sua Vontade", que façam aquilo que é necessário para garantir que o espírito que esteja falando com eles seja realmente de Deus.

Sempre que alguém estiver falando em línguas, profetizando ou recebendo uma mensagem supostamente do Espírito Santo, de acordo com o teste de 1 João 4:1-3, que mencionamos anteriormente, Deus nos instrui a testar o espírito, fazendo-o confessar que Jesus Cristo veio em carne. Deus não somente instrui, mas também dá aos seus filhos a autoridade de exigir que o espírito faça essa confissão. Se for realmente o Espírito Santo de Deus falando, a confissão será imediata e clara. No entanto, alguns fizeram isso apenas para descobrir, para seu profundo horror, que o espírito recusou-se a cooperar e em muitos casos até blasfemou de Deus!

Se sua experiência cristã envolve qualquer uma das práticas mencionadas, imploramos que siga as claras instruções da Palavra de Deus e prove o espírito pedindo que outros cristãos piedosos apliquem o teste conforme descrito pelo apóstolo João. Enquanto você estiver falando em línguas, profetizando ou recebendo instruções supostamente do Espírito Santo — peça que os outros apliquem o teste, tomando o controle do espírito invocando o nome e o sangue do Senhor Jesus Cristo e fazendo-o confessar que Jesus Cristo veio em carne. O que você tem a perder — senão talvez alguma bagagem espiritual que não sabia que estava carregando?

CAMINHANDO ENTRE JARDINS NA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO

Pastor Marcelo Gomes

Texto escrito originalmente para publicação em “O Estandarte”

Lugares tornam-se especiais em nossas vidas pela lembrança de momentos significativos que nos proporcionaram. É assim quando visitamos aquele restaurante em que pedimos a mulher amada em casamento, ou quando revemos aquela que foi nossa primeira casa, ou quando voltamos ao bairro ou à escola em que fomos criados. Parece-nos que a história continua viva e presente em cada cômodo, em cada parede, em cada detalhe. Não somos poucos os que choramos de emoção em reencontros como estes.



O mesmo acontece com alguns lugares mencionados nas Escrituras. Quem nunca tentou reconstruir o ambiente da pobre estrebaria onde Cristo veio a nascer? Quem nuca se viu caminhando pelas ruas da Galiléia, onde tantos milagres e ensinamentos Cristo concedeu ao povo maravilhado? Quem nunca imaginou a velha Jerusalém, cujas ruas e casas mancharam-se com o sangue do Cordeiro de Deus? Não é por acaso que a chamada “Terra Santa” continua ainda hoje objeto de tantas disputas, pesquisas e interesses.



Mas tão extraordinários quanto os lugares que comumente alimentam nossa fé e nossa imaginação são também os três principais jardins das Escrituras: o Jardim do Éden, o Jardim do Getsêmani e o Jardim da Nova Jerusalém. Todos figuram como símbolo de realidades teológicas importantes e profundas, as quais nos ensinam, enriquecem e desafiam para uma vida de compromisso, fé e expectativa na futuridade do Reino de Deus. E a um passeio por estes jardins somos convidados pelo Espírito do Grande Criador.

O Jardim do Éden: Símbolo de uma Realidade Perdida



O Éden é o jardim da Criação. Nele as implicações da iniciativa criadora de Deus alcançavam sua plenitude. Nele o homem foi colocado e desafiado a cumprir suas mais importantes vocações: a ecológica, no exercício do domínio como cuidado e proteção da natureza (Gn 1:28b e 2:15); a ecumênica, no desafio da multiplicação da espécie para a manutenção da vida humana (Gn 1:28a); e a familiar, no privilégio da união conjugal e sexual como realização e complementariedade (Gn 2:21-25). O Éden era símbolo da perfeição em Comunhão.



Mas o Éden tornou-se também o jardim do orgulho e do pecado. Nele homem e mulher desenvolveram sua mais intolerável ambição – “sereis como Deus” (Gn 3:5). Nele a comunhão com Deus em obediência foi rompida, e as conseqüências desse rompimento evidenciaram-se irrevogáveis e desastrosas. A vocação ecológica ganhou um inimigo: a dificuldade e o desgaste no desenvolvimento do trabalho (Gn 3:17-19). A ecumênica, pela manutenção da vida, foi verdadeiramente “golpeada” pelo atentado à vida (Gn 4:8). A familiar passou a gerar dores, sofrimento e desigualdades (Gn 3:16). O Éden tornou-se símbolo de distanciamento e morte. Outro jardim estava para entrar em cena!

O Jardim do Getsêmani: Símbolo de uma Realidade em Conflito



O Getsêmani é o jardim da angústia. Nele a luta contra a morte e o pecado chegou às últimas conseqüências. Para ele o Filho Eterno de Deus, agora encarnado, conduziu-se em tristeza e sofrimento a fim de preparar-se para a batalha (Mc 14:34). Foi ali também, é verdade, que mostrou-se frágil e necessitado, como qualquer um de nós, chegando a buscar alternativa para seu destino trágico e iminente. Sem perder, porém, a humildade (Mc 14:35 e 36). Nele o abandono e a indiferença, característicos da atual condição humana, também se fizeram notar (Mc 14:37). O Getsêmani era símbolo da dor e do medo.



Mas o Getsêmani transformou-se em jardim de vitória na luta da vida contra a morte. Nele o Cordeiro Santo preparou-se para Sua entrega definitiva em favor do ser humano (Mc 14:41). Nele Jesus tomou sua decisão mais importante: vale a pena dar seqüência a este plano de salvação e de redenção (Mc 14:42). Foi nele que o Messias superou as barreiras da indiferença e do ódio, revelando Seu grande amor para com todos os homens e mulheres feitos à imagem e à semelhança de Deus Pai. O Getsêmani tornou-se símbolo de amor sacrificial e de vitória. Estava aberto o caminho para o último jardim!

O Jardim da Nova Jerusalém: Símbolo de uma Realidade Esperada



O jardim da Nova Jersusalém é o jardim da Nova Criação. Nele a árvore da vida – presente no primeiro jardim mas proibida para o ser humano por causa do pecado – ressurge como bênção e privilégio de todos os seus visitantes-habitantes (Ap 22:2). Nele a água cristalina do descanso e do refrigério definitivos corre livremente e sem contaminações (Ap 22:1). Nele o distanciamento dá lugar a uma nova e mais profunda comunhão em relacionamento de serviço e felicidade, pois o próprio trono do Deus Altíssimo estará presente junto com Seu povo (Ap 22:3 e 4). Enfim, nele as trevas que tomaram conta dos céus em pleno dia agora são vencidas pela luz que jamais se apaga (Ap 22:5). A Nova Jerusalém é símbolo de Vida Eterna.



Mas a Nova Jerusalém deve ser também símbolo de esperança e de compromisso. Nela e em seu aguardo os homens e mulheres de todos os tempos, os quais também se dispuseram a crer na palavra e no testemunho dos Profetas e do Cordeiro, encontram a motivação e a força necessárias para esperar a Sua vinda (Ap 22:6 e 7a). Nela e na expectativa da herança que ela representa os filhos de Deus encontram desafio e incentivo para a perseverança na obediência e na fidelidade (Ap 22:7b). A Nova Jerusalém e sua maravilhosa “praça” tornaram-se para nós e para toda a Igreja de Jesus símbolo de expectativa escatológica e alegria sem fim. Outro jardim já não será necessário!



A “passagem” do Jardim do Éden para o Jardim da Nova Jerusalém está vinculada ao desafio do Getsêmani. A vitória contra o pecado no restabelecimento final e definitivo da Comunhão com Deus está intimamente relacionada ao desafio da angústia e do sofrimento no embate da vontade humana contra a proposta extraordinária e difícil da vontade divina. E esta deve prevalecer sobre aquela. O triunfo sobre a morte na participação da vida eterna passa pela identificação com Jesus na solidão do jardim da provação. Ademais, a história da Salvação está traçada e definida de seu início ao seu fim.



Cabe-nos, portanto, participar com Cristo de seus sofrimentos, para que com Ele também participemos da Glória. Cabe-nos declarar “seja feita a Tua vontade e não a nossa”. Cabe-nos assumir o desafio do discipulado na certeza de que “o espírito está pronto mas a carne é fraca”. Que o Deus da Vida nos abençoe pelo Seu Espírito de Amor e de Fortaleza! Um bom passeio. Não deixe de aproveitar a beleza e o cheiro das flores. E lembre-se: prepare-se para os espinhos...

Pastor Marcelo Gomes

Jeová como testemunha de Jesus


Se disséssemos a uma testemunha-de-jeová que Jeová foi testemunha de Jesus, isso seria considerado por eles uma grande blasfêmia de nossa parte. Por quê? Porque, freqüentemente, quando somos abordados por pessoas desse grupo religioso, geralmente se identificam como testemunhas-de-jeová, e não poupam palavras para declarar que o próprio Jesus também foi como elas, uma testemunha de Jeová. E, para apoiar sua afirmação, citam: “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra” (Ap 1.5; grifo do autor).

Testemunhas de Jeová ou de Jesus?

Não há um só versículo no Novo Testamento que afirme que os cristãos devem ser conhecidos como testemunhas de Jeová. Mas existem textos que declaram categoricamente que os cristãos devem ser conhecidos e chamados de testemunhas de Jesus. O que segue são alguns exemplos da explícita proeminência da expressão “testemunhas de Jesus”:

“E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração” (Ap 17.6; grifo do autor).

Jesus, depois de ressuscitado, ensinou que seus discípulos deveriam ser suas testemunhas em todas as nações, dizendo: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1.8; grifo do autor).

“Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas” (At 2.32; grifo do autor).

“E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas” (At 3.15; grifo do autor).

“Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse nome a homem algum. E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus” (At 4.17,18; grifo do autor).

Vejamos agora um versículo em que Paulo, como testemunha de Jeová (Is 43.10) perseguia as testemunhas de Jesus: “Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos” (At 26.9; grifo do autor). Depois de convertido, tornou-se testemunha de Jesus: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (At 9.15-16; grifo do autor).

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3.17; grifo do autor).

“Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9; grifo autor).

“... ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” (Ap 2.13; grifo do autor).

Jeová como testemunha de Jesus

Se é verdade que Jesus é chamado de testemunha de Jeová, como lemos em Apocalipse 3.14, por outro lado, não se pode negar que Jeová também é chamado de testemunha de Jesus. Jeremias 42.5 declara: “Então eles disseram a Jeremias: Seja o Senhor entre nós testemunha verdadeira e fiel...”. E como “testemunha verdadeira e fiel” Jeová deu testemunho de Jesus: “Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Há outro que testifica de mim [o Pai], e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro” (Jo 5.31,32; grifo do autor).

“E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou” (Jo 8.17-18; ênfase do autor).

“Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu” (1Jo 5.9,10; ênfase do autor).

O testemunho de Jeová a respeito de Jesus

Por várias vezes Jeová deu testemunho de Jesus. Vejamos:

1. No seu batismo

“E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16,17; grifo do autor).

2. No Monte da Transfiguração

“E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o (Mt 17.5; grifo do autor).

Pedro referiu-se a esse acontecimento da vida de Jesus, do qual ele também participou: “Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2Pe 1.17; grifo do autor).

Testemunhos equivalentes

Se Jesus foi testemunha de Jeová e Jeová foi testemunha de Jesus, qual a diferença entre os dois testemunhos? Não são iguais, equivalentes? E quanto a isso a Bíblia apresenta a declaração de Jesus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). “Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim mesmo, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras” (Jo 14.8-11).
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I Pe 3.18 e a ressurreição de Jesus


I Pe 3.18 - mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito

As Testemunhas de Jeová negam a ressurreição corporal de Jesus. Declaram que sua ressurreição foi apenas espiritual, e que o corpo de Jesus foi desintegrado por Deus: Certa ocasião, Ele até mesmo fez com que o apóstolo Tomé pusesse a mão na marca do ferimento em Seu lado, de modo que Tomé cresse que Ele realmente havia sido ressuscitado (João 20:24-27). Não prova isso que Cristo foi levantado no mesmo corpo em que fora morto? Não, não prova (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra. STV. Edição de 1989. P. 144).


Resposta

Jesus ressuscitou corporalmente e não como espírito glorificado. Em Rm 8.11 lê-se que Jesus foi ressuscitado pelo Espírito Santo: E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito, que em vós habita. O texto em questão não declara que Jesus foi ressuscitado como espírito glorificado e, sim, que Ele foi ressuscitado corporalmente pelo poder do Espírito Santo. Tomé tocou no corpo ressurreto de Jesus e foi convencido da realidade desse corpo. Entretanto, admitindo-se que Jesus materializou um corpo para se apresentar a Tomé, isso significaria que Ele estaria enganando a Tomé, dado que o corpo seria apenas uma materialização e não o mesmo corpo crucificado e colocado no túmulo (Ver Lc 24.1-6). A Bíblia diz: Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito (Jo 2.20-22). E Jesus declarou: Vede minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne e nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel. O que ele tomou, e comeu diante deles (Lc 24.39-43).


Fonte:

Bíblia Apologética
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Há um só Salvador


Nós podemos verificar que uma das coisas que as Ecrituras afirmam, é que há somente um salvador. Quem é esse "um só salvador"? É Jeová!

"Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador."
Isaías 43:11

Nós sabemos que a Bíblia não se contraria. Há somente um salvador, e este salvador é Jeová. Mas vamos observar quem, mais adiante é chamado de salvador:

"aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,"
Tito 2:13

" Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo."
2 Pedro 1:11

"É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor."
Lucas 2:11

Como pode ser isto? A única resposta é: Jesus é Jeová. As Testemunhas de Jeová consideram somente o Pai como Jeová, mas Jeová é Triuno. O Pai é Jeová, o Filho é Jeová, e o Espírito Santo é Jeová. Quando tentamos mostrar às Testemunhas de Jeová que Jesus é Jeová, nos são apresentados versículos em que o Pai e o Filho são vistos separadamente, como em At 7:55. Isto se deve ao fato das Testemunhas não conhecerem a doutrina da Trindade, pois esta não afirma que o Pai é o Filho (como fazem os mórmons).

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Explicando Jo 10.30


Cristo era um com o Pai ou “um em propósito” com o Pai?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Jesus disse: “Eu e o Pai somos um As Testemunhas de Jeová não acreditam que essa passagem signifique que Jesus e o Pai sejam um em essência e tenham a mesma natureza divina. Eles apontam para João 17.21,22, onde Jesus orou ao Pai para que os discípulos “sejam todos um, assim como tu, Pai, está em união comigo e eu estou em união contigo” (tradução Novo Mundo, das Testemunhas de Jeová). “É óbvio que os discípulos de Jesus não se tornarão todos participantes da Trindade. Mas eles vêm para compartilhar a unidade de propósito com o Pai e com o Filho, o mesmo tipo de unidade que une Deus a Cristo” (Reasoning frorn the Scriptures, 1989, pág. 424).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÂO: Jesus era um com o Pai em sua natureza, mas distinto dEle pessoalmente. O Deus trino possui apenas uma essência, mas três pessoas distintas (veja os nossos comentários a respeito de Jo 14.28). Então, Jesus tanto era o mesmo em substância como também era um outro indivíduo além do Pai.

O contexto deixa muito claro que Jesus não está apenas se referindo a ser “um em propósito” com o Pai. Sabemos que isso é verdadeiro porque assim que os judeus ouviram Jesus dizer que era “um” como Pai, imediatamente pegaram em pedras para matá-lo, acusandoo de ter blasfemado. Não é que eles tivessem entendido que Jesus estivesse meramente dizendo que era “um em propósito” com o Pai (pois, na verdade, eles se consideravam a si mesmos como sendo “um em propósito” com o Pai). Antes, indignaram-se por ter Jesus reivindicado ser Deus sem ter, na opinião deles, qualificação para isso. Os judeus compreenderam precisamente aquilo que Jesus pretendeu comunicar.

Fonte: Geisler e Rhodes

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Eu Sou


Vários textos na "Bíblia" da STV foram adulterados, a fim de fundamentar heresias. Um deles se encontra em João 8:58 - texto o qual identifica Jesus como Jeová.

Veja abaixo, como o versículo se encontra na Bíblia Sagrada, e como ele foi distorcido na Tradução do Novo Mundo (Tradução da própria Sociedade Torre de Vigia):

Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU. João 8.58 (Almeida)

Jesus disse-lhes: "Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência eu tenho sido. - João 8.58 (TNM)

Mas por que há esta diferença? É por que João 8.58 identifica Jesus como Jeová, o Grande Eu Sou, que apareceu a Moisés:

"E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." - Êxodo 3.14


Sendo assim, se a STV assume que Jesus é o EU SOU do Antigo Testamento, tem de assumir a doutrina da Trindade. Como a Bíblia não sustenta a religião do Corpo Governante, este tem de modificar sua "Bíblia". Antes de começarmos uma exegese destes textos, veremos o que a "organização de Deus" diz para se defender: "A expressão em João 8.58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3:14. Jesus não a usou como nome ou título, mas sim como maneira de explicar a sua existência pré-humana. Assim, note como outras traduções bíblicas vertem João 8:58: ..." Deve-se Crer na Trindade? p. 26

Neste ponto, a brochura cita algumas traduções que apóiam suas doutrinas. Como é de praxe, a STV sempre cita obras quando estas apóiam suas doutrinas; porém quando não é assim, as obras são consideradas "lixo".

Mas o ponto ao qual quero chegar, é que a brochura afirma que "a expressão em João 8.58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3.14". Verificaremos por que isso é uma mentira, com base nos seguintes dados:

Tanto Jesus, como Paulo, o autor de Hebreus, e os demais, sempre faziam suas citações usando a Septuaginta. A Septuaginta é a tradução para o grego dos livros do Antigo Testamento (escritos originalmente em hebraico). O fato de Jesus, Paulo, etc. fazerem uso da Septuaginta, indica que esta era de grande circulação, e também que todos conheciam o seu texto. Da mesma forma, o grego era a língua em que se deu o diálogo entre Jesus e os Judeus, descrita nesta passagem. Tendo isso como base, verificaremos o texto de Êxodo 3.14 na Septuaginta, e o compararemos com o texto grego de João 8.58.

kai eipen o Theos pros Mousen ego eimi o on. Kai eipen Outos ereis tois uiois Israel O on apestalken me pros umas. - (Ex 3:14 - Septuaginta)

eipen autois Iesous, Amen amen lego umin, prin Abraam genestai ego eimi.
(Jo 8:58 - Novo Testamento Grego)

Veja que tanto na Septuaginta, como no N.T. Grego, aparecem as palavras EGO EIMI, as quais significam "EU SOU". Desta forma, podemos ver claramente que quando Jesus disse "ego eimi", os Judeus logo ligaram com o "ego eimi" do Antigo Testamento. A STV pode adulterar o texto da forma que quiser, mas não poderá negar a verdade de que a mesmíssima expressão (EGO EIMI) aparece tanto em João, como em Êxodo.

Outra prova incontestável de que os Judeus entenderam que Jesus se auto-identificou como sendo o EU SOU do Antigo Testamento, é a seguinte: há cinco razões que podem condenar uma pessoa à morte por apedrejamento, segundo a Lei Mosaica:

1) - invocação de mortos (Lv 20:27)
2) - blasfêmia (Lv 24:10-13)
3) - falsa profecia (Dt 13:5-10)
4) - filhos rebeldes (Dt 21:8-21)
5) - adultério / estúpro (Lv 20:10; Dt 22:22-24)

Veja que os Judeus ajuntaram pedras para apedrejar a Jesus (Jo 8.59). Qual dos motivos acima citados Jesus estava se enquadrando, segundo a visão deles, para ser sentenciado? É claro que é por blasfêmia (veja Jo 10.30-33):

"Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo."

Os Judeus entenderam claramente o que Jesus quis dizer com "EU SOU", pois por isso, por Jesus afirmar ser o grande EU SOU, o Deus, eles quiseram o apedrejar por blasfêmia. A Mesma expressão que eles conheciam da Septuaginta, ou seja, "ego eimi", a qual Deus usou para se identificar, Jesus estava usando para si. A Expressão "ego eimi" também se encontra em Dt 32.39, onde se encontra a afirmação de que somente Deus é o EU SOU (ego eimi).

Agora, iremos verificar mais um ponto contra a posição da STV sobre este versículo: a tradução errônea em sua "Bíblia". O texto grego não admite sob forma alguma a tradução de "ego eimi" para "eu tenho sido". O Pr. Esequias Soares da Silva, em seu livro Como Responder às Testeunhas de Jeová, vol. 1, p. 109 explica com clareza este fato:

"'EU SOU" no texto grego aqui é ego eimi e não permite em hipótese alguma a tradução "eu tenho sido". Essa tradução da TNM é uma violação inescrupulosa da gramática e uma distorção do que a Bíblia ensina. O verbo grego eimi, "sou", no infinitivo emai "ser", é defectivo e não tem perfeito nem aoristo. Esses "tempos" verbais (aspectos verbais) vêm suprimidos pelo perfeito e aoristo do verbo ginomai e se a expressão "eu tenho sido" fosse autêntica aqui, nessa passagem o verbo seria gegona. Além do mais, o verbo "ser" está desprovido de tempo, não encerrando portanto a idéia de tempo. Com isso, Jesus está dizendo que é eterno. A idéia de tempo aqui, nessa passagem, recai sobre a palavra prin "antes", e o acentuado contraste entre os verbos gregos "existisse" ginomai e eu "sou" (eimi) mostra que mesmo antes de Abraão existir Jesus já existia eternamente. Com isso, Jesus se identificou com o grande "EU SOU" de Êx 3.14."

Agora que vimos com clareza que Jesus é realmente o EU SOU, gostaria de frisar a importância que o texto da em reconhecê-lo como tal. Recomendo a leitura de Jo 8.21-59. Vejamos alguns textos desta passagem, onde Jesus afirma ser o EU SOU (ego eimi):

"Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que EU SOU (ego eimi), morrereis em vossos pecados." (v. 24)

"Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem EU SOU (ego eimi), e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou." (v. 28)

Veja agora dois versículos onde "ego eimi" se encontra na Septuaginta:

"E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." - (Êxodo 3.14)

"Vede agora que eu, EU SOU, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão."
(Deuteronômio 32.39)

Mesmo que a tradução de "ego eimi" fosse "eu tenho sido", o que vimos que não é correto, os Judeus teriam entendido o que Jesus disse, pois conheciam a Septuaginta, onde o próprio Deus se auto-proclamou como o Ego Eimi. A Septuaginta foi traduzida aproximadamente no ano de 250 a.C., e era de grande circulação, pois a língua grega dominava quase todo o mundo da época. Esta tradução visava a conveniência dos Judeus de fala grega que não conheciam o hebraico. Como o grego era a "língua popular" da época, sua leitura era muito abundante. Mesmo pessoas que conheciam o idioma hebraico, como Paulo, e o autor de Hebreus, faziam citações da Septuaginta, o que indica que os Judeus a liam com freqüência. O texto por si só é claro – Jesus se identifica como sendo Deus!
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Prof. Paulo Cristiano e Prof. João Flávio Martinez
Fundadores do CACP

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Como poderia Deus falar consigo mesmo?


Salmos 110.1 - Disse o SENHOR ao meu Senhor

Testemunhas de Jeová – Criticam a doutrina bíblica da Trindade argumentando que: o Senhor não pode falar consigo mesmo e se Jesus fosse Deus, como poderia Deus falar consigo mesmo? Argumentam que a Tradução do Novo Mundo traduziu melhor o texto: A pronunciação de Jeová a meu Senhor é.


Resposta Apologética

Em primeiro lugar, Deus não está falando consigo mesmo, como argumentam as Testemunhas de Jeová. Quando afirmamos que Jesus é Deus, não estamos dizendo que Jesus é o Pai. As Testemunhas de Jeová confundem a doutrina bíblica da Trindade, tendo como objetivo dizer que os evangélicos são contraditórios no conceito da Trindade. Os cristãos não confundem as Pessoas da unidade composta de Deus (Um só Deus, três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo - Mt 28.19). O texto bíblico, diz claramente que o SENHOR estava falando com o Senhor. Ou seja, o Pai (SENHOR) falando ao Filho (meu Senhor). Não se trata de má tradução. Em segundo lugar, o fato do Pai falar com o Filho não o diminui em sua Divindade. No Novo Testamento encontramos muitas vezes esse diálogo, que em nada compromete a Divindade de Jesus. Esse versículo dentre outros com seus respectivos contextos revelam mais uma vez a gloriosa doutrina bíblica da Santíssima Trindade.


Fonte: Bília Apologética

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As Testemunhas de Jeová adoravam Jesus


Muitas Testemunhas de Jeová (TJ) já se converteram a Jesus, e outras pelo menos já abandonaram essa organização, por descobrirem que o seu Corpo Governante (a liderança mundial das TJs) vivem mudando de ensinos. Isso é prova cabal de que esses líderes não são guiados pelo Deus da Bíblia, mas pelo deus das trevas. Já mudaram mais de 300 vezes de ensinos, pelo menos que temos aqui catalogados. E o pior de tudo, esses ensinos, às vezes, mudam e retornam com o tempo na mesma forma anteriormente ensinado. Não queremos zombar das TJs, mas tais mudanças têm motivado críticos delas a chamarem a tais mudanças constantes de Luzes Pisca-Pisca, devido ao seu caráter vai-e-vem. O interessante é como o Corpo Governante trata das mudanças de ensinos de outras organizações religiosas, que mudam também de ensinos, mas sem atribuir necessariamente essas mudanças a ação exclusiva de Jeová Deus na vida da Igreja:

"É assunto sério representar Deus e Cristo de um modo, e depois achar que nosso entendimento dos principais ensinos e das doutrinas fundamentais das Escrituras estava errado, e, daí, retornar às mesmas doutrinas que, por anos de estudo, cabalmente verificamos ser erradas. Os cristãos não podem vacilar — ser indecisos — a respeito de ensinos fundamentais. Que confiança se pode ter na sinceridade ou no critério de tais pessoas?" - A Sentinela de 15 de abril de 1977, página 246, volume encadernado.

Se os cristãos não podem vacilar, o que dizer então do modo como a Liderança Mundial das TJs vem interpretando e reinterpretando se Jesus deveria ou não ser adorado, desde os idos de Charles Taze Russell, o fundador do movimento, em 1879, até hoje? Observe:

1ª LUZ (a) - Jesus foi adorado aqui na terra - "Cremos que o nosso Senhor Jesus, enquanto esteve na terra, realmente foi adorado e assim procedido corretamente." - A Sentinela de 15 de Julho de 1898, página 216, volume encadernado.

1ª LUZ (b) - Jesus foi adorado aqui na terra - "Muitos da Cristandade poderiam aprender numerosas lições com aqueles sábios gentios [Os Magos]: Eles caíram diante dele, prostraram-se, então fisicamente expressaram sua reverência. (2) Eles adoraram-no em seus corações [...]." - A Sentinela 1 de janeiro de 1906, página 15, em inglês.

Até aqui observamos Russell, embora não crendo que Jesus fosse o próprio Jeová, ensinando a adoração a Jesus, inclusive afirmando que a Cristandade deveria aprender a lição com os Magos que vieram adorar Jesus. Russell morreu aos 31 de outubro de 1916 crendo que deveria adorar a Jesus. E para piorar as provas contra essa seita, após a morte de Russell, a ele A Sentinela dirigiu as seguintes palavras, conforme trazidas do original:

"Charles Taze Russell, tu tens, pelo Senhor, sido coroado um rei. E pelas eras eternas teu nome será conhecido entre as pessoas, e teus inimigos virão e adorarão a teus pés." - A Sentinela de 1 de dezembro de 1916, página 377, volume encadernado.

Argumentando com as TJs: Como pode uma organização se achar a única verdadeira, se o próprio fundador, de 1879 até 1916 não recebeu do Verdadeiro Deus a "verdade" de que não se deveria adorar a Jesus? E como puderam ensinar que os inimigos adorariam Russell aos pés dele?

1ª LUZ (c) - Jesus continuou a ser adorado nos dias de Rutherford (1916-1942) - "Jeová Deus ordena a todos a adorarem a Jesus porque Cristo Jesus é a expressa imagem de seu Pai, Jeová." (A Sentinela 15 de novembro de 1939, página 339, volume encadernado, em inglês) "No milênio, os príncipes conduzirão as pessoas em sua adoração a Jeová e a Cristo." (Vindicação, Volume III, página 295, em inglês) "As pessoas de todas as nações que obtêm a salvação devem vir à casa do Senhor e adorá-lo ali; isso quer dizer que elas devem crer e adorar a Jeová e ao Senhor Jesus Cristo." (Salvação, página 151, em inglês).

1ª LUZ (d) - Jesus continuou sendo adorado nos dias de Nathan H. Knorr, até 1954 - "Agora, na vinda de Cristo para reinar como rei na capital da organização Sião de Jeová, para ali trazer um novo mundo justo, Jeová faz dele infintamente maior do que anjos e mensageiros divinos e concordemente ordena-lhes adorá-lo. [...] Visto que Jeová Deus reina agora como Rei [...] então todos os que deveriam adorá-lo devem também adorar e curvar-se [...] a Cristo Jesus, seu Co-regente no trono da teocracia." - A Sentinela 15 de outubro de 1954, página 313, em inglês.

Como podemos perceber, de 1879 até pelo menos 1954, ou seja, durante 75 anos, por que Jeová não havia ainda revelado a elas o que hoje o Corpo Governante considera uma "verdade" - Não devem adorar a Jesus? Se fosse um assunto secundário, até poderíamos admitir que Deus tem o seu devido tempo, mas em questão de como adorar a Deus, será que poderíamos conceber que o Soberano Senhor Jeová, o Todo Poderoso, teria permitido que seus seguidores o adorassem dividindo a adoração com um ser criado, como pensam as TJs? Pois José do Egito, por dedução e atuação do Espírito Santo de Deus, em sua vida, negou-se a adulterar, mesmo antes de Jeová ter dado os Dez Mandamentos, então por que aqueles Estudantes Internacionais da Bíblia e depois, mesmo com o novo nome de Testemunhas de Jeová (1931), ainda não foram guiados pelo Espírito Santo de Deus a não render nenhuma adoração a Jesus até 1954, caso essa fosse uma verdade? Porque não são guiados pelo Espírito Santo de Deus! Interpretam a Bíblia a seu bel prazer, como faz qualquer outra seita exclusivista.

Amamos as TJs, como pessoas, mas não temos como concordar com essa doutrina que vai e vem, vai e vem, a qual ao mesmo tempo é ensinada pelo grupo como alimento espiritual que vem de Jeová. Observe a mudança:

2ª LUZ - Não se devia mais adorar a Jesus - "Conseqüentemente, visto que as Escrituras ensinam que Jesus Cristo não é uma co-pessoa trinitária com Deus, o Pai, mas uma pessoa distinta, o Filho de Deus [...], nenhuma adoração distinta deve ser rendida a Jesus Cristo, agora glorificado no céu. Nossa adoração deve ser apenas a Jeová." - A Sentinela 1 de janeiro de 1954, página 31, em inglês.

Argumentando com as TJs - E as Tjs que morreram adorando a Jesus? Serão salvas? Ou terão a desculpa e que Jeová e seu Corpo Governante que não haviam revelado a "verdade" ainda a elas?

Contudo, contrariando o que Russell certa vez disse, que uma nova luz jamais anula a anterior, mas soma-se a ela, a nova luz, ou nova interpretação, dizia que se podia adorar a Jesus. Veja:

3ª LUZ - Jesus poderia ser adorado (de novo!) - "Cristo deve ser adorado como Espírito Glorioso, vitorioso sobre a morte na estaca de tortura." - Certificai-vos de Todas as Coisas, página 104, edição de 1960 [a edição de 1970 retirou essa declaração].

Argumentando com as Tjs - Se de acordo com Provérbio 4:18, Jeová revela luzes para o Corpo Governante, por que Ele teria primeiro permitido adorar a Jesus, depois ensinado a esses líderes a não adorar, e depois que se poderia adorar de novo?

Mas a luz continuou a brilhar. E novamente adorar a Jesus não foi mais recomendado.

4ª LUZ - Jesus não deveria ser adorado (de novo!) - "Os trinitaristas que crêem que Jesus é Deus, ou no mínimo uma segunda pessoa do Deus triúno, não gostam das Testemunhas de Jeová dizerem que é antibíblico para adoradores do Deus vivo e verdadeiro render adoração ao Filho de Deus, Jesus Cristo." - A Sentinela de 1 de novembro de 1964, página 671, em inglês.

Argumentando com as TJs - Quando um ensino desses, tão importante, vacila entre duas opiniões, a que conclusão você chega? Que Deus faz assim, ou que o homem age assim, independentemente de Deus?

Mas o Corpo Governante mudou novamente, e Jesus agora poderia ser adorado de novo, de uma forma relativa, como quiseram ensinar antes em outros momentos dessa história de acender e apagar de luzes:

5ª LUZ - Jesus poderia ser adorado, mas de modo relativo e só pelos anjos - "Em vista de tudo isso, como devemos compreender Hebreus 1:6, que mostra que até mesmo os anjos ‘adoram’ o ressuscitado Jesus, Cristo? Caso se prefira a tradução "adorar", então se precisa compreender que tal ‘adoração’ é apenas relativa. Pois o próprio Jesus declarou enfaticamente a Satanás que "é a Jeová, teu Deus, que tens de adorar [uma forma de proskynéo] e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado". - A Sentinela de 1 de julho de 1971, página 415; A Sentinela de 15 de janeiro de 1992, página 23.

Aqui nos convém uma observação interessante. Em 1971, se considera a adoração relativa como possível a Jesus, mas 11 anos antes, lemos num livro das TJs:

"Adoração relativa, usando-se ajudas à devoção físicas, é contrária ao princípio cristão de adoração." - Certificai-vos de Todas as Coisas, página 244, edição de 1960.

E mesmo que se dissesse que essa declaração acima se referia apenas à adoração de imagens e não à adoração relativa a Cristo, a obra das TJs Estudo Perspicaz afirmou:

"Não existe um único caso nas Escrituras em que fiéis servos de Jeová tenham recorrido à utilização de ajudas visuais para orar a Deus ou tenham se empenhado numa forma de adoração relativa." (Estudo Perspicas das Escrituras, volume II, páginas 92, 93)

Quanta contradição nos ensinos do Corpo Governante! Além de contradição, palavras de confusão, bem típico do que o nome Babilônia quer dizer: Confusão, nome este que as Testemunhas de Jeová nos dão, por afirmar: TODAS AS RELIGIÕES, COM EXCEÇÃO DA NOSSA, SÃO PARTE DE BABILÔNIA A GRANDE, O IMPÉRIO MUNDIAL DA RELIGIÃO FALSA!

Errar, revisar, corrigir, é uma arte aprovada por Deus, mas errar, revisar, corrigir e se considerar a única religião verdadeira, a qual recebe de Deus as interpretações da Bíblia, através de um espirito santo com letras minúsculas NÃO pode ser algo aprovado por Deus. Isso se chama brincar com vidas, e com o próprio Deus.

Atualmente, veja o que ensina o Corpo Governante das TJs sobre se é correto ou não adorar a Jesus?

6ª LUZ - Jesus não recebe nenhuma adoração. Só Jeová deve ser adorado! - Portanto, a que conclusão chegamos? Que Jeová, e ninguém mais, é "o Deus verdadeiro e a vida eterna". Somente ele merece receber a adoração exclusiva de suas criaturas. — Revelação (Apocalipse) 4:11." - A Sentinela de 15 de outubro de 2004, página 31.

É importante observar que o Corpo Governante, enquanto admitiu a adoração relativa dos anjos a Jesus, ao mesmo tempo ensinava que só Jeová mereceria a adoração dos humanos. Também, a Tradução do Novo Mundo, a Bíblia dos TJs, edição de 1967, traduziu Hebreus 1:6 por "todos os anjos o adorem", mas as edições posteriores, evitando as provas de que se deva adorar a Jesus, traduziu o texto por "todos os anjos lhe prestem homenagem".

Argumentando com os TJs - Você não acha um ensino errôneo ensinar que Jesus deve ser adorado, depois ensinar que não, depois ensinar que sim, depois ensinar que a adoração a Jesus seria apenas relativa, depois que adoração relativa é idolatria, e finalmente que Jesus não deveria ser adorado? (Espere uma resposta) Você acha mesmo que o Corpo Governante, depois de tantas mudanças que vão e que vêm, ensina mesmo o que Jeová quer, ou o ensino deles é contraditório?


Fernando Galli
IACS - INSTITUTO APOLOGÉTICO CRISTO SALVA
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Apocalipse 1:18


Jesus é o “Alfa e o Omega” mencionados neste verso?

A MA INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová argumentam que todas as referências ao Alfa e ao Omega no livro de Apocalipse referem-se ao Deus Todo-Poderoso, e não ao Filho (Reasoningfrorn the Scriptures, 1989, pág. 412).

CORRIGINDO A MA INTERPRETAÇÃO: Existem duas fortes razões para considerar essas passagens como referências a Cristo e, por essa razão, como provas de sua divindade. Em primeiro lugar, a passagem em Apocalipse 1.7 fala de alguém que foi “traspassado” e que “vem". E obvio que esse que vem deve ser Jesus, uma vez que Ele (e não o Pai) foi traspassado na ocasião em que foi pregado na cruz. O verso 8 então nos diz que Deus é aquEle que “vem”. AquEle a quem os dois versos se referem como “vindo” é Deus, e aquEle que foi traspassado só pode ser Jesus Cristo.

Em segundo lugar, João faz uma declaração explícita a respeito da divindade de Cristo em Apocalipse 22.12.13:“E eis que cedo venho (...) Eu sou o Alfa e o Omega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro”. Em Apocalipse 22.20 lemos:”Aquele que testifica estas coisas diz:Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!”. AquEle que está vindo é Deus, a segunda pessoa da Divindade, o “Princípio e o Fim”,Jesus Cristo.

Fonte: Geisler e Rhodes
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Matéria extraída de uma ou mais obras literárias.
Este artigo é um trabalho compilado.

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Adorar somente a Deus


Todos nós sabemos que somente a Deus se deve adorar. Somente Ele é digno de adoração. A adoração que não é dirigida a Deus, é idolatria, a qual é altamente condenada. Vamos estas coisas na Bíblia:

Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.Lucas 4.8

Guardai-vos para que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e os adoreis...Deuteronômio 11.16

Sendo assim, a adoração dirigida a qualquer outro ser ou objeto, que não seja Deus, é altamente condenada (Ex 20.4; Lv 26.1; Is 42.8). Por este motivo, se Jesus não fosse Deus, ele não seria e nem aceitaria adoração. Podemos verificar nas Escrituras, as várias vezes em que Jesus é adorado, e aceita a adoração:

Então os que estavam no barco adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente tu és Filho de Deus."Mateus 14.33

"E eis que Jesus lhes veio ao encontro, dizendo: Salve. E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram." Mateus 28.9

" E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem." (Cf. Hb 1.6 na TNM - Ed. de 1967)

Jesus tanto é adorado, como aceita a adoração, e até o Pai ordena que os anjos o adorem. Esta é uma prova incontestável da divindade de Jesus. A STV, como não pode contestar isto, fez algo impressionante: alterou a Bíblia. Em todas as passagens em que Jesus é adorado, a STV substituiu adorar por prestar homenagem.Parece ser uma acusação um pouco "forte", mas é a verdade.

A palavra grega que é traduzida para adorar, é proskyneo (se lê prosquinô). Proskyneo, se encontra relacionada ao Pai (Mt 4.10; Jo 4.24; Ap 7.11), a anjos (Ap 22.9), a homens (At 10.25), a Jesus (Mt 2.2, 8.2, Jo 9.38), e a ídolos (At 7.43). Esta mesma palavra, traduzida por adorar se referindo ao Pai, quando se refere a Jesus, a STV muda para prestar homenagem. Isto demonstra claramente que quando a Bíblia não sustenta uma crença da STV, ela (a Bíblia), é "adequada" a crença.

Uma prova clara disto, é que a TNM, edição de 1967, trazia em Hb 1.6 a palavra "adorar", mas na edição posterior, mudaram a tradução para "prestar homenagem". Esta é apenas uma das várias corrupções de texto da TNM.

Jesus é adorado, da mesma forma que o Pai é adorado. Jesus pode ser adorado, por que ele é Deus!

Inclusive, Charles Taze Russel e Rutherford (os dois maiores lídereres e presidentes das TJs) disseram que Jesus recebeu corretamente adoração - sabiam? (Cf. A Sentinela, 01/01/1906 - Pg. 15 ... Sentinela 01/12/1916, pg. 377, volume encadernado em Inglês).

E agora, será que as TJs teria coragem de dizer que seus fundadores são idólatras?

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A Ressurreição Física de Jesus


É argumentado pelas TJ que Jesus não ressuscitou com o seu corpo do sepulcro. Vejamos o que é dito: “...sua volta nunca poderia ser com o corpo humano” (livro “Poderá viver... pág.143).

Pelo que vemos as TJs desacreditam da ressurreição de Jesus. Alegam que Jesus não poderia ser assunto ao céu em um corpo físico. Entretanto a Bíblia mostra que Jesus subia ao céu e voltará de lá em um corpo físico (leia: Jo.20:24-27, At.1:11 - TNM). Parece que as TJ desconhecem a passagem de II Reis 2, onde Elias foi assunto ao céu com o seu corpo humano, mostrando-nos assim que o céu é um lugar real. Alias o mundo espiritual é um lugar real. O Apóstolo Paulo nos fala que a ressurreição literal de Cristo é a nossa maior esperança, pois se Deus pode ressuscitar a Jesus em um corpo físico e imortal, também poderá ressuscitar o nosso. Veja que Paulo diz; “E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (I Cor.15:14).

Realmente o pregado pela Sociedade Torre de Vigia é vão, pois se não se crê na ressurreição literal de Cristo tudo é vão. Ainda bem que a verdadeira Igreja acredita na Bíblia literalmente. O diabo é que gosta de inventar falsas interpretações, que gosta de torcer a Palavra de Deus, que gosta de pegar o que é literal e inventar estórias malignas e sem fundamentos. Alias, os livros da Sociedade Torre de Vigia não observam nenhuma regra de interpretação bíblica, mas apenas aceitam as loucuras de alguns loucos que já morreram. Oremos para que Deus tenha misericórdia dessas pobres e moribundas almas.

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Líderes evangélicos esquerdistas manifestam apoio a causa GAY nos USA.


Líderes evangélicos esquerdistas manifestam apoio a projeto de lei de “crimes de ódio”

WASHINGTON, EUA, 11 de maio de 2009 (LifeSiteNews.com) — Proeminentes membros da esquerda evangélica manifestaram apoio a um projeto de lei no Congresso americano que acrescentará orientação sexual e identidade de gênero como categorias oficiais na lei de “crimes de ódio” [semelhante ao PLC 122 brasileiro].

O evangelista esquerdista Tony Campolo, fundador da Associação Evangélica para a Promoção da Educação, juntou-se a um comício em frente ao Congresso nesta semana organizado pela Campanha pelos Direitos Humanos, um grupo homossexual que divulgou manifestações de apoio do especialista evangélico em ética David Gushee, de Jim Wallis do grupo Sojourners e do pastor de mega-igreja Joel Hunter. Além disso, o comício elogiou muito o projeto de lei, que protegerá o transexualismo no ambiente de trabalho.

“Nós evangélicos que temos uma elevada visão das escrituras temos de querer justiça para gays, lésbicas e transgêneros”, disse Campolo. “A justiça é amor que se traduz em políticas sociais… Esse projeto de lei é uma chance de praticar esse amor”.

Contudo, Mark Tooley, presidente do Instituto de Religião e Democracia, respondeu ao manifesto de Campolo e outros apoiando o projeto de lei, perguntando: “Por que indivíduos que se proclamam como evangélicos estão ecoando a cultura secular ao manifestar apoio a ideologias envolvidas em ‘orientação sexual’ e ‘identidade de gênero’? Cada vez mais, é difícil distinguir a esquerda evangélica da esquerda secular”.

Os críticos das leis de crimes de ódio dizem que elas são redundantes e tentam criminalizar pensamentos e expressões verbais em vez de atos criminosos. Eles também alertam que os líderes religiosos e outros que apóiam o casamento tradicional serão vítimas potenciais de processos por “ódio” se a “orientação sexual” for transformada em categoria protegida.

Entretanto, Campolo disse que os líderes cristãos podem dizer o que quiserem “enquanto o que disserem não promover violência”. Tooley, por outro lado, respondeu que a lei de crimes de ódio é desnecessária, pois “todas as vítimas de violência já são devidamente protegidas pela lei, não importando qual a motivação dos agressores”.

Além disso, Tooley disse que “os cristãos de todas as tradições são chamados a transformar a cultura, não se conformar a ela. Mas a esquerda evangélica repete argumentos da página editorial do jornal esquerdista The New York Times e parece pensar que tal conformidade cultural ganhará aplausos”. Ele comentou: “A História mostra que os cristãos que fazem concessões acabam se tornando cristãos irrelevantes”.

Traduzido por Julio Severo - Alex Bush
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Levi’s coloca fita pró-“casamento” homossexual em novo jeans


Levi’s coloca fita pró-“casamento” homossexual em novo jeans

Levi Strauss & Co., o fabricante de jeans que há muito lidera o apoio corporativo ao ativismo homossexual, apareceu com uma nova estratégia de marketing que poderá ludibriar os consumidores que compram seus produtos, levando-os a mostrar apoio pelo “casamento” do mesmo sexo.

As lojas da empresa em Nova Iorque, Los Angeles, Chicago e San Francisco exibirão a linha de verão de jeans e camisas adornadas com “Laços Brancos pela Igualdade”, símbolo que denota apoio ao “casamento” homossexual.

O símbolo, uma fita branca com um laço, foi desenvolvido por uma empresa de comunicação da Califórnia para tirar vantagem da oposição à aprovação da Proposta 8, a emenda constitucional de proteção ao casamento normal aprovada pelos eleitores da Califórnia. A fita branca com laço imita as várias campanhas de fitas, tais como a fita rosa para a campanha contra o câncer de mama.

Comentando acerca do fato de que a empresa está misturando ativismo comercial e político, o vice-presidente sênior de serviços criativos globais da Levi’s, Rene Holguin, disse: “Nossa equipe de design estava buscando algo que ecoaria além da moda apenas, mas se encaixaria no tema de nosso produto branco”.

Os funcionários das lojas que estão mostrando as roupas com fitas brancas de laço foram orientados a envolver os clientes com esclarecimentos sobre o símbolo da agenda homossexual, esperando que os clientes sejam instruídos por meio de uma “conversa informada”.

“Temos chamadas telefônicas semanais com os gerentes de nossas lojas e enviamos informações detalhadas sobre a organização Fita Branca e também maneiras em que estamos como empresa apoiando a igualdade do casamento para todos”, a diretora de marketing de marcas e relações públicas da Levi’s, Erica Archambault, disse para o jornal New York Times. Ela acrescentou que quer que a equipe de vendas “seja instruída e apta a ter uma conversa informada que seja mais interativa do que ler um cartão ou algo parecido”.

A Levi Strauss, com sede em San Francisco, foi a primeira empresa da Fortune 500 a estender benefícios de saúde para casais homossexuais e deu grande apoio financeiro para o Conselho Empresarial de Igualdade Não à Proposta 8, que foi formado para se opor às iniciativas de definir o casamento como sendo entre um homem e uma mulher na constituição da Califórnia.

A empresa deu 25.000 dólares para a Igualdade para Todos, uma coalizão que liderou a campanha contrária à Proposta 8, enquanto Robert Haas, o presidente emérito da empresa e sua esposa deram mais 100.000 dólares, de acordo com um porta-voz da empresa.

Um relatório de Business Wire declara que a Fundação Levi Strauss anunciou ontem que fará uma doação de 25.000 dólares para o Centro Nacional de Direitos Lésbicos (CNDL) e 25.000 dólares para o Centro Comunitário LGBT de San Francisco (“O Centro”).

O CNDL liderou a campanha jurídica para derrubar a Proposta 8 no Supremo Tribunal da Califórnia.

“O Centro” é um local de reuniões homossexuais informais que “organiza e planeja o futuro político e cultural da comunidade LGBT” em San Francisco.

Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews:

Thaddeus M. Baklinski

Levi Jeans Funds Push for Homosexual “Marriage” in California
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/sep/08092911.html

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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A Palavra era [um] deus-Testemunhas de Jeová


UMA CORRETA ANÁLISE GRAMATICAL DE JOÃO 1.1

A Tradução Novo Mundo das Escrituras Sagradas (obs.: das Testemunhas de Jeová), revisãode 1986,verte assim o texto de João 1.1:

"No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus e a Palavra era [um] deus".

O objetivo deste pequeno trabalho é mostrar que a última parte do versículo ("a Palavra era [um] deus") foi traduzida de forma arbitrária, sem obedecer as regras gramaticais da língua grega dentro do contexto semântico do Novo Testamento. Entendemos que a tradução correta é aquela utilizada pela maioria das versões: "a Palavra era Deus".

Reativando este tema bastante discutido no passado, esperamos contribuir para o fortalecimento das convicções dos que amam e crêem na Palavra de Deus, e para trazer certeza aos que se encontram na dúvida.

Os termos gregos do texto em questão, representados pelos caracteres latinos correspondentes, ficam assim representados:

THEOS EN HO LOGOS. Segue-se a análise gramatical de cada palavra com sua tradução:

THEOS - substantivo, masculino singular, predicativo do sujeito.........[Deus]

EN - 3ª pessoa do singular Imperfeito do Indicativo, do verbo EIMI.......[era]

HO - artigo masculino singular (feminino em português).....[a]

LOGOS - substantivo, masculino singular, sujeito........[Palavra]

Estamos diante de uma oração onde dois substantivos (THEOS e LOGOS) são relacionados através do verbo de ligação (EN). O substantivo THEOS não vem precedido de artigo mas substantivo LOGOS está precedido pelo artigo definido HO. Em construções deste tipo, com o verbo na 3ª pessoa, o sujeito da oração é indicado pela presença do artigo diante do substantivo. Em grego não existe o artigo indefinido como em português ou inglês. Contudo, a ausência de artigo definido não indica necessariamente que a tradução deva ser feita com uso do artigo indefinido, seja em português, seja em inglês.

O professor Jean Humbeit, mestre conferencista da Sorbonne, em seu livro "Sintaxe Grecque", assim se expressa à página 44, quanto ao uso do artigo grego: (a tradução é minha)

"O artigo pode definir o indivíduo que está em questão e o conjunto de indivíduos que formam um grupo ou uma espécie. Inversamente, a ausência de artigo implica uma impossibilidade de definir um indivíduo em particular, ou é um meio de exprimir "a espécie em si mesma", sem considerar as individualidades que a compõem".

A ausência do artigo, portanto, possui duas alternativas: impossibilidade de definir o indivíduo ou um meio de exprimir "a espécie em si mesma". Voltando ao texto em questão e aplicando o critério acima para ausência do artigo, concluímos inicialmente que a tradução poderia ser de duas maneiras:

1. Considerando uma impossibilidade de definir um indivíduo em particular, teríamos a seguinte tradução:

THEOS EN HO LOGOS = A Palavra era um deus. Neste caso, "um deus" estaria indicando a impossibilidade de dizer qual dentre os deuses individualmente considerados "A Palavra" seria. Embora seja uma tradução gramaticalmente possível não é aceitável semanticamente no contexto da Bíblia, onde há um só Deus verdadeiro, isto é, não existe uma quantidade de deuses maior do que um possibilitando criar uma indefinição em torno do vocábulo 'Deus'.

2. Utilizando a alternativa restante que é um meio de exprimir "a espécie em si mesma", sem considerar as individualidades que a compõem, a tradução seria, então: "A Palavra era Deus." Fica assim indicado que "A Palavra" era da espécie de "Deus", que biblicamente é única, sem considerar as individualidades que a compõem. Esta tradução, além de gramaticalmente correta, tem um sentido semântico coerente com o conteúdo bíblico. Nas Escrituras, ora o termo 'Deus' é uma pessoa individualizada, ora é essência ou espécie.

Podemos concluir que a versão correta para o texto em estudo é: "a Palavra era Deus". Não está sendo dito que a Palavra era o Deus Pai, mas que a Palavra era Deus em essência, qualidade ou espécie. O substantivo THEOS (Deus) está numa função adjetiva, qualificando o sujeito da oração HO LOGOS (a Palavra).


Por Mário Hygino*

Referencia bibliográfica

Humbert, Jean. "Sintaxe Grecque". Paris: Libraire C. Klincksieck, 1954, pág. 44.
*Professor de português e grego.

Fonte: Jornal Desafio das Seitas nº 31
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